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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Festa da Lavadeira realizada sem os palcos


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Evento no Paiva foi liberado de última hora pelo governo do Estado



Fim da tarde de domingo (1º/05/2011), ciclistas cobertos de lama da cabeça aos pés já podiam ser vistos nas proximidades da Ponte do Paiva. Um sinal de que a tradicional Festa da Lavadeira, no Cabo de Santo Agostinho, estava acontecendo perto dali. Após o impasse sobre a realização do evento, a festa sem os palcos que marcaram edições anteriores. Mesmo assim, muita gente compareceu e defendia a continuidade da festa.

Logo na entrada, um grupo de grafiteiros pintava painéis de madeira. Neles, era possível ler frases como: “25 anos de resistência / Festa da Lavadeira”, “Odebrecht x cultura”, “A festa é do povo” e “O Paiva não é Auschwitz”, em referência ao campo de concentração Nazista.

Também podiam ser vistas pessoas comercializando alimentos e policiais fazendo a segurança. No lugar dos palcos, um trio elétrico recebeu as atrações, como grupos de coco e maracatu. O público dançou em volta do trio até o final.

Ao final, o coordenador da festa, Eduardo Melo, também apostava na continuidade. “A Festa da Lavadeira está além. Seria ótimo manter aquela estrutura. Mas estas objeções sugerem que a festa pode usar muito mais o chão do que o palco. Nossa origem é no chão. A festa tem a identidade da cultura popular. Ficou como se fosse uma grande vitória. A força e o amor do pernambucano por sua cultura”, afirmou.

Eugenia Bezerra - JC

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