terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

CEBs Regional Nordeste 3 - CARTA AS COMUNIDADES




De 23 a 24 de fevereiro de 2013 nos encontramos na Chácara Santo Inácio, na cidade de Feira de Santana, 48 delegados e delegadas que representam 21 dioceses e arquidioceses de nosso Regional Nordeste 3.
Depois da acolhida e a oração inicial, Luis Miguel Modino, fez uma análise de conjuntura partindo da ideia de como ser Igreja de CEB's nos dias atuais a partir do que o 12º Intereclesial nos disse. O elo condutor foi o proverbio africano: “Gente simples, fazendo coisas pequenas, em lugares pouco importantes, consegue mudanças extraordinárias”, que Dom Moacyr Grecchi, usou na celebração de abertura do 12º Intereclesial para definir as CEB's. A partir daqui foi analisada a realidade sócio eclesial hoje, e como esta realidade nem sempre responde a este jeito de se colocar diante da vida.

Os trabalhos foram desenvolvidos em cinco rancharias: As transformações sociais e a vivência da fé; as CEB's no Contexto Urbano; uma Opção pelos pobres a partir do Documento de Aparecida; Justiça e Profecia na construção do Reino e as CEB's conquistas de ontem e de hoje. Estas rancharias contaram com a assessoria de Luis Miguel Modino; Benedito Ballio; Paulo Silva; Luciano Bernardi e Terezinha Foppa. A partir do trabalho realizado em cada uma delas surgiu uma serie de desafios que devem levar à reflexão as CEB's.

Diante da mudança de época, como vivenciar nossa fé? Respeitando o outro, as diferenças; dando testemunho da nossa fé nos ambientes que vivemos; assumindo que a tecnologia, bem usada, ajuda a vivenciar a fé, em especial com a juventude; sendo conscientes que do mesmo modo que a mulher tem tido um papel fundamental nas transformações da sociedade, precisa ter seu lugar reconhecido na Igreja, mas para isso precisa de transformações; retomando a consciência comunitária frente à mentalidade individualista.

É preciso recuperar a memoria histórica; formação e trabalho de base; estimular o espírito solidário; colocar as CEB's como eixo da pastoral; entender as diferenças entre paróquia com CEB's e de CEB's; denunciar o papel da mídia católica, que dificulta a vivência comunitária.

Como levar para a prática a opção pelos pobres que aparece nos Documentos da Igreja Latino-americana? A Igreja precisa reconhecer o rosto de Cristo nos pobres, pois essa opção pelos pobres tem raiz bíblica e Trinitária; sentir Maria como discípula missionária que assume a opção pelos pobres a través do Magnificat; sermos conscientes que Aparecida tem como objetivo a defesa da vida em todas suas dimensões, mas não critica as injustiças cometidas contra pobres, indígenas e afro-descendentes.

Diante do texto do samaritano reconhecer quem mais assalta hoje (mídia); nos perguntar quais são as hospedagens onde são acolhidos aqueles que estão à beira do caminho; como aproximar-se e acolher na realidade de hoje; como expandir para o ano todo o grito bonito da Campanha da Fraternidade; fazer que aquilo que a gente reza seja colocado em prática; como saber quem são os verdadeiros donos do mundo, nem sempre visíveis; sentimos que hoje o profetismo virou uma estética, e não podemos considerar normal a cultura de morte; precisamos fomentar a comunhão dentro e fora da Igreja; como recuperar a liberdade de expressão.

Em nossa Igreja, em nossas CEB's, como acolher os homoafetivos; como dar espaço para as mulheres, especialmente para as mulheres negras, também numa liturgia inculturada; qual é a vivência da juventude dentro das comunidades; procurar pontos comuns em que todos concordem para o bem do coletivo; respeitar às diferenças e buscar nelas a complementariedade e não a divisão; vida equilibrada com o planeta; valorizar a identidade daqueles que ao longo de mais de quinhentos anos conseguiram viver em harmonia com a natureza; valorizar o ancestral e os conhecimentos que passam de pai para filho; construção da soberania a partir das comunidades.

