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sábado, 24 de setembro de 2011

“Nós temos que aprender a gostar de gente”, declara assessor do 21º Encontro de CEBs em Montes Claro


sábado, 24 de setembro de 2011

Começou na sexta-feira (23/09), na Paróquia Nossa Senhora da Consolação, em Montes Claros, o 21º Encontro Arquidiocesano de Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) com credenciamento, animação, apresentação dos participantes, oração, mística e leitura do Evangelho e reflexão. Foi apresentada também mensagem do bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia (MT), dom Pedro Casaldáliga, para os cerca de 150 participantes deste 21º Encontro Arquidiocesano de CEBs.

A mensagem foi gravada pelas missionárias Maria de Lourdes Lima da Fonseca e Sônia Gomes de Oliveira durante a Romaria dos Mártires da Caminhada, realizada nos dias 16 e 17 de julho deste ano. Nela dom Pedro insiste que é preciso “estimular a vitalidade das CEBs”. “Agora é mais do que nunca a hora das CEBs”, reafirma e traça todo o contexto social contemporâneo. “Quando se dá uma certa involução geral, um certo desânimo no movimento popular, é hora das CEBs assumirem sua responsabilidade de fermento, de sal, de luz na própria localidade, na região”, esclarece dom Pedro.


O assessor do 21º Encontro Arquidiocesano de CEBs é o padre Enésio José Pinheiro, da Diocese de Itabira/Coronel Fabriciano. Durante o seu primeiro contato com os participantes, padre Pinheiro, como prefere ser chamado, falou sobre o dia-a-dia da roça, relacionando-a sempre com o meio urbano. “É o que peço pra vocês: pra amanhã, sábado, 24/09, preparar este canteiro”. Comentou sobre o significado da sigla CEBs. O “E” de CEBs são dois “E”. É Comunidade Eclesial e Ecológica, frisou o sacerdote.

Disse ainda que “sem vida, não tem comunidade” ao continuar utilizando metaforicamente elementos do trabalho na roça para melhor participação dos cebianos, como a colheita do feijão e o descascar do alho. Vamos “passar o feijão na peneira e só vai ficar feijão bom”, prosseguiu padre Pinheiro sua palestra. Falou sobre a história da Igreja. “A Igreja é toda a caminhada do povo de Deus, que começou nas casas. Jesus trabalhava na casa dele. Era em Cafarnaum.

Padre Pinheiro falou isso para indicar que “um grupo é tão importante para a comunidade, como a casa é pra mim”, pontuou. O assessor do 21º Encontro Arquidiocesano de CEBs observou ainda que trouxe um material para repassar no evento, mas que, se ele repassasse, o pessoal iria olhar para o papel e iria esquecer da conversa com o palestrante. Tudo para salientar que é preciso mais relacionamento interpessoal. “Nós temos que aprender a gostar de gente”, declarou e avisou metaforicamente. “Ninguém pode sair daqui com a mão cheirando alho”, numa referência aos tímidos que arrumam algo material para passar o tempo e disfarçar o seu estado de espírito. “Pode chegar e olhar de qualquer jeito?”, perguntou ao público presente para descontraí-lo mais. “Como diz Casaldáliga, os inimigos da comunidade são muitos. Temos que saber lidar com eles”, alertou pe. Pinheiro.

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