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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

10 sintomas de um cristão iludido

A questão é que se você é uma pessoa iludida, você não possui nenhuma boa razão para acreditar.

É mais provável para uma pessoa iludida, em relação a uma que não está iludida…

1. Ter nascido e crescido em sua fé religiosa. Isto é um fato indiscutível e inegável dado o número de religiões espalhadas ao redor do globo e a adesão e a convicção incondicionais com que são aceitas como a única fé verdadeira.

2. Como adulto nunca adota ou cultiva a atitude madura da dúvida. Todos os adultos devem revisar a fé religiosa que lhes foi ensinada por seus parentes uma vez que o primeiro sintoma acima é inegavelmente verdadeiro. O que significa que eles devem duvidar. A dúvida é a atitude adulta.

3. Nunca lê muito ou é exposto em grande escala a outros pontos de vista nos meios de comunicação. Falo de obras de não-ficionais sobre as ciências, culturas diferentes, fés diferentes, e aquelas produzidas por céticos ou descrentes. Para evitar ser iludido, os crentes deveriam ler livros escritos por pessoas pertencentes a diferentes culturas ou comunidades religiosas, e assistir programas no History Channel, National Geographic Channel, Discovery Channel, PBS, 60 Minutes, Dateline, e, porque não, YouTube.

4. Nunca faz longas viagens, incluindo viagens a regiões culturalmente diversas. Uma pessoa iludida só experimenta uma fatia fina do bolo. Uma pessoa deve conhecer o mundo para ver como os outros vivem. Quanto mais melhor. Uma pessoa assim basicamente fica estagnada dentro dos limites sociais das pessoas religiosas com uma maneira de pensar semelhante. Os amish são um exemplo radical disso. Vários crentes só possuem amigos crentes. Mesmo se os crentes não puderem viajar ao redor do mundo ainda lhes é possível variar um pouco seu círculo social e encontrar pessoas que pensam diferente. A maioria dos crentes não confiam em descrentes ou em pessoas que professem uma fé diferente. Procure-os. Compareça a uma reunião de livres-pensadores. Conheça-os. Faça amizade com eles.

5. Nunca se aprofunde no estudo da essência de sua fé. Quanto mais você sabe menos você acredita, menos convicto você se torna, e mais você duvida.

6. Mente com o objetivo de defender sua fé. Aqui há uma profusão de exemplos, desde falsas histórias sobre a descoberta da Arca de Noé, a falsificação da verdade quando não há uma resposta razoável, inventar histórias sobre curas pessoais, alegar a conversão de uma posição de ateísmo intelectual ( em oposição ao ateísmo prático) para o cristianismo evangélico como Lee Strobel e David Wood, ataques pessoais e injustificados sobre qualquer um que questione a fé de alguém a fim de desacreditar ou desqualificar o que o alvo disse ou venha a dizer, debater táticas como as usadas por William Lane Craig ou Dinesh D’Souza que, como debatedores, assim como boxeadores num ringue, estão lá para vencer o debate, não importa o que seja preciso dizer para vencê-lo. Estes são mentirosos em nome de Jesus em vários níveis. Se você precisa mentir para defender sua fé você precisa de ajuda.

7. Prega para pessoas que pensam de maneira diferente em vez de dialogar racionalmente. Fico estupefato, confuso, frustrado e entediado com os tipos de respostas que escuto de crentes religiosos quando tento lhes explicar porque não compartilho de sua crença. Elas começam a pregar, a falar de maneira dogmática, a citar a Bíblia. Elas ainda anunciam entusiasticamente que vamos todos (os descrentes) para o inferno. Muitos deles meramente balbuciam as frases de seu credo e afirmam o que acreditam, em vez de se envolver numa verdadeira discussão racional sobre os fundamentos da crença, em primeiro lugar. Eles vem pregando para nós a partir de uma antiga compilação de textos supersticiosos em vez de nos mostrar porque deveríamos acreditar neles em primeiro lugar.

8. Alega que não precisa de evidência para acreditar. Vejam Alvin Plantinga e William Lane Craig! Iso é absolutamente delirante especialmente se considerarmos todas as coisas que devem ser consideradas como crenças propriamente básicas advindas do testemunho interno do Espírito Santo. Como alguém já disse, “o que pode ser afirmado sem evidência também pode ser descartado sem evidência”. Qualquer um que afirme que sua fé não precisa de evidência, mesmo se verdadeira, deve confronta-la com a realidade.

9. Deve ser convencida de que sua fé é impossível antes que a veja como improvável. Em incontáveis ocasiões os crentes afirmarão que não provamos que sua fé é impossível, e que a ausência de uma prova deste tipo dá-lhes uma razão para acreditar. Entretanto, estamos sempre falando sobre probabilidades. Portanto, mesmo que seja possível acreeditar à luz da quantidade de problemas enfrentados pela fé, ainda é uma fé improvável e isto deveria ser o suficiente.

10. Precisa denegrir as ciências a fim de manter a fé. Vejo isto com muita frequencia. Os crentes denigrem as ciências de inúmeras maneiras como o objetivo de acreditar. É o que sua fé lhes exige. Alguns crentes sequer fazem idéia do que estou falando. Como a ciência nos diz que orações não funcionam então elas não funcionam. Ela nos diz que o universo tem 13,7 bilhões de anos. Ela nos diz que as histórias sobre o nascimento de Jesus nos Evangelhos não podem ser verdadeiras; ela nos diz que virgens não podem dar à luz. Ela nos diz que pessoas mortas não podem se levantar corporalmente do túmulo. Cristãos devem denegrir as ciências a fim de crer. Ciência ou fé? A ciência possui um histórico de sucessos. A fé joga aviões contra arranha-céus. A ciência sempre, abaixe as mãos.

Pavazine

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