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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Caninos - Cuidados especiais na terceira idade



Antigamente era raro ver um cão realmente idoso nas ruas. Todavia, após anos de pesquisa veterinária, pode-se afirmar que, atualmente, 40% dos cães atinge facilmente a terceira idade, ou seja, vive mais de 7 anos. Entre os fatores decisivos para esse aumento da longevidade canina estão os melhores cuidados que os cães recebem de seus donos, a melhor assistência veterinária, alimentação balanceada e adequada aos estilos de vida dos cães e esquemas mais aprimorados e eficazes de vacinação.

Quando é que um cão é considerado idoso?

Tudo depende de seu tamanho. Os cães de raças menores tendem a envelhecer mais devagar, devido ao seu metabolismo. Neste casos, é comum que eles cheguem à terceira idade entre 9 e 13 anos. Ao passo que um cão de grande porte envelhece dos 6 aos 9 anos. Mas, de maneira geral, pode-se dizer que um cão começa a envelhecer aos 7 anos de idade.

A partir desta idade é preciso prestar atenção às mudanças de hábitos do seu velhinho. Elas podem indicar o início de problemas de saúde. E olhe que os cães são peritos em esconder dos donos o seu sofrimento! Nesta altura é conveniente visitar o veterinário não apenas uma vez ao ano para as vacinas, mas semestralmente, a fim de despistar qualquer um dos 5 problemas mais frequentes da terceira idade. Se você está achando muito, é só pensar que em média um ano humano equivale de 5 a 7 anos do cão... você consegue imaginar uma pessoa mais velha ficar 5 anos sem visitar um médico?

Quais são os principais problemas do cão idoso?

Entre outras, temos a insuficiência renal crônica, a insuficiência hepática, diabetes, câncer e insuficiência cardíaca. As primeiras podem ser diagnosticas por meio de exames de sangue e urina. O câncer, através de palpação ou radiografias e a insuficiência cardíaca é diagnostica através de auscultação, radiografia ou eletrocardiogramas. Portanto, se um cão idoso estiver doente e durante a consulta não for diagnosticada nenhuma dessas doenças já temos um bom sinal. O principal a saber é que, uma vez diagnosticadas precocemente, o tratamento será sempre mais eficaz.

Novas descobertas

Em termos de nutrição, sabe-se que no cão idoso o metabolismo basal e a massa muscular diminui, bem como as necessidades energéticas. Todavia, uma das descobertas mais surpreendentes é a maior necessidade de proteína na dieta dos cães a fim de preservar sua massa muscular. Essa descoberta é exatamente oposta à crença que havia até então, de que os cães mais velhos deveriam receber menos proteína e que seu excesso poderia ser prejudicial ao estado geral do cão, e especialmente prejudicial ao fígado e aos rins.


Contudo, estudos mais recentes realizados nos EUA, comprovam que o corpo dos cães mais idosos exige mais proteína para manter sua massa muscular em forma. Certos pesquisadores defendem o aumento da proporção de proteína na dieta dos animais idosos, desde que não sofram com problemas renais. Outro problema comum é a obesidade, que pode e deve ser controlada a partir de uma dieta específica para este fim.

Outra área de preocupação dos donos de cães idosos deve ser a saúde bucal. A partir de uma certa idade, em especial nos de pequeno porte, o tártaro dentário tende a acumular-se entre os dentes e as gengivas causando a periodontite ou doença gengival.

Com a evolução do tártaro, instala-se o mau-hálito (o primeiro sintoma que os donos percebem), a infecção bacteriana e a queda progressiva dos dentes. As consequências são nefastas e os donos devem previnir-se o quanto antes. A principal consequência, fora a queda dos dentes que em si mesmo já é um grande problema, é que as bactérias podem invadir a corrente sangüinea através de hemorragias e isso pode conduzir a infecções generalizadas, atacando especialmente os rins, fígado e o coração.

Para prevenção destes problemas, a visita ao veterinário é a melhor opção, a fim de fazer uma avaliação geral do cão e promover a limpeza do tártaro.

Graças às novas tecnologias da medicina, o câncer também é um problema detectado facilmente. Com o diagnóstico precoce, o tratamento é mais eficaz, garantindo maior longevidade ao cão. O número de cães que desenvolvem algum tipo de câncer é cada vez maior devido, justamente, ao aumento da expectativa de vida deles e também aos efeitos do meio ambiente sobre os organismos.

Descobriu-se recentemente que certos animais desenvolvem a doença porque possuem deficiências genéticas que combateriam a formação dos tumores. O tratamento do câncer passa pela cirurgia, quimioterapia, laserterapia entre outros métodos disponíveis. A castração precoce também beneficia tanto machos quanto fêmeas, reduzindo a incidência dos tumores relacionados aos órgãos reprodutivos (mamas, próstata e ovário) de 20% para 0%. A adição de anti-oxidantes na alimentação contraria o envelhecimento ao proteger as células contra os radicais livres - moléculas instáveis que reagem contra as outras moléculas dentro das células, causando danos irreparáveis. Entre os anti-oxidantes, incluem-se as vitaminas A, E e C, além do selênio.

Outro problema comum aos cães idosos é a artrite. Trata-se de uma doença dolorosa e debilitante, que deve ser diagnosticada e tratada adequadamente pelo médico veterinário. É um grande erro medicar por conta própria os cães com analgésicos humanos porque muitos deles são altamente incompátiveis com o metabolismo canino.

Um dos inimigos mais perigosos é a insuficiência cardíaca, que pode até ser de 'nascença', mas normalmente é causada pelo envelhecimento. Destacam-se entre os problemas cardíacos mais comuns as deficiências valvulares e o bloqueio do impulso elétrico (muito comum nos cães da raça Boxer). Mais para o fim da vida, as infecções tornam-se as causas mais comuns dos problemas cardíacos. Os cães não tendem a sofrer de colesterol elevado ou artereoesclerose. Contudo as endocardites e as miocardites são mais comuns. Felizmente, já existem bons medicamentos para o tratamento destes problemas.

Com o passar do tempo, a oxigenação cerebral pode ser insuficiente e o nosso velhinho pode nos parecer senil. E é verdade. Isso pode acontecer e não há como prevenir. Enfim... no fundo todos desejaríamos que nosso cachorrinho nunca chegasse a ficar velho. Mas já que isso é impossível, precisamos aceitar este fato com naturalidade e colaborar estreitamente com os veterinários para que possamos promover a melhor qualidade de vida ao nosso velhinho.

O que fazer para facilitar a vida do cão idoso?
O envelhecimento do cão é muito difícil, tanto para o cão, quanto para o dono. Se você facilitar as coisas, a vida de ambos será muito mais feliz.

Com o passar do tempo a visão e a audição deterioram-se. Nesta altura, evite mudanças radicais do mobiliário, hábitos e horários. O animal adapta-se perfeitamente a mudanças graduais, mas se forem súbitas, podem causar um profundo stress e aumentar o risco de doenças. Portanto, caso você precise fazer uma reforma na sua casa, deixe seu cão longe da bagunça e se puder, mude os móveis aos poucos e sutilmente. Com a instalação da artrite, por exemplo, deve-se dar especial atenção ao piso, que não deve ser nunca escorregadio. Também nesta fase, as escovações e o toque são muito importantes para assegurar ao cão a sua presença e amizade. Da mesma forma, podem ainda auxiliar na descoberta de elevações na pele.

O seu fiel amigo de tanto tempo precisa saber que você está lá para o que der e vier. Especialmente porque com a diminuição dos sentidos, pode vir a ficar mais temeroso e dependente de você. Ter dois cães idosos pode ser bastante positivo para que um faça companhia ao outro, mas nada impede que você adquira um filhote, que pode dar uma nova alegria à vida do nosso velhinho. No entanto, é importante prestar atenção ao temperamento do seu cão mais velho: nem todos têm paciência para aguentar a energia e as brincadeiras dos filhotes.

