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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Formação de Animadores de CEBs no Maranhão

Equipe de coordenação de CEBs do Regional Nordeste V - MA, investe na formação de lideranças e animadores de CEBs como uma de suas prioridades de ação. Neste encontro realizado na diocese de Brejo,foi orientado pelo Pe. João Maria Van Damme e contou com o apoio e participação do Bispo Dom Vileci.

Formação de Animadores de CEBs no Maranhão Formação de animadoras/es de CEBs no Maranhão

Há vários anos, as CEBs no Maranhão ressentem a necessidade de renovar animadoras/es e coordenadoras/es das comunidades e qualificar a sua preparação. A “velha guarda”, aquelas e aqueles que iniciaram corajosamente a luta por uma Igreja pós-Vaticano II estão envelhecendo. O regional necessita de sangue novo, de jovens, que abracem a causa de uma Igreja engajada socialmente, nutrida por uma leitura bíblica e uma espiritualidade encarnada na vida real e coordenada democrática e “sinodalmente”.

Foi com este intuito que a Equipe Regional das CEBs-MA iniciou um processo formativo de animadoras e animadores que já está no seu quarto ano. O projeto enfrenta dificuldades e nem sempre as sessões de estudo – que duram em média quatro dias – alcançam os mesmos níveis de impacto e de satisfação. O curso realizado em Brejo, no entanto, nos dias 18 a 22 de maio, foi um evento animado e profundo.

Os 80 participantes vieram de quase todos os municípios (21) que compõem a diocese. Após vários anos enfrentando desarticulação e em certo desânimo, a chegada do novo bispo, dom Valdeci Mendes, maranhense e filho das CEBs, injetou uma formidável força nova numa Igreja que se quer participativa e solidária com as dores do povo. A presença de um bispo não é tudo, mas faz a diferença!

Nesta primeira etapa do curso, quatro assuntos ocuparam os debates. A metodologia é construção coletiva do conhecimento e sempre voltada para a prática concreta nas comunidades locais. A introdução sobre o Primeiro Testamento ocupou o primeiro dia. Martha Bispo, do CEBI, ressaltou a disputa entre dois modelos políticos do povo de Israel (organização igualitária das tribos e a centralização monárquica a partir de Saul). No segundo dia tratou-se da conjuntura do momento: especial atenção recebia a pesada agressão que sofre a região por parte da monocultura de soja e de eucalipto.

Nos dois últimos dias tematizou-se, sob a coordenação de Guilhermina, a Metodologia do trabalho popular e alguns flashes da História do Brasil, com ênfase para a Ditadura Militar. Esse foi uma solicitação explicita do grande grupo de jovens que desconhecia esse momento importante da história do nosso país.
Em outubro nos encontraremos para a 2ª etapa, ansiosamente esperada por todas e todos que acharam este primeiro momento de importante ajuda para sua animação e coordenação nas comunidades.

Jean Maria Van Damme
Assessor CEBs-MA


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