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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Relatório do XII Encontro das CEBs do Regional Oeste 2



Num clima de muita animação e festa a Pastoral da Juventude da Diocese de Juina acolhia os delegados vindos de todos os cantos do Estado de Mato Grosso representando as dez dioceses que compõe o Regional Oeste 2. A acolhida feita com música ainda na porta dos ônibus no desembarque dos delegados era sinal do que ainda estava nos esperando. Em seguida os delegados foram conduzidos para o credenciamento das 14 as 17h, onde cada um recebeu seu crachá com uma bolsa do XII Encontro Regional e o cronograma de todo o encontro.

Com alegria, a equipe de animação da Diocese acolhedora e Paróquia anfitriã, tendo como incentivadora e coordenadora do grupo a Irmã Penha, nos convida para um delicioso jantar, preparado com muita dedicação pelos membros e cristãos da cidade que aceitaram essa árdua tarefa na preparação da refeição para aproximadamente 1000 participantes, divididos em grupos para atender os três dias do encontro.

A acolhida oficial ocorreu após o jantar com a participação e muita animação de Dom Neri, bispo de Juína e referencial no Regional Oeste II das CEBs. Ele desejou boas vindas a todas as delegações. E o pároco anfitrião, padre Edilson juntamente com a equipe coordenadora do evento, iniciou a oração com a participação e apresentações das crianças e jovens abrilhantando este momento, com uma reflexão sobre a vida das comunidades Eclesiais de Base, através de teatro. Outro item que marcou este momento, foi a acolhida da Palavra de Deus, trazida por uma criança em um andorzinho, carregada por quatro jovens, dedicados e alegres por estar servindo ao Senhor. Feita a leitura da palavra, Dom Neri, fez uma breve reflexão e convida toda a assembléia para uma leitura das frases expostas nos banners que ornamenta o ambiente, assim com a leitura atenta ele vai enfatizando um a um dizendo que somos um povo peregrino de Deus. Povo que caminha, gente que luta e dá a vida pelas comunidades. E assim conclui que estamos celebrando Pentecostes, que traz vida para cada Igreja particular. Logo após foi acolhida também a imagem de Nossa Senhora Aparecida, conduzida por seis senhoras, que se revezavam carregando a nossa Mãe Protetora e outras que levavam flores, refletindo que Maria sempre caminha conosco, ou seja, com a comunidade.

Na seqüência é feita a apresentação da Equipe articuladora das CEBs no Mato Grosso, que contribuirá com as palestras, abertura para a fala de alguns de deles. Logo após foram feitas alguns repasses informativos, contamos com a presença do senhor prefeito de Juína, que faz a entrega da “chave da cidade” a Maria, coordenadora regional das CEBs. Encerrando este momento do dia, Dom Neri nos dá a bênção final e a Irmã Penha faz o encaminhamento dos delegados para as famílias e convoca os membros da ampliada, envolvidos na articulação do encontro para uma reunião. Na abertura Maria trouxe em mãos a mensagem do Pe. Antenor Petini, que por motivo de outros compromissos não pode está presente no encontro. Foi pedido para o Pe. Josivan fazer a leitura da mensagem aos participantes. Segue a mensagem abaixo.

CEBS Regionais reunidas em Juína celebram e alimentam em sua fé: Na Palavra – que é Força e Luz, Na Profecia - que desperta e revigora, Na Justiça do Reino - utopia sem volta, sonho sem fim, No encontro de irmãos – jeito sempre antigo e sempre novo de ser Igreja. No início da Igreja, como nos dias de hoje, são as Comunidades Eclesiais o jeito mais original, privilegiado, fraterno e fecundo de viver a fé na pessoa de Jesus e no seu seguimento. Cada pessoa, ao encontrar-se com o Senhor Ressuscitado na pregação dos apóstolos e seus sucessores, buscava e busca ainda hoje, na comunidade, o lugar elevado de comunhão, o alimento da fé e a força renovadora do Espírito para dEle se fazer discípulo/a missionário/a. As comunidades de nosso regional estarão reunidas em Juina, nos dias 10 a 12 de junho próximo. Acolhidas e orientadas por Dom Neri José – Bispo referencial para as CEBs em Mato Grosso - e animadas por suas coordenações diocesanas e regionais, vão celebrar e clarear sua fé na Palavra do Deus que fortalece e ilumina a caminhada. No encontro com muitos irmãos e irmãs (cerca de mil pessoas: clérigos, religiosos e leigos) vão haurir forças para seguirem o Senhor da Vida nos caminhos da história, da nossa história, que vamos construindo hoje pelos caminhos de Mato Grosso. Vão reviver a Profecia e realimentar sua esperança na justiça e na paz do Reino que não se faz sem elas. Vão experienciar e testemunhar que é mesmo na comunidade que se vive, se realiza e se propaga a fé. Aquela fé que move montanhas e dá sentido à vida. Fé que se torna intimidade com o Senhor no cotidiano, conforto no sofrimento, ternura na dor, serviço aos pobres, missão na Igreja, diálogo respeitoso com o diferente, testemunho de comunhão; fé que desinstala, que se faz esperança, que não decepciona. Às nossas comunidades, cumprimentos, acolhida, apoio, adesão, orações, gratidão. Pe. Antenor Petini – Secretário Executivo – CNBB Regional Oeste 2 – 09.06.2011


No momento de chegada para este 2º dia de encontro, cada coordenação diocesana entregou aos seus delegados o livro de cantos Embalo das Comunidades. a partir das 7:30, com cantos e muita alegria na manhã de sábado inicia-se as atividades do dia, após a acolhida das famílias onde cada membro foi recebido para repouso com direito ao café da manhã. Retomando as nossas atividades orante, a Diocese de Rondonópolis, faz uma breve reflexão sobre São Barnabé, santo que viveu intensamente sua vida de comunidade, homem que viveu a solidariedade a exemplo de Jesus, dando sua vida em prol do reino, morrendo apedrejado. A exemplo de Barnabé, somos convocados para a missão, onde a equipe nos agracia com a entrada da palavra de Deus e alegremente nos conduz a leitura do livro de Ez 1,1-14, com a proclamação e apresentação dos gestos realizados pelos demais membros da equipe, conforme o texto enfatizava, que era sobre o Espírito Santo na vida de um povo. Após a oração da manhã conduzida pela diocese de Rondonópolis a equipe de coordenação deste encontro regional (Maria, Cleuza, Marcondes e Josivan) levou os delegados a fazerem memória dos encontros regionais. “Que tem memória, tem história”, essa foi a frase de motivação utilizada por Maria, convidando os delegados para este momento muito importante para a caminhada das CEBs. A cada encontro lembrado um vagão era trazido ao palco pelas mãos dos jovens da Pastoral da Juventude para compor o trem das CEBs. Também os nomes das pessoas que fizeram parte dessa historia das CEBs Regional: Vanda, Salomão, D. José de Lima (Cáceres) , Marilza e Lourenço, Mariza, Mara, Elza ( Cuiabá), Carlinhos (diamantino), Acrizio, Dirceu (roo), coordenação atual: Maria da S. Costa Rossi, Cleuza Maria, ir.Vera Maria Lobo. Equipe ampliada: Cáceres - Anderson, Gigliane e Pe. Devair; São Felix - Jairo, Ir. Guardalupe e Pe. Marcondes; Paranatinga – Pe. Josivan e Mirian; Guiratinga – Maria Conceição Rodrigues, Reginaldo e Fabiana; Rondonópolis - Rinaldo Cardoso, Dejanet e João; Cuiabá – Cristiane Costa, Antonia, Elza, Mariza; Sinop – Luis Antonio, Mateus e Cleuza; Juina – ir. Penha e Irene

Em anexo a este relatório consta o texto lido para motivar este momento de memória. Ao final com muita alegria os participantes cantaram e dançaram com a musica Lá Vem o Trem das CEBs.

