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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Ato da Coalizão Democrática defende o fortalecimento da democracia

A capital mineira sediou na noite desta sexta-feira (5) um ato de adesão da Coalizão Democrática pela Reforma Política. A atividade reuniu dezenas de representantes de partidos políticos e de movimentos sociais e sindicais de Minas Gerais. O objetivo dessa e de outras atividades que estão sendo realizadas em todo o Brasil é divulgar e ampliar a participação popular através da coleta de assinaturas.

Por Mariana Viel, da redação do Vermelho-Minas


Mariana Viel
  
A mesa de debates foi composta pela presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Virgínia Barros, pelo representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e membro do Comitê Central do PCdoB, Aldo Arantes, pelo representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e reitor da PUC-Minas, Dom Joaquim Mol e pela representante da Coalizão em Minas Gerais, Maria Amélia Souza Mendes.

O Projeto de Iniciativa Popular da Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas apresenta uma proposta de representação política com maior identificação com a sociedade brasileira. Os quatro pontos principais do projeto preveem a proibição do financiamento de campanha por empresas; eleições proporcionais em dois turnos; paridade de gênero na lista pré-ordenada e o fortalecimento de mecanismos da democracia direta com a participação da sociedade em decisões nacionais importantes.

A presidenta da UNE defendeu a necessidade de uma reforma política que aprofunde e fortaleça a democracia brasileira. Virgínia afirmou que a Reforma Política é a “mãe” das reformas democráticas. A pesquisa Agenda Juventude Brasil 2013 aponta que para 67% dos jovens brasileiros entre 15 a 29 anos a corrupção está entre os principais problemas do país. “Queremos um estado cada vez mais próximo dos anseios da população e que permita que nossos representantes estejam mais conectados com a população”.

A presidenta da maior entidade estudantil brasileira enfatizou o crescimento da bancada empresarial no Congresso Nacional nas eleições deste ano. Ainda segundo ela, o resultado das eleições indica a redução da bancada sindical e pouca representatividade das mulheres, dos negros, dos índios e dos trabalhadores. E enfatizou a redução da influência do poder econômico e empresarial nas campanhas. “As empreiteiras têm uma participação orgânica na vida política de nosso país. As empresas não fazem doação para campanhas, fazem investimentos com o objetivo que depois de eleitos os políticos representem os seus interesses no Congresso”.

Aldo Arantes ressaltou que o Brasil vive dias delicados. Apesar da reeleição da presidenta Dilma Rousseff, setores mais conservadores da política nacional estão pregando o retrocesso através das mazelas da nossa própria democracia. “O que necessitamos é de mais democracia. Precisamos enfrentar a maior causa da corrupção eleitoral que é a influencia do poder econômico no processo eleitoral”.

Ele defendeu a realização de eleições proporcionais em dois turnos. O primeiro irá decidir o número de cadeiras que cada partido terá no Legislativo. Os eleitores votarão nas ideias, nos temas e nas propostas defendidas pelos partidos. Já no segundo turno deverão ser escolhidos – entre uma lista previamente divulgada e discutida nas prévias dos partidos – os nomes que irão representar a sigla. Para cada vaga conquistada pelo partido serão lançados dois candidatos. Dessa maneira, um partido que tenha conquistado cinco cadeiras no parlamento poderá lançar dez candidatos ao segundo turno.

O representante da OAB conclamou os integrantes da atividade para mobilizar a participação popular em manifestações públicas e auxiliar na coleta de assinaturas para o projeto. “Temos que explicar para as pessoas que essa proposta não é de um partido, mas de todo o povo brasileiro. Precisamos sair às ruas e fazer como fizemos nas Diretas Já. Espero que o povo mineiro, pela sua história de luta, dê a sua contribuição”.

Dom Joaquim Mol – representante da CNBB e reitor da PUC-Minas – afirmou que aquilo que está em jogo quando se fala em Reforma Política é o ser humano. “Quando nos envolvemos na reforma política queremos promover um processo de humanização geral. A humanização da política respinga na humanização de toda a sociedade”.

Segundo ele, o Projeto de Iniciativa Popular é resultado de um amplo processo de discussão entre entidades e movimentos sociais que querem uma mudança profunda do campo político. Mais de 100 entidades em todo o país aderiram ao projeto. “A CNBB assumiu sua participação nesse processo e milhares de comunidades eclesiais em todo o país estão envolvidas. Mas não podemos ficar apenas na discussão. Precisamos ganhar as ruas, os movimentos sociais, as associações e as comunidades. Fazer a reforma politica é melhorar a condição humana do povo brasileiro”.

