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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Como pensar a fé a partir dos excluídos

Em Fortaleza (CE), atividade debate sobre como pensar a fé a partir dos excluído

A livraria Paulinas e a Faculdade Católica de Fortaleza-CE, (Facaf) promoverão na noite desta quarta-feira (24) em Fortaleza, Ceará, no Nordeste brasileiro, um debate com o tema "Pensar a fé em Cristo a partir dos milhões de excluídos”. Na ocasião também haverá o lançamento do livro "A dimensão social da fé, celebrando os 40 anos da teologia da libertação”, de autoria do Padre Francisco de Aquino Júnior.

O evento terá início às 18h30 no auditório da Facaf, que fica localizado na rua Tenente Benévolo, 201, no Centro da capital cearense, e contará com a presença de membros da Igreja Católica, estudantes, leigos/as, religiosos/as e demais pessoas interessadas no tema.

Para Irmã Roseane Welter, promotora de eventos da livraria Paulinas, a celebração dos 40 anos de Teologia da Libertação marca uma parte importante da história da Igreja. Para ela, o momento de logo mais quer abordar "a linguagem atualizada da Teologia na realidade social de hoje”.

A irmã afirma que a escolha do tema foi oportuna "porque refletem questões ligadas à realidade da sociedade consumista, individualista e desigual, que abandona e exclui seu semelhante”.

Para ajudar nas reflexões sobre o tema central do evento foram convidados o Padre Manfredo Oliveira, que fará uma leitura atual da teologia; Lurdes Vicente, militante do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e Padre Marcos Passerini, missionário comboniano e coordenador da Pastoral Carcerária.

Somando o debate, o lançamento do livro "A dimensão social da fé, celebrando os 40 anos daTeologia da Libertação” traz vários artigos sobre questões sociais na perspectiva da fé.

Para Francisco Aquino Júnior, padre e autor da obra, o tema central quer colaborar para refletir as formas de como o evangelho tem implicado nos modos e maneiras de organizar a sociedade e a vida coletiva que "deve ser pensada a partir da fé, tendo como centro a pessoa humana”.

O escritor acredita que a ordenação da sociedade como: elaboração de leis, políticas públicas e questões ambientais são desafiantes, no entanto, "devem ser construídas com um olhar de fé, no sentido de estar a serviço da sociedade e não contra ela”. Após lançamento do livro, será realizada uma sessão de autógrafos com o autor.

Teologia da Libertação

A Teologia da Libertação tem sua importância baseada nas Comunidades Eclesiais de Base (Cebs), nas quais os cristãos das classes populares se reúnem para articular fé e vida, e juntos se organizam na busca de melhorias de suas condições sociais, através da militância nomovimento socialou através da política, tornando-se protagonistas do processo de libertação. AsCebs são apresentadas como uma nova forma de ser e viver a Igreja, com forte vivência comunitária, solidária e participativa.

Uma das características da Teologia da Libertação é considerar o pobre, não um objeto de caridade, mas sujeito de sua própria libertação.

Fonte: Adital

Faleceu Dom C lemente Isnard

EM 24 DE AGOSTO DE 2011, FALECEU NO RECIFE DOM CLEMENTE ISNARD, O.S.B.


Dom Clemente José Carlos Isnard, O.S.B., nasceu no Rio de Janeiro aos 08 de julho de 1917. Professou na Ordem de São Bento aos 11 de julho de 1940 e foi ordenado sacerdote a 19 de dezembro de 1942. Foi nomeado bispo em 23 de abril de 1960 e recebeu a ordenação episcopal em 25 de julho de 1960. Ele participou integralmente do Concílio Vaticano II. Foi bispo de Nova Friburgo. Dedicou grande parte de sua vida à renovação litúrgica na Igreja Católica. Hoje, dia 25 de agosto, Dom Clemente será sepultado no mosteiro de São Bento em Olinda (PE)
Já em idade avançada chamou atenção pela publicação de dois pequenos fascículos: “Reflexões de um bispo sobre as Instituições Eclesiásticas Atuais” e “A experiência ensina o Bispo”, nos quais joga uma luz bastante crítica sobre alguns aspectos cotidianos da Igreja (entre os quais: títulos honoríficos, carreirismo) e sobre alguns temas que a própria Igreja prefere não debater em público (entre os quais: celibato, ordenação de mulheres). Nos ambientes oficiais da Igreja estes escritos foram proibidos de serem publicados, mas mesmo assim Dom Clemente considerava ser a sua obrigação ajudar a todos nós refletirmos sobre aspectos da Igreja que comumente não vêm ao público.

