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domingo, 7 de novembro de 2010

Dramática situação do Rio Paraíba do Sul

CONSELHO AMPLIADO REFLETE SITUAÇÃO DRAMÁTICA DO RIO PARAÍBA DO SUL

O Conselho Ampliado da Paróquia São Sebastião, Barra Mansa, reunido em 26 de outubro, com a participação de mais de 100 pessoas, refletiu sobre a conjuntura social com enfoque na problemática da preservação ambiental e defesa do rio Paraíba do Sul, tendo assessoria do engenheiro e presidente do Sindicato dos Engenheiros de Volta Redonda, João Thomaz, que apresentou índices dramáticos da situação do rio. De acordo com ele, o rio está morrendo, devido ao grande despejo de esgotos e produtos químicos altamente nocivos à saúde humana.
João lembrou que são 183 municípios que usufruem das águas do rio Paraíba do Sul em três estados, RJ, SP e MG, e não existe sequer uma Usina de Tratamento de Esgoto (ETE) e toda a poluição é despejada no rio, sem nenhum tipo de fiscalização das empresas. Mais grave ainda é que existem recursos financeiros para a construção de ETEs, mas faltam projetos eficazes para o uso dos recursos financeiros. Ou seja: vontade e prioridade políticas.
“Vamos entrar em colapso mais dia ou menos dia e se não trabalharmos agora para evitar, será difícil a reversão, porque já tivemos demonstrações da natureza como no ano de 2003 em que houve grande seca na região”, constatou João, acrescentando que naquela ocasião foi possível atravessar o rio Paraíba do Sul a pé!
Segundo João Thomaz, o governo do Estado de São Paulo pretende fazer a transposição do rio Paraíba nos próximos anos, alegando que a megalópole de São Paulo não terá água para abastecer as residências. “Entramos com pedido de esclarecimento no Ministério Público Federal – MPF, assinado por mim e Dom João, e conseguimos que o governo do Estado de São Paulo engavetasse os estudos por enquanto, mas o risco ainda é eminente”, lembrou João.
Além da vazão do rio Paraíba do Sul ser maxi-explorada pelas residências e indústrias, já existe a transposição há mais de 50 anos, com a construção da Represa de Santa Cecília em Barra do Piraí, responsável pela distribuição da água para o grande Rio.
“Pagamos taxa de esgoto e não existe ETE em lugar nenhum. Poderíamos fazer uma grande mobilização pela construção de ETEs, o que sensibilizaria a população com mais rapidez”, acredita João, apresentando estudos da Universidade do Fundão (RJ), constatando grande índice de produtos químicos que reagem na água do rio e causam sérios problemas no organismo como o câncer, alterações cardíacas e infertilidade, aborto, entre outros. “Nós poluímos e bebemos a mesma água e hoje existem grandes empresas que estão aproveitando desta situação vendendo água; e qual será a procedência desse tipo de água que compramos?”, disse João.
Após a explanação de João Thomaz, o Conselho Ampliado assumiu compromisso de continuar discutindo o problema e chamando responsáveis da Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Município.
O segundo momento do Conselho Ampliado foi destinado à apresentação do processo do catecumenato em nível paroquial, cujas etapas foram explicadas e detalhadas pelo padre Nilton Gonçalves (SVD), com esclarecimento de dúvidas.

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