quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Casaldáliga em filme, dia 13 na TV Brasil

Marque encontro com a TV Brasil: dia 13 ali estréia um filme sobre dom Pedro Casaldáliga
Marque encontro com a TV Brasil: dia 13 ali estréia um filme sobre dom Pedro Casaldáliga
Francesco Scribano, conhecido como Paco, é espanhol, jornalista, e esteve no Brasil primeiramente em 1985 para fazer uma reportagem. Encantou-se pela luta de um bispo, seu conterrâneo, e agarrou a missão de contar sua história. Em 1985, foi quando Scribano conheceu Dom PedroCasaldáliga, bispo emérito da prelazia de São Félix do Araguaia, que chegou ao Brasil em 1968 e nunca mais retornou à sua terra, a Catalunha, na Espanha. Sua história já rodou o mundo, mas não tanto quanto deveria.
Em 2012, foi quando conheci Francesco Scribano. Viajei a São Félix para entrevistar Dom Pedro e cheguei lá em meio às filmagens de “Descalço sobre a terra vermelha”, filme de ficção em que atores interpretam uma história real, baseada em livro homônimo de Scribano sobre a vida e as causas de Casaldáliga. Scribano é também coprodutor do filme.
“Quando cheguei ao Brasil (pela primeira vez, em 1985), logo me falaram de um bispo catalão que estava ameaçado de morte no Mato Grosso, então tive que vir para cá. A ditadura militar tinha acabado de terminar, mas ainda a situação era complicada. Toda a maquinaria da repressão ainda estava muito presente”, contou-me Francesco Scribano em entrevista exclusiva e até agora inédita, concedida em São Félix.
“Um homem religioso que se converte à terra”
“Fiquei muito impressionado com a figura de Dom Pedro. Com o jeito como ele lutava e defendia as causas dos menos favorecidos. E o jeito como ele vivia. Vivia mesmo como viviam os posseiros. Então, fiz uma reportagem (em 1985), que ficou muito boa e fiquei com muita vontade de voltar”, lembrou o jornalista espanhol.
A partir daí, ele voltou, voltou, voltou… Inicialmente, para fazer um documentário, depois para escrever um livro, até que em 2012 voltou para participar da produção do filme de ficção que é adaptação do seu livro, no qual biografa o bispo. Mas, ao contrário do livro, o filme não cobre a vida toda de Casaldáliga.
O foco é na chegada do bispo a São Félix, que Scribano descreve como “a chegada de um homem religioso que se converte à terra. É essa terra, essa gente, que converte ele. E não ele que converte a terra. Um processo que a Teologia da Libertação tem praticado muito na América Latina”.
O filme
Realizado em conjunto entre a televisão espanhola TVE, a catalã TVC e a TV Brasil, “Descalço sobre a terra vermelha” será lançado em português pela emissora brasileira, dividido em três partes, nos dias 13, 20 e 27 de dezembro, sempre às 22h30min.
E por que vale um filme? “Porque esse processo é cinematográfico. Porque a história de Dom Pedro é universal”, respondeu Scribano, enfatizando: “Embora ele seja catalão, espanhol, a história dele é muito latino-americana. Universal. Nos toca a todos. E não deve ser esquecida. Eu falava com Pedro (é simplesmente assim que o bispo gosta de ser chamado) e ele me falava que a memória é importante”.