Encerramos esta parte do trabalho em grupos com um momento de mística, que nos ajudou a colocar nas mãos de Deus aquilo que faz parte de nossa caminhada e vivência da fé. Também não poderia faltar um momento de confraternização depois de um dia de profunda reflexão.

A celebração eucarística, presidida por Dom Itamar Vian, arcebispo de Feira de Santana, foi momento para celebrar juntos nossa fé e vida e dar inicio a nossos trabalhos no domingo, onde a reflexão foi centrada em torno do 13º Intereclesial, a ser celebrado em Juazeiro do Norte de 07 a 11 de janeiro de 2014. Foi tempo para organizar os passos a serem dados e possibilitar a reflexão e participação de nossas CEB's deste momento marcante em nossa caminhada eclesial.

Agradecemos à Arquidiocese de Feira de Santana pela possibilidade que nos ofereceu de poder celebrar esta ampliada do Regional das CEB's. A Dom Itamar, que desde o inicio apoiou e agradeceu o fato de nos encontrar aqui, a Companhia de Jesus que cedeu o espaço para nos encontrar e a tantas pessoas que voluntariamente, com tanto carinho fizeram nos sentir em casa.




Os delegados e delegadas

da ampliada das CEBs do Regional Nordeste 3, Bahia e Sergipe.



Feira de Santana-BA, 24 de fevereiro de 2013 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Possibilidade de Papa no 13º Intereclesial das CEBS?

 
DOM DAMASCENO RECEBE O TEXTO BASE DAS CEBs
 
Texto base do 13º Intereclesial nas mãos do presidente da CNBB

Durante a reunião do Consep nesta quarta-feira, 06 de fevereiro, o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, dom Severino Clasen, entregou ao presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis, o texto-base do 13º Intereclesial das CEBs, que será realizado de 7 a 11 de janeiro de 2014, em Juazeiro do Norte, diocese do Crato (CE).

O documento foi lançado oficialmente durante a 4ª Reunião da Ampliada Nacional, no último dia 25 de janeiro no salão dos romeiros em Juazeiro do Norte (CE). O tema desta Intereclesial será “Justiça e Profecia a serviço da Vida” e o lema: “CEBs, romeiras do reino no campo e na cidade”. O texto já está disponível no secretariado do 13º Intereclesial em Crato. Foi lançada também a cartilha em versão popular para os círculos bíblicos e grupos de reflexão.

Organização do 13º Intereclesial das CEBs aprofunda estudos do texto base

 
O texto base que conduz as reflexões do 13º Intereclesial das CEBs (Comunidades Eclesiais de Base) já está nas mãos da organização do encontro para aprofundamento dos estudos.
O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, Dom Frei Severino Clasen destacou que a leitura do texto base mostra o papel do povo de Deus na propagação da fé e das devoções.
“Vale a pena ler o texto base, pois esclarece a origem, as ações, a prática religiosa, as disciplinas geradas a partir de homens e mulheres de grande fé e devoção. Marca também a presença de Deus agindo no meio do povo simples e como a Igreja deve ser sinal, presença e acolhimento do bem no meio das práticas e devoções populares”, enfatizou.
O 13º Intereclesial das CEBs reunirá, de 7 a 11 de janeiro de 2014, em Juazeiro do Norte, diocese do Crato (CE), participantes de todos os Regionais da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) para o encontro que vai debater o tema ‘Justiça e Profecia a Serviço da Vida!’ e o lema ‘CEBs, Romeiras do Reino no Campo e na Cidade!’.
Para Dom Severino o 13º Intereclesial das CEBs será um momento de valorização do leigo e de demonstração da força da fé do povo.
“Temos boas perspectivas e expectativas com o 13º Intereclesial. É a Igreja Povo de Deus agindo, rezando, refletindo, meditando e externando a fé e o amor a Igreja de Jesus Cristo. Os cristãos leigos demonstrando como são sujeitos da Igreja de Jesus Cristo e não meros objetos na Igreja. É hora de valorizar, animar e reconhecer a grande missão dos leigos para que o mundo descubra o caminho da justiça, da paz e da fraternidade”, acredita.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Natal do menino abandonado