Se os cães sempre foram acostumados a atividades específicas - como ir às exposições, frequentar parques, fazer truques e brincadeiras - é importante que continue podendo exercê-las mesmo depois de certa idade. As brincadeiras como correrias e jogos de bola, normalmente devem ser adaptadas à terceira idade. Não é preciso parar de jogar a bolinha para o seu cão, mas talvez seja prudente jogá-la mais perto e menos vezes.

Mas o principal cuidado que devemos ter com os nossos velhinhos é continuar amando-os como nunca... não o deixando de lado nem descuidando-se dele agora que ele já não está tão lindo quanto na sua infância. Afinal, ele foi seu amigo fiel e lhe dedicou toda uma vida. O mínimo que você deve fazer é cuidar para que a sua velhice seja a melhor velhice possível.

Fonte: Dog Times

Sindrome do abandono em animais e Florais de Bach




“Devemos ser mais tolerantes, indulgentes e compreensivos quanto às diferentes formas pelas quais cada indivíduo e cada coisa trabalha pela sua perfeição final.” Edward Bach

Segundo o médico veterinário, Dr. Carlos Renato Murta, “síndrome de abandono, é um estado anormal de euforia, em que o cão fica quando seu proprietário chega em casa. Ele lambe o dono, pula e late – inicialmente. Com o passar do tempo, o cão pode apresentar tremores por todo o corpo, latir desesperadamente, ter descontrole de urina e fezes, até chegando a desmaiar ou convulsionar, nos casos mais graves. Isso não é saudade – é uma doença comportamental e, deve ser tratada pois, causa muito sofrimento ao cão.”

A síndrome do abandono, é uma alteração comportamental, cuja principal característica é a angústia, o sofrimento excessivo do cão, a cada vez que seu dono sai, mesmo que por poucos minutos.

Esta doença tem caráter progressivo e, o cachorro vai alterando os sintomas para pior, usando, até mesmo de estratégias, para evitar o afastamento de seu dono – vomitar, mancar, etc. O animal começa a tiranizar seu proprietário.

Os cães, são animais que possuem comportamento de grupo, de matilha, desde seus ancestrais, os lobos. Têm regras sociais e hierárquicas, muito complexas. O objetivo, é a sobrevivência da comunidade. Assim, os cães, tendem a demonstrar estresse, frustração e ansiedade quando deixados sozinhos. O homem, quando domesticou o ancestral do cão, interferiu no equilíbrio que havia no bando, criando problemas de identidade nesses animais. Devido à crescente humanização, eles vêm apresentando problemas de comportamento.

O cão terá sempre, por herança genética, comportamento social, de matilha e, não gosta de ser deixado sozinho. Para o cão, o ser humano faz parte do seu grupo e, geralmente, ele vê seu dono como líder. A matilha necessita de um líder que, é aquele que protege os demais e impõe regras para que a matilha prospere.
Na síndrome do abandono, o proprietário, muitas vezes, começa inadvertidamente, a incitar este tipo de reação no cão pois, quando chega em casa, faz carinhos muito intensos e excessivos. O cachorro “aprende” esta forma de reagir, querendo, cada vez mais, receber atenção do líder.

Em casos mais graves, o veterinário deve ser consultado, para medicar o animal, para diminuir a ansiedade e tensão.
Para começar a tratar o animal, o proprietário deverá ignorar o comportamento inadequado, só fazendo carinho quando este acalmar-se.

Florais de Bach:
O uso de flores e plantas no tratamento humano é muito antigo . Pesquisas indicam que as flores já eram utilizadas com este objetivo antes de Cristo. Os aborígenes australianos comiam a flor inteira para obter os seus efeitos. Tanto os egípcios como os africanos e os malaios já faziam uso das flores para tratar os desequilíbrios inglês, resgatou o uso da terapia das flores.

Há registros que, no século XVI, Paracelso, famoso alquimista, já utilizava as essências florais para tratar seus paciente.
Edward Bach (1886 – 1936), renomado médico patologista e bacteriologista , atuante por mais de 20 anos em Londres, abandonou sua prática em 1930 para dedicar-se integralmente à pesquisa de seu método de cura pelas flores.

Desde cedo, em sua época de estudante, interessava-se mais pelos pacientes do que por suas doenças, pois sentia que ocupar-se dos sintomas físicos não era o bastante. Todos os remédios usados em seu método de tratamento são preparados a partir de flores , arbustos e árvores silvestres. Não são prescritos diretamente segundo o mal estar físico mas sim, de acordo com o estado mental do paciente.

Todo estado emocional negativo gera desequilíbrios no indivíduo que , acaba tornando-se presa de problemas físicos, o que não aconteceria se o estado mental fosse de equilíbrio. Os remédios de Bach tratam as pessoas e os animais doentes e, não as doenças. Os florais são produzidos a partir da retirada da energia das plantas de que são feitos.

O Dr. Bach nos ensinou que, a doença e o sofrimento são sinais de que o paciente possui um aprendizado a realizar, a fim de reconquistar a harmonia e o equilíbrio perdidos.

Princípios básicos das essências florais de Bach:
- tratam o indívíduo e não a doença
- sistema simples e natural de cura
- nenhuma essência pode causar danos ou dependências - não há química . A essência é energética , vibracional .
- podem ser usadas com qualquer outro tratamento – é um tratamento complementar e não alternativo
- efetividade – a efetividade pode ser observada em indivíduos inconscientes, em coma , em crianças , em animais e plantas
- sistema de cura completo
- as essências não substituem a medicina veterinária ortodoxa .

“ A existência e evolução das plantas corresponde a um longo aprendizado de harmonia com as leis do universo . O ser humano também vive sob estas leis , e é por isso que o aprendizado das plantas é , simbolicamente , análogo ao dos homens.
Quando a planta floresce todo o seu aprendizado fica disponível para o novo ser que irá se formar . As essências florais são , antes de tudo , a experiência da planta em busca de sua harmonia com as leis da natureza .” - Regis S. Mesquita de Oliveira.

Florais de Bach, utilizados para tratar o comportamento inadequado do cão, na síndrome do abandono. Esta relação não é um guia – é, meramente, uma sugestão. Consulte o terapeuta floral:

- vervain
Para tratar o excesso de euforia. Animal muito barulhento, muito agitado. Trata o excesso de entusiasmo e a impulsividade.
- honeysuckle
Para tratar a saudade.
- chicory
Para tratar o amor condicional, o apego, a possessividade. Para animais que latem, mordem, mancam ou vomitam para impedir que sejam deixados sozinhos.
- heather
Para tratar o animal que sofre muito com a solidão. Trata animais que fazem barulho para chamar atenção ou por sentirem solidão. Trata animais barulhentos, inoportunos , destrutivos ou sujos quando deixados sozinhos. Para tratar o animal “manhoso”.
- holly
Trata os ciúmes destrutivos. O animal é destruidor, agressivo, vingativo.
- cherry plum
Trata comportamentos incontroláveis, compulsividade. Descontrole quando vê o proprietário. Para incontinência urinária e fecal. Para tratar convulsões.
- willow
Trata o ressentimento, a mágoa, o negativismo. O animal sente-se injustiçado, um coitadinho. Para animais que parecem se vingar ou mostrar rancor, urinando em lugares impróprios ou destruindo coisas que pertencem ao dono.
- agrimony
Para tratar a angústia, o tormento interior. Trata a ansiedade.


Dra. Martha Follain






Sem teto e sem tutor’ animais do Pinheirinho estão perdidos no terreno

Depois da desocupação do Pinheirinho (SP), uma preocupação de moradores vizinhos são os animais abandonados no local, muitos ainda estão no terreno, sem comida e doentes. Um grupo de voluntários tenta salvar os bichos.