“Para que não se esqueça, o que é preciso? Que alguém conte a história! Ora, sou jornalista e digo que quando você pega uma boa história você tem que contá-la. E quando é muito… muito boa… a história… aí não tem que parar de contar. Então, isso é o que estou fazendo”, explicou Scribano.
“Dom Hélder sem mídia”
Conversando com moradores de São Félix, ouvi de alguém, que infelizmente não guardei o nome, que Dom Pedro Casaldáliga seria uma espécie de “Dom Hélder sem mídia”. Perguntei a Scribano o que ele achava disso e o porquê disso. Ele foi taxativo.
“Porque Dom Pedro está aqui (em São Félix do Araguaia). E isso é fim de linha. Para chegar aqui não é fácil. Ele poderia ter uma atitude de se movimentar mais por aí, mas não faz. Por isso não ficou tão público como poderia ter sido”.
“Mas, ao mesmo tempo, nos anos 70, quando estava mais duro o confronto com a ditadura, ele teve muita mídia, porque denunciou o trabalho escravo. Quer dizer, quando ele tinha que utilizar a mídia ele utilizou. Mas agora que talvez a utilizasse para o seu ego ele não utiliza”.
“Uma das coisas que Dom Pedro tem é a coerência extrema. E o radicalismo extremo. A coerência quer dizer: se estou com os pobres, sou pobre. Isso é muito fácil de dizer, mas é difícil de fazer. E ele leva isso até o final”.
Prefere “perder o tempo a perder o povo”
Scribano está coberto de razão. Dom Pedro leva suas convicções até as últimas consequências. Quando tive a oportunidade, honra e privilégio, de estar com o bispo, disse a ele que havia ido a São Félix de ônibus, no que ele respondeu que hoje anda de avião por impossibilidade física, mas que durante toda sua vida andou de ônibus.
“Porque se os pobres não podem pagar avião, eu também não posso”, me disse Dom Pedro. Eu, então, disse ao bispo que muitas pessoas ricas devem achar que andar de ônibus é perda de tempo. E Dom Pedro foi categórico: “Mas eu prefiro perder o tempo a perder o povo”.
Scribano comentou que esse tipo de postura é muito difícil de encontrar. “Se ele (Dom Pedro) quisesse fazer outro tipo de carreira, ele teria saído daqui de São Félix. Porque aqui ele fez o que teve que fazer – e isso teve uma repercussão mundial. Depois poderia ter ido para outro lugar. Mas não. Ele ficou aqui. Para ser mais um entre o povo. Isso é que fica difícil de entender para muita gente. E o que marca essa diferença é que quem vai à casa dele percebe que o que ele diz é o que ele faz”.
“Se é verdade que ele não teve tanto marketing como deveria, ora, nós estamos aqui. E estamos aqui porque essa história precisa ser contada”, concluiu Francesco Scribano.
Ana Helena Tavaresjornalista, conhecida por seu site de jornalismo político Quem tem medo da democracia?, com artigos publicados no Observatório da Imprensa e na extinta revista eletrônica Médio Paraíba. Foi assessora de imprensa e repórter dos Sindicatos dos Policiais Civis e dos Vigilantes. Universitária, entrevistou numerosas pessoas que resistiram à ditadura e seus relatos (alguns reproduzidos na Carta Capital e Brasil de Fato) serão publicados brevemente num livro.
Direto da Redação é um fórum de debates, editado pelo jornalista Rui Martins.