Pe. Alfredo J. Gonçalves
Assessor das Pastorais Sociais

Eu o vi nos grandes centros comerciais, os shopping-centers,
deitado num simulacro de manjedoura, no interior de uma gruta,
rodeado de Maria, José, os pastores, os reis magos e alguns animais;
mas as atenções das pessoas concentravam-se sobre outra figura:
vestida de cores fortes, barbas longas e brancas, sentado num trono,
distribuía sorrisos e carinhos, abraços e presentes às crianças;
o verdadeiro protagonista da festa, acanhado a um canto,
permanecia solitário e ignorado pela imensa maioria,
a exemplo de tantos meninos e meninas abandonados pela cidade. 

Eu o vi em algumas ruas ou praças da grande metrópole,
ao lado de estátuas de pessoas e animais acima do tamanho normal:
construções artísticas, criativas, profusamente iluminadas e enfeitadas,
os personagens bíblicos fazendo companhia ao menino no seu berço de palha;
mas os transeuntes não dispunham de muito tempo para contemplar a cena,
a ansiedade denunciava o frenesi e a voracidade dos encontros e das compras,
como se todos estivesses embriagados pelo brilho das luzes e presentes;
o protagonista maior desaparecia na torrente da multidão agitada,
como milhares de crianças em busca de abrigo, comida e carinho,
sós, órfãs e perdidas nos becos sem saída do álcool, violência ou droga.

Eu o vi no interior de muitas casas, onde a tradição cristã exige o presépio:
o mesmo menino, as mesmas figuras, os mesmos animais, o mesmo arranjo,
com o acréscimo progressivo da árvore, do Papai Noel e de vários enfeites;
a família, porém, tinha mil outros afazeres, próprios do final de ano,
não podendo perder tempo com reflexões sobre semelhante cenário;
roupas e sapatos, eletrônicos e eletrodomésticos, novidades de todo tipo,
exigiam muita pesquisa, variados preparativos e uma série de esforços;
pouca ou nenhuma atenção merecia a imagem do recém nascido,
como milhões de meninos e meninas marcados pelo abandono e a miséria.

Eu o vi nas Igrejas, não raro em arquiteturas caras e sofisticadas,
com a sagrada família e as tradicionais figuras ao redor dela
movimentando-se através de mecanismos e engrenagens invisíveis;
as cores e a indumentária das autoridades eclesiásticas, porém,
por vezes ofuscavam a simplicidade, a nudez e a humildade do menino;
outras vezes um liturgismo rígido e ritualista, primando pela formalidade,
afastava os fiéis do contato vivo com a Boa Nova da Encarnação;
como aos saduceus e fariseus de todos os tempos,
a miopia e a cegueira impediam de sentir a aurora do amor divino, incondicional e revestido de perdão, misericórdia e compaixão,
como também de inúmeros meninos que já nascem condenados à morte.
Amor personificado na singela imagem do presépio e do recém nascido.

domingo, 16 de dezembro de 2012

As CEBs frente aos desafios do mundo contemporâneo





Quarto Seminário CEBs Nacional – abrangendo Sulão e Lestão – para trinta pessoas

As CEBs frente aos desafios do mundo contemporâneo
São Paulo, SP - 08 a 11 de dezembro de 2011
Organizações responsáveis:
            Setor CEBs / Comissão para o Laicato da CNBB
            Iser Assessoria

Local: Centro de Formação Sagrada Família  -
Ipiranga – São Paulo   - (Local onde há o Museu  Santa Madre Paulina – SP – onde ela fundou e morou)                  