Chegam carros lotados de ração para cães e gatos. E se metem entre os escombros do Pinheirinho para procurar os animais. Desde que a desocupação da área foi feita, um grupo de voluntários cuida dos bichos diariamente.

“Nós estamos alimentando esses animais até encontrarmos uma solução viável, porque são muitos animais aqui e a situação é caótica. Nós estamos alimentando, vindo todos os dias e vamos tentar achar uma solução”, diz a aposentada Marilu Godói.

Muitos estão doentes e recebem tratamento ali mesmo. Outros são resgatados e levados para abrigos provisórios.

“A gente está procurando lares temporários pra eles e depois a ideia é fazer uma grande feira de adoção para os tutores que puderem ficar com os animais e os que não puderem a gente encontrar um lugar definitivo.”, diz a engenheira Renata Porto Silva Variane.

A dona de uma casa no bairro Interlagos vai abrigar provisoriamente 20 cães, até encontrar seus tutores ou até que eles sejam adotados.


Os animais dos moradores do Pinheirinho estão vagando pelo terreno desde o domingo (22). Na pressa em deixar a área, poucos moradores conseguiram levar seus bichos. Até a chegada dos voluntários, eles estavam sem comida.

Nos primeiros dias da desocupação, a prefeitura chegou a recolher cerca de 200 animais e os levou para canis particulares. Mas os voluntários acreditam que a ação não foi suficiente e querem uma solução para o problema. Eles estimam que cerca de 500 animais ainda estejam no local.

“Quando eles começaram toda a ação entrando, recolhendo, eu achei que isso fosse uma ação contínua, que eles iam conseguir resolver todo esse problema, que eu sei que é enorme.”, explica a aposentada Marilu Godói.

A veterinária Veriane Araújo disse que se providências não forem tomadas, os cães podem virar um problema de Saúde Pública.

“O que vai acontecer, primeiro vai ser a população excessiva de cachorros, muitas fêmeas prenhas, muitos filhotes, muitos deles tem sarna porque o Pinheirinho é um lugar muito alagado, então já é da natureza deles adquirirem aquela sarna, doenças, a gente vai tentar tratar e vacinar todos os cachorros, principalmente contra raiva e doenças que transmitem entre eles”, explica.

Sobre o problema de Saúde Pública, a Prefeitura de São José dos Campos informou que todos os animais recolhidos aos canis particulares estão recebendo remédios e ração. Ainda de acordo com o Governo Municipal, os animais recolhidos não podem ser castrados, porque não há autorização dos tutores. Até agora não foi definido como será feita a adoção desses bichos. Segundo o último balanço da prefeitura, já são 240 animais abrigados.

Os voluntários precisam de doações de ração e medicamentos. Para ajudar basta entrar em contato pelo telefone (12) 8144-0044.

Fonte: ANDA

Pinheirinho: o papel do jornalismo independente

Investigação do Coletivo de Comunicadores Populares revela o que a mídia tradicional não ousa perguntar e abre espaço para apuração que pode ser devastadora

Está ciruculando nas redes sociais um vídeo imprescindível. Chama-se: Massacre do Pinheirinho: a verdade não mora ao lado. Acaba de ser produzido, por uma equipe que conhece o poder do jornalismo de profundidade e o pratica, mesmo tendo em mãos meios tecnológicos precários. Seus autores — Cristina Bescow, Yan Caramel, Gabriel de Bacelos e Jefferson Vasques — articulam-se no Coletivo de Comunicadores Populares e na Camará Comunicação Popular (Camaracom).

Reproduzido acima, o documentário expõe com clareza aspectos da operação policial que toda a mídia comercial poderia ter levantado, mas não o fez — possivelmente devido a seus compromissos ideológicos e partidários já conhecidos. Alguns destes aspectos poderão estimular investigações específicas. Está se abrindo espaço para livros importantes e de enorme repercussão, que exploram, como Privataria Tucana, os grandes temas mantidos na zona do “ponto cego” da mídia tradicional. Eis algumas das pistas abertas por A verdade não mora ao lado:

> O “proprietário” do terreno em que viviam e produziam cerca de dez mil pessoas é, mesmo, Naji Nahas, o megaespeculador que violou, além das leis, os próprios códigos de conduta da oligarquia financeira. Foi condenado à prisão pela Justiça brasileira no final dos anos 1990. Fugiu do país. Regressou graças a manobras judiciárias. É apresentado, no documentário, como alguém que contribui frequentemente com as campanhas eleitorais do PSDB.

Aqui, A verdade mora ao lado executa de forma brilhante um papel que os jornais tradicionais abandonaram: ir, num conflito social, além do óbvio e da superfície. Investigar os personagens, seus interesses. Evitar que a “defesa da ordem jurídica” seja apenas o escudo usado pelos poderosos para conservar seus privilégios. Lembrar que, embora reconheça o direito à propriedade, a Constituição o condiciona ao cumprimento de uma “função social” (artigo 5º, inciso XXIII). Logo na abertura, por exemplo, o documentário revela que o Pinheirinho era, até 2004, uma área abandonada. As imagens de mães, casas, crianças e bebês são um testemunho da humanização que o Estado e seu braço armado destroçaram.

> Chamava-se Selecta a empresa que, controlada por Nahas, possui direitos de “propriedade” sobre o Pinheirinho. Hoje é representada por uma “massa falida”. Tem dívida de 10 milhões de reais com a prefeitura de São José dos Campos, por sonegação de impostos. Diversos dispositivos do Estatuto das Cidades permitiriam desapropriar a área sem nenhuma dificuldade jurídica ou política, garantindo o cumprimento da função social. Mas, aparentemente, o prefeito Eduardo Cury (PSDB) não se serve da condição de credor para garantir o direito à moradia e sim para atingi-lo. Segundo A verdade não mora ao lado, Cury agiu, enquanto autoridade do município e, portanto, credor, para frustrar o acordo, já quase fechado, que permitiria ao governo federal urbanizar o Pinheirinho.

> Seus motivos são um dos aspectos que merecem, no caso, investigação jornalística. As pistas estão no próprio documentário. “Tirou nós de lá para botar os bonitão, os grandão”, diz uma moradora, entrevistada pelos documentaristas. Não seria difícil apurar que empresas do setor imobiliário têm projetos para a área do Pinheirinho; quais seus vínculos com o prefeito, o governador e suas campanhas. Mas aposte: a mídia tradicional não o fará; é trabalho para alguém com a mesma garra e valores dos que fizeram A verdade mora ao lado.

> Outra vítima da desocupação revela o preconceito implícito nas atitudes do prefeito e do governo do Estado. “Ofereceram passagem para o Norte. Mas eu não tenho nada no Norte. Fiz minha vida aqui, meus filhos são todos paulistas”. Uma das grandes qualidades do documentário é expor sem arengas, por meio das próprias imagens, a miséria da política institucional. Numa solenidade, o governador Alckmin enaltece a condição de “polo tecnológico” de São José. Um corte remete para as ruas enlameadas do Pinheirinho sob nuvens gás lacrimogênio. Adiante, Alckmin alude à importância de “um teto seguro”, mas o que se vê na tela é um morador ferido pela polícia, por defender sua casa…

> A verdade mora ao lado não entra explicitamente no debate sobre a possível ocorrência de mortes, durante a desocupação. O clima de violência permanente e selvagem que marcou a ação aparece quando um policial saca uma pistola prateada e a aponta para a multidão, recuando no último momento; quando as imagens demonstram que até mesmo deputados foram impedidos de entrar na área; quando os ocupantes de uma viatura constrangem-se diante do repórter, que lhes indaga por que não portam identificação.

