sábado, 4 de junho de 2011

DEUS, Cristo e os Pobres - livro de Paul Wess


Título: DEUS, Cristo e os Pobres
Subtítulo: Libertação e salvação na fé à luz da Bíblia
Assunto: Teologia da Libertação; Igreja de Comunidades de Base
Ano: 2011
Autor: Paul Wess
Apresentação: João Batista Libanio

DEUS, Cristo e os Pobres.

Libertação e salvação na fé à luz da Bíblia

Dom Erwin Kräutler:

Desde seus primeiros estudos teológicos, Paul Wess questiona criticamente premissas e paradigmas da teologia e procura respostas a perguntas abertas acerca dos fundamentos da fé e da estrutura/atuação da Igreja. O sabor todo especial de suas reflexões deve-se ao chão em que amadureceram: uma paróquia em Viena onde surgiram após o Vat II CEBs que buscaram ser uma Igreja de irmãos e irmãs, e que viveram experiências de intercâmbio internacional.
À semelhança de Jon Sobrino, Wess entende Jesus Cristo como o “líder e plenificador da fé” (Hb 12,2) que se tornou o irmão de todos, mas preferencialmente dos pobres, e o mediador da libertação e salvação que Deus nos preparou. Essa reconsideração da fé bíblica pode orientar a prática de nossas comunidades, e faz deste livro uma contribuição oportuna que abre novas perspectivas para a Teologia da Libertação.


João Batista Libanio SJ:

No interior da Teologia da Libertação, entre os seus mais respeitáveis protagonistas, no contexto de Aparecida, surgiu certa tensão. Desencadearam-na as reflexões de Clodovis Boff. [...] Wess começa por aí o livro [...] e indica o ponto central da questão: a natureza da opção pelos pobres e suas consequências no fazer teologia. Com enorme perspicácia, percebe ponto comum, embora inverso, da teologia de Clodovis e a do seu irmão Leonardo. Ambos fazem relação não reflexamente trabalhada entre Deus, Jesus Cristo e os pobres.
A clareza da formulação do problema [...] e as motivações existenciais do autor fazem a riqueza e beleza do livro. A primeira dá-lhe rigor científico. As segundas imprimem-lhe caráter pastoral. Ele realiza primorosamente o famoso axioma de K. Rahner: “Toda teologia deve ser pastoral, e toda pastoral deve ser teológica”.
O leitor aproveitará dessa reflexão teológica cuidadosa, perspicaz e profunda, trazendo luz para os dois lados dos contendentes nessa última tensão, agora já no interior da TdL [...]. Wess alerta então para que, no futuro, se fale com “mais cuidado e modéstia, mas numa linguagem comum e fidedigna, de Deus, Cristo e dos pobres”

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