CEBs Diocese de Guajara Mirim

HISTÓRIA DA PRELAZIA E DIOCESE DE G. MIRIM.

1) A histórica Católica oficial, coincide com o início da prelazia de G. Mirim, criada pela Santa Sé a 1º de Março de 1929, com a bula "Animarum Cura" do Papa Pio XI, fundando a Prelazia de G. Mirim, "Para a catequese dos índios e dos seringueiros". Antes porém, missionários jesuítas e Salesianos já vinham de forma esporádica, anunciando Jesus Cristo na região.

2) A 25 de janeiro de 1926, é inaugurada a primeira capela Nossa Senhora do perpétuo Socorro, construída pelo Cel Paulo Saldanha com o povo de Guajará-Mirim.3) A 20 de dezembro de 1928, o Padre Carlos Antônio Peixoto, salesiano, é constituído primeiro pároco de G. Mirim.4) A 23 de Janeiro de 1932, chegada com a lancha Horto Barbosa, de Monsenhor Francisco Xavier Rey, do Padre Francisco Maria Hérail e do Frei Teófilo Arcanbal, franciscanos da terceira ordem regular. (TCR).5) A 25 de janeiro de 1932, o Padre Peixoto empossou o primeiro prelado, Mons. Francisco Xavier Rey, que numa carta ao superior Geral Franciscano, escrevia: "Aqui tudo é novo, tudo é grande, tudo é feito para satisfazer os corações mais ardorosos"6) Logo no começo, Mons. Rey voltou sua atenção para a EDUCAÇÃ0; Ele criou 33 escolas no Guaporé-Fundou, em. 1933 o Colégio Santa Terezinha que, em 1935 foi entregue aos cuidados das irmãs Calvarianas, passando então, a chamar-se "Colégio Nossa Senhora do Calvário. Continuou porém com a mesma finalidade, que era a educação das moças ribeirinhas, futuras professoras e animadoras das comunidades

do interior.
7) Mons. Rey, teve também a mesma atenção com' a área da saúde, criando um tipo de atendimento domiciliar aos doentes, e em 1946, o hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que foi entregue em 1956, ao Governador do Território Federal do Guaporé.8) Em 1948, Dom Francisco Xavier Rey, é sagrado Bispo na Igreja Nessa Senhora de Fátima, no Sumaré em São Paulo.

9) Em 1956, D. Rey lança os alicerces da Catedral Nossa Senhora do Seringueiro.

10) A 18 de novembro de 1964, é fundada pelo Padre F. A Bendoratis, a Rádio Educadora.11) Autêntico defensor dos índios, Dom Rey encabeça, em1961 o movimento de aproximação dos índios Oro-Wari (Pacaas Novos), planejado pelo então Serviço de Proteção ao Índio (SPI). Ele delega o Frei Luiz Gomes Arruda (Dom Roberto), que permanecerá 06 meses embrenhado nas natas do Rio Negro-Ocaia, antes de conseguir o contato e a paz com os indígenas.12) Em1962, D. Rey inaugura um consultório médico, que mais tarde virá a ser o Hospital Bom Pastor, criado e administrado pelo Padre Bendoratis, e hoje, pelas Irmãs Servas de Maria Reparadora.

13) Em 1964, Mons. Luiz Gomes de Arruda é nomeado pela Santa Sé, prelado Coadjuntor de D. Rey, com direito à sucessão.14) Em 1965, o Padre Bendoratis funda a aldeia indígena Sagarana, logo mais administrada por Mons. Roberto, a fim de salvar os 0rc-Wari em perigo de vida (Tuberculose ou outras endemias ).15) Em 15 de agosto de 1966, Dom Robertc Gomes de Arruda, é consagrado segundo Bispo de G. Mirim, na Igreja São José de Mogi Mirin, São Paulo. Dom Roberto é o criador das primeiras comunidades Eclesiais de base (Centros Comunitários de Guajará Mirin).16) A 08 de dezembro de 1978, Dom Reberto renuncia a administração da Prelazia e torna-se grande missionário e animador das comunidades de Nova Região de Colorado do Oeste.17) Na mesma data, Pe. Geraldo Verdier é eleito vigário Capitular (administrador) da prelazia de G.Mirim.

18) A 25 de dezembro de 1980, a Santa Sé eleva a Prelazia de G. Mirim à categoria de Diocese. Seu primeiro Bispo Diocesano, o Terceiro Bispo de G. Mirin, D. Geraldo Verdier, sagrado no mesmo dia, na Catedral Nossa Senhora do Seringueiro, pelo núncio apostólico, Dom Carmine Rocco.I19) Diante do crescimento da população, a nova Diocese acolhe outras congregações religiosas femininas e masculinas; Irmãs catequistas franciscanas, Padres Palotinos, missionários Claretianos, Servas de Maria Reparadoras, Franciscanas da Santíssima Trindade, Irmãzinhas de Imaculada Conceição, Irmãs de São José de Chambéry, Frades Capuchinos, Projeto igrejas-Irmãs do Paraná.

