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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

O nome "CEBs - "O que são as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs)?


Movimento que se tornou CEBs e nosso país pela primeira vez....
 
Houve um tempo em que não havia muita necessidade de explicar o significado da sigla "CEBs". Fazia parte do cotidiano e do vocabulário de muitos cristãos católicos. Transmitia entusiasmo e esperança, assim como havia dúvidas e interrogações.  Mas, hoje, muitos nem se lembram mais dos difíceis e duros anos da ditadura militar no Brasil e nem participaram do processo de democratização. Foi nesta época que surgiram, em todo o país, pequenas comunidades ligadas principalmente à Igreja católica. Querendo ou não, contribuíram de diferentes maneiras para o processo de democratização. Eram grupos de pessoas que, morando no mesmo bairro ou nos mesmos povoados, se encontravam para refletir e transformar a realidade à luz da Palavra de Deus e das motivações religiosas. Daí o nome de Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). Começavam também a reivindicar pequenas melhorias nos bairros, mas, ao mesmo tempo, iniciavam uma caminhada para tomar consciência da situação social e política. Queriam a transformação da sociedade. Inspiradas no método "Paulo Freire" de alfabetização de adultos, executavam uma metodologia que levasse da conscientização à ação.
 
O que as CEBs não são
Segundo Sérgio Coutinho, assessor nacional das CEBs, não se pode confundir CEBs com “GRUPOS ECLESIAIS”. Ou seja, as CEBs não são “pastorais”, não são serviços comunitários e muito menos “movimentos eclesiais”. Sendo assim, vamos ver quais são as diferenças entre as CEBs e os diferentes grupos que atuam na Igreja e nas comunidades.
As CEBs são fundamentalmente uma forma de organizar a Igreja; é a Igreja “na base”. São as unidades eclesiais menores, mas relativamente completas, autônomas e dotadas dos elementos constitutivos de uma Igreja: a Fé, o Anúncio, a Celebração, a Comunhão e a Missão. São comunidades de base eclesial e não uma comunidade de base qualquer, como um grupo de reflexão ou de amigos etc. Podem surgir até mesmo destes grupos, mas não podem ser reduzidos a eles.
Na comunidade, todos e todas, homens e mulheres, jovens e adultos, lideranças ou não, geralmente em forma colegiada, assumem a animação e a condução de toda a comunidade. Ali estão presentes catequistas, a senhora do Apostolado da Oração, o pessoal da liturgia, as lideranças das pastorais sociais, animadores/as da comunidade e outros. Todos os assuntos são apresentados à comunidade, discutidos e assumidos por todos no conselho pastoral comunitário.
A Comunidade tem um caráter permanente e os grupos, por sua vez, são transitórios e se organizam para atender a um serviço ou objetivo bem específico.
A comunidade pode se compor por vários grupos diferentes. O grupo, ao contrário, é único e não é comunidade eclesial. Entrar em uma Comunidade Eclesial de Base é entrar na Igreja. Agora, entrar em um grupo não significa entrar automaticamente na Igreja como tal. Todo o batizado deve pertencer a uma comunidade. O batismo não é o rito de entrada em um movimento ou grupo.
Fonte: "Cartilha da Cebs de Cuiabá-MT"

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