Que Deus receba em seus braços paternos este seu bom servo!
Dom Clemente, muito obrigado! Descanse em paz

Carlo Tursi

Teologia da Libertação é esquecida pela Igreja

Pautada na opção preferencial pelos pobres a vertente teológica que incendiou a América Latina completa 40 anos

A Teologia da Libertação completa em 2011 40 anos num completo processo de esquecimento pela igreja Católica. Criada a partir das mudanças introduzidas pelo Concílio Vaticano II, de 1962, essa proposta teológica incorporou algumas categorias do marxismo e possibilitou o surgimento de Comunidades Eclesiais de Bases (CEBs), a opção preferencial pelos pobres e um debate que incendiou católicos no mundo todo. Culminou com a proibição dela pelo cardeal Joseph Ratzinger, o hoje papa Bento XVI, que era prefeito da Sagrada Congregação Para a Doutrina da Fé (ex-Santo Ofício) no pontificado de João Paulo II.

Um dos principais teólogos dessa vertente católica, o ex-frei brasileiro Leonardo Boff foi duas vezes punidos por Ratzinger com o “silêncio obsequioso” e ficou mais de dois anos sem poder dar entrevistas, fazer palestras ou publicar livros sobre Teologia da Libertação. Acuado, Boff deixou a batina e hoje está mais ligado a causas do meio ambiente. É de Leonardo Boff o livro “Igreja, Carisma e Poder” que deixou João Paulo II e o cardeal Ratzinger de batina em pé e deu início ao processo de renovação do episcopado brasileiro empreendido durante João Paulo e aprofundado agora.

Em Manaus, a Teologia da Libertação teve fôlego nos anos 80 a partir de seu epicentro no Centro de Estudos do Comportamento Humano (Cenesch), escola de nível superior mantida pela igreja Católica e que tinha um curso de Teologia e outro de Filosofia. Neste último, tanto Leonardo quanto o irmão dele, Clodóvis Boff, faziam parte do quadro de docentes.

A partir da ação do clero progressista ligado, a TL entrou nas pastorais sociais de Manaus e ai fez várias pequenas “revoluções”. A Pastoral Indigenista gestou o movimento pela demarcação das Terras Indígenas e na visita de João Paulo II ao Amazonas uma liderança indígena fez o discurso de recepção no Arcebispado.

A Pastoral Operária também estava eivada de conceitos da Teologia da Libertação. Ela foi particularmente importante e freqüente nas grandes greves dos anos 80 no Distrito Industrial, quando as condições de trabalho e o arrocho dos salários eram denunciados nacionalmente em movimentos que fechavam a então bola da Suframa.

Nenhuma pastoral ligada a TL foi tão ativa quanto a Pastoral da Terra. Religiosos como o padre Albano e a irmã Helena pregavam a necessidade do povo se organizar para ter acesso a terra e aí eles foram fortes nos processos de invasões que culminaram com a formação da maioria dos bairros de Manaus.

Protagonismo

A principal característica da Teologia da Libertação é considerar o pobre, não como um objeto de caridade, mas como sujeito de sua própria história e libertação. Por esssa razão, os teólogos dessa vertente propõem uma pastoral alicerçada nas comunidades eclesiais de base, nos movimentos sociais.

Gerson Severo



A falta que o respeito faz

A cultura moderna, desde os seus albores no século XVI, está assentada sobre uma brutal falta de respeito. Primeiro, para com a natureza, tratada como um torturador trata a sua vítima com o propósito de arrancar-lhe todos os segredos(Bacon). Depois, para com as populações originárias da América Latina. Em sua "Brevíssima Relação da Destruição das Indias” (1562) conta Bartolomé de las Casas, como testemunho ocular, que os espanhóis "em apenas 48 anos ocuparam uma extensão maior que o comprimento e a largura de toda a Europa, e uma parte da Ásia, roubando e usurpando tudo com crueldade, injustiça e tirania, havendo sido mortas e destruídas vinte milhões de almas de um país que tínhamos visto cheio de gente e de gente tão humana”(Décima Réplica). Em seguida, escravizou milhões de africanos trazidos para as Américas e negociados como "peças” no mercado e consumidos como carvão na produção.

Seria longa a ladainha dos desrespeitos de nossa cultura, culminando nos campos de extermínio nazista de milhões de judeus, de ciganos e de outros considerados inferiores.