Assessoria de:
Pe. Oscar Beozzo         
 Sérgio Coutinho                  
Solange Rodrigues
Pe. Alfredo J. Gonçalves         
Ivo Lesbaupin
Fernando Altemeyer Junior       
Pe. Benedito Ferraro     
Francisco Orofino

                                  Temas desenvolvidos:
- As CEBs: do Concílio Vaticano II a Aparecida e no Magistério da Igreja do Brasil
- Quais são os desafios do mundo contemporâneo para as CEBs?
- As CEBs: do Concílio Vaticano II a Aparecida e no Magistério da Igreja do Brasil
- Quais são os desafios do mundo contemporâneo para as CEBs?
- As CEBs diante dos desafios do mundo contemporâneo I (ênfase na dimensão sóciopolítica)
 Cine debate
 - As CEBs diante dos desafios do mundo contemporâneo II (ênfase na dimensão cultural e religiosa)
- O papel da assessoria nas CEBs
- Cine Debate                                  

 * lançamento de livro de Leonardo Boff em SP

CEBs - Diocese de Itapipoca

Hoje, 15 de dezembro, simultaneamente nas paróquias São Sebastião, Apuiarés e Nossa Senhora de Fátima, Itarema o encontro de CEBs. Em Apuiarés,  se reunem as paróquias Nossa Senhora do Rosário (General Sampaio), São Francisco de Assis (Pentecoste), Nossa Senhora da Conceição (Pentecoste), São Pedro (Tejuçuoca), São Sebastião (Apuiarés). Já em Itarema,  reunem as paróquias Nossa Senhora da Conceição (Amontada), Nossa Senhora da Conceição (Almofala), São Pedro (Miraíma), Nossa Senhora de Fátima (Itarema) e Área Pastoral Santa Rita de Cássia (Juritianha).
A caminhada dos Conselhos de Comunidades, o papel e a formação dos animadores das comunidades é um ponto em debate em ambos os encontros. Cada conselho de comunidade foi convidado a enviar  duas pessoas ao encontro, e a coordenação solicitaram  aos participantes que levarem o livro “Povo de Deus que se organiza” e a Bíblia. Com início às 7h e término ao 12h, em ambos os encontros.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

"Profecia de 2012 será sobre crise de consciência"



O tempo de Fernand Malkun é dividido entre a investigação e conferências. O especialista em cultura maia explica o que esta civilização descreveu para o ano 2012.

Há quinze anos, Fernando Malkun, barranquillero (natural de Barranquilla, uma cidade da Colômbia) de origem libanesa, deixou a arquitetura que tinha estudado na Universidade de Los Andes, e à qual havia se dedicado por quase uma década, para responder às perguntas que se atravessaram em sua vida. Durante esse tempo, ele se encontrou com a cultura Maia e dedicou-se completamente ao seu estudo. Hoje é um especialista no tema, com reconhecimento internacional e continua viajando pelo mundo explicando a mensagem que esta civilização deixou para os seres humanos.

Os maias disseram que o mundo iria acabar em 2012?
Estão gerando um pânico coletivo absurdo aduzindo que eles tinham anunciado que o mundo iria acabar em dezembro de 2012. Não é verdade. Os Maias nunca usaram a palavra fim. Anunciaram, isto sim, um momento de mudança, de grande aumento de energia do planeta, o que causaria "eventos de destino", isto é, definitivos, nas pessoas. O problema é que o nível de consciência da maioria das pessoas atinge apenas o fim do mundo e não a transformação de consciência.

Quando isso vai acontecer?
Não vai acontecer, está acontecendo. As pessoas não estão juntando todas as peças do quebra-cabeças para perceber isso. Acreditam apenas que estes eventos atuais são causados por um conjunto de "coincidências" evolutivas. Mas estamos em uma onda de mudanças como nunca antes.