Na luta para democratizar as comunicações, foi importante, durante algum tempo, denunciar a baixíssima qualidade da mídia convencional (o “PIG”, Partido da Imprensa Golpista, na expressão do sempre criativo Paulo Henrique Amorim) e seus laços com o poder oligárquico e financeiro. A verdade mora ao lado mostra que talvez esteja na hora de passar desta fase. Há espaço para, mesmo com poucos recursos, resgatar o jornalismo — que a mídia convencional abandonou. Que este excelente documentário abra caminhos…


Fonte: Blog Coletivo Outras Palavras


MST participa de ato público em defesa dos moradores do Pinheirinho


Nesta quinta-feira (2) diversas organizações, centrais sindicais e movimentos sociais promovem um ato público unificado no terreno desocupado do Pinheirinho, na Praça Afonso Pena, às 9h, em São José dos Campos.

No último domingo (22), 1.600 famílias que lá moravam há 8 anos foram despejadas por mais de 2 mil policiais civis e militares, ao cumprirem ordens da Justiça Estadual e da Prefeitura de São José dos Campos.

O objetivo desse ato é pressionar os governos estadual e municipal para que os problemas das famílias envolvidas sejam atendidos, além de denunciar e protestar contra as políticas de despejo em de São Paulo.

"Estamos nos solidarizando com as famílias do Pinheirinho, pois acreditamos que não é dessa forma que as questões sociais têm que ser tratadas. Essa também é uma bandeira do MST, pois se trata de uma bandeira da classe trabalhadora", disse Érica Aparecida, da direção estadual do MST.

Somente por parte do MST, mais de 500 pessoas vindas da regional do estado de São Paulo participam do ato. O Movimento também doará três caminhões de alimento à comunidade: um de arroz orgânico vindo dos assentamentos do Rio Grande do Sul e outros dois dos assentamentos do estado de São Paulo, com arroz, feijão, frutas e legumes. Os mais de 10 ônibus do MST que irão para o ato também levarão alimentos da Reforma Agrária em seus bagageiros.

Nota de solidariedade do MST às famílias do Pinheirinho

A decisão do ato público no Pinheirinho foi tomada durante a Assembleia dos Movimentos Sociais, que aconteceu neste sábado (28) no Fórum Social Temático, realizado entre os dias 24 a 29 de janeiro em Porto Alegre (RS).

Nele, diversas organizações que representam os Movimentos Sociais Urbanos e a luta por moradia lembraram sobre os recentes acontecimentos das últimas semanas que evidenciam o tratamento dado por parte do estado aos movimentos sociais e à classe trabalhadora, haja vista as ações em São José dos Campos e da Cacrolândia, no centro da capital paulistana.

Ato Público:

Local: Bairro do Pinheirinho, na Praça Afonso Pena, às 9h, em São José dos Campos

Data: 02/02

Horário: 9h


Fonte: Jornal do Brasil

Ato no Pinheirinho abrirá agenda de lutas após o FST 2012

Assembleia dos Movimentos Sociais, que reuniu 1,5 mil pessoas na Usina do Gasômetro, sábado, em Porto Alegre, aprovou realização de um ato público no terreno desocupado do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), no dia 2 de fevereiro às 9 horas. "Vamos fazer um grande ato na próxima quinta-feira (2) em repúdio a esse governo fascista de Geraldo Alckmin, que não respeita a democracia nem os movimentos sociais”, disse Rosane Bertotti, representante da CUT e coordenadora da assembleia.



Porto Alegre – Uma das características mais marcantes do Fórum Social Temático 2012, encerrado domingo (29) em Porto Alegre, foi a disposição demonstrada por diversos setores dos movimentos sociais brasileiros para revitalizar suas mobilizações de rua e assumir nos próximos meses uma agenda de lutas que já começa logo após o Fórum. Maior exemplo dessa disposição foi a aprovação, feita durante a Assembleia dos Movimentos Sociais que reuniu 1,5 mil pessoas na Usina do Gasômetro, de um ato no terreno desocupado do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), para o dia 2 de fevereiro às 9 horas.

O objetivo dos movimentos é tornar a resistência em Pinheirinho um símbolo da retomada da ascensão das lutas sociais no país: “O governo fascista de Geraldo Alckmin massacrou os trabalhadores, massacrou aquela ocupação. Estão há 20 anos no Governo de São Paulo e continuam não dando o direito ao diálogo e ao processo social para aqueles que se organizam para ter direito à moradia. Vamos fazer um grande ato na próxima quinta-feira (2) em repúdio a esse governo que não respeita a democracia nem os movimentos sociais”, disse Rosane Bertotti, representante da CUT e coordenadora da assembleia.

A desocupação do Pinheirinho, assim como a da Cracolândia, no centro da capital de São Paulo, também foi citada por Luiz Gonzaga da Silva, o Gegê, vice-presidente da Central de Movimentos Populares: “A luta nos centros urbanos cresce em todo o país, haja vista à cidade e ao estado de São Paulo, que a direita escolheu como palco de seu enfrentamento aos movimentos sociais”, disse o líder comunitário, que sugeriu a inclusão de um tópico específico sobre a luta urbana na carta dos movimentos sociais aprovada durante a assembleia.

Presidente da Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam), Bartiria Lima Costa também defendeu “a inclusão da crise urbana como parte da crise capitalista” no documento final dos movimentos sociais no FST 2012: “Aquilo que aconteceu no Pinheirinho é uma barbárie que não pode mais acontecer neste país que tem leis para resolver problemas como esse. O problema são os governantes antidemocráticos”, disse.

Já as entidades do movimento socioambientalista presentes ao FST 2012 programaram para o dia 6 de fevereiro a unificação de diversas manifestações nos estados em uma jornada nacional de lutas em defesa do Código Florestal: “Temos de garantir grandes mobilizações nos estados. Vamos para a frente das Assembleias Legislativas fazer um barulho para ser ouvido em Brasília”, disse Mário Mantovani, que é coordenador da organização SOS Mata Atlântica.

A maioria das organizações ambientalistas aprovou uma agenda de lutas para o primeiro semestre de 2012, até a realização da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que acontecerá em junho. O Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais pelo Meio Ambiente (FBOMS), aliado às diversas redes regionais, pretende fazer uma intensa mobilização de suas bases: “O objetivo é fazermos o máximo de encontros possíveis, em todos os estados e todos os biomas brasileiros, até o final de março ou princípio de abril. Assim, chegaremos com um alto grau de mobilização à Rio+20”, diz Rubens Born, que faz parte da coordenação do FBOMS.

Estudantes e mulheres
Os estudantes também fecharam durante o FST 2012 uma ampla agenda de lutas para o primeiro semestre. Secretário-executivo da Organização Continental Latino-Americana e Caribenha de Estudantes (OCLAE), Mateus Fiorentini propôs a convocação para os próximos dois meses, em data a ser ainda precisada, de um dia continental de lutas em defesa da educação pública e contra a criminalização dos movimentos sociais: “Temos condições de fazer uma jornada de luta em toda a América Latina, do México à Patagônia”, prometeu.

Representante da Marcha Mundial das Mulheres, organização que também adotou uma agenda de lutas até a Rio+20, Tica Moreno reafirmou os eixos que irão orientar as mobilizações dos movimentos sociais no primeiro semestre: “Nossa articulação se dará em torno de eixos como a luta contra as transnacionais, a luta pela justiça climática e pela soberania alimentar, a luta para banir a violência contra as mulheres, a luta pela paz e contra a guerra, o militarismo e a ocupação dos nossos territórios. Vamos identificar quais os pontos que nos unem e o que podemos fazer em termos de ação concreta e mobilização real e massiva em todo o mundo”, disse.


Fonte: Carta Maior

Convite/Convocação geral ao Povo de Deus


Povo de Deus, Povo das CEBs, Comunidades Eclesiais de Base, quinta feira, dois de fevereiro de 2012, às 9h (nove horas), Praça Afonso Pena, São José dos Campos, venham todos, venham todas, vestidos e vestidas com suas camisetas das CEBs, com seus bonés e chapéus. Tragam faixas, cartazes, banners.