Maria fez o registro das entidades presentes neste encontro: RECID, Centro Burnier de Fé e Justiça, a Comissão Pastoral da Terra, Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), a representação regional das Pastorais da Juventude e Familiar, religiosas/os, presbíteros, povos indígenas de diversas etnias, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Conferência dos/as Religiosos/as do Brasil (CRB), representante da Igreja Evangélica Assembléia de Deus e Fórum Estadual de Articulação de Mulheres, Pastoral da Criança, Infância missionária, Catequistas . Maria deu as boas vindas ao Pe. Vileci coordenador do13o intereclesial que veio de Juazeiro do Norte para participar conosco. E também o Pe. Andriano assessor das CEBs de Dourados- MS.

Cleuza fez a apresentação de Roberto Rossi, sociólogo e mestre em educação, assessor da CPT que irá fazer uma análise de conjuntura da realidade socio-eclesial e econômica. “Pisa ligeiro, pisa ligeiro, quem não pode com formiga, não assanha o formigueiro.” Pe. Nelito alertou para que os participantes ficassem atentos a análise de conjuntura que Roberto Rossi.

Roberto iniciou sua análise dizendo que “vivemos num mundo de interdependência. Nós precisamos uns dos outros. Para garantir nossa sobrevivência neste mundo, nós intervimos na natureza, seja para abrigo, para se alimentar.”

Resgatar a história do estado. Quem mais sofre com isso são os pobres e as populações tradicionais. O Estado passou por vários ciclos de ocupação do solo, sendo a década de 40 emblemática para pensar essa realidade. A motivação para este projeto era a da soberania nacional. Fazia-se necessário segundo a ótica do governo federal ocupar as áreas de matas, pois havia um vazio ocupacional. Os estados da região norte do país estavam na rota deste processo de ocupação do solo. Todavia esse processo acabou por provocar uma ação antrópica em precedentes, em grande medida irreversível.

Com a votação do Código Florestal Brasileiro permitiu-se identificar em meio aos debates ocorridos no Congresso Nacional, duas visões de mundo, da política. Uma é aquela que defende a exploração da terra, tendo como fim primeiro o lucro. Essa visão é animada pelos empresários do agronegócio, sendo a senadora Kátia Abreu (Presidente da Confederação Nacional de Agricultura) a principal expoente. A proposição de alteração na legislação ambiental, trata-se de uma ação substancialmente economicista, sem considerar os prejuízos que essas alterações vão trazer para a população em geral. Roberto salientou que Mato Grosso, um dos principais produtores do agronegócio brasileiro e um dos maiores desmatadores da floresta Amazônica e do Cerrado, sem dúvidas por um lado será beneficiado com estas mudanças, se pensar do ponto de vista do agronegócio, e o mais prejudicado se pensado a partir de toda a população, de modo especial a ribeirinha, os agricultores familiares, os indígenas e quilombolas.

Projetos agronegócios perdemos em mato Grosso, 243 k, por queimadas, muita mata nativas destruídas pela ganância humana, sendo uma dimensão assustadora, estes dados são maiores que nos anos anteriores em Mato Grosso. Nossas riquezas naturais não esta sendo explorado de forma legal mais ilegal. Lembrou-nos, dessa forma, é possível termos uma vida saudável, com tantas queimadas? Nós do Mato Grosso como podemos nos organizar para melhor articular a preservação e ocupação das terras de nosso estado? Esta lógica do consumismo tem influenciado muitos projetos. Projeto do agronegócio e o Projeto sustentável, estão sendo discutidos no parlamento. O país não pode deixar de combater a fome mundial, a população não precisa deste modelo de projeto do agronegócio, a população precisa de arroz, feijão, batata e não de cana e Soja. Os produtos adquiridos a partir da soja são destinados para a Europa. O projeto atual visa apenas o lucro para garantir o aumento da renda da economia e para atingir seus propósitos. A terra está concentrada nas mãos de poucos, apesar da produção em grande escala do agronegócio, o que vai para a mesa da população, um dos pequenos agricultores. E acredita na democracia política, em Mato Grosso, há também grupos políticos que acreditam e apostam no agronegócio visando a ocupação das terras doado.

Outro item abordado dentro desta questão ambiental além do agronegócio, são as águas, que estão cada vez mais sendo privatizadas por grandes empresas, usinas hidrelétricas são construídas na intenção da geração de Energia, porém para sustentar os grandes projetos. Somente para região de Mato Grosso nesta lógica capitalista, estão pensadas em 148 pequenas usinas, sendo 33 em andamento. Isto é assustador. As conseqüências serão inúmeras, para o povo desta região. A água bem comum para todos não esta sendo respeitado. Projeto que esta sendo articulado ligando alguns países vizinhos a fim de transportar via (marinha) produção agrícola.

Projetos agronegócios perdemos em mato Grosso, 243 k, por queimadas, muita mata nativas destruídas pela ganância humana, sendo um dimensão assustadora, estes dados são maiores que nos anos anteriores em Mato Grosso. Nossas riquezas naturais não esta sendo explorado de forma legal mais ilegal. Lembrou-nos dessa forma é possível uma vida saudável queimadas? Nós do Mato Grosso como podemos nos organizar para melhor articular e ocupar as terras de nosso estado? Esta lógica do consumismo tem influenciado muitos projetos. Projeto do agronegócio e o Projeto sustentável, estão sendo discutido no parlamento. O país não pode deixar de combater a fome mundial, a população não precisa deste modelo de projeto do agronegócio, a população precisa de arroz feijão,batata e não de cana e Soja. Os produtos adquiridos a partir da soja são destinados para a Europa. O projeto atual visa apenas o lucro para garantir o aumento da renda da economia e para atingir seus propostos ele acredita na democracia política, em Mato Grosso, há também grupos políticos que acreditam e apostam no agronegócio visando a ocupação das terras do estado.