Já a coordenadora da Coalizão Democrática em Minas sugeriu que cada entidades e seus representantes estabeleçam metas coletivas e individuais para coleta de assinatura. “Nosso estado foi o campeão na coleta de assinaturas para o projeto da Ficha Limpa. Devemos agora mais uma vez nos unir para assegurar o 1,5 milhão de assinaturas que precisamos para apresentar o nosso Projeto de Iniciativa Popular pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas”. 

Santuário será oficialmente reconhecido em 2015

 / Foto: Rodrigo Lôbo/Acervo JC Imagem

Foto: Rodrigo Lôbo/Acervo JC Imagem

Destino de romarias há 110 anos, desde a chegada da gigantesca imagem de Nossa Senhora, o Morro da Conceição, na Zona Norte da capital, deve ser proclamado santuário diocesano em 2015. É a intenção do arcebispo de Olinda e Recife, dom Antônio Fernando Saburido. Para isso, terá que vencer a burocracia da própria igreja e apressar a criação de uma nova paróquia, a de São José, com sede em construção no Alto José Bonifácio, que cuidará de quatro comunidades hoje dependentes do Morro. 
Quando a mudança acontecer, o Morro deixará de ser paróquia para se transformar não só num lugar de peregrinação e oração, mas num grande centro de formação religiosa, comandado por um reitor e talvez por mais um sacerdote, que lá estarão permanentemente. A pretensão de dom Fernando é a implantação de um núcleo especializado em Mariologia, de estudos teológicos sobre a mãe de Jesus.
Nos anos de ditadura militar o alto mais famoso do Recife foi berço da evangelização baseada na Teologia da Libertação, liderada pelo arcebispo emérito de Olinda e Recife, dom Helder Camara, falecido em 1999. Fez brotar movimentos populares por melhor moradia e direitos sociais na época da redemocratização e assistiu, entre as décadas de 1980 e 1990, à disputa entre as alas progressista e conservadora do comando local da Igreja Católica. Nas últimas décadas viveu momento de neutralidade, mas sem perder a sua condição de um lugar de encontro dos fiéis com a sua santa protetora. 
O reconhecimento agora como santuário e o surgimento de uma nova paróquia podem também sinalizar a retomada num território que facilmente foi cedendo espaço ao crescimento dos cultos evangélicos. O arcebispo, por sua vez, não alimenta interesse em estabelecer concorrência. “Muitos grupos evangélicos participam conosco do ecumenismo”, lembra. Diz que o objetivo é cumprir a missão de evangelizar e reconhecer de direito o que já existe de fato como local sagrado. O Morro da Conceição será o segundo santuário da Arquidiocese de Olinda e Recife. O primeiro, proclamado na gestão do atual arcebispo, foi o de Nossa Senhora de Fátima, na Soledade (Colégio Nóbrega). Dom Fernando também deseja reconhecer de forma semelhante a Igreja dos Montes dos Guararapes, de Nossa Senhora da Piedade, em Jaboatão.
A proclamação de um santuário exige coleta de documentos e criação de um estatuto. No caso do Morro também deve ser aguardada a conclusão da Matriz de São José, que começou a ser construída no Alto José Bonifácio, numa área de 1.400 metros quadrados, onde existia uma pequena capela. 
Segundo o pároco do Morro, José Roberto de França, falta concluir 40% dos trabalhos de edificação. O prédio foi projetado por um padre arquiteto, Silvano Onofre.
O morro que está em festa desde o sábado (29) celebra  nesta segunda (8 de dezembro) o  dia da Imaculada Conceição. A condição de paróquia foi conquistada em 1975. A atração dos fiéis começou bem mais cedo, 71 anos antes, quando as ruas eram de barro, a luz vinha dos candeeiros a gás e a água, do Rio Beberibe. A fama sagrada e a organização do povo, estimulada pela igreja, bem que ajudou a desenvolver o lugar, hoje habitado por mais de 10 mil pessoas, em casas de mais de um pavimento. Agora é difícil encontrar um imóvel com a placa “vende-se”.
Moradora desde a década de 50, devota da santa que fez o milagre de devolver sua pequena Conceição levada por um estranho, Severina Paiva de Santana, 77 anos, reuniu num livro memórias da longa vivência. Em Aos Pés da Santa, conta a história da peregrinação e da comunidade.
“O monumento, trazido pelo primeiro arcebispo de Olinda e Recife, dom Luiz Raimundo da Silva Brito, celebrando os 50 anos do dogma da Imaculada Conceição, sempre foi daquela forma, mas antes era contornado por degraus. Havia um galpão onde as crianças tinham aula”, relata dona Sevi, saudosa dos maios animados, quando as celebrações marianas aconteciam na torre, ainda existente. Do ponto mais alto era possível avistar o mar e ver os navios, uma atração extra.