Sabemos que uma sociedade só se constrói e dá um salto para relações minimamente humanas quando instaura o respeito de uns para com os outros. O respeito, como o mostrou bem Winnicott, nasce no seio da família, especialmente da figura do pai, responsável pela passagem do mundo do eu para o mundo dos outros que emergem como o primeiro limite a ser respeitado. Um dos critérios de uma cultura é o grau de respeito e de autolimitação que seus membros se impõem e observam. Surge, então, a justa medida, sinônimo de justiça. Rompidos os limites, vigora o desrespeito e a imposição sobre os demais. Respeito supõe reconhecer o outro como outro e seu valor intrínseco seja pessoas ou qualquer outro ser.

Dentre as muitas crises atuais, a falta generalizada de respeito é seguramente uma das mais graves. O desrespeito campeia em todas as instâncias da vida individual, familiar, social e internacional. Por esta razão, o pensador búlgaro-francês Tzvetan Todorov, em seu recente livro "O medo dos bárbaros” (Vozes 2010), adverte que se não superarmos o medo e o ressentimento e não assumirmos a responsabilidade coletiva e o respeito universal não teremos como proteger nosso frágil planeta e a vida na Terra já ameaçada.

O tema do respeito nos remete a Albert Schweitzer (1875-1965), prêmio Nobel da Paz de 1952. Da Alsácia, era um dos mais eminentes teólogos de seu tempo. Seu livro "A história da pesquisa sobre a vida de Jesus” é um clássico por mostrar que não se pode escrever cientificamente uma biografia de Jesus. Os evangelhos contêm história; mas não são livros históricos. São teologias que usam fatos históricos e narrativas com o objetivo de mostrar a significação de Jesus para a salvação do mundo. Por isso, sabemos pouco do real Jesus de Nazaré. Schweitzer compreendeu: histórico mesmo é o Sermão da Montanha e importa vivê-lo. Abandonou a cátedra de teologia, deixou de dar concertos de Bach (era um de seus melhores intérpretes) e se inscreveu na faculdade de medicina. Formado, foi a Lambarene no Gabão, na África, para fundar um hospital e servir a hansenianos. E ai trabalhou, dentro das maiores limitações, por todo o resto de sua vida.

Confessa explicitamente: "o que precisamos não é enviar para lá missionários que queiram converter os africanos mas pessoas que se disponham a fazer para os pobres o que deve ser feito, caso o Sermão da Montanha e as palavras de Jesus possuam algum sentido. O que importa mesmo é, tornar-se um simples ser humano que, no espírito de Jesus, faz alguma coisa, por pequena que seja”.

No meio de seus afazeres de médico, encontrou tempo para escrever. Seu principal livro é: "Respeito diante da vida”, que ele colocou como o eixo articulador de toda ética. "O bem”, diz ele, "consiste em respeitar, conservar e elevar a vida até o seu máximo valor; o mal, em desrespeitar, destruir e impedir a vida de se desenvolver”. E conclui: "quando o ser humano aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante; a grande tragédia da vida é o que morre dentro do homem enquanto ele vive”.

Como é urgente ouvir e viver esta mensagem nos dias sombrios que a humanidade está atravessando.

Leonardo Boff

Como um ser humano pode planejar tanta barbaridade?

As raizes da violência e o coração humano

A violência lança raízes no coração humano. Os seres de suave índole, como Francisco de Assis, não matam nem uma mosca. Podem viver em mar de conflitos e nunca recorrerão à violência. Infelizmente os Fransciscos rareiam cada vez mais. Por sua vez, Hobbes parece ter mais razão, ao afirmar que "homo homini lupus" - o ser humano é lobo para outro ser humano. Ele faz ressoar versos do poeta latino Plauto na sua obra "Asinaria", em que acrescenta: "somos advertidos para que tomemos cuidado em face do ser humano, como diante de um lobo".

Os poetas intuem e alcançam o âmago do ser humano, sobre o qual políticos e sociólogos teorizam. Já nos inícios da humanidade, na poética e maravilhosa narração bíblica, de enorme perspicácia humana, o idílio esponsal entre Adão e Eva durou muito pouco. A nudez, o ser criado à imagem e semelhança de Deus, o ouvir os passos de Deus pelo jardim à brisa da tarde, o senhorio deslumbrante sobre toda a natureza, revelam a aura de harmonia do paraíso, logo desfeita. Veio a cena em que ambos comem do fruto proibido. E imediatamente o homem e a mulher se culpam, mutuamente. Já está aí a raiz da violência entre cônjuges.