20) A 06 de Agosto de 1982, é fundado o seminário Menor "Nossa Senhora das Graças" e, a 11 de fevereiro de 1991, o Seminário "Nossa Senhora do Seringueiro", com o Curso de Filosofia, aberto às Dioceses vizinhas.

51) A Diocese de G. Mirim, abrange una superfície aproximadamente de 90 O00 Km2, com 150.000 habitantes, 08 municípios e 9 paróquias.



8 de dezembro: Dia da Imaculada Conceição de Nossa Senhora

 Data em que se celebra o reconhecimento oficial, pelo Papa Pio IX em 1854, do Dogma da Imaculada Conceição de Maria. A maternidade divina de Maria é origem de sua Imaculada Conceição.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Liderança kaiowá, assassinada! Disto a mídia não faz estardalhaço! !!!

Corpo de liderança Kaiowá vítima de 35 facadas é encontrado às margens de rodovia no MS
O corpo da jovem liderança Kaiowá Marinalva Manoel, de apenas 27 anos, foi encontrado na manhã de sábado, dia 01 de novembro, às margens da rodovia BR-163, nas imediações de Dourados, Mato Grosso do Sul. A morte da jovem atribuiu peso de “destino premeditado” às palavras proferidas por Daniel Vasques a representantes da Funai e Ministério da Justiça em reunião realizada no último dia 15 de outubro em Brasília, ocasião em que Marinalva encontrava-se presente.
...
... os indígenas denunciaram a relação diretamente proporcional que existe entre a tomada de posições que geram retrocessos aos direitos constitucionais dos povos indígenas nas esferas legislativa, executiva e judiciária e o aumento da violência direta e indireta praticada pelos fazendeiros contra as terras dos povos originários.

A midia se cala!!! Terrivel é o preconceito do pobre para com o pobre....

Despejo criminoso de cerca de 100 famílias em Vespasiano (MG), em 04/11/2014.
As famílias que ocuparam há mais de um ano o terreno no bairro Santa Maria, em Vespasiano, MG, que não cumpria a sua função social e estava sendo especulado pela empresa Lotear foram surpreendidas no dia 4 de novembro d 2014 por cerca de 250 policiais fortemente armados (tropa de choque, cavalaria, helicópteros etc), 4 oficiais de (In)justiça e por tratores.
Os moradores foram pegos de surpresa, não foram notificados e não foi oferecido nenhuma alternativa digna, sequer abrigo para as famílias, o que representa uma flagrante violação do direito à moradia, previsto na Constituição Federal, e do Estatuto das Cidades, além de outras leis federais como o Estatuto da Criança e do Adolescente. A dignidade humana de centenas de pessoas foi pisada e humilhada.
O despejo, que por si já é um ato fascista, foi ainda acompanhado de violência policial. Uma adolescente de 17 anos que estava de resguardo foi espancada e 3 companheiros foram presos por tentar protegê-la.
O TJMG determinou a reintegração sem verificar as condições de amparo das famílias que deveria ter sido garantido pela prefeitura de Vespasiano e os oficiais de (in) justiça determinaram a demolição de casas que estavam fora da área determinada para reintegração! A empresa Lotear requereu integração de posse, mas parte da área ocupada e despejada é área pública da prefeitura, área de Proteção permanente. O povo não teve o direito de se defender no processo jurídico.
O município de Vespasiano sequer compareceu na ação...
Enviou apenas trabalhadores da limpeza urbana que, contrariados e com lágrimas nos olhos, cumpriam a ação, ameaçados pela PM! Repudiamos esse e todos os despejos e exigimos que o Ministério Público, o TJMG, a prefeitura, a empresa, o governo de MG e todas as autoridades responsáveis arrumem moradia com urgência para as famílias que estão jogadas na rua.
Assinam essa Nota:
Brigadas Populares, Comissão Pastoral da Terra, MLB, vereadora Adriana Lara e Ocupação Santa Maria.