Diante da situação descortinada: milhares de pessoas em abrigos improvisados, centenas de crianças sem um lar, centenas de idosos sem ter onde repousar a cabeça, milhares de pessoas passando por todo tipo de necessidades possíveis , imagináveis e inimagináveis, centenas de animais de estimação passando fome e sede, vagando, perdidos sem seus donos, centenas de pessoas passando o maior “desabrigamento” causado por homens a luz do dia e sem guerra, na historia conhecida da humanidade, -“Venham trazer a ESPERANÇA, -- Venham trazer AMOR, - Venham trazer LUZ. - Venham trazer SOLIDARIEDADE, -Venham ajudar a construir proposta de um OUTRO MUNDO POSSÍVEL.

Não vamos criticar! A partir do que temos, busquemos soluções, para trazer um sorriso e vida digna a CENTENAS DE PESSOAS.

Busquemos juntos e juntas, o SUMAK KAWSAY, o BEM VIVER – BEM CONVIVER. Vamos criar “outra mundialidade”, onde justiça e paz habitarão esta terra!!!

Silvia Maria Andrade Macedo

Maria Aparecida Matsutacke

Representantes da sub de Aparecida na Colegiada Estadual das CEBs SUL1

“É preciso multiplicar iniciativas concretas de solidariedade em defesa do equilíbrio da criação, para neutralizar os impactos destruidores dos grandes projetos neoliberais.”

Por Uma Cultura de Paz - Pela Não Violência

Companheirada:

"Quem sabe o amor vai trazer a paz,
Que a gente, que a gente sempre sonhou,
Quem sabe estamos certos,
A gente só precisa de amor"

Com esse pequeno refrão das personagens Angelina e Gustavo, do programa Malhação de alguns anos atrás, inicio uma outra reflexão, primeiro quero dizer que não estou incentivando os e as jovens assistir o dito programa, mas só usando um pequeno refrão da música que acredito valer a pena, quanto ao programa acho que não vale a pena uma reflexão pelo menos nesse momento.

Temos acompanhado nas mais diversas formas de divulgar uma noticia nos dias de hoje muita violência. É policia que bate, é povo que revida, é gente que perde a paciência, é gente que mata, é gente que morre, é gente que vinga, é gente que apanha, é gente de tudo que é jeito.

Algumas coisas temos que ter claro diante de toda essa situação:

Ninguém pode ser bobo de apanhar calado, mas também é importante não perder a razão.

Ninguém pode ser bobo de buscar o martírio, pois quem busca o martírio não é mártir é burro. Martirio é doação, é consequência.

É certo que a gente perde a paciência muitas vezes, mas buscar um modo legal pode ser muito mais frutuoso.

Mas também é certo que quem usa de violência receberá uma ação, resposta violenta.

Tudo isso pra dizer e justificar muitas coisas que estamos assistindo e muita gente quer usar de maneira isolada na história.

É o caso Pinheirinho na cidade de São José dos Campos, SP, muita gente tem falado que as famílias que lá estavam eram baderneiras, que atearam fogo a prédios publicos, carro e mais uma porção de coisas, que tinham bombas preparadas. Até aí não vejo mentira não e até vale colocar que existiam pontos de drogas no local e tantas outras coisas. Não para justificar mas vale colocar também que a Policia Militar chegou ao local de uma forma nada amistosa também. Quero dizer que para toda ação existe uma reação.

O mesmo vale para a questão da Cracolândia e a violência das respostas no dia do aniversário de São Paulo, 25 de janeiro.

Diante de tudo isso vale olhar para a história de muitas manifestações não violentas contra a injustiça. Homens e Mulheres que de maneira não violenta se manifestaram contra toda injustiça e violência. É hora de toda sociedade olhar e refletir sobre isso. É hora de em vez de só julgar olhando um lado olhar os dois.

Abraços!!!

Éder Aono

CEBs Sorocaba

Pelo bem do planeta

Companheirada:


Muito se fala hoje em dia em Defesa do Meio Ambiente. Termos como Ecologia, Desenvolvimento Sustentável, Reciclagem e Reaproveitamente já fazem parte de nossas falas. Muita gente já conhece os benefícios da reciclagem, até separa os materiais em suas casas, entrega a catadores e catadoras, sabendo que ajuda o planeta e também a renda de muitas famílias. Em muitas cidades já existem cooperativas de reciclagem, em muitos municípios esse trabalho já é inclusive da própria prefeitura. Isso sem dúvida é um avanço que não pode parar.

Minha reflexão de hoje é a questão do fim das sacolas plásticas pelo menos aqui no Estado de São Paulo.

Por aqui desde o dia 25 as sacolas de plástico convencional tiveram de ser banidas pelo menos dos supermercados. A opção é pagar por uma sacola com vida útil reduzida, ou seja, biodegradável, degradável, oxidegradável, pra mim essa questão de qual pode e qual não pode não está muito clara, a questão é que tem que pagar. Ou levar sacolas retornáveis de casa, ou usar caixas de papelão quando disponiveis.

Tenho visto por aí algumas pessoas enfurecidas em pagar.

Tenho ouvido comentários dizendo que é um golpe dos supermercados e do governos só para lucrar mais.

Tenho visto pessoas inconformadas por não ter mais as sacolas para colocar o lixo em suas casas.

Enfim tenho visto uma porção de coisas que poderiam ser resolvidas de forma muito fácil. Basta levar a sacola de casa.

É certo que temos que ter essa preocupação com o planeta, os sinais de que nossa Terra não aguenta mais já são muito claros. Então porquê não contribuir?

Para não pagar mais caro, o que não é justo.

Para não pagar mais impostos, pois fábricar as tais sacolas e o comércio colocá-las à venda gera impostos.

Para não precisar brigar com ninguém por causa disso.

E para ajudar o Planeta.

É simples... Vamos usar nossas sacolas retornáveis. E dar um próximo passo, ajudar a diminuir ou dar uma destinação mais adequada a todas as embalagens.

Abraços!!!!

Éder Aono
CEBs Sorocaba

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Aumento da população causará falta de comida e combustível, diz ONU

O mundo está ficando sem tempo para garantir que haja alimentos, água e energia para atender a demanda de uma população em rápido crescimento e evitar que 3 bilhões de pessoas sejam levadas à pobreza, advertiu um relatório da ONU (Organização das Nações Unidas) na segunda-feira (30).

Enquanto a população mundial parece preparada para crescer dos 7 bilhões de hoje para quase 9 bilhões até 2040 e o número de consumidores de classe média aumentar em 3 bilhões nos próximos 20 anos, a demanda por recursos crescerá exponencialmente.

Mesmo para 2030, o mundo precisará de ao menos 50% a mais de alimentos, 45% a mais de energia e 30% a mais de água, de acordo com as estimativas da ONU, em uma época em que o ambiente em modificação cria novos limites ao abastecimento.

Se o mundo fracassar em lidar com esses problemas, o risco é condenar 3 bilhões de pessoas à pobreza, afirmou o relatório.

Os esforços rumo ao desenvolvimento sustentável não são nem fortes nem profundos o suficiente e, além disso, falta vontade política, disse um painel da ONU voltado à sustentabilidade global.

"O atual modelo de desenvolvimento global é insustentável. Para alcançar a sustentabilidade, é necessária uma transformação na economia global", diz o relatório.

"Fazer remendos nas margens não será suficiente. A atual crise econômica global oferece uma oportunidade para reformas significativas."

Embora o número de pessoas vivendo na pobreza absoluta tenha caído dos 46 por cento em 1990 para 27% da população mundial e a economia global tenha crescido 75% desde 1992, as mudanças no estilo de vida e nos hábitos do consumidor colocaram uma pressão crescente sobre os recursos naturais.

Há mais 20 milhões de pessoas desnutridas agora do que no ano 2000; 5,2 milhões de hectares de floresta são perdidos anualmente (uma área do tamanho da Costa Rica); 85% de todos os estoques de pescaria estão super-explorados ou foram esgotados; e as emissões de dióxido de carbono subiram 38% entre 1990 e 2009, o que aumenta o risco de elevação no nível das marés e de mais episódios de clima extremo.