Outro item abordado dentro desta questão ambiental e agronegócios, são águas , que estão cada vez mais privatizada por grandes empresas, usinas hidrelétricas são construídas na intenção da geração de Energia, porém para sustentar os grandes projetos. Somente para região de Mato Grosso nesta lógica capitalista, estão pensadas em 148 pequenas usinas, sendo 33 em andamento. Isto é assustador. As conseqüências serão inúmeras, para o povo desta região. A água bem comum para todos não esta sendo respeitado. Projeto que esta sendo articulado ligando alguns países visinhos a fim de transportar via ( marinha) produção agrícola.

As vítimas deste processo de exploração desenfreada do solo são aqueles que não medem as conseqüências ao utilizar o veneno para secar milhos, soja, etc. MT, foi no ano passado o maior consumidor de veneno, sendo analisado como um litro para cada pessoa. Com isso, a água está altamente contaminada, afetando plantas, animais e pessoas, destacando que, parte de mães amamentando também estão sendo afetadas pela contaminação.

Sobre a violência no campo, segundo dados da CPT, no país inteiro há mais de hum mil e oitocentas pessoas ameaçadas de morte. Em MT são 124 pessoas, além das oito que foram assinadas na última década, bem como 4.000(quatro) mil índios nos anos de 2003 a 2010. São agentes de pastoral, dirigentes sindicais, indígenas, agricultores familiares. Estes crimes são frutos do conflito na terra, provocados pela ação desmedida dos grandes agricultores. A CPT entregou para o Governo do Estado uma lista de 20 pessoas que estão seriamente ameaçadas de morte. Muitas destas lideranças são conhecidas das CEBs. Roberto apresentou dados do mapa da violência de 2010. Das 30 cidades mais violentas do país, segundo a taxa de homicídios, quatro cidades mato-grossenses figuram nesta lista. As principais vítimas são os jovens na faixa etária dos 16 a 30 anos. A cidade de Rondonópolis é a que tem registrado proporcionalmente a maior taxa de homicídios contra esta faixa etária.

Maria no retorno do intervalo fez leitura da mensagem encaminhada por Dom Derek J. C. Byrne, bispo diocesano de Guirantiga, aos delegados de sua diocese, como segue:

Ao pessoal da Diocese de Guiratinga que está participando do Encontro Regional das CEBs Queridos amigos e amigas, Saudações de Guiratinga! Quero cumprimentar cada um de vocês, que acaba de fazer esta viagem da Diocese de Guiratinga até Juína. É uma caminhada longa, mas sei que foi feita com muito amor a Cristo e ao povo de Deus. As Comunidades Eclesiais de Base mostram para nós como é importante a participação de cada pessoa na nossa Igreja. Isso enriquece a Igreja e enriquece também a sociedade. Desejo um bom encontro para vocês e para todos que se fizerem presentes neste momento importante das Comunidades de Base. Que este evento possa ser uma ocasião de muita graça para todos nós! Abraços de seu bispo, +Derek J.C. Byrne (Bispo de Guiratinga)

Pe. Nelito – expõe seu posicionamento sobre uma construção de um mundo melhor, fazendo citação do pernambucano educador Paulo Freire, citando a experiência deste que mudou sua ação em vista daqueles que pretendia atingir.

Fez leitura da mensagem da Conferência do Episcopado Latino Americano e Caribenho (CELAM) ao povo latino-americano. Esta mensagem foi publicada pela nova presidência eleita que estava reunida em Assembléia Ordinária no Uruguai. O texto foi lido em trechos, e a cada trecho Pe. Nelito fazia comentários, trazendo a mensagem para a nossa realidade de comunidades eclesiais de base. A mensagem diz que o episcopado refletindo que como Igreja, o episcopado tem lutado por justiça em prol dos oprimidos. Mansagem ao povo latino-americano, publicada pela nova presidência eleita reunida em Assembléia ordinária no Uruguai. O texto foi lido em trechos e a cada momento o Pe Nelito fazia comentários, trazendo a mensagem para a nossa realidade de comunidades eclesias de base. Em seguida fez a sua colocação sobre a procissão da vida, questionando sobre a implicação de cada um em estar presente aqui, em busca de que? O que queremos no nosso dia a dia? Relacionando tantas barbaridades, injustiças, morte, exitentes no nosso meio, e complementa citando o Sl 73, que fala de justiça (ver p/ completar), Dom Helder Camara, falando sobre a Graça das graças é não desanimar nunca. Intercalando sua fala com alguns cantos, Pe Nelito continua expondo os dados.

Pe. Nelito apresentou dados socioeconômicos dos últimos anos, a partir do livro de Ivan, salientando os grandes avanços que o país alcançou em vista da realidade que o país se encontrava, porém deixou claro que alguns dados estão aquém do desejado, mas são significativos.

Dados sobre o índice baixo da educação na América Latina, violência no trânsito, fatos que reforça no país e para o povo a pobreza social, devido a falta de atenção e subsídios para atender as vítimas acidentadas.

O que os índices econômico trouxe de benefício para a estrutura social se ainda ocorre em nossa sociedade brasileira uma logística capitalista? Que só pensa em lucro? Em poder? Fortalecendo a ideologia da morte?

Bispos ameaçados de morte na região do Maranhão por defender os necessitados.

Conforme ele expõe, Jesus nos convoca a arrancar desse mundo essa ideologia da morte.

Encerrando o período matutino, a coordenação convoca os coordenadores que irão conduzir os trabalhos nos grupos para a reunião no decorrer do almoço.

Retornando no período vespertino, o grupo de animação nos convocou no horário estipulado para início, com vários cantos, em seguida a Irmã Penha com muita alegria apresenta as crianças do oratório São José que nos agracia com uma dança entitulada Bicho Carpinteiro e outra resgatando a cultura matogrossense, Siriri e Cururu, por grupos de adolescentes.

Marcondes, fala sobre o material disponível para aquisição e informação do Intereclesial em Ceará.

Para conduzir os trabalhos da tarde, foi deliberado ao delegado da diocese de Guiratinga, Reginaldo, que fará a articulação juntamente com os demais membros dos grupos que coordenarão as atividades.

Ir. Vera fez a explicação do desenvolvimento dos trabalhos em grupo, com os temas e tempo destinados, e relembrou que em cada crachá constam os nomes de algumas árvores típicas da Região Amazônica e Cerrado e a cor do chapéu, que serão utilizados para a divisão dos grupos. Salientou que cada além de contar com um coordenador já definido pela coordenação, cada grupo deverá eleger um relator, terá a missão de anotar as observações feitas nos grupos. Depois estes relatórios relator para expor o resultado dos trabalhos. O senhor.....que ficou responsável pela ordenação do espaço, direcionou a divisão, sendo os espaços destinados, colégio em frente a igreja, espaço dentro e fora da catedral e as salas de catequese, que após encaminhar a turma para cada local apropriado com seus respectivos grupos, foram distribuidas as perguntas. Em seguida o Reginaldo solicitou para aqueles que ainda não fizeram a inscrição das boas notícias, façam.

Temas e questões para estudo. No Trenzinho das CEBs Estamos de...

Chapéu Branco – Tranquilidade, praticidade, moderação.