A esquerda caviar e o pobre conservador

O oposto à esquerda caviar não seria uma direita mortadela ou uma direita rapadura, mas sim o conservador astuto, pobre de espírito, aquele que contribui para que o menos favorecido aceite a pobreza de si próprio e legitime a riqueza de outrem [...]
PRAGMATISMOPOLITICO.COM.BR

César Zanin*

Esquerda caviar é o apodo usado hoje no Brasil para designar quem faz parte das classes mais favorecidas da sociedade e defende o socialismo ou mesmo o progressismo, em oposição ao capitalismo neoliberal ou simplesmente ao conservadorismo.
Muita gente pensa que a expressão foi inventada por algum colunista da Veja, mas já nos anos 80 era usada pelos detratores de Miterrand na França.
Podemos encontrar equivalentes em outras línguas também, o conceito remonta à primeira metade do século XX, talvez até mesmo à segunda metade do XIX.
Depois das manifestações de junho de 2013 e principalmente agora nas atuais eleições presidenciais, os ânimos para o debate e o embate políticos se exaltaram como não acontecia no Brasil nos últimos 30 anos.
A ideia da expressão é desqualificar, no estilo “Fla-Flu”, ou melhor dizendo, “Curíntia-antis”; denotando que os membros da esquerda caviar não são sinceros em suas convicções, uma vez que pregam uma sociedade socialista e, de maneira hipócrita, se beneficiam do sistema capitalista; implicitando que somente os pobres poderiam defender o socialismo com legitimidade.
Resta saber se, para quem acredita nessa ideia, a esquerda caviar seria ardilosa (fingindo ser simpática à causa dos menos favorecidos e ao mesmo tempo perpetuando as diferenças) ou apenas ingênua (desconhecendo que com essa postura poderia perder suas regalias).
Ainda não li o livro do colunista da Veja…
O ponto de partida para isto tudo é uma visão de mundo, de quem acredita nessa ideia de esquerda caviar, onde a sociedade foi, é e será dividida entre classes espertas e classes preguiçosas, favorecidos e desfavorecidos. Onde basicamente seria impossível todos serem ricos e a pobreza ser erradicada.
O medo corrente de aproximadamente metade dos eleitores brasileiros, herdado de um tempo em que não existia sequer isso de socialismo ou capitalismo, sussurra via PiG e costumes “de bem”, que o socialismo malvado da gang dos PeTralhas iria tirar as riquezas das classes favorecidas e dar aos pobres, desrespeitando a legitimidade da propriedade particular e acomodando a sociedade rumo ao atraso e à pobreza generalizada.
É um engano, pois além de estarmos no décimo segundo ano de governo federal do PT e sem maiores turbulências para os ricos (pelo contrário), o socialismo busca a igualdade social, algo bem diferente de empobrecimento geral (vide o mapa da pobreza no mundo da ONU, pela primeira vez na história sem o Brasil nele). Caso o engano em relação aos objetivos do socialismo persista, basta ver como vivem os cidadãos dos países nórdicos e perceber o quão parecidas são as propostas principais de reformas que a Dilma vem tentando colocar em pauta no Brasil.
E também porque ter outros em situação de inferioridade forçada e velada, à nossa disposição sustentando um ambiente em que nossas regalias abundam impedindo a dignidade de outros, olha, isso não pode ser conceito de riqueza; já está claro que, com os avanços da ciência e as novas tecnologias, os recursos atuais disponíveis em nossos ecossistemas seriam mais que suficientes para o bem-estar material de todos os humanos do planeta. Já está claro também que não o poderão ser por tanto tempo assim, visto que população cresce e o planeta, que não cresce, vem sendo cada vez mais estragado.
Eu repudio o consumismo desenfreado, pois gera desperdício e, com os recursos naturais limitados que são, cada vez mais tenho a convicção que deveríamos usar a lógica da ecologia para buscarmos cada vez mais tecnologia com menos desperdício.
Ciência como religião. E isso nada tem a ver com socialismo, tampouco com capitalismo.
Eu sei, estou enveredando por um caminho que poderá ser rotulado por muitos como utopia (inclusive por progressistas), além dos conservadores que tiveram a paciência de ler até aqui provavelmente me rotularem de petralha, mas tudo bem, poderei me aprofundar sobre esse conceito de uma sociedade científico-ecológica em outro texto, por ora voltemos ao tópico da esquerda caviar.
Esquerda caviar é o rico de esquerda, o bem-educado de esquerda, aquele que é visto como incoerente.
O escárnio é tanto que às vezes a própria pessoa chamada de esquerda caviar acaba se enxergando negativamente como tal. Isso causa confusão, alguns resignam-se e tendem a se distanciar da política, outros conseguem transformar a vergonha em reafirmação de conduta.
Já o pobre que elege os mesmos neoliberais conservadores que os mantêm desfavorecidos, esse acaba não sendo visto como incoerente por ninguém, pois a esquerda (seja ela caviar ou não) enxerga que ele é iludido (veja como conquistas suadas tais quais a abolição da escravatura, a CLT, o voto das mulheres etc foram de certa forma “contornadas” pelo modus operandi do capitalismo, mantendo a desigualdade social), e a direita finge que não enxerga incoerência alguma, finge que é assim que tem que ser.
O oposto à esquerda caviar não seria uma direita mortadela, ou uma direita rapadura, afinal Gandhi nunca se definiu como um socialista e, escolher para si a pobreza material, apesar de maravilhosamente louvável, nada tem a ver com socialismo; a meu ver o oposto à esquerda caviar é mesmo o conservador astuto, pobre de espírito, simpatizante do que a Veja publica, isto é, aquele que contribui para que o pobre aceite a pobreza de si próprio e legitime a riqueza de outrem, e principalmente para que ele acredite que a única maneira de se tornar rico é deixando o “time” dos pobres para trás, para então ajudar o “time” dos ricos a perpetuar esse jogo, ou melhor dizendo, jugo.
*César Zanin é tradutor, professor, escritor, produtor e colaborador em Pragmatismo Político