O painel, que fez 56 recomendações para que o desenvolvimento sustentável seja incluído na política econômica o mais rápido possível, disse que é necessária uma "nova política econômica".

"Vamos usar a próxima cúpula do Rio+20 para dar início a essa transição global rumo a um modelo de crescimento sustentável para o século 21 do qual o mundo precisa tanto", disse Connie Hedegaard, a comissária da União Europeia para o clima, em resposta ao relatório, referindo-se a uma cúpula da ONU sobre desenvolvimento sustentável em junho no Brasil.

Ação

Entre as recomendações, o painel pede que os governos concordem com uma série de metas de desenvolvimento sustentável que complementariam as oito Metas de Desenvolvimento do Milênio até 2015 e criariam uma estrutura para ação depois de 2015.

Eles devem trabalhar com organizações internacionais para criar uma "revolução perene", que ao menos duplique a produtividade ao mesmo tempo em que reduz o uso de recursos e evite mais perdas à biodiversidade, afirmou o relatório.

Os ecossistemas aquíferos e marinhos deverão ser administrados de maneira mais eficiente e deve haver acesso universal à energia sustentável até 2030.

Para tornar a economia mais sustentável, a precificação do carbono e dos recursos naturais deve ser estabelecida por meio de taxação, regulação ou esquemas de comercialização das emissões até 2020 e os subsídios ao combustível fóssil também devem acabar aos poucos até lá.

Os sistemas fiscais e de crédito dos países devem ser reformados para fornecer incentivos no longo prazo às práticas sustentáveis, assim como desincentivar as insustentáveis.

Os fundos de pensão públicos e de riqueza soberana, assim como os bancos de desenvolvimento e as agências de crédito para a exportação, devem adotar critérios de desenvolvimento sustentável a suas decisões de investimento, e as agências de controle do governo ou dos mercados de ações devem revisar as regulações para estimular o seu uso.

Os governos e cientistas também devem fortalecer a relação entre a política e a ciência ao examinar com regularidade a ciência por trás dos limites ambientais e a ONU deve considerar a possibilidade de nomear um conselheiro científico chefe ou um conselho para assessorar a organização, disse o relatório.

O documento está disponível no endereço http://www.un.org/gsp/.

São José dos Campos: 500 animais abandonados ou na pressa, deixados para trás...


Estamos recebendo dezenas de e-mails e pedidos de ajuda da população de São José... dos Campos em função dos problemas ocorridos no bairro do Pinheirinho, que foi desapropriado.
São 1.700 famílias. Mais de 6000 mil pessoas na rua. 500 animais abandonados ou na pressa, deixados para trás.

O problema é que ninguém pensou nessas centenas de animais quando da desocupação. Quase todos foram abandonados por seus donos e uma parte deles se perdeu no meio da confusão. Muitos estão feridos, passando fome e bebendo água de esgoto ou da chuva. Além disso foram centenas de bombas de efeito moral atiradas, o que os deixou mais desnorteados ainda. As fotos que estamos recebendo são de cortar o coração.

Agora eles estão lá no tempo, esperando por seus donos, sem ter o que comer, sem ter um teto, uma casa, e assustados com tanta movimentação.

Nossa equipe vai dar um pulo até lá para ver o que pode ser feito por esses animais. Mas uma certeza nós temos: precisam de comida (ração). Para cães e gatos.

Quem puder ajudar vamos precisar de ração, caixas de transporte, guias e cordas, medicamentos para primeiros socorros, ajuda para combustível e outras despesas. Não sabemos quanto tempo uma de nossas equipes ficará por lá.

Vamos alimentar os animais, fazer um mapeamento do problema, fazer a identificação desses animais, quantidade de animais abandonados nesse bairro, socorrer os mais graves e doentes e tentar arrumar lares provisórios para os demais, além de auxiliar os donos dos animais que se perderam na confusão a encontrar seus bichos.

Nossa intenção também é resgatar alguns cães para amigos que se comprometerem a ficar com eles até que possamos encontrar famílias adotantes.

Para ajudar nessa missão precisamos de:

Ração e medicamentos - você pode entregar ou mandamos retirar.

Ajuda financeira para despesas com combustível e manutenção da equipe por lá.

Bradesco: agencia: 86 conta corrente: 5620-0 ou Itau: agencia: 7847 conta corrente: 01301-3 Favorecido: Cão Sem Dono - CNPJ: 10157938/0001-73

Quem puder ajudar, esses animais agradecem.

Informações: faleconosco@caosemdono.com.br

Crise na Europa aumenta número de cães abandonados em abrigos


O período de recessão pelo qual passa a economia europeia também está afetando os bichos. Segundo o jornal "Daily Mail", a crise fez aumentar o número de cães abandonados em abrigos após as festas de fim de ano.

Tudo porque os filhotes de cachorros que não conseguiram ser vendidos no Natal por causa da crise europeia foram abandonados pelos próprios donos.
Um único abrigo para cães no norte do País de Gales recolheu 16 filhotes nos cinco dias após o Natal, um recorde para a instituição.
"Acho que isso está ligado à recessão. As pessoas pensam que podem vender seus cães por £500 [R$ 1.370] cada um, mas se esquecem de que só vão receber esse valor por cães de raças pura", disse Nicky Owen, membro da organização North Clwyd, responsável pelo recolhimento dos animais.
Segundo Owen, os animais estão com boa saúde e são divertidos, e ele espera que eles possam ser adotados em breve.

Fonte: UOL

sábado, 28 de janeiro de 2012

“Modelo do Fórum já é o caminho para a construção da alternativa”

Membro do Grupo de Reflexão e Apoio ao Processo do Fórum Social Mundial e participante desde a primeira edição do evento, o educador Sérgio Haddad avalia que depois de 12 anos é possível assegurar que o método está correto, mas admite que em certo grau, o encontro tem dificuldades de dar respostas. "A metodologia do Fórum já é um caminho para a construção dessa alternativa. Como fazer disso uma síntese é o grande desfaio que nós temos"afirma

Porto Alegre - Quando o Fórum Social Mundial se realizou pela primeira vez, em Porto Alegre no ano de 2001, o lema “Um outro mundo é possível” parecia bem mais distante da realidade do que na edição de 2012. Ao menos para brasileiros, esse período foi marcado por inúmeras conquistas associadas às bandeiras tradicionais do evento, especialmente em relação a distribuição de riqueza.

Luiz Inácio Lula da Silva deixou de ser o ídolo daquelas milhares de pessoas que estiveram nos dois primeiros anos para virar herói e presidente de milhões de brasileiros – e chegou a ser vaiado pelos seus seguidores no Fórum Social Mundial por não seguir as políticas imaginadas por seus apoiadores de esquerda, além de participar mais de uma vez no Fórum Econômico de Davos, cuja crítica à postura arrogante e à defesa do neoliberalismo foi o que fez nascer o encontro de Porto Alegre.

O país deixou de ser devedor do Fundo Monetário Internacional (FMI) para ele mesmo emprestar dinheiro à instituição e pela primeira vez em um censo, a maior parte da população se autodeclara negra.

No mundo, a crise econômica vivida em países europeus, cuja origem foi o mercado financeiro dos Estados Unidos, leva multidões às ruas para perguntar porque o 1% mais rico ainda detém mais poder que os 99% restantes (mensagem do Ocupe Wall Street), porque não há espaço para novas ideias na política (questionamento de Os Indignados) ou ainda por que não é possível ampliar o alcance da democracia mesmo em países onde o culto à personalidade e à liderança religiosa é cultural (Primavera Árabe).