A história desenha quadro infelizmente paradigmático. Os filhos Caim e Abel disputam até o assassinato. E depois segue triste história de crimes, de violência, de que Lamec se torna símbolo. Vejam que versos compôs para suas mulheres: "Matei um homem por uma ferida, um jovem por causa de um arranhão. Se Caim for vingado sete vezes, Lamec o será setenta e sete vezes" (Gênese 4,23). Está implantada a violência das violências, até terminar com o dilúvio. E, depois, tudo é retomado de novo.

Quando lemos essas páginas iniciais da Escritura, não como história que as ciências desmontaram, mas como revelação da raiz mesma da natureza humana, espantamo-nos com o alcance dos ensinamentos. Mais de dois mil anos depois, os nazistas repetiram Lamec, matando dez civis por um soldado morto em alguma emboscada, nas regiões dominadas. Esposos se acusam mutuamente nos cartórios, filhos disputam sangrentamente heranças e a violência campeia por todos os lados.

Ela não data de hoje. Não se funda em causas extrínsecas, mas dorme no interior de cada ser humano. Quem já esqueceu de Anders Breivik, que metralhou jovens em acampamento? E que dizer dos crimes das câmaras de gás, dos campos de concentração, das bombas atômicas lançadas pelos americanos? E as contínuas guerras, agressões armadas que atravessam os séculos e chegam até nós com requintes de violência?

Fica a pergunta: como um ser dito humano é capaz de planejar tanta barbaridade? Nem faltam crimes tramados em altas esferas por pessoas ilustradas e adestradas em universidades de alto reconhecimento acadêmico. Enquanto não movermos o coração para sentimentos humanos de beleza e de transcendência, dificilmente baixaremos o nível de violência.

João Batista Libanio



JUVENTUDE RURAL CAPIXABA RECEBE PRÊMIO DOM LUIZ

Considerado uma re­ferência na forma­ção e inclusão dos jovens rurais ca­pixabas, o Progra­ma de Valorização da Juven­tude Rural, desenvolvido pela Secretaria de Estado da Agri­cultura (Seag), desde 2008, foi um dos vencedores do Prêmio Dom Luiz Gonzaga Fernan­des. A premiação é o reconhe­cimento do trabalho que já aten­deu mais de 20 mil jovens, com atividades de capacitação e qua­lificação, em 77 municípios ca­pixabas.

O Prêmio Dom Luís Gonza­ga Fernandes foi instituído em agosto de 2004 e é uma home­nagem ao religioso falecido em abril de 2003. Dom Luís foi bis­po auxiliar de Vitória e mem­bro da Comissão Teológica e Litúrgica da CNBB, membro do Departamento de Ação So­cial do Conselho Episcopal La­tino-americano e do Departa­mento de Leigos, membro da Comissão Nacional Ampliada das Comunidades Eclesiais de Base e bispo de Campina Gran­de (1981-2001).

Lançado em 2008, o progra­ma conta com seis projetos: For­talecimento dos Núcleos de Jo­vens Rurais para uma Cultura de Paz; Qualificação Social e Pro­fissional; Arte do Saber; Cultu­ra e Juventude Rural, “Plantan­do Árvores, Colhendo Vida”; e Processos Produtivos Sustentá­veis.

Hoje, o programa conta com 20 mil jovens envolvidos e tra­balha com o estímulo ao conhe­cimento, o acesso à informação via redes sociais, e com várias ações de cultura, esporte e lazer.

Fonte: Folha do E. Santo

Memória de profetas no mês vocacional

Nesta época em que a palavra é tão frequentemente banalizada e o anúncio da verdade pode ser confundido com publicidade, é cada dia mais importante que o povo de Deus conte com o testemunho de pessoas consagradas que realmente praticam aquilo que falam e são para todos referências de fé e amor fraterno.

Neste mês de agosto, nós brasileiros, recordamos dois pastores que marcaram muito a caminhada de nossa Igreja nos últimos séculos e foram verdadeiros profetas do amor evangélico. Dom Helder Pessoa Camara, arcebispo de Olinda e Recife e dom Luciano Mendes de Almeida, arcebispo de Mariana (MG) e ex-presidente da CNBB. Ambos partiram para a casa do Pai no dia 27 de agosto. O primeiro em 1999 e o segundo em 2006.

A missão de uma pessoa religiosa é ser testemunha da presença divina no mundo e atuar para que a sociedade se transforme de acordo com o projeto divino que é de paz e justiça para todos.