Acima da Lei...???

A SECURA DA LEI NO PAÍS DO 'SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO': condenada por 'desacato', ao dizer que o juiz João Carlos Correa "não era Deus", a agente de trânsito Luciana Tamburini está obrigada a indenizar o magistrado em R$ 5 mil (há possibilidade de recurso no STJ). Há 3 anos e meio ele foi parado numa blitz da Lei Seca sem habilitação e documento de sua Land Rover não emplacada. Discordando da apreensão do veículo - e para onde ele deveria ser levado - afirmou que Luciana era "debochada" e lhe deu voz de prisão. Esta, por sua vez, moveu ação contra o Meritíssimo por "exposição a situação vexatória". E perdeu, sendo condenada "por abuso de poder, ofendendo o réu, mesmo ciente da função pública desempenhada por ele".
De Luciana, pouco se sabe, mas é ilustrativa a entrevista dela publicada hoje em O Globo(veja abaixo). Do juiz, é conhecido um histórico no mínimo polêmico, já tendo sido alvo de inspeção pela Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça por sentenças suspeitas em Búzios, em disputas imobiliárias e remoções coercitivas.Também já se envolveu em outras contendas de trânsito, como em 2009, ao ser parado por excesso de velocidade em Rio Bonito (RJ). Diz o policial rodoviário Anderson Caldeira ao jornal Extra: - Em nenhum momento parou de gritar e me ameaçar, dizendo que me colocaria na rua, que a minha carreira no serviço público estava acabada.
Fonte: Tijolaço
"A política, sem polêmica, é a arma das elites"