Texto para reflexão – Perguntas:

1- Qual o maior desafio constado em nosso contexto sócio – econômico – político? Qual o compromisso concreto que vamos assumir para superá-lo?

2 – Como a palavra de Deus ilumina a caminhada das CEBs e nos ajuda a sermos profetas e profetizas a serviço da Vida?

3 – Como está a caminhada das CEBs em sua Paróquia e Diocese?

4 – De que maneira estamos socializando as informações da realidade social e eclesial onde estamos inseridos?

Agora o grupo irá procurar um texto bíblico que faça menção a tudo o que é branco para as CEBs.

Reflita este texto dentro de sua realidade eclesial e social.

Faça uma oração, poema ou música que leve a pensar na dimensão branca.

Chapéu Vermelho – Sensibilidade, afetividade, paixão

Texto para reflexão – Perguntas:

A 1 e 2 são as mesmas anteriores

3 – Quais são os seus palpites, intuições, impressões e sentimentos sobre o trabalho desenvolvido pelas CEBs?

4 – Como nos relacionamos com as reações e aborrecimentos que experimentamos em nossa caminhada?

Agora o grupo irá procurar um texto bíblico que faça menção a tudo o que é branco para as CEBs.

Reflita este texto dentro de sua realidade eclesial e social.

Faça uma oração, poema ou música que leve a pensar na dimensão vermelha.

Chapéu Preto – Cautela, contestação, pensamento crítico.

Texto para reflexão – Perguntas:

1 e 2 são as mesmas do chapéu branco

3 – Quais são as dificuldades e os problemas mais comuns que enfrentamos na caminhada das CEBs?

4 – O que precisamos mudar para atingir nossos objetivos?

Agora o grupo irá procurar um texto bíblico que faça menção a tudo o que é preto para as CEBs.

Reflita este texto dentro de sua realidade eclesial e social.

Faça uma oração, poema ou música que leve a pensar na dimensão preta.

Chapéu Amarelo – Foco no benefício, pensamento, brilho.

Texto para reflexão – Perguntas:

1 e 2 são as mesmas do chapéu branco

3 – O que de amarelo encontramos nas CEBs?

4 – Quais são os benefícios alcançados em nossa caminhada? Para quem? Em que circunstâncias?

Agora o grupo irá procurar um texto bíblico que faça menção a tudo o que é amarelo para as CEBs.

Reflita este texto dentro de sua realidade eclesial e social.

Faça uma oração, poema ou música que leve a pensar na dimensão amarela.

Chapéu Verde – Criatividade, ousadia, flexibilidade.

Texto para reflexão – Perguntas:

1 e 2 são as mesmas do chapéu branco

3 – De acordo com o nosso último encontro regional assumimos o compromisso com o meio ambiente. Estamos de fato levando a sério, como?

4 – Quais são as novas idéias, novos conceitos e novas concepções presentes em nossa caminhada?

Agora o grupo irá procurar um texto bíblico que faça menção a tudo o que é verde para as CEBs.

Reflita este texto dentro de sua realidade eclesial e social.

Faça uma oração, poema ou música que leve a pensar na dimensão verde.

Chapéu Azul – Planejamento, organização, coordenação.

Texto para reflexão – Perguntas:

1 e 2 são as mesmas do chapéu branco

3 – O que fazer para fortalecer a nossa articulação e parcerias com os movimentos sociais existentes na nossa região?

4 – De que maneira o planejamento, a organização e a coordenação acontece nas CEBs de sua paróquia e diocese?

Agora o grupo irá procurar um texto bíblico que faça menção a tudo o que é azul para as CEBs.

Reflita este texto dentro de sua realidade eclesial e social.

Faça uma oração, poema ou música que leve a pensar na dimensão azul.

Este será um momento de partilha das Boas notícias das dioceses e entidades presentes neste encontro regional:

Diocese de Juína - (Pastoral) - Associação do Ministério da Esperança – AME, grupos de voluntários iniciado desde 2007, com apoio de Dom Franco para atender como pastoral as necessidades das famílias que necessitam de ajuda para sepultamento, como doação de caixão e apoio as famílias que perdem ente querido. Onde foram expostas suas contribuições e vontade em servir espontaneamente, sem nenhuma remuneração.

Diocese de São Félix de Araguaia – Na celebração dos 40 anos da Prelazia, acontecem: As Santas Missões populares; Romaria dos Mártires da Caminhada, articulação, animação e reorganização do assentamento Bordolândia, parecer favorável da terra indígena, homologação das terras do povo indígena Xavante – aldeia Marawastsede e implantação do instituto federal de educação, Ciência e tecnologia do Mato Grosso em Confresa.

Diocese de Sinop - Após a exposição, da diocese de Rondonópolis, foi a vez da Diocese de Sinop que partilhou a experiência da Escola Fé e Política, no contexto, sendo um trabalho social, esta escola conta com a participação, de toda Diocese, e com pessoas que estão atuando na política, prefeitos, deputados e outros. Outro item mencionado pela diocese de Sinop é o Projeto diocesano, Família com a Bíblia nas mãos, Ano da Escuta da Palavra de Deus, enfatizando os Grupos de Reflexão.

Diocese de Diamantino, explanação da irmã, com mensagem do Pe José Vicente Monteiro, encaminhada, devido questão de saúde, não pode estar presente, colocando que estará em comunhão com todos, pois este trabalho é abençoado por Deus. E encaminha em seu lugar o seminarista Luciano Braga Simplicio do IV ano de Teologia, que se interessa pela causa e muito contribuirá nesta Missão. O seminarista Adriano Plácido, estará representando o Seminário Rainha dos Apóstolos – Diamantino. Que este encontro seja um Pentecostes para a Igreja no nosso Mato Grosso no compromisso da Boa Nova de Jesus Cristo, Verdade que liberta e Salva. A nossa delegação é reduzida, pois, acabamos de sair do III retiro diocesano das Santas Missões Populares reunidas em Tangará da Serra com mais de 500 irmãos.

Diocese de Rondonópolis, o delegado Rinaldo expõe sobre a celebração dos vinte e cinco anos da diocese, com participação na Romaria dos mártires, criação de várias pastorais.

Prelazia de Paranatinga – Em seus 13 anos de história, tem uma boa notícia, que vem do sim de jovens homens, Ordenados Presbíteros para o serviço do Reino em nossa Igreja Particular. Alegrando-se pelos 8 padres da prelazia.

Criação de novas paróquias, fazendo a descentralização de paróquias e experiência de redes de comunidades, dando maior assistência ao povo de Deus, no tocante à Evangelização. Comunhão com os irmãos indígenas da nação Bakairi, frutos da pregação do Mártir Padre João Bosco Burnier, dinâmica de inculturação, Experiência de setorização que a prelazia, fez junto as Paróquias, espaço para uma vivência da Palavra de Deus, na dinâmica das CEBs. Momento de feliz práxis da vida eclesial.

