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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Rumos da Teologia da Libertação e contribuição de padre José Comblin foram temas da II Semana Teológica

Terminou na sexta-feira (14), na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em João Pessoa (Brasil) a II Semana Teológica José Comblin, momento que teve início na última quarta-feira e reuniu religiosos, pesquisadores e professores em torno do tema "O legado da Teologia da Libertação e a contribuição de José Comblin”.

Agenor Brighenti, professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUC/PR, que palestrou ontem sobre o tema "A Teologia da Libertação numa perspectiva ameríndia”, apontou que a II Semana Teológica se insere no contexto de preparação para o Congresso Continental de Teologia,  que acontece de 7 a 11 de outubro em São Leopoldo, Rio Grande do Sul.

O professor afirmou que o evento levantou discussões sobre os 50 anos da abertura do Concílio Vaticano II e mostrou a trajetória da Teologia da Libertação nos últimos anos, assegurando que ela está se "se repensando e se refazendo”. "A Teologia da Libertação está viva e buscando identificar seus novos desafios e dar respostas condizentes com o contexto de hoje. Ela continua atual, relevante e comprometida com as transformações sociais”, assegurou.

O legado do padre José Comblin, teólogo que ficou conhecido como ‘profeta da Igreja dos pobres’ também foi abordado durante a programação da II Semana Teológica. O frei capuchinho Luis Carlos Susin, secretário geral do Fórum Mundial de Teologia da Libertação, chamou atenção para três aspectos que marcam a trajetória de José Comblin.

"O primeiro e principal aspecto é que ele ensinou a trabalhar a teologia com um método e fez isso quando decidiu vir para a América Latina para encontrar uma alternativa de uma igreja mais viva. Ele tinha expectativas e vontade de aprender. O segundo aspecto do método é que ele fez deslocamentos sociais, eclesiais e teológicos e passa a ver a teologia com outros olhos e a falar a partir da linguagem do povo daqui. O terceiro aspecto é a experiência de liberdade espiritual. Comblin era livre e esta foi uma característica que o marcou. Ele defendia que toda liberdade procede do Espírito Santo”, explicou o frei capuchinho.

Abordando outra temática amplamente discutida durante o encontro, os rumos da Teologia da Libertação, Carlos Susin completou. "Vamos continuar a Teologia da Libertação levando em consideração um mundo mais globalizado, pluralista e que se modifica constantemente”.

No final do dia de ontem, Ermanno Allegri, diretor da Agência de Informação Frei Tito para América Latina (Adital), fez uma exposição sobre as quatro Jornadas Teológicas Regionais realizadas no ano passado em preparação para o Congresso Continental de Teologia e sobre a procura contínua em se construir o pensamento teológico na América Latina.

Congresso Continental de Teologia

De 7 a 11 de outubro, acontece na Unisinos, em São Leopoldo (Rio Grande do Sul – Brasil) o Congresso Continental de Teologia. O evento se insere no contexto de dois grandes acontecimentos que marcam 2012: os 50 anos da inauguração do Concílio Vaticano II, celebrada pelo papa João XXIII; e os 40 anos da publicação do livro Teologia da Libertação. Perspectivas (Gustavo Gutiérrez), que consagra a trajetória da teologia no continente latino-americano.

O encontro, que foi precedido por Jornadas Teológicas Regionais, buscará reunir "em torno ao Vaticano II e à teologia latino-americana, para discernir os novos desafios de uma época marcada por profundas transformações e as consequentes tarefas para uma teologia como serviço à Igreja e à humanidade, em um mundo pluralista e globalizado”.

Para o professor Brighenti, que está na organização do Congresso, este momento é um esforço de mobilizar a comunidade teológica e trazer a Teologia da Libertação para "a praça pública” e olhar para o futuro.

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