Por isso, na 12ª edição do Fórum Social Mundial (que este ano leva o codinome Temático, por ser preparatório para a Rio+20) é curioso que os participantes do Fórum Econômico Mundial discutam justamente o tema que se notabilizou por ser o cerne de todo o debate: Davos elegeu como tema de sua edição em 2012 a falência do neoliberalismo, propondo uma discussão sobre “A grande transformação: criando novos modelos”. O Fórum Social, por sua vez, não trocou as pautas tradicionais, mas agregou e tornou central um assunto que em anos anteriores não recebia a atenção merecida: o meio ambiente.

Não há dúvidas de que o receituário neoliberal, apesar de estar “sob judice”, ainda exerce forte influência – basta verificar as medidas de ajuste adotadas na Europa para conter a crise econômica. Congelamento de aposentadorias, milhões de empregos cortados, legislação trabalhista flexibilizada, aumento de impostos e benefícios cada vez menores levam parte da população às ruas. Por outro lado, na América Latina, ou mais particularmente no Brasil, o enfrentamento à crise desde 2008 tem sido marcado por medidas de estímulo à produção e ao consumo, com a valorização do salário mínimo, corte de tributos para determinados setores, ampliação do apoio à atividade industrial.

Mas como seguir criticando o neoliberalismo quando até seus antigos defensores o colocam como um modelo ultrapassado? E mais: como transformar o debate de ideias em ações efetivas que possam partir do indivíduo e da sociedade civil organizada, sem necessariamente depender de governos? Esse foi o tema da conversa com um dos idealizadores do Fórum Social Mundial e atual membro do Grupo de Reflexão e Apoio ao Processo do evento, Sérgio Haddad.

A discussão foi suscitada pelas falas dos participantes da mesa de abertura do Fórum Mundial da Educação, no dia 24 de janeiro, na Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). Os comentários oscilavam entre o absolutamente genérico – 'sem reforma agrária não é possível educação de qualidade', ou o 'socialismo vive e está em construção' – ao mais objetivo tal qual a dificuldade de ensinar aos alunos o valor do trabalho quando todos pensam apenas em consumir. Nenhuma das perguntas foi respondida objetivamente pelos participantes da mesa. “Não me proponho a responder questões tão amplas e diferentes entre si. E também não me arrisco a identificar um caminho a ser seguido porque todos aqueles que se disseram iluminados e preparados para esta tarefa fracassaram”, provocou Haddad, que aprofundou essa reflexão na entrevista reproduzida a seguir.

Há uma ansiedade dos participantes para que o Fórum Social Mundial traga respostas objetivas. Como lidar com isso depois de 12 edições?

No início o FSM tinha muito uma característica de denúncia porque era uma contraposição a Davos. Nesse sentido se manteve nos primeiros anos com uma situação de mostrar os limites do modelo de desenvolvimento, do neoliberalismo. A questão ambiental não era tão presente. Mas sobre as respostas que as pessoas querem, nas atividades autogestionárias o que a gente vê é um crescimento de apresentação de experiências. O que não temos é condições de identificar isso, mas são basicamente grupos que vem fazendo atividades na perspectiva da economia solidária, da construção de organizações populares ou movimentos sociais, de formas de energia alternativas. Não é fácil construir uma alternativa porque todas as tentativas anteriores de construção de alternativas eram centralizadas, tinham um sujeito de mudança – em um momento foi a classe operária, o povo oprimido, depois a juventude, Tudo isso foi por água abaixo porque nenhuma solução vai sair de um grupo social, mas vai sair de uma diversidade. Agora como construir alternativas a partir da diversidade é talvez a grande dificuldade que temos.

A fórmula do FSM se mantém inalterada?

O modelo do Fórum está muito presente em movimentos como Indignados e Ocuppy Wall Street: é horizontal, não tem cacique, não tem hierarquia, todo mundo ocupa espaço. Então a própria metodologia do Fórum já é um caminho para a construção dessa alternativa, porque ela engloba desde as camadas mais inferiores de sua atividade a diversidade. Agora, como fazer disso uma síntese, ou ainda perguntar-se se é necessário fazer disso síntese, esse é o grande desfaio que nós temos. Acreditamos no método. Eu, particularmente, acredito que que as hipóteses vão nascer dessa diversidade: do olhar indígena sobre a questão dos bens comuns, do bem viver, as hipóteses de você pensar o mundo do não trabalho, as questões que estão sendo debatidas sobre decrescimento ou de construção de modelos de produção que sejam de outra natureza, com baixa produção de carbono.

O consumo chegou no seu limite?

Precisamos diminuir essa tensão de fazer fila porque o novo iPhone está sendo lançado! É como se o cara não pudesse comprar o aparelho dois dias depois! Isso está chegando no limite. E finalmente acho que o limite também está sendo dado pela própria realidade – as pessoas não conseguem andar porque tem carro, estão se envenenando respirando o ar, etc. Em algum momento, ou o cara foge dessa realidade, ou ele vai ter que enfrentá-la.

Questões práticas são importantes na discussão?

Temos que ter essa preocupação na agenda. Esse é o papel que a gente faz: tentar trazer as novas questões e balançar isso com a denúncia porque só a análise da conjuntura é algo que você começa a se sentir impotente, deprimido, com saberes, alternativas, experiências.

O que deve ser feito para que a Rio+20 não se transforme em uma grande festa, sem acordos concretos e de fôlego?

Eu acho que a Cúpula dos Povos vai ter de tudo, igual ao Fórum Social Mundial. Desde gente que não quer dialogar com o Estado, com o poder público, até gente que está afim de interferir no documento (a carta de compromissos) que já está sendo trabalhando. Não tem como não fazer diferente. Vai ter de tudo, como foi na Eco92. Talvez a maior dificuldade é como que no meio dessa confusão alguém é capaz de viabilizar a sua proposta e trazer uma contribuição que possa ser disseminada entre todas as pessoas.

Mas há alguma estratégia para pressionar por acordos?

O que estamos tratando de construir é talvez uma unidade em alguns pontos.

Quais?

Ah, se eu soubesse! Já há algumas coisas que foram ditas. A ideia de defender algumas coisas como bens coletivos, por exemplo. Há um forte movimento contra a energia nuclear, e isso pode render uma campanha grande, o modelo energético. Mas essas coisas precisam ser consensuadas, porque os grupos tem posições muito centradas. O mais difícil que eu vejo é o tema econômico, porque a somatória da economia popular, das trocas comunitárias, isso não resulta em um novo modelo de organização da sociedade para a questão econômica. E ao mesmo tempo a máquina vai andando, as pessoas vão produzindo. Imagina a China entrando no mercado de consumo, crescendo 8% ao ano, e querendo (manter) o mesmo padrão norte-americano.

E onde entra a educação nesse debate?

O Fórum Mundial de Educação na verdade quer colocar em relevo essa questão. Para isso – eu não sou organizador do FME – ele tem debater os temas que estão colocados na conjuntura. Porque o educador normalmente, pelas contingencias de vida, está muito voltado à sua atividade cotidiana, a sala de aula. Tem muito poucas possibilidades de fazer debates mais amplos. E ele tem um papel fundamental, porque quando se fala em mudança de mentalidade, isso significa mudança de valores, de concepção de mundo. Claro que o professor não tem todo esse poder, há a família, a comunicação de massa, mas a sala de aula é importante como espaço de reflexão porque as crianças ficam muito tempo na escola. Então como tratar isso sob uma perspectiva de uma dinâmica nova, sob novos valores, valorizando a criança como centralidade no processo educativo, construindo a sua relação com o tema ambiental, com respeito a natureza, ao semelhante.

O Fórum teria então um papel de atuar na formação do professor?

Não tenho dúvida de que o Fórum cumpriria esse papel através do debate de ideias. No limite, talvez não discutir o modelo de escola, mas os valores que um novo modelo poderia conter. Isso é mais fácil, ao menos na educação formal. O nosso papel é disseminar isso.

