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terça-feira, 26 de julho de 2011

Padre impede jovens de entrar em Centro Comunitário de Regente

O padre José Cássio Siqueira, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Regente Feijó, foi acusado, neste domingo (24), de impedir a entrada dos jovens que se reúnem há dez anos no Centro Comunitário da igreja. A acusação partiu dos próprios frequentadores que registraram um BO contra o sacerdote.

Foto: Ana Eliza Crepaldi
Momento em que o vigia impede os jovens de entrarem no Centro Comunitário
Momento em que o vigia impede os jovens de entrarem no Centro Comunitário

Na noite deste domingo (24), os jovens da Pastoral da Juventude e da Juventude Missionária de Regente Feijó foram impedidos de entrar no Centro Comunitário da cidade. De acordo com o vigia que trabalha no local e é funcionário da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, Deosdécio Soares, o padre José Cássio Siqueira orientou para que ele não permitisse a entrada dos jovens para a sua reunião semanal. “Só estou obedecendo à ordem que me foi passada, não sei o motivo desta proibição”, ressalta o vigia.
Revoltados com a situação, os frequentadores do Centro Comunitário, acompanhados de seus pais e responsáveis, foram até a frente da casa do sacerdote para tentar receber mais explicações sobre a proibição, na tentativa de falar com o religioso logo após a missa que é celebrada todos os domingos na igreja matriz da cidade. O padre, entretanto, não foi encontrado. “Não é a primeira vez que esse padre faz uma coisa dessas com os nossos filhos”, explica a empresária Andréa Oliveira Morceli que é mãe de um dos coordenadores do grupo de jovens. Ainda de acordo com ela, os pais só querem uma explicação do sacerdote.
A professora Sueli Araújo, que também é mãe de um dos coordenadores, afirma que se sente triste por essa situação, visto que o Centro Comunitário foi algo construído pelo povo. “Ao invés desse padre incentivar os jovens a entrarem para a igreja ele acaba expulsando os jovens. Só queria que ele falasse com a gente”, reclama.
Depois de esperarem por cerca de uma hora, os jovens tentaram entrar novamente no Centro Comunitário e mais uma vez foram impedidos. O GN entrou em contato por telefone com o bispo diocesano, dom Benedito Gonçalves, que alegou não poder tomar nenhuma providência naquele momento, e orientou para que os frequentadores do Centro Comunitário procurassem o padre.
Em consenso, os jovens presentes e os familiares decidiram registrar um BO (Boletim de Ocorrência) de Preservação de Direito na Delegacia de Polícia Civil de Regente Feijó que foi feito em nome da assessora do grupo, Denise Lima e teve como testemunhas Tiago Scalco, Vanessa Oliveira, Maraisa Peretti e Flávio Rogério Morceli.
De acordo com Denise, os grupos se reúnem todos os sábados e domingos há aproximadamente 10 anos. “Nunca tivemos esse tipo de problema na paróquia e não tivemos outra escolha a não ser essa”, declara a assessora.
A equipe de reportagem do GN ligou várias vezes para a residência do padre, mas ninguém atendeu ao telefone.

Histórico

Esta não é a primeira vez que o padre tem atritos com a comunidade da paróquia. Em outubro do ano passado, o GN publicou matéria em que o padre foi condenado a pagar multa por calúnia e difamação num processo movido pela diretoria do Asilo da cidade.

Reportagem: Paulo Sereguetti e Ana Eliza Crepaldi, especial para o GN

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