Quando por vários motivos, quem crê em Deus está sentindo dificuldade de ser para a humanidade sinal de esperança, é bom recordar como esta profecia foi forte em homens como dom Helder e dom Luciano, que, cada qual em sua área de atuação e do seu modo, conduziram a Igreja do Brasil pelo caminho da profecia.

Para crentes e não crentes é urgente recordar alguns elementos da profecia que, de uma forma ou de outra, estes dois profetas nos deixaram:

1º - Qualquer ser humano só pode ser verdadeiramente feliz no dia em que o mundo for um só e justo para todos. Durante toda a sua vida, dom Helder viveu e lutou por isso. Dom Luciano foi o grande promotor da Pastoral do Menor e com o apoio de dom Paulo Evaristo, cardeal Arns, animou em São Paulo um vicariato especial para os sofredores de rua.

2 - O apelo a nos constituirmos como "minorias abraâmicas" Dom Helder chamava minorias abraâmicas os grupos pequenos que se reúnem e atuam no mundo como fecundos fermentos de uma humanidade nova.

3 - O compromisso com a Paz e a Não violência A transformação do mundo começa pelo nosso compromisso com a Paz e através de um método de vida que elimine qualquer violência que existe em nossa forma de ser e de agir.

É preciso que, ao celebrar, neste mês vocacional, a memória destes profetas, nos sintamos convocados/as de novo para este mutirão de esperança e solidariedade tão urgente no mundo.

Em 1994, dom Helder mandava esta mensagem ao movimento italiano Mani Tesi (Mãos Estendidas): "Não estamos sós. Por isso, não aceito nunca a resignação nem o desespero. Um dia, a fome será vencida e haverá paz para todos. A última palavra neste mundo não pode ser a morte, mas a vida! Nunca pode ser o ódio, mas o amor! Precisamos fazer com que não haja mais desespero e sim esperança. Nunca mais vençam as mãos enrijecidas contra o outro e sim o que o movimento de vocês valoriza: Mãos estendidas! Unidas na solidariedade e no amor para com todos". Em 1988, ao tomar posse na Arquidiocese de Mariana (MG), dom Luciano afirmava:

"Não vim para ser servido, mas para servir. Jesus serviu a vida inteira e eu venho para servir, em nome de Jesus, e com as suas predileções, a criança, o pobre, o doente, o abandonado, o aflito, para que tenham vida em nome de Jesus. ‘Como Maria' - Ela é modelo deste serviço, modelo de uma fé inabalável, de uma confiança que modelou toda a nossa confiança sob a ação do Espírito".
Dom Antônio Fernando Saburido, OSB, arcebispo de Olinda e Recife - PE.

Regional Nordeste I - CE: Assembleia das CEBs de Limoeiro do Norte

QUE MOMENTO RICO, FOI UMA VIAGEM NO TÚNEL DO TEMPO...


A Diocese de Limoeiro realizou a sua XXX Assembleia das Comunidades Eclesiais de Base, fazendo uma memória da Caminhada.


Como o tema: Fazendo memória da Caminhada, a Assembleia contou com a Asssessoria do Professor João Rameris da FAFIDAM de Limeiro, que faciltou o trabalhos no sabado.

O início da Assembleia a apresentação dos participantes trouxe um pouco da história de cada participante, de onde venho, o que fazia e o que ainda faço...foram as peguntas orientadoras para o momento.


Todo o encontro foi animado pelos repentista e poetas: J. Gomes de Icapuí, Duda e Chico Silveira de São do Jaguaribe, fizeram vários momentos de síntese em forma de Cordel e a noite cultural com repentes e cantorias.

Figuras ilustres como: Pe. Junior Aquino, Monte Alverne, Monsenho João Olimpio, Evane de Iracema, Erismar de Russas que foi coordenadora do Regional, Irmã Dionisia de Jaguaruna abrilhantaram ainda mais o encontro.


Apos a apresentação do Rameris sugeriu que as lideranças mais antigas da caminhada fizessem uma roda dentro do grande circulo que se encontrava a Assembleia e cada um e cada uma contou um pouco da história das CEBs em sua comunidade: Pe. Diomedes falou de sua experiência em Icapuí, com Projeto SERVIR, com construções de banheiros, estradas, doações de filtros e sua experiência com os círculos bíblicos. Contou ainda naquela época para o povo ele atuava como se fosse o prefeito...


