quinta-feira, 10 de maio de 2012

Fé e Vida - LRWC: Conferência Nacional das Religiosas,

A Congregação da Doutrina da Fé, que funciona no Vaticano, lançou vigoroso anátema contra a Conferência Nacional das Religiosas, que congrega quase 60 mil religiosas norte-americanas. A Conferência Nacional das Religiosas, ou Conferência da Liderança Religiosa Feminina, mais conhecida pela sigla LRWC, luta em favor da dignidade humana, dentro e fora dos Estados Unidos. Sob o aspecto intelectual, é um grupo de escol porque reúne filósofas, sociólogas, teólogas, biólogas, advogadas, escritoras. Essas mulheres apóstolas atuam de maneira especial na educação para os direitos humanos.
Em muitas situações confrontaram-se com posições assumidas pelo governo dos EUA. Expuseram a vida a perigo. Advogaram o fechamento da Escola das Américas, destinada, como se sabe, a treinar especialistas em repressão que deveriam atuar na América Latina.

A Congregação da Doutrina da Fé, versão moderna do Tribunal da Inquisição, não aceita o comportamento protagonizado pela LRWC. A seu juízo trata-se de um feminismo exacerbado e também de intromissão em esferas que não cabem à Igreja.

Admissão de mulheres ao sacerdócio? Nem pensar. Sacerdócio é tarefa masculina. As incursões da LRWC, nos mais diversos campos de ação, parece indicar antecipação a uma pretendida presença do sexo feminino nas hostes sacerdotais.

As mulheres, no seu papel materno, sempre foram as grandes transmissoras da Fé. Essa função restrita, no âmbito da família, não incomodava as cúpulas, pelo contrário, foi sempre aplaudida. Quando as mulheres pretendem sair do casulo e testemunhar a Fé na vida social, numa direção libertadora – religiosas da libertação – essa postura ameaça. Isso fica bem claro em face da punição doutrinal que se pretende impor à Congregação Feminina citada.

Quem trouxe ao meu conhecimento o fato, de que me ocupo neste artigo, foi a freira Heloísa Maria Rodrigues da Cunha. Heloísa foi presença marcante na Igreja de Vitória. Teve participação decisiva na construção das Comunidades Eclesiais de Base. Ela prossegue na sua opção pelos pobres e atua agora em comunhão com outras quatro irmãs, num município rural da Bahia.

Que semelhança entre o compromisso de Heloísa e outras freiras que trabalharam na periferia de Vitória, nas décadas de 60 e 70, e o compromisso das religiosas da LRWC! O mesmo inconformismo em face do estabelecido; a mesma coragem para arrostar preconceitos, abrir caminhos, anunciar a utopia; a mesma fidelidade aos princípios fundantes do Cristianismo.

O trajeto da profecia cristã foi sempre marcado por dificuldades. Não será diferente agora.


João Baptista Herkenhoff é


 professor da Faculdade Estácio de Sá do Espírito Santo e escritor

Revista Perspectiva Teológica.



 
A partir de 2010 os três números anuais de Perspectiva - Revista de Teologia saem também em versão eletrônica. Com essa iniciativa, os responsáveis pela revista pretendem disponibilizar a um público mais amplo o acervo de reflexão Teológica acumulado em suas páginas ao longo dos anos. O conteúdo dos números anteriores será progressivamente divulgado on-line.

A uma secularização triunfante, seguiu-se um reflorescimento do extremamente ambíguo
fenômeno religioso, a ponto de falar-se de uma "Nova era". As seitas pululam. A teologia
é substituída por uma vasta e fluida literatura religiosa das mais diversas tonalidades
possíveis que lotam estantes de livrarias de aeroportos e rodoviárias.

A coragem e a expectativa de mudanças profundas nas estruturas eclesiásticas levavam
a pena do escritor do primeiro artigo da Revista a levantar a questão de a configuração
da administração eclesiástica, a caracterização monárquica do episcopado, a organização
territorial da Igreja, a diversificação dos ofícios e ministérios serem tributárias
das reformas políticas da Europa antiga e medieval e portanto não necessariamente vinculadas
ao núcleo cristão intangível. 

Hoje, pelo contrário, experimenta-se um reforço da centralização, um enrijecimento das estruturas eclesiásticas. Então se acentuavam a dimensão de serviço da hierarquia ao Povo de Deus, a Igreja dos pobres e dos pecadores, uma abertura nova ao ecumenismo e sobretudo o encontro com o mundo moderno.

Hoje a dimensão de serviço acanhou-se. Afigura da Igreja dos pobres adquirira pelo
impacto de Medellín e Puebla tal novidade e vigor que se tornou para muitos setores da
Igreja intolerável ameaça. Prefere-se falar de reconciliação e evitar qualquer epíteto  que
insinue uma Igreja das bases, popular ou dos pobres. Enfim, a opção nítida
pelos pobres, pela libertação, pela fé articulada com a promoção da justiça,
no espírito da fidelidade à Verdade e da liberdade acadêmica, encontra também seus
percalços no momento atual.