Casaldáliga em filme, dia 13 na TV Brasil

Marque encontro com a TV Brasil: dia 13 ali estréia um filme sobre dom Pedro Casaldáliga
Marque encontro com a TV Brasil: dia 13 ali estréia um filme sobre dom Pedro Casaldáliga
Francesco Scribano, conhecido como Paco, é espanhol, jornalista, e esteve no Brasil primeiramente em 1985 para fazer uma reportagem. Encantou-se pela luta de um bispo, seu conterrâneo, e agarrou a missão de contar sua história. Em 1985, foi quando Scribano conheceu Dom PedroCasaldáliga, bispo emérito da prelazia de São Félix do Araguaia, que chegou ao Brasil em 1968 e nunca mais retornou à sua terra, a Catalunha, na Espanha. Sua história já rodou o mundo, mas não tanto quanto deveria.
Em 2012, foi quando conheci Francesco Scribano. Viajei a São Félix para entrevistar Dom Pedro e cheguei lá em meio às filmagens de “Descalço sobre a terra vermelha”, filme de ficção em que atores interpretam uma história real, baseada em livro homônimo de Scribano sobre a vida e as causas de Casaldáliga. Scribano é também coprodutor do filme.
“Quando cheguei ao Brasil (pela primeira vez, em 1985), logo me falaram de um bispo catalão que estava ameaçado de morte no Mato Grosso, então tive que vir para cá. A ditadura militar tinha acabado de terminar, mas ainda a situação era complicada. Toda a maquinaria da repressão ainda estava muito presente”, contou-me Francesco Scribano em entrevista exclusiva e até agora inédita, concedida em São Félix.
“Um homem religioso que se converte à terra”
“Fiquei muito impressionado com a figura de Dom Pedro. Com o jeito como ele lutava e defendia as causas dos menos favorecidos. E o jeito como ele vivia. Vivia mesmo como viviam os posseiros. Então, fiz uma reportagem (em 1985), que ficou muito boa e fiquei com muita vontade de voltar”, lembrou o jornalista espanhol.
A partir daí, ele voltou, voltou, voltou… Inicialmente, para fazer um documentário, depois para escrever um livro, até que em 2012 voltou para participar da produção do filme de ficção que é adaptação do seu livro, no qual biografa o bispo. Mas, ao contrário do livro, o filme não cobre a vida toda de Casaldáliga.
O foco é na chegada do bispo a São Félix, que Scribano descreve como “a chegada de um homem religioso que se converte à terra. É essa terra, essa gente, que converte ele. E não ele que converte a terra. Um processo que a Teologia da Libertação tem praticado muito na América Latina”.
O filme
Realizado em conjunto entre a televisão espanhola TVE, a catalã TVC e a TV Brasil, “Descalço sobre a terra vermelha” será lançado em português pela emissora brasileira, dividido em três partes, nos dias 13, 20 e 27 de dezembro, sempre às 22h30min.
E por que vale um filme? “Porque esse processo é cinematográfico. Porque a história de Dom Pedro é universal”, respondeu Scribano, enfatizando: “Embora ele seja catalão, espanhol, a história dele é muito latino-americana. Universal. Nos toca a todos. E não deve ser esquecida. Eu falava com Pedro (é simplesmente assim que o bispo gosta de ser chamado) e ele me falava que a memória é importante”.
“Para que não se esqueça, o que é preciso? Que alguém conte a história! Ora, sou jornalista e digo que quando você pega uma boa história você tem que contá-la. E quando é muito… muito boa… a história… aí não tem que parar de contar. Então, isso é o que estou fazendo”, explicou Scribano.
“Dom Hélder sem mídia”
Conversando com moradores de São Félix, ouvi de alguém, que infelizmente não guardei o nome, que Dom Pedro Casaldáliga seria uma espécie de “Dom Hélder sem mídia”. Perguntei a Scribano o que ele achava disso e o porquê disso. Ele foi taxativo.
“Porque Dom Pedro está aqui (em São Félix do Araguaia). E isso é fim de linha. Para chegar aqui não é fácil. Ele poderia ter uma atitude de se movimentar mais por aí, mas não faz. Por isso não ficou tão público como poderia ter sido”.
“Mas, ao mesmo tempo, nos anos 70, quando estava mais duro o confronto com a ditadura, ele teve muita mídia, porque denunciou o trabalho escravo. Quer dizer, quando ele tinha que utilizar a mídia ele utilizou. Mas agora que talvez a utilizasse para o seu ego ele não utiliza”.
“Uma das coisas que Dom Pedro tem é a coerência extrema. E o radicalismo extremo. A coerência quer dizer: se estou com os pobres, sou pobre. Isso é muito fácil de dizer, mas é difícil de fazer. E ele leva isso até o final”.
Prefere “perder o tempo a perder o povo”
Scribano está coberto de razão. Dom Pedro leva suas convicções até as últimas consequências. Quando tive a oportunidade, honra e privilégio, de estar com o bispo, disse a ele que havia ido a São Félix de ônibus, no que ele respondeu que hoje anda de avião por impossibilidade física, mas que durante toda sua vida andou de ônibus.
“Porque se os pobres não podem pagar avião, eu também não posso”, me disse Dom Pedro. Eu, então, disse ao bispo que muitas pessoas ricas devem achar que andar de ônibus é perda de tempo. E Dom Pedro foi categórico: “Mas eu prefiro perder o tempo a perder o povo”.
Scribano comentou que esse tipo de postura é muito difícil de encontrar. “Se ele (Dom Pedro) quisesse fazer outro tipo de carreira, ele teria saído daqui de São Félix. Porque aqui ele fez o que teve que fazer – e isso teve uma repercussão mundial. Depois poderia ter ido para outro lugar. Mas não. Ele ficou aqui. Para ser mais um entre o povo. Isso é que fica difícil de entender para muita gente. E o que marca essa diferença é que quem vai à casa dele percebe que o que ele diz é o que ele faz”.
“Se é verdade que ele não teve tanto marketing como deveria, ora, nós estamos aqui. E estamos aqui porque essa história precisa ser contada”, concluiu Francesco Scribano.
Ana Helena Tavaresjornalista, conhecida por seu site de jornalismo político Quem tem medo da democracia?, com artigos publicados no Observatório da Imprensa e na extinta revista eletrônica Médio Paraíba. Foi assessora de imprensa e repórter dos Sindicatos dos Policiais Civis e dos Vigilantes. Universitária, entrevistou numerosas pessoas que resistiram à ditadura e seus relatos (alguns reproduzidos na Carta Capital e Brasil de Fato) serão publicados brevemente num livro.
Direto da Redação é um fórum de debates, editado pelo jornalista Rui Martins.