Diocese de Cuiabá – Projetos, Defesa da terra; qualidade de vida com alimentos saudáveis; combate ao trabalho escravo e combate a exploração do ser humano, principalmente dos jovens. Combate a violência no campo; preservação do meio ambiente; Uso consciente de agrotóxico.

Após a exposição, da diocese de Rondonópolis, foi a vez da Diocese de Sinop que partilhou a experiência da Escola Fé e Política, no contexto, sendo um trabalho social, esta escola conta com a participação, de toda Diocese, e com pessoas que estão atuando na política, prefeitos, deputados e outros. Outro item mencionado pela diocese de Sinop é o Projeto diocesano, Família com a Bíblia nas mãos, Ano da Escuta da Palavra de Deus, enfatizando os Grupos de Reflexão.

A boa nova também anunciada foi pela Pastoral da Terra , cuja esta com uma atividade árdua em relação ao combate ao trabalho no campo e na cidade, hoje.

Chapéu branco

Escolher pessoas comprometidas com a política, - Preparar a Juventude para serem os futuros políticos;

- Encarar a grande ação agropecuária e o grave problema dos transgênicos;

- Conscientizar as pessoas a preservar e cuidar do meio ambiente;

- A luta contra as drogas na juventude;

- A falta de recursos para ajudar as pessoas a resolver seus necessitados problemas.

- Fazer com que aconteça a verdadeira união nas comunidades;

Compromisso Concreto:

- Criar grupos de formação continuada política e social que atinja as famílias;

- Manifestações para cobrar ações políticas.

- Envolver os jovens nas ações sociais e da Igreja a qual eles se identifiquem e sintam valorizados.

2. Nos dando força e luz. Dar testemunho. A leitura orante da palavra prepara a família para cuidar melhor dos filhos e se firmarem no Evangelho. E a graça de não desistir nunca.

3. As paróquias que tem o apoio dos Bispos e dos padres as CEBs estão acontecendo bem. Mas nas paróquias que não há este apoio, em algumas os leigos levam com dificuldade já em outras não acontece.

4. – Grupos de reflexão

- cultos dominicais, missas

- reuniões de movimentos e pastorais

- Núcleos ambientais

- Agenda 21

- Rádio, televisão

- cartazes, folhetos, jornais sobre as CEBs

Texto Bíblico refletido: Mateus 17, 1-8 (Sobre a transfiguração)

Chapéu vermelho, a questões da seguinte forma: 1) Falta a conscientização na escolha do candidato políticos; faltam políticos comprometidos, consumismo; necessita de direitos iguais para todos, não ter medo de encarar as dificuldades sociais, ter uma educação de qualidade; assim a partir destes desafios.

b) Foram assumidos os seguintes compromissos conscientizar, nas bases e nas escolas; ser agentes participativos, na Igreja e na sociedade e participar das políticas publicas públicas.

2) Questão segunda; dar força, coragem para superar os limites, estudar a refletir a Palavra de Deus na família na Igreja e sociedade como fio condutor.

3) Terceira questão; acolher e abrir espaço para crianças e jovens; sendo as comunidades nossa mãe que nos abraça, cuida e zela da nossa caminhada. É um trabalho corajoso, comprometido e bom que nos aproxima do rosto do povo excluído. Nossa missão é a esperança de uma nova rede de comunidade.

4)Na quarta questão, reage com indignação mas, mantendo perseverante, firme no diálogo, com trabalho participativo tendo a convicção que a missão de Jesus é a nossa missão. Texto iluminador, Lucas cinco, de um seguinte.

Chapéu verde, 1) desafios; conscientização em relação ao veneno, preservação do meio ambiente; ter algum gesto que cause impacto que chegue a todos; vencer o medo e denunciar as coisas erradas, sem se preocupar com o sistema pré- moldado.

b) Em relação aos compromissos; devemos incentivar a todos principalmente aos jovens a participar das discussões, conquistas e planejar as soluções.

2) Testemunhar, o reino de Deus a partir da própria vida e não ficar só no fundamentalismo, mas, na vida também.

3) Sim, mas, precisa crescer e melhorar muito mais, por exemplo; economia solidária, valorizar a reciclagem.

4) Melhorar a participação nos conselhos assumido, assumir os compromissos; incentivar as pessoas a participarem mais dos eventos, sejam eles promovidos pela Igreja e sociedade.

Chapéu Azul

Os desafios são:

- Conflitos de interesses políticos;

Falta de organização e interesse por parte dos eleitores acerca da política;

Exclusão social (de classe);

Fiscalização dos políticos eleitos; Sustentabilidade econômica (fortalecimento da agoecologia) X monocultura;

Drogas; Formação de Lideranças para o enfrentamento junto aos movimentos sociais; Orientação técnica para bem manusear a terra;

Verba para manutenção das reservas legais; Regulamentação da Terra (reforma agrária ) e educação de qualidade.

Os compromissos concretos – eleger representantes da comunidade de base; capacitar as lideranças;

Leituras orantes da Palavra de Deus (grupos de reflexão); educar os pequenos para a sociedade;

Incentivar linhas de crédito voltadas aos pequenos agricultores; formação permanente numa perspectiva humanística integral.

2. Mantendo a fé e a esperança;

Vivência do AMOR – mediante ação-reflexão-ação;

Vivência da palavra de Deus no dia a dia;

Luta em defesa da VIDA, motivada pela palavra de Deus;

Nos ajuda a tomar consciência da nossa realidade;

A palavra de Deus dentro das CEBs, dando respostas ao individualismo, secularismo, Hedonismo.

3. Conscientização do que é CEBs; fortalecer nossa identidade de cristão, a partir daí buscarmos as forças externas;

Conhecer os movimentos para estabelecermos parcerias.

4. CPC/CPP/ASSEMBLEIAS/avaliação e planejamento, inserindo novas lideranças

Chapéu Preto

1. Desafio

Degradação ambiental; agronegócios; a base da educação na família; formação política na escola, igreja e na família;

Analfabetismo político – (voto por influência);

Tráfico de armas, drogas e pessoas;

Falta recursos financeiros para garantir a estruturação dos movimentos (sindicatos);

Medo de enfrentar o medo; Ganância;

Encontrar pessoas para a caminhada.

Integrar fé e ação;

Cuidar dos jovens; Conscientização da importância da reciclagem;

Participação da comunidade em movimentos sociais populares.

2.

Através , do exemplo – anunciar, vivenciar, denunciar;

Cooperação ação, planejamento e seriedade;

Inspirar nas primeiras comunidades; Dar testemunho a palavras de Deus lâmpada para nossos pés e fermento na caminhada em busca de mudança.

3. Diversidade na forma de conduzir as ações nas paróquias pelos padres;

Descomprometimento, individualismo, drogas, falta de participação da família, fé, autoestima, oração, oração;

Influência dos meios de comunicação, sobrecarga (acúmulo de funções)

4. Nossas atitudes;

Assumir nosso batismo;

Partilhar tarefas;

Acreditar na força que temos;

Avaliar e planejar a ação;

Amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo.

