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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Analfabetismo: MT registra aumento na taxa de analfabetismo

Estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado nesta quinta-feira (9) aponta que Mato Grosso está entre os cinco estados que tiveram crescimento no número absoluto de analfabetos. Em termos relativos, a taxa de analfabetismo cresceu somente em dois estados: Santa Catarina (subiu de 4,8% para 4,9%) e Mato Grosso (subiu de 10,1% para 10,2%).


O levantamento foi feito com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) mostrou que o número absoluto de analfabetos brasileiros com 15 anos ou mais caiu 7% entre os anos de 2004 e 2009.

No entanto, no mesmo período cinco estados registraram aumento deste contingente. Hoje, o Brasil tem 14.104.984 de analfabetos. Em números absolutos, a redução de analfabetos corresponde a pouco mais de um milhão de pessoas em todas as regiões do país. Em termos relativos, a taxa de analfabetismo passou de 11,5% para 9,7%.


Além de Mato Grosso e Santa Catarina tiveram crescimento no número absoluto de analfabetos: Mato Grosso do Sul, Rondônia e Acre.


A região Centro-Oeste apresentou a menor queda do número absoluto de analfabetos (1,6%), uma vez que os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul tiveram aumento deste contingente. A queda na taxa de analfabetismo nessa região foi de 13%.


A redução do número de analfabetos da região Sul ficou abaixo da média nacional (7,3%), devido ao aumento ocorrido em Santa Catarina (14%).


Os dados mais positivos vêm das regiões Norte e Nordeste, que registraram as maiores quedas nas taxas. O Nordeste reduziu 16,6% a taxa de analfabetismo e todos os estados da região tiveram queda em termos absolutos e relativos.


No Norte, a taxa de analfabetismo teve redução de 17%. O destaque foi o Amapá, onde o índice caiu 66%. A taxa de analfabetismo neste estado passou a ser a mais baixa do Brasil: 2,8%.


Na região Sudeste, a redução do contingente de analfabetos foi ligeiramente menor que a média nacional (6,6). Apenas o Rio de Janeiro registrou índice favorável (12,3%).

Idosos

O maior número de analfabetos brasileiros tem 65 anos ou mais. A taxa de 34,4% caiu para 30,8%, entre os anos de 2004 e 2009. Segundo o Ipea, apesar da queda, houve um aumento em número absolutos da ordem de 490 mil analfabetos.

A pesquisa ainda revela que o índice de analfabetismo é maior entre os moradores das áreas rurais (23%) do que na das urbanas (7%). Há diferença também dos níveis de analfabetismo entre brancos (5,9%) e negros (13,4%).

Outro fator que evidencia as disparidades é a renda. O estudo do Ipea aponta que o analfabetismo entre pessoas que estão na faixa de renda familiar per capita maior que três e menor que cinco salários mínimos é cerca de 20 vezes menor que as pertencentes à faixa de até um quarto de salário mínimo.

As informações são do G1

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