Naira Hofmeister

Carta Maior

CEBs do Brasil realizam seminario em preparação para o 13º Intereclesial

A Diocese de Crato, no Ceará, acolheu o Seminário Nacional de Comunidades Eclesiais de Base - CEBs em preparação para o 13º Intereclesial, com o tema: "Justiça e Profecia a Serviço da Vida". O Evento teve início nesta segunda - feira (23) com a acolhida e palavra de dom Fernando Panico sobre: "Igreja Romeira e Missionária do Reino".

Na terça-feira pela manhã a assessoria foi de Roberto Malvezzi (Gogó), que refletiu a temática: Justiça e Profecia na Cidade e encerrou os trabalhos mostrando o Vídeo: Caldeirão da Santa Cruz do Deserto - Beato José Lourenço / Ecos do Caldeirão.

"Patriarcas, Profetas e Profetizas de ontem e de hoje" foi o tema de reflexão que ocupou a quarta - feira. Ainda pela manhã, os Assessores, padre José Marins e a Irmã Teolide Maria Trevisan trabalharam sobre as CEBs no contexto da América Latina e Caribe. A oração da tarde fez memória dos 50 anos do Concílo Vaticano II e em seguida, foi apresentado os 10 preceitos Ecológicos do Padre Cícero. O aprofundamento do tema contou com a assessoria de Rafael e Mercedes do Centro de Estudos Bíblicos - CEBI. O período da noite ficou por conta da apresentação Cultural do Projeto SOLARI (Comunidade do Chico Gomes) com a dança Cultural do côco.

Na quinta - feira (26), os participantes do Seminário fizeram uma visita ao Caldeirão do Beato Zé Lourenço, onde foi celebrado o Ofício Divino das Comunidades. Na noite realizou-se a avaliação do Seminário com encaminhamentos para a Ampliada das CEBS que teve início na manhã desta sexta-feira, dia 27.

Fonte: Rede CEBs de Comunicação

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CEBs









A Diocese de Crato, no Ceará, acolheu os participantes do Seminário Nacional das Comunidades Eclesiais de Base, que teve início na segunda-feira (23), no Centro de Expansão Diocesano Dom Vicente Matos, na cidade do Crato. O evento terminou na na quinta-feira (26), reunindo animadores das CEBs dos 17 regionais da CNBB, além de assessores, representantes da Ampliada Nacional das CEBs e os bispos referenciais.

Segundo Padre Vileci Vidal, Coordenador do Intereclesial, 2012 é o ano do aprofundamento e o Seminário obedece à dinâmica do plano de ação que está sendo desenvolvido rumo ao 13º Intereclesial, objetivando refletir sobre a caminhada romeira das CEBs.

Foram destacados temas como a justiça na Bíblia, e como as CEBs podem influenciar na proposta de um novo tipo de convivência entre as pessoas e com a natureza, como compreender a luta pela justiça na cidade e no campo, dimensão bíblica, teológica e pastoral das romarias no universo do catolicismo popular.

O seminário prepara os participantes para contribuírem nos encontros regionais, na assessoria do 13º Intereclesial e visa despertar a todos a continuarem alertas para a necessidade de fortalecer e criar espaços de comunhão e articulação entre as CEBs a nível paroquial, diocesano, regional e nacional. Além da vivência da comunhão de amor em comunidade e entre as CEBs numa íntima união com Deus e da unidade do gênero humano, ajudando na afirmação da identidade missionária das CEBs e discernindo os novos desafios a partir da experiência e da espiritualidade libertadora que elas já vivem, considerando a temática do intereclesial e a ecologia.

Participaram do evento 19 padres, 6 bispos, 4 religiosas e mais de 60 animadores dos regionais. Durante todo o seminário, os assessores participaram de entrevistas na Rádio FM Padre Cícero de Juazeiro do Norte. O seminário encerrou com uma romaria ao Caldeirão do Beato José Lourenço, declarado “Santuário das Comunidades”, onde aconteceu uma manhã de espiritualidade, que também marcou a abertura da 3ª reunião da Ampliada Nacional.

Prêmio Betinho Atitude Cidadã - Fortaleza - CE


Atendendo a milhares de pessoas, mensalmente, em distintos espaços, em Fortaleza e Maracanaú, o Movimento trilha um novo ciclo


Há quinze anos, nascia o Movimento de Saúde Mental Comunitária para cuidar de pessoas fragilizadas pelo empobrecimento e pela falta de esperança na vida, na região do Grande Bom Jardim, em Fortaleza. Com as parcerias dos médicos Adalberto Barreto e Mourão Cavalcante, o padre Rino Bonvini, também médico, iniciava o Movimento. Missionário Comboniano, ele reunia pessoas das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), antes acompanhadas pelos padres Marcos Passerini e Renato Lanfranchi, também Combonianos. Da terapia comunitária, o Movimento evoluiu para a Abordagem Sistêmica Comunitária que cuida da pessoa considerando sua multiplicidade bio-psico-sócio-espiritual.


Foi assim que em 2009, a Fundação Banco do Brasil, reconheceu a Abordagem Sistêmica Comunitária como uma tecnologia social capaz de ser reaplicada em outras realidades. Hoje, essa tecnologia, que cuida das pessoas contribuindo para o seu equilíbrio e sua saúde física, espiritual e comunitária, já ultrapassas as fronteiras de Fortaleza, chegando a outros territórios. Em breve, o Movimento pretende levá-la a Bolívia.


Atendendo a milhares de pessoas, mensalmente, em distintos espaços, em Fortaleza e Maracanaú, o Movimento trilha um novo ciclo, como enuncia o padre Rino que também é irmão dos índios – acolhido pelos Lakota Sioux (dos EUA) e pelos Pitaguary do Ceará. O contato com os índios fortaleceu nele a preocupação em cuidar também dos animais e da mãe terra com maior intensidade. Cercado de animais, costumamos encontrá-lo em sua casa... de celular à mão fazendo contatos. Está sempre ligado: encaminhando uma orientação para um paciente ou sugerindo a solução para algum problema na comunidade que o cerca.


Nesse ritmo incansável, ele conduziu o Movimento no ano de júbilo. Primeiro, a festa na Comunidade, reunindo centenas de pessoas. Depois, homenagens na Câmara de Fortaleza e na Assembleia Legislativa... Ronivaldo Maia, João Alfredo, Rachel Marques, enalteceram no parlamento a importância do Movimento para a comunidade cearense. E para coroar o ano de homenagens, o Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela Vida concedeu ao padre Rino o Prêmio Betinho - Atitude Cidadã, em Fortaleza.

Elizeu de Sousa

jornalista

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Seminario Nacional das CEBs 2012


O Seminário Nacional das CEBs aconteceu entre os dias 23 e 26 de janeiro de 2012, na diocese do CRato/CE, contando com a participação de aproximadamente 120 pessoas. O Seminário está no plano de ação para o 13º Intereclesial, que aprofundará o tema: "JUSTIÇA E PROFECIA A SERVIÇO DA VIDA".


Participaram representantes do 17 regionais da CNBB, os representantes voltam para casa com a responsabilidade de prepararem seus regionais na caminhada romeira das CEBs rumo ao 13º Intereclesial.

O seminário refletiu sobre a caminhada romeira das CEBs, no campo e na cidade e o clamor por justiça e profecia a serviço da vida, considerando a seguinte discussão:
1) aprofundar o tema da justiça na Bíblia;
2) como as CEBs podem influenciar na proposta de um novo tipo de convivência entre as pessoas e com a natureza;
3) como compreender a luta pela justiça na cidade e no campo;
4) dimensão bíblica, teológica e pastoral das romarias no universo do catolicismo popular.

Para a coordenação do Intereclesial, 2012 é o "Ano do Apronfundamento", na preparação para o grande encontro que acontecerá de 07 à 11 de Janeiro de 2014 em Juazeiro do Norte - Diocese do Crato/CE.

Fonte: Santuario das Comunidades