GRUPO: AMARELO

1. Desafios

a. Continua sendo a omissão na representação política.

b. Desequilíbrio sócio-ambiental

c. Monocultura

d. produção de alimentos saudáveis

e. grandes propriedades

Compromissos

f. Agir com postura, nas organizações, nos sindicatos, associações e outros exercícios da cidadania.

g. Voto responsável e compromissado com as causas sociais

h. Unir forças

2. A palavra de Deus nos orienta colocando no centro da vida, buscando ter no nosso dia-a-dia as mesmas atitudes de Jesus. A pratica da leitura orante transforma as vidas das comunidades. Fortalecendo a caminhada concretizando as boas ações.

3. Energia, calor, animação, participação, esperança, acolhida, desafio, pensamento, construção, perseverança, amor, coragem, união, fé e paz.

4. Coragem de dar seu testemunho o novo jeito de acolher formação das comunidades. Protagonismo dos leigos. Criação de cooperativas, grupos de mulheres e associações. Aprendendo o caminho para o compromisso.

Para todos

No avanço da caminhada e para a maturidade das CEBs.

Padre Nelito inicia citando o Pe Teobaldo que questionava: “seria o caso de alguns ficarem vivendo só de rezas, construírem um grande templo e não precisariam fazer mais nada, viver em oração. Assim não teria mais violência, e tudo iria muito bem”. E responderam a ele: “não Teobaldo a colheita não teria o mesmo valor se todos não trabalhassem na planta”. O padre mostra que um palito de fósforo é pequeno e frágil mas carrega um enorme potencial de fogo. Assim são as Comunidades Eclesiais de Base, que precisam valorizar este fogo, se unirem e trabalharem unidas. Da importância das dioceses que se abrem para apoiar este projeto das pastorais. Ficou claro a amplitude que todos devem criar, parcerias, seguindo as diretrizes de evangelização da CNBB, evangelizar com a força do espírito santo, alimentados pela palavra de Deus e da eucaristia... Evangelizar, mas nesta mesma realidade social, econômica, política sob a motivação religiosa, mística, iluminados pela fé. Somos igreja e esta comporta as várias diferenças, em busca da unidade. Nossa tarefa é exercer exemplarmente a fé, uma comunidade que se doam. Não estamos aqui como empresas que estão vendendo um produto. Mas demonstrando a fé e comunhão com todos os povos e todas as culturas. Na luz da palavra de Deus e a força que vem dos irmãos, assim somos imbatíveis para evangelizar e modificar a face da Terra. A igreja do Brasil falam de Jesus Cristo, com vários denominação: de Cuiabá, da lapa, de Juscimeira, o coração do bom Jesus. Nós somos ovelhas seguindo o bom pastor. Jesus viveu com coração humano. E as CEBs devem resgatar este Jesus, que é Deus, é um só, Jesus não quer ser adorado, ele quer ser amado. Quando multiplicou o pão foi adorado, mas quando este pão acabou muitos o deixaram. A igreja da América Latina nos convida a olhar para este Jesus Cristo ressuscitado, mas devemos olhar lá atrás na crucificação de Jesus, que sofreu, foi mártir pela evangelização. O trabalho na CEBs é este trabalho árduo, esta missão sofrida de pregação e vivência da palavra de Deus.

O Pe. Nelito cita Carlos Drumond de Andrade dizendo “Deus é triste, a solidão de Deus é incomparável, a tristeza de Deus é incomparável”... A eucaristia era para Jesus um encontro em qualquer circunstância, ele celebrava sua memória nos acontecimentos de suas vivências. Trabalho, terra, pão e vinho, salvação.

A grande profetisa hoje é a mãe terra. Esta luta pela preservação do meio ambiente surgiu desde quando o homem foi a lua. No ano 1972, um grupo de Roma organizam um estudo sobre o meio ambiente, e comprovaram que havia uma grande devastação ambiental, um buraco na camada de ozônio. Iniciaram assim a campanha de conscientização aos problemas da natureza. Preservar a Amazônia é preservar os animais, preservar o oxigênio, preservar as pessoas, preservar a vida.

Após a conclusão dos trabalhos do dia com o Pe. Nelito. Aconteceu o jantar, em seguida os participantes seguiram em caminhada para a Praça da Bíblia onde num gesto simbólico houve um abraço na praça, trazendo para o centro “A Palavra de Deus nossa força e luz”. Depois seguiu-se a Catedral numa caminhada luminosa, com algumas paradas refletindo temas como a questão do meio ambiente e dos mártires da caminhada.

Já no espaço do encontro aconteceu a noite cultural, animada pela Diocese de Cáceres, com apresentações das dioceses de Juína, Sinop, Rondonópolis e Cáceres.

E a noite seguiu até as 22:00, com show e muita festa e alegria , com os nossos artistas das nossas comunidades, entre eles destacamos o Natal de sinop e os povos indígenas de Cáceres Porto Esperidião que nos convidou a entrar na dança com eles.

3º dia

Foi rezado Ofício de Pentecostes do Ofício Divino das Comunidades animada pela Arquidiocese de Cuiabá. Entrada triunfante dos Dons e símbolo (pássaro) do Espírito Santo, que entraram em procissão ao canto Pentecostes.

A irmã Eva, da Igreja Evangélica Assembléia de Deus, fez uma reflexão sobre valorização do ser humano, não só dos membros da nossa família, mas sim das pessoas necessitadas.

Para finalizar esta oração foi solta uma pomba simbolizando o envio as nossas comunidades, o pássaro simboliza a paz.

Canto: Estaremos aqui reunidos

Em seguida se fez a leitura da mensagem do Pe. Vicente assessor das cebs de diamantino, que não pode está presente por motivo de saúde.

O Pe. Vileci trouxe uma mensagem com alguns compromissos organizados no encontro dos Bispos da América Latina.

Este movimento de igreja não é um movimento só para católicos, mas para todos. A CEBs da America Latina traz uma reflexão sobre a necessidade de organização das CEBS em todo o país, sob a luz do Pai, Filho e Espírito Santo. Mas traz o compromisso de organizarem comunidades fraternas e abertas, comprometidas com os pobres, que vivem na fé de maneira profética e missionária. Deve-se contar com serviços de leigos e leigas que trabalham em comunhão com os pastores. A missão das CEBS é missionária, reafirmam uma opção preferencial aos pobres, para que como cristãos tenham vida. Com gesto evangélico as comunidades são convidadas a serem igrejas, cuidado e defesa da vida, do meio ambiente, dos movimentos sociais pela vida digna. Traz como missão também a formação de seus membros, é necessário elaborar um cronograma de formação permanente: CEBS, paróquia, diocese. Formação dos seminaristas e também dos leigos. Comunhão entre as CEBs é sinal de unidade para continuar criando espaços entre igreja: diocese, estadual, nacional e mundial e até continental. Deseja-se que em cada reunião esteja um Bispo dando animação. Compromisso de reunir os bispos para encontros de formação para as CEBS. Colocamos Maria de Guadalupe para iluminar os encontros.