O que se percebe, segundo o que é dito pelos Maias?
A profecia anunciou que o planeta aumentaria a sua frequência vibracional, o que é um fato: esta frequência, que se mede com a ressonância Schumann, passou de 8 a 13 ciclos. Todos os planetas do sistema solar estão mudando. De 1992 até hoje, os polos de Marte desapareceram 60 por cento e Vênus tem quase o dobro de luminescência. Passamos 300 anos registrando o Sol e as tempestades solares maiores têm ocorrido nos últimos seis meses. Houve um aumento de terremotos de 425 por cento. Tudo está acelerado dos pontos de vista geofísico e solar. Nosso cérebro, que irradia suas próprias ondas, é afetado por essa maior irradiação do sol. Essa carga eletromagnética é o motivo por que sentimos o tempo mais rápido. Não é o tempo físico, mas o tempo de percepção emocional.

Fale sobre 1992. Por que este ano? O que aconteceu?
A essência das profecias maias é comunicar a existência de um ciclo de 26.000 anos, chamado "o grande ciclo cósmico". Tudo, estações, meses, dias se ajustam a esse ciclo. Há 13 mil anos, o sol – assim como agora – irradiou mais energia no planeta e derreteu a camada de gelo. Essa camada desaguou no mar, elevou o seu nível em 120 metros e ocorreu o chamado "Dilúvio Universal". Os Maias disseram que quando o sistema solar estiver novamente a 180 graus de onde estava há 13.000 anos, a Estrela do Norte brilhar sobre o polo, a constelação de Aquário aparecer no horizonte e o trânsito décimo terceiro de Vênus se der – o que vai acontecer em 6 de junho de 2012 – o centro da galáxia pulsará e haverá manifestações de fogo, água, terra, ar. Eles falam, especificamente, de dois períodos de vinte anos – de 1992 a 2012 e de 2012 a 2032 – de intensas mudanças.

Por que anunciavam isso?                                                                                                           
A proximidade da morte faz com que as pessoas repensem suas vidas, examinem e corrijam a direção que tomam. Isso é algo que ocorre somente se algo se aproxima de você, ou você passa diretamente, te impacta tremendamente. Isto é o que tem acontecido com os tsunamis, os terremotos, as catástrofes naturais que vivemos, os conflitos sociais, econômicos, etc.

Então, eles falam de morte.
Eles falam de uma mudança, de um despertar da consciência. Tudo o que está errado com o planeta está se potencializando com o objetivo de que a mente humana se dedique a resolvê-lo. Há uma crise de consciência individual. As pessoas estão vivendo "eventos de destino", seja em seus relacionamentos, em seus recursos, em sua saúde. É um processo de mudança que se baseia principalmente no desdobramento invisível, e está afetando em especial à mulher.

Por que as mulheres?
A mulher é quem terá o poder de criar a nova era, devido à sua maior sensibilidade. De acordo com as profecias – não só as maias, mas muitas – a era que se aproxima é de harmonia e espiritualidade. As coisas que estão mal vão se resolver no período que os Maias chamaram de "tempo do não tempo", que será de 2012-2032. Desde 1992, o percentual de mulheres que veem a aura (seres curadores) no planeta tem aumentado. Hoje, é de 8,6 por cento. Imagine que em 2014 seja de 10 por cento. Isso significaria o início de um período mais transparente. Essa seria a direção da mudança não violenta.

Mas o que se vê hoje é um aumento na agressividade...
As duas polaridades são intensificadas. Estão abertos os dois caminhos, o negativo, escuro, destruição, de confronto do homem com o homem; e o de crescimento da consciência. Existem várias vozes que estão levando os seres humanos a pensar sobre isso. Desde 1992, as informações proibidas dos gnósticos, dos maçons, dos Illuminati, estão abertas para que se utilize no processo de mudança de si mesmo. A religião esta acabando e a religiosidade é que irá permanecer.

