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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

D. Moacyr Grechi renúncia do cargo de arcebispo de Porto Velho



SÃO PAULO - O Vaticano anunciou que o papa Bento XVI aceitou nesta última quarta-feira, 30, a renúncia de d. Moacyr Grechi, arcebispo de Porto Velho (RO) e uma das figuras mais importantes do episcopado brasileiro. Foi uma aposentadoria anunciada: o próprio d. Moacyr adiantou, no domingo, 27, no programa A Voz do Pastor, que o anúncio de seu afastamento sairia nos próximos dias, atendendo a solicitação expressa por ele em 19 de janeiro, quando completou 75 anos, idade limite prevista pelo Direito Canônico para o bispo se aposentar.

Natural da cidade de Turvo (SC), d. Moacyr foi nomeado bispo por Paulo VI em 1972

Natural da cidade de Turvo (SC), d. Moacyr foi nomeado bispo por Paulo VI em 1972 e dirigiu a diocese de Rio Branco (AC) até 1998, quando foi promovido a arcebispo de Porto Velho. Trabalhando no Acre e em Rondônia, ele se destacou pela atuação em defesa dos indígenas, dos seringueiros e dos trabalhadores rurais. Denunciou a violência na região e lutou pela punição dos assassinos de Chico Mendes, que conheceu na militância das CEBs (Comunidades Eclesiais de Base).

Durante oito anos, d. Moacyr foi presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), cargo que ampliou sua projeção como um dos principais nomes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Apesar de ter sofrido dois acidentes rodoviários graves, que limitaram suas atividades por vários meses, em 2001 e em 2004, o arcebispo recuperou-se e voltou à ativa. Viajava de canoa, às vezes de avião e frequentemente no lombo de um burrinho manso para visitar as comunidades de sua arquidiocese.

O novo arcebispo de Porto Velho é d. Esmeraldo Barreto de Farias, de 62, baiano do município de Santo Antônio de Jesus. Nomeado bispo de Paulo Afonso (BA) em março de 2000, foi transferido sete anos depois para Santarém, no Pará. Nos últimos quatro anos, até maio de 2011, foi presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, da CNBB. Como padre, foi coordenador das Pastoral Rural da diocese de Ilhéus, na Bahia.

O papa acolheu também a renúncia, por limite de idade, o arcebispo de Niterói (RJ), d. Alano Maria Pena, no cargo desde 2003. Seu substituto é d. José Francisco Rezende Dias, de 55 anos, até agora bispo de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde sucedeu a d. Mauro Morelli, conhecido por seu trabalho na luta contra a fome e a miséria, na CNBB e no governo. Mineiro de Brasópolis, d. José Francisco era bispo auxiliar de Pouso Alegre (MG), 2005, quando foi transferido para o Estado do Rio.

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