Entretanto continua missão desta Revista teológica: batalhar pelos ideais ousados que
ela se propôs, sobretudo na sua segunda fase. A prática da teologia é uma tarefa que
implica fazer-se contemporâneo a uma situação e guardar, ao mesmo tempo, uma distância
crítica dela.

Contemporâneo aos problemas, às perguntas fundamentais, aos desafios que a Igreja,
a pastoral, o fiel simples, os homens e mulheres da atualidade vivem e sofrem. Contemporâneo
no esforço de falar não somente às pessoas de hoje, mas de suas interrogações
e buscas fundamentais, inquietadoras. Mas não necessariamente contemporâneo no sentido
de falar a uma sensibilidade superficial nem de responder a medos das autoridades.

Em função de tal sensibilidade, gira pelas mãos de leitores ávidos do religioso abundante
literatura. A serviço do poder, existem os perenes escribas, repetidores fiéis de frases
feitas de documentos. São reprodutores incansáveis do mesmo na alegria servil do sorriso
complacente dos narcisos no poder.

A teologia toma distancia crítica. Não busca a demagogia fácil do aplauso Imediato,
nem o apoio rápido do poder. Sabe que pode contrariar interesses imediatos, sobretudo
ao procurar ser profundamente democrática, reconhecendo no povo (demos), máxime
simples e fiel, o poder, a força (cratos) inspiradora, alimentadora de suas reflexões. 

A teologia persegue, portanto, uma "democracia na e da fé" do cristão fiel. Nasce de uma
responsabilidade de fé em vista do povo e volta-se para ele. Não visa diretamente nem
aos seus pares da teologia, nem às autoridades, mas ao povo de Deus. É serviço a este.

Dos teólogos profissionais, recebe ajudas em forma de críticas e reforços. São ajudas, mas
nunca a última palavra. 

Da hierarquia acolhe o testemunho da verdade, mas não pratica o puro espelhismo de seu poder.

A Revista é consciente da ousadia de ser teológica no sentido estrito e, ao mesmo
tempo, responder aos imperativos pastorais das comunidades eclesiais vivas e populares.
A teologia toca com sua reflexão arquétipos religiosos profundos do povo. São resistentes
e dão consistência de sentido e vida ao povo fiel. Constituem o escrínio sagrado da
cultura popular. Violentá-los, profaná-los com teologias secularizantes de Primeiro Mundo
pode transformar-se num desserviço eclesial. Mantê-los também no nimbo religioso da
alienação conflita com a causa libertadora desse mesmo povo pobre.

Respeito e crítica devem conjugar-se na tarefa teológica que a Revista se propõe.

Pretende conservar a riqueza cultural religiosa da fé popular, de um lado, e. de outro,
antecipar-se aos problemas que a ameaçam afim de prepará-la para os embates duma
modernidade que não pede licença para entrar. Atrasar pode ser-lhe ruína. Precipitar-se
pode produzir o mesmo efeito.

No equilíbrio da captação da riqueza da sabedoria e
religiosidade popular e da crítica de seus limites alienantes situa-se o jogo teológico a ser
conduzido com responsabilidade e audácia.

Nem sempre tal tarefa é entendida. Cabe aguardar na paciência histórica que muitas
das reflexões hoje produzidas possam amanhã ser percebidas na sua profundidade.

Se tivesse faltado aos teólogos pré-conciliares esta distância e paciência não teríamos tido o
Concilio Vaticano II. Não foram os teólogos da repetição escolástica, que gozavam da
aura do poder, que o gestaram, mas aqueles que sofreram a incompreensão, as suspeitas,
e, entretanto, fiéis na liberdade de escrever, confiantes no rolar da história e pacientes em
face dos acontecimentos adversos, permaneceram na lide teológica até serem recuperados
pela grande Tradição da Igreja.

A teologia da América Latina, que se quer produzir e veicular nessa Revista, sofre
no momento duplo perigo: embalar-se com apoios superficiais e afetivos, sem a consistência
da crítica, ou recuar ao cômodo servilismo do escrita sem liberdade crítica. A
teologia, como toda estrutura cristã, participa em profundidade do mistério pascal. Não
há ressurreição histórica, não há reconhecimento de profundidade que não passe pelas
cruzes da dúvida, pelos dilaceramentos da verdade não percebida, pelas incompreensões
das hierarquias, pela ironia sarcástica dos poderosos.

A teologia não é nenhum empreendimento derivado de outra atividade de que depende
na sua própria estruturação. Também não goza da autonomia absoluta da razão
segundo o catecismo da ilustração kantiana. Na unidade de um só Espírito, um só
Senhor e um só Deus, participa da diversidade dos dons, dos ministérios e dos modos de
agir (ICor 12,4-6). É, antes de tudo, interação, com carisma próprio e original, mascom
referências fundamentais à revelação, ao povo fiel, ao magistério eclesiástico. Daí lhe
surgem as fidelidades necessárias.

A sua fidelidade última é ao Senhor Jesus, que nos revelou o mistério da Trindade.
E, ao seguir Jesus, mais uma vez a teologia assume sua tarefa fundamental de fazer-se
contemporânea e guardar distância crítica. Pois Jesus foi o primeiro a viver esta dialética
da contemporaneidade e da distância. Foi extremamente contemporâneo ao anunciar o
tão desejado e