CEBs Diocese de Guajara Mirim

HISTÓRIA DA PRELAZIA E DIOCESE DE G. MIRIM.

1) A histórica Católica oficial, coincide com o início da prelazia de G. Mirim, criada pela Santa Sé a 1º de Março de 1929, com a bula "Animarum Cura" do Papa Pio XI, fundando a Prelazia de G. Mirim, "Para a catequese dos índios e dos seringueiros". Antes porém, missionários jesuítas e Salesianos já vinham de forma esporádica, anunciando Jesus Cristo na região.

2) A 25 de janeiro de 1926, é inaugurada a primeira capela Nossa Senhora do perpétuo Socorro, construída pelo Cel Paulo Saldanha com o povo de Guajará-Mirim.3) A 20 de dezembro de 1928, o Padre Carlos Antônio Peixoto, salesiano, é constituído primeiro pároco de G. Mirim.4) A 23 de Janeiro de 1932, chegada com a lancha Horto Barbosa, de Monsenhor Francisco Xavier Rey, do Padre Francisco Maria Hérail e do Frei Teófilo Arcanbal, franciscanos da terceira ordem regular. (TCR).5) A 25 de janeiro de 1932, o Padre Peixoto empossou o primeiro prelado, Mons. Francisco Xavier Rey, que numa carta ao superior Geral Franciscano, escrevia: "Aqui tudo é novo, tudo é grande, tudo é feito para satisfazer os corações mais ardorosos"6) Logo no começo, Mons. Rey voltou sua atenção para a EDUCAÇÃ0; Ele criou 33 escolas no Guaporé-Fundou, em. 1933 o Colégio Santa Terezinha que, em 1935 foi entregue aos cuidados das irmãs Calvarianas, passando então, a chamar-se "Colégio Nossa Senhora do Calvário. Continuou porém com a mesma finalidade, que era a educação das moças ribeirinhas, futuras professoras e animadoras das comunidades

