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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Para onde vai Nuestra América

Para onde vai Nuestra América. Espiritualidade socialista para o século XXI

“Nossa América” foi uma expressão do libertador cubano José Martí para designar nosso continente e o Caribe. Desde alguns anos, em vários países desta “Pátria Grande” (especialmente Bolívia, Equador, Venezuela e Paraguai), alguns movimentos populares e também pessoas comuns têm sido protagonistas de mudanças sociais e políticas importantes. Estes processos sociais e políticos partem das bases e chegam até a conquistas importantes, como a elaboração de constituições e leis mais justas e igualitárias, assim como a eleição de governos mais populares e de opção transformadora. Mesmo em países onde esta nova realidade social e política está mais sedimentada, como a Bolívia, o Equador e a Venezuela, trata-se ainda de processos novos e não sem contradições internas. Contam com dificuldades inerentes a todo caminho transformador. No entanto, não se pode negar: enquanto, em outras partes do mundo, a realidade política parece tender a uma volta do que comumente se chama de “direita”, em vários países da América Latina, há ensaios do que o professor Boaventura de Sousa Santos chamou de “esboço de um socialismo para o século XXI”.
Esta realidade nova tem sido conquista de comunidades populares e de grupos antes desorganizados que, pouco a pouco, têm manifestado uma capacidade de mobilização que os partidos políticos tradicionais e os intentos revolucionários anteriores nunca haviam conseguido realizar. (p. 17)

Título: Para onde vai Nuestra América
Subtítulo: Espiritualidade socialista para o século XXI
Assunto: Processos sociais na América Latina
Ano: 2011
Autora: Marcelo Barros
Apresentação: Leonardo Boff
Formato: 16x23
Número de páginas: 240
Editora: Nhanduti
Edição: 1
ISBN: 9788560990139

Leonardo Boff:Todo escrito é, de certo modo, provocação para uma conversa entre quem escreve e a pessoa que se aventura a ler. Este livro que, agora, você tem em mãos, segue de modo mais profundamente ainda este caminho. Foi escrito em estilo simples e coloquial. Além disso, se constitui como um convite que Marcelo Barros faz a todas as pessoas que têm fome e sede de justiça. Unido a muitos companheiros e companheiras de caminhada, em toda a América Latina e Caribe, ele nos convoca a nos situar como protagonistas de uma nova caminhada social transformadora. Embora ainda incipiente e frágil, este processo de mudanças estruturais está ocorrendo em vários países do continente e, como no início do século XIX, sonhava Simón Bolívar, pode unir todos os povos desta imensa “pátria grande”. Agora, começa a tomar formas novas a libertação plantada por tantos irmãos e irmãs, índios, negros e mestiços, assim como por todas as pessoas que se unem para formar o que, ainda no século XIX, José Martí, profeta e poeta cubano, chamava: Nuestra América.


De fato, para aproveitar bem este livro, você precisa acreditar e apostar neste processo social que, na Venezuela, está sendo chamado de “revolução bolivariana”, no Equador “processo cidadão”, na Bolívia e em outros países toma outros nomes. Como afirma o professor Boaventura de Souza Santos: “A América Latina tem sido o continente, onde o socialismo do século XXI entrou na agenda política”.


Desde o começo, a Teologia da Libertação se posicionou como reflexão espiritual, nascida nas bases e aprofundada a partir das experiências de participação das comunidades cristãs nos processos de luta e libertação ocorridas no continente. A partir de anos recentes, as teologias contextuais, desenvolvidas como teologias índias, afrodescendentes e feministas, dialogam com temas como o Pluralismo cultural e religioso, assim como com os desafios próprios do nosso tempo para firmar um compromisso de amor solidário da parte mais sadia das Igrejas cristãs e de outras religiões com o novo processo socialista que surge das comunidades indígenas e dos movimentos populares, em vários países do continente. Ao sempre procurar aprofundar os novos processos sociais, não a partir de governos, mesmo dos mais revolucionários e sim das comunidades empobrecidas e populares, este livro atualiza este caminho espiritual.


Seja você religioso/a ou não, poderá tirar outras conclusões válidas e se sentir novamente chamado/a ao compromisso libertador que, tão empolgadamente, este livro descreve.

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