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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Bispo e pai de quatro filhos entra para a Igreja Católica

Logo haverá também um bispo casado dentro da Conferência dos Bispos católica. Casado e com quatro filhos. Uma novidade absoluta para a Igreja latina e também para a oriental, tanto de rito católico quanto ortodoxo. Mas a próxima vinda, de um número impreciso – e também inconsistente – de sacerdotes anglicanos prontos para migrar para o catolicismo, depois das aberturas feitas de propósito por Bento XVI, trará consigo repercussões inéditas e até agora impensáveis.

A reportagem é de Marco Ansaldo, publicada no jornal La Repubblica, 11-11-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Dias atrás, informou-se que cinco bispos anglicanos, três em atividade (John Broadhurst, de Fulham; Andrew Burnham, de Ebbsfleet; Keith Newton, de Richborough) e dois eméritos (Edwin Barnes e David Silk) se unirão formalmente à Igreja Católica. Um passo que chegou depois da decisão revolucionária de Joseph Ratzinger de abrir as portas aos prelados anglicanos que desejam ser acolhidos, mesmo mantendo sua própria especificidade confessional, no seio da Igreja Católica. O procedimento foi aprovado há um ano, quando o Papa emitiu uma Constituição Apostólica ad hoc, intitulada "Anglicanorum coetibus" (Grupos de anglicanos).

Os cinco bispos são todos casados, como admitem as regras vigentes entre os ministros de culto anglicano. E serão reordenados na Igreja Católica como simples sacerdotes. Mas um deles, segundo as normas previstas pela nova Constituição pontifícia, poderá ser nomeado bispo ordinário dentro de um ordinariato pessoal para os anglicanos, juridicamente semelhante a uma diocese. Um cargo que, de fato, o levará a fazer parte da Conferência dos Bispos da Inglaterra e do País de Gales. Não terá, formalmente, o título de bispo, mas conservará sua potestas, ou seja, suas funções, mantendo também as insígnias episcopais.




Os cinco bispos são todos casados, como admitem as regras vigentes entre os ministros de culto anglicano. E serão reordenados na Igreja Católica como simples sacerdotes. Mas um deles, segundo as normas previstas pela nova Constituição pontifícia, poderá ser nomeado bispo ordinário dentro de um ordinariato pessoal para os anglicanos, juridicamente semelhante a uma diocese. Um cargo que, de fato, o levará a fazer parte da Conferência dos Bispos da Inglaterra e do País de Gales. Não terá, formalmente, o título de bispo, mas conservará sua potestas, ou seja, suas funções, mantendo também as insígnias episcopais.

Dos cinco bispos migrantes, o escolhido será provavelmente John Broadhurst – foto –, que tem 59 anos, é casado com Judy e é pai de quatro filhos adultos (Jane, Mark, Sarah e Benedict). "Minha mulher e três dos meus filhos – explica hoje o bispo de Fulham – estão prontos a se converter". E acrescenta: "Suspeito que serão não centenas, mas sim milhares os padres que irão aderir à oferta do Papa". O que causa a saída de prelados é principalmente a ordenação das mulheres, um fenômeno já difundido na Igreja da Inglaterra, e com o qual boa parte deles está em total desacordo.

Na sofrida, mas consciente, decisão de Broadhurst e dos seus quatro colegas, não se pode excluir a sábia intervenção do arcebispo de Viena, o cardeal Christoph Schönborn. Há um ano, o influente e fiel discípulo de Ratzinger foi mandado pelo Papa a Fulham para discutir sobre o caso com o próprio Broadhurst. Que agora, mesmo migrando para a Igreja de Roma, continuará exercendo seu trabalho de bispo.


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