08:15 Trabalhos em grupo por diocese, para encaminharem os compromissos do Encontro dos Bispos da América Latina.

09:15 – houve uma apresentação de uma dança de uma família indígena, inclusive com as criança, sapateando no ritmo cultural.

Canto: animado Madalena, madalena

Rondonópolis – Optamos somente por dois compromissos: tanto para a diocese quanto para o regional.

1-Promover a formação e capacitação de lideranças, crianças, jovens e adultos, numa perspectiva humana e ecológica, fundamentada na Espiritualidade encarnada, iluminada pela Palavra de Deus.

2-Fortalecer a Democracia, articulando-se eticamente com os movimentos sociais, populares e outras forças sociais.

Sinop:

Integrar fé e ação /fé e vida.

1-Promover a leitura orante da palavra de Deus em grupos de reflexão, na família e na comunidade, valorizar a família com um lugar de cuidado enfatizando a participação dos jovens e crianças.

2- Em relação ao compromisso regional – articular-se com os movimentos sociais, populares e outras forças sociais. Agir com postura ética nas organizações, nos sindicatos, associações, conselhos, cidadanias e eleger representantes comprometidos com as causas sociais da comunidade.

Paranatinga –

1-Incentivar a participação dos jovens na proposição de projetos para a Igreja e para a sociedade.

2-Eleger representantes da Comunidade de base.

Regional

-Promover a leitura orante da palavra de Deus em grupos de reflexão, na família e na comunidade.

-Promover a formação e capacitação permanente de lideranças numa perspectiva humanística integral

Diamantino

1-Compromisso diocesano- articulação da ampliada diocesana das CEBs, para levar a proposta de caminhada das CEBs para a Assembléia diocesana de pastoral .

Social

Trabalhar em encontros diocesano das SMP sobre o assunto de fé e política, para conscientização dos direitos a vida plena para todos.

Regional

Assessoria das CEBs

Social

Articulação de abaixo assinados em favor da vida.

Cáceres

1-Cuidar de jovens e crianças: incentivar a participação dos jovens na proposição de projetos para a igreja e para a sociedade. Educar as crianças para uma vida participativa.

2-Fortalecer a democracia eleger representantes da comunidade de base; votar de forma responsável e comprometida com as causas sociais;

Regional

Incentivar a discussão sobre linhas de crédito voltadas aos pequenos agricultores. Participar da discussão e da proposição das políticas públicas. E defender o meio ambiente.

Cuiabá

1-Prática a leitura orante nos grupos de reflexão.

2-Que fomentará a formação permanente de lideranças numa perspectiva humanística integral em parceria com o sindicatos, associações, movimentos sociais, de modo a preparar agentes, para uma participação ativa na igreja e na sociedade.

3-Sócio transformadora

Articular-se com o movimento sociais de defesa do meio ambiente (oportunizará a formação, eleição de responsáveis, participação na política).

Regional

-Eclesial: Oportunizar e garantir a participação dos jovens na proposição de projetos para a igreja e para a sociedade

-Incentivar a discussão sobre linhas de crédito (fundo rotativo solidário), voltadas aos pequenos agricultores e empreendedores/os urbanos.

Juína

Compromisso interno

1-Promover a formação e capacitação de novas lideranças, priorizando a família, os jovens e crianças, através da luz da leitura orante da palavra de Deus.

2-Social: Escola de fé e política ecumênica, envolvendo diversos movimentos populares e sociais.

Compromisso interno (Regional)

-Seminário Regional Oeste II, voltado para a questão ambiental, iniciando a as discussões nas bases.

-Escola de fé e política.

Guiratinga

Compromisso

1-Nós das CEBs da Diocese de Guiratinga, nos comprometemos em rearticular nossa vida de forma ministerial em nossa vivência em comunidade.

2-Articular as CEBs e nas Paróquias da diocese

-Valorizar a família como lugar de cuidados e promoção da vida. Promover a leitura orante dos grupos através dos diversos espiritualidades da comunidade, de acordo com a realidade.

Formar Diocese

-Promover a formação e capacitação de liderança numa perspectiva humanística integral para participar ativamente da Igreja e na sociedade.

Articular Diocese e Regional

-Articular-se com os movimentos e pastorais sociais e populares e outras forças sociais;

Cuidar da Diocese

-Incentivar a participação dos jovens na proposição de projetos para Igreja e para a Sociedade na rearticulação de pastoral da Juventude.

-Educar as crianças para uma vida participativa.

São Félix

Propostas da prelazia

1-Reanimar os grupos de reflexão com a leitura orante da palavra de Deus, promovendo a vida, valorizando a família e juventude na comunidade.

Sociedade

2-Promover a participação dos membros das comunidades nos conselhos municipais, conferências, audiências públicas, câmaras municipais e formação sócia política.

Regional

-Promover a formação e capacitação permanente de lideranças numa perspectiva humanística, bíblica e sócia, política e transformadora,

-Articular-se com movimentos sociais populares e outros forças sociais na defesa do meio ambiente com diversas ações inclusive elaborando um documento (abaixo assinado) a ser encaminhado ao Senado e a demais órgãos responsáveis na defesa do meio ambiente no código florestal.

Avaliação do XII Regional das CEBs.

O que viemos buscar:

ALEGRIA, PAZ, AMOR, AMIZADE, PARTILHA, UNIÃO, FÉ.

O que vamos levar:

PARTILHA, EXPERIENCIA, AMOR, AMIZADE, FÉ E COMPROMISSO, UNIÃO E PERSEVERANÇA.

Após a avaliação o encontro foi finalizado com a Celebração Eucarística presidida por Dom Nery, bispo diocesano de Juína e concelebrada pelos padres presentes neste encontro. Na homilia Dom Nery agradeceu a presença de todas as delegações vindas de todos os recantos do Estado de Mato Grosso. Enfatizou que cada uma trouxe uma experiência de fé, partilha da esperança e da fé. Destacou que Deus ergueu sua tenda neste local. Pentecostes também está presente aqui. Deseja que aconteça a unidade entre nós através do pão da palavra, pão da justiça e pão da caridade, assim como a comunidade dos primeiros cristãos. Acrescentou que por um tempo as CEBs foram confundidas como partido político, MST e outros movimentos sociais, por conta da sua relação com estes, além de ser taxada apenas como mais uma pastoral e até mesmo um movimento. Mas salientou que as comunidades eclesiais são hoje uma experiência de igreja viva e amadurecida. As CEBs são sinais de vida na Igreja através da vivência fraterna e da leitura orante da palavra de Deus. Portanto, as paróquias serão mais vivas com suas comunidades eclesiais. Finalizou dizendo que as CEBs não podem caminhar isoladamente, sem radicalismo, pois é parte da Igreja. Logo em seguida Maria faz o agradecimento às diversas equipes do encontro, que colaboram para o bom êxito do encontro. Depois ir. Vera chama os dois representante da ampliada diocesana de cada diocese, para receber das mãos das coordenadoras regional, uma vela como símbolo de compromisso de continuarem sendo Luz na diocese animando a caminhada das CEBs. Também Pe. Vileci recebeu uma vela para levar para a Diocese de Crato, que sediará o 13º intereclesial. No final da celebração os delegados/as foram enviados/as às suas famílias, comunidades, paróquias e dioceses para levaram a diante a Boa Notícia do Reino, animados pelo Espírito Santo de Deus, com este jeito novo e ao mesmo tempo antigo de ser Igreja.