Tivemos ainda a participação da Irma Bernadete que falou da experiência de Jaguaribara e todo sofrimento do povo com a construção do Castanhão onde todas as famílias tiveram que sair de suas casas e reconstruir uma nova cidade....


Experiências fantásticas que vão ficar guardadas no coração e na mente de todos os que participaram e a proposta é fazer um vídeo para que possa ser socializado com todas as comunidades.


No domingo, Pe. Vileci partilhou da preparação do XIII Intereclesial de CEBs

Seminário de Assessores das CEBs dos Regionais Norte 1 e 2, Oeste 1 e 2, Noroeste e Centro-Oeste da CNBB


Concluiu-se neste domingo, 28/08, em Brasília, o 2º Seminário Nacional de Assessores de Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) sobre o tema "As CEBs frente aos desafios do mundo contemporâneo".

O evento foi promovido pelo setor CEBs da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) junto com o ISER Assessoria, organização que trabalha com agentes pastorais sobre temas da democracia, cidadania e religião.

O congresso reuniu cerca de 30 participantes dos Regionais Norte 1 e 2, Oeste 1 e 2, Noroeste e Centro-Oeste da CNBB. Segundo o Bispo de Tocantinópolis (TO), Dom Giovane Pereira de Melo, responsável pelas CEBs na CNBB, "o seminário realizou-se num momento histórico em que existe um grande despertar por experiências comunitárias. Neste sentido, se retoma com muita força a experiência das Comunidades Eclesiais de Base na Igreja no Brasil".

O prelado lembrou que às vésperas das comemorações de 50 anos do Concílio Vaticano II, no próximo ano, "vivemos um tempo favorável em relação às CEBs, pois elas são sinais de vitalidade da Igreja e a forma comunitária privilegiada de se viver a fé".

Os participantes se comprometeram a levar para seus Regionais uma articulação de equipes de assessores; uma maior formação sistemática em seus regionais; o compromisso como Igreja, comunidade de comunidades; a trabalharem com o povo em suas realidades concretas, sem perder de vista as lutas pela cidadania e a lutarem por uma sociedade mais justa diante de tantas ameaças à vida, enfim, a continuarem a caminhada com determinação e esperança.

Nos próximos meses de outubro e novembro serão realizados mais dois seminários nas regiões Nordeste, Sul e Sudeste.

XII Encontro CEBs Três Fronteiras

Comunidades Eclesiais de Base vão se reunir em Santa Helena em outubro

Nos dias 1 e 2 de outubro, as Comunidades Eclesiais de Base, da Igreja Católica de toda a região, estarão reunidas em Santa Helena para a XII edição do Encontro Três Fronteiras das CEBs.

A abertura do evento será às 14h do dia 1 de outubro e o encerramento se dará às 13h do dia 2, sábado e domingo, respectivamente. Confira outros detalhes do evento:


Tema: CEBs e Ecologia Tecendo Redes de Comunidades

Assessor: Professor Sérgio Coutinho. Assessor das CEBs Nacional- CNBB Brasília

Loca: Paróquia Santo Antônio Santa Helena Pr.

Telefone para contato: Paróquia (45)3268-1487 ou Lorena (45) 9935-9499 8819-2079

Taxa de inscrição: R$ 25,00 por participante.

Hospedagem em casas de famílias das comunidades

O comunicado e convite, estão sendo enviados por Lorena Dobrantz e o padre Agostinho Gatelli, coordenadores da Comunidade Eclesial de Base da Diocese de Foz do Iguaçu.

São Paulo homenageia Dom Luciano Mendes em novo viaduto


A cidade de São Paulo ganhou no domingo, 28/08, um viaduto estaiado sobre a avenida Salim Farah Maluf, ligando os bairros do Belenzinho ao Tatuapé.

A obra foi batizada com o nome de Dom Luciano Mendes de Almeida, bispo da Região Belém entre 1976 e 1988, depois transferido para a Arquidiocese de Mariana, em Minas Gerais.

A cerimônia de inauguração contou com a animação da equipe do Arsenal da Esperança e a participação de diversas autoridades, do prefeito Gilberto Kassab, da vice-prefeita Alda Marcoantonio, do cardeal arcebispo de São Paulo, D. Odilo Scherer, do Pe. Julio Lancellotti, idealizador da homenagem, e do irmão mais velho de D. Luciano, Cândido Mendes.

Ele contou que ao completar os 5 anos de falecimento de D.Luciano, teve início oficialmente o processo de beatificação daquele que ficou conhecido como “irmão do outro”.