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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Pedra fundamental e pedras de tropeço

O evangelho de Mt 16, 13-18, que fala da figura de Pedro como "o que tem as chaves" .

O texto de Mateus 16,18 - "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja - foi tirado de seu contexto para justificar uma teologia ainda não existente à época de Jesus. Não só o termo igreja foi erroneamente interpretado, como também o jogo de palavras petros e petra não costuma ser corretamente considerado. Busquemos ler o texto no seu contexto para que também não sejamos "pedra de tropeço" (Mt 16,23)

Qual é, afinal, o papel da liderança na igreja? O que significa ligar e desligar? A propósito, é importante lembrar que a mesma autoridade que Pedro recebe em Mateus 16,19, toda a comunidade de discípulos e discípulas também recebe em Mateus 18,18. Qual é, portanto, a nossa missão? Qual é a missão da igreja? Com certeza, não é querer assumir o lugar da pedra fundamental. Não somos a pedra angular, como Pedro também não o foi. O autor da Carta aos Efésios também faz questão de explicitar: Cristo Jesus é a pedra angular (Ef 2,20). Cada vez que uma pessoa ou instituição se assume como a rocha, a pedra fundamental, o que ela se torna é pedra de tropeço (skândalon). Somos chamadas e chamados a sermos pedrinhas vivas, para em nossa humildade, colaborarmos na edificação da Igreja.

E se alguém quiser ser pedra de tropeço (skândalon) para quem é pequenino, melhor amarrar uma pedra bem grande no pescoço (a pedra do moinho) e se lançar ao mar (Mt 18,6). Em outras palavras, é melhor deixar a comunidade!


Edmilson Schinelo


Fonte: CEBI

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