Jogral da memória das cebs

Maria: O trabalho de animação das CEBs no MT começou na década de 70, com experiências em todas as dioceses do MT, mas a história da articulação começa a ser escrita em 1983, na diocese de Diamantino (Paróquia de Alto Paraguai), quando se realizou um encontro com o objetivo de tratar da articulação das CEBs no Mato Grosso e viabilizar a presença do MT no V Encontro Intereclesial em Canindé, no Ceará.

O encontro resultou na divulgação de um documento assinado pelos participantes pedindo o apoio dos bispos para essa articulação. Uma chama se acende e nos dias 11 e 12 de junho de 1983 realizou-se em Cuiabá o I Encontro Estadual das CEBs do MT. Esse encontro teve como objetivo escolher os delegados para o V Intereclesial (Canindé/CE) e colher propostas para a articulação das CEBs.

Marcondes: Em 1984, nos dias 19 e 20 de maio, acontece mais um Encontro Estadual das CEBs, do qual participaram 05 dioceses, num total de 140 participantes.

Cleuza: Já em 1985, nos dias 07 e 08 de fevereiro, em Rondonópolis, acontece um encontro da primeira coordenação das CEBs no MT.

Refr: Somos gente nova vivendo a união, somos povo semente da nova nação, Ê, ê, ê. Somos gente nova vivendo o amor, somos comunidade Povo do Senhor! Ê, ê, ê.

Josivan: Em 1985, nos dias 08 a 10 de novembro, acontece em Rondonópolis mais um Encontro Estadual com a presença de 05 dioceses, num total de 60 participantes. De 07 a 09 de fevereiro de 1986, realiza-se o Encontro Regional das CEBs - Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (Regional Extremo Oeste). Dez das treze dioceses que compõem o regional se fazem presentes.

Maria : Ainda, em 1986, acontece o encontro dos delegados rumo ao VI Intereclesial em Trindade, Goiás. Temos a divisão do Regional Extremo Oeste, passando a se chamar Regional Oeste I (MS) e Regional Oeste II (MT).

Assim, de 17 a 19 de julho de 1987, acontece em Sinop, o I Encontro Regional das CEBs, com o tema: A caminhada das CEBs - A partir da ótica do Reino. Contamos com a presença de 116 participantes de 05 dioceses.

Refr: Lutar e crer, vencer a dor, louvar ao criador. Justiça e paz hão de reinar e viva o amor.

Marcondes: Missão dos cristãos e seus desafios: negro, política, terra” é o tema do II Encontro Regional, que acontece nos dias 22 a 24 de julho de 1988, em Diamantino.

Cleuza: O III encontro regional acontece em Cuiabá, nos dias 19 a 21 de maio de 1989, como o tema “O povo de Deus na America Latina, A caminho da Libertação”. Esse encontro faz a memória dos seis Intereclesiais. Participaram 63 pessoas de seis dioceses, com destaque para as pastorais presentes.

Josivan: Nos dias 13 a 15 de julho de 1990, acontece em Rondonópolis o IV Encontro Regional, com o tema “Vocação e Missão do Leigo na Igreja e no Mundo”.

Maria: No ano seguinte, foi a vez de Cáceres acolher os 300 participantes do V Encontro Regional, (19 a 21 de julho de 1991) com o tema “Culturas Oprimidas e Evangelização na América Latina”. A marca desse encontro foi a presença das pastorais sociais e a preparação dos 98 delegados para o VIII Intereclesial, em Santa Maria. A partir desse momento, os encontros regionais passam a ser realizados de dois em dois anos, intercalados por uma assembleia regional.

Marcondes : Dois anos depois, de 16 a 18 de julho de 1993, acontece em Cuiabá o VI Encontro Regional, com cerca de 200 participantes, cujo tema foi “Identidade e Missão das CEBs”.

Refr: Vira o dia em que todos, ao levantar a vista, veremos nesta terra, reinar a liberdade!(bis)

Cleuza: Na década de 90, foram realizados em Cuiabá dois seminários de aprofundamento da caminhada das CEBs. O primeiro, de 09 a 11 de setembro de 1994, com o “Eclesialidade das CEBs”; o segundo, de 22 a 24 de setembro de 1995, com o tema “CEBs e Massas”.

Josivan: O VII Encontro Regional só acontece em julho de 1996, nos dias 12 a 14 de julho, em Sinop, com o tema “CEBs: vida e esperança nas massas”.

Maria: O VIII Encontro Regional acontece em Guiratinga, de 1998, com o tema: “O rosto das CEBS, rumo ao Novo Milênio”.

Marcondes: O IX Encontro acontece no ano de 1999, nos dias 09 a 11 de julho, em Lucas do Rio Verde. O tema foi “A Caminhada Ministerial do Povo de Deus Rumo ao Novo Milênio”. Participaram 250 delegados e representantes das sete dioceses do MT.

Cleuza: O X Encontro Regional, aconteceu em Várzea Grande, nos dias 26 a 28 de julho de 2002, com a presença de cerca de 800 participantes. O tema foi “CEBs, na defesa da vida, em tempos de exclusão e violência”.

Josivan: Com alegria e muita vida celebrou-se os 20 anos de caminhada das CEBs do Mato Grosso com a realização do 11º Encontro Regional, em Sinop, nos dias 27 a 29 de julho de 2007. Estavam presentes todas as Dioceses, Prelazias e suas delegações. Éramos mais de mil pessoas entre delegados/as e organizadores/as refletindo o tema: CEBs, ecologia e missão, e o lema Do ventre da terra o grito que vem da Amazônia.

Refrão: do Ventre da Terra o grito da Amazônia.

Maria: 2010 Foi marcado pela realização da assembleia regional das CEBs, realizada em Várzea Grande, arquidiocese de Cuiabá, com o tema “Resgatar o rosto e a identidade das CEBs presentes nas nossas comunidades”, e pelo seminário de Fé e Política, que teve como tema: “CEBs Construindo Cidadania”, também realizado em Cuiabá.

Marcondes: E hoje mais uma vez estamos aqui para refletir e celebrar a vida das Comunidades Eclesiais de Base do Mato Grosso. XII Encontro Regional, com o tema “CEBs, justiça e profecia a serviço da vida”. A palavra de Deus é nossa força é luz

Toda essa caminhada é articulada por uma comissão ampliada regional com coragem “pé/fé na caminhada”.

Todos: Nós das CEBs do MT declaramos aberto o 12º encontro regional das CEBS- Oeste 2...

Refr: La vem o trem das Cebs caminhado com seu povo. (bis)

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