A República Bolivariana da… Austrália



cangurubolivariano
Via Muda Mais, a melhor gozação possível contra as cabecinhas miúdas do “curupaco, bolivariano” que anda assolando nossa direita coxinha, vem do Facebook de André Levy, que mora na terra dos cangurus, com uma lista das 20  razões “para quem quiser fugir do bolivarianismo no Brasil não ir para a Austrália”:
1. Para tudo há conselhos de movimentos sociais (peak bodies), e os governos os consultam e prestam-lhes satisfação regularmente (bit.ly/1san6Qa).
2. O governo paga até R$1562 de Bolsa Família (Parenting Payment,bit.ly/1pgKakt), sem qualquer exigência como frequência escolar ou vacinação (no Brasil os beneficiários recebem em média R$5 por dia para a família toda).
3. Não se pode fazer reforma em casa sem submeter seu projeto à consulta pública, através da prefeitura, exigindo que se pendure um aviso na porta da tua casa por duas semanas ou mais para quem quiser consultá-lo e apresentar objeções. Se os teus vizinhos não gostarem da ideia, a prefeitura não aprova (bit.ly/10jbDX2).
4. Há piscinas públicas nas praias e churrasqueiras nos parques de uso gratuito, pagas com o bolso do contribuinte.
5. As cláusulas dos contratos de aluguel residencial são ditadas pelo governo do estado (bit.ly/1phlBE4).
6. Não se pode trabalhar de barman sem licença específica para servir álcool (RSA, onlinersa.com.au).
7. Não se pode vender álcool em mercados e supermercados; só em lojas licenciadas pelo Estado (bottle shops, bit.ly/1DWVymW).
8. Não é permitido trabalhar de eletricista, encanador ou pedreiro sem licença do Estado (professional license, bit.ly/1e43SWa).
9. Não é permitido abrir um cabeleireiro sem licença específica do Estado (business license, bit.ly/1pgLuEb).
10. Tem ciclovia para todo lado e é proibido andar de bicicleta sem capacete ou na calçada. A multa por não usar capacete é R$115 em Sydney (bit.ly/1uounCc), R$332 em Adelaide (bit.ly/1go9IaK) e R$400 em Melbourne (bit.ly/1x2Ojsb).
11. Todos os filmes exibidos em cinemas, festivais e instituições de ensino precisam passar pela censura (Classifications Board, classification.gov.au).
12. Não é permitido o marketing de cigarros e produtos de tabaco, nem mesmo na própria embalagem (bit.ly/1mbSZIv).
13. O salário mínimo é R$5395 a.m. (bit.ly/1mKLtkZ, alguém pode por favor avisar o Armínio Fraga?)
14. Em Melbourne o governo subsidia 88% do transporte público (bit.ly/1wZ4AgK). A Prefeitura de São Paulo subsidia 20%.
15. Os nativos que moram em áreas remotas recebem uma Bolsa Aborígene de R$76 a.m. (bit.ly/1zrGz6q).
16. Paga-se em média R$3600 a.m. de impostos diretos e indiretos (no Brasil são R$830).
17. Tem 1 funcionário público para cada 13 pessoas (no Brasil tem 1 para cada 17).
18. Paga-se ao governo do estado R$235 a.m. para ter 1 vaga de carro na área central de Melbourne para desestimular as pessoas a irem de carro para a cidade (congestion levy, bit.ly/1A3Vipo).
19. Os governos estaduais recomendam livros LGBT para pré-adolescentes (bit.ly/1tVjsxO).
20. O voto é obrigatório e a multa é R$43 (no Brasil é R$3,51). Se não justificar ou pagar a multa, irá para a justiça. Se o eleitor for considerado “culpado”, a multa sobe para R$370 mais os custos do tribunal e o “culpado” pode ficar fichado na polícia (bit.ly/1ySOAyc). No Brasil não há criminalização e quaisquer sanções são suspensas assim que quitada a multa de R$3,51 no cartório eleitoral.

Fernando Brito