Tudo isso, os Maias deixaram de escrito, assim específico?
Não a esse ponto. Eles disseram que o sol iria mudar as condições do planeta e criar "eventos de destino". O sol bateu todos os recordes este ano. Os terremotos aumentaram 425 por cento. A mudança de temperatura é muito intensa: de 92 para cá aumentou quase um grau, o mesmo que subiu nos últimos 100 anos anteriores. Antes, havia 600 ou 700 tormentas elétricas simultâneas, hoje há duas mil. Antes se registravam 80 raios por segundo, agora caem entre 180 e 220.

Como eles sabiam que isso ia acontecer?
Eles tinham uma tecnologia extraordinária. Em suas pirâmides havia altares de onde eles estudavam o movimento do sol no horizonte. Produziam gráficos com os quais sabiam quando haveria as manchas solares, quando aconteceriam tempestades elétricas. Foi um conhecimento que receberam dos egípcios, que, por sua vez, o receberam dos sacerdotes sobreviventes da Atlântida, civilização destruída 13.000 anos atrás. Os Maias aperfeiçoaram o conhecimento e foram os criadores dos calendários mais precisos. Um deles, chamado "a conta larga" termina em 21 de dezembro de 2012, e marca o ponto do centro exato do período de 26.000 anos. Eles sabiam que essas mudanças estavam vindo e o que eles fizeram foi dar essa informação para o homem de 2012.

Será que estas mudanças só foram levantadas por eles?
Todas as profecias falam da mesma coisa. Os hindus, por exemplo, anunciam o momento de mudança e falam sobre a chegada de um ser extraordinário qual o mundo ocidental cristão apregoa. Os Maias nunca falaram de um ser extraordinário que viria para nos salvar, mas falaram de crescer em consciência e assumir a responsabilidade, cada ser na sua individualidade.

E se as pessoas não acreditam nisso?
Acreditando ou não, vai senti-lo no seu interior. A mudança que estamos vivenciando não é algo de se acreditar ou não. Neste momento, a maioria está vivendo um tempo de avaliação de sua vida. Por que estou aqui, o que está acontecendo, para onde eu quero ir? Basta olhar o crescimento da busca de espiritualidade, não de religiosidade, porque a religião não está dando mais respostas às pessoas.

A sua vida pessoal mudou?
Quinze anos atrás, eu era tremendamente materialista. Minha conduta é muito diferente hoje. Eu me perguntei por que estava aqui, para quê, e por razões especiais acabei metido no mundo Maia. E posso afirmar que não se tratam de crenças falsas para substituir crenças falsas. Tirei muitas histórias da minha mente, mas ainda estou no terceiro nível de consciência, que é dominante no planeta.

Quem está mais em cima?
Há pessoas que estão em um nível 4 ou 5. São as menos famosas, de perfil baixo. Em uma viagem conheci um jardineiro extraordinário, por exemplo. Estes seres estão em serviço permanente, afetando a vida de muitas pessoas, mas não publicamente.

O que devemos fazer, de acordo com essa teoria?
O universo está nos dando uma oportunidade individual para reestruturar nossas vidas. A maneira de sincronizar-nos é, primeiro, não ter medo, perceber que podemos mudar nossa consciência. A física quântica já disse: a consciência modifica a matéria. O que significa que sua vida depende daquilo que você pensa. A distância entre causa e efeito tem diminuído. Vinte anos atrás, para que se manifestasse algo em sua vida, necessitava-se de muita energia. Vinte anos atrás, qualquer fator de punição de um ato maldoso levava anos para receber alarde. Hoje tudo ganha destaque rápido. A corrupção pelo mundo afora tem ganhado relevo internacional. As ditaduras estão caindo. As religiões estão cada dia mais problemáticas. Hoje, você pensa algo e em uma semana está acontecendo. Sua mente causa isso. O que devemos é buscar, as respostas estão aí.
Basta ter olhos para ver e ouvidos para ouvir.

Fonte: Eltiempo