do interior.
7) Mons. Rey, teve também a mesma atenção com' a área da saúde, criando um tipo de atendimento domiciliar aos doentes, e em 1946, o hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que foi entregue em 1956, ao Governador do Território Federal do Guaporé.8) Em 1948, Dom Francisco Xavier Rey, é sagrado Bispo na Igreja Nessa Senhora de Fátima, no Sumaré em São Paulo.

9) Em 1956, D. Rey lança os alicerces da Catedral Nossa Senhora do Seringueiro.

10) A 18 de novembro de 1964, é fundada pelo Padre F. A Bendoratis, a Rádio Educadora.11) Autêntico defensor dos índios, Dom Rey encabeça, em1961 o movimento de aproximação dos índios Oro-Wari (Pacaas Novos), planejado pelo então Serviço de Proteção ao Índio (SPI). Ele delega o Frei Luiz Gomes Arruda (Dom Roberto), que permanecerá 06 meses embrenhado nas natas do Rio Negro-Ocaia, antes de conseguir o contato e a paz com os indígenas.12) Em1962, D. Rey inaugura um consultório médico, que mais tarde virá a ser o Hospital Bom Pastor, criado e administrado pelo Padre Bendoratis, e hoje, pelas Irmãs Servas de Maria Reparadora.

13) Em 1964, Mons. Luiz Gomes de Arruda é nomeado pela Santa Sé, prelado Coadjuntor de D. Rey, com direito à sucessão.14) Em 1965, o Padre Bendoratis funda a aldeia indígena Sagarana, logo mais administrada por Mons. Roberto, a fim de salvar os 0rc-Wari em perigo de vida (Tuberculose ou outras endemias ).15) Em 15 de agosto de 1966, Dom Robertc Gomes de Arruda, é consagrado segundo Bispo de G. Mirim, na Igreja São José de Mogi Mirin, São Paulo. Dom Roberto é o criador das primeiras comunidades Eclesiais de base (Centros Comunitários de Guajará Mirin).16) A 08 de dezembro de 1978, Dom Reberto renuncia a administração da Prelazia e torna-se grande missionário e animador das comunidades de Nova Região de Colorado do Oeste.17) Na mesma data, Pe. Geraldo Verdier é eleito vigário Capitular (administrador) da prelazia de G.Mirim.

18) A 25 de dezembro de 1980, a Santa Sé eleva a Prelazia de G. Mirim à categoria de Diocese. Seu primeiro Bispo Diocesano, o Terceiro Bispo de G. Mirin, D. Geraldo Verdier, sagrado no mesmo dia, na Catedral Nossa Senhora do Seringueiro, pelo núncio apostólico, Dom Carmine Rocco.I19) Diante do crescimento da população, a nova Diocese acolhe outras congregações religiosas femininas e masculinas; Irmãs catequistas franciscanas, Padres Palotinos, missionários Claretianos, Servas de Maria Reparadoras, Franciscanas da Santíssima Trindade, Irmãzinhas de Imaculada Conceição, Irmãs de São José de Chambéry, Frades Capuchinos, Projeto igrejas-Irmãs do Paraná.

20) A 06 de Agosto de 1982, é fundado o seminário Menor "Nossa Senhora das Graças" e, a 11 de fevereiro de 1991, o Seminário "Nossa Senhora do Seringueiro", com o Curso de Filosofia, aberto às Dioceses vizinhas.

51) A Diocese de G. Mirim, abrange una superfície aproximadamente de 90 O00 Km2, com 150.000 habitantes, 08 municípios e 9 paróquias.



8 de dezembro: Dia da Imaculada Conceição de Nossa Senhora

 Data em que se celebra o reconhecimento oficial, pelo Papa Pio IX em 1854, do Dogma da Imaculada Conceição de Maria. A maternidade divina de Maria é origem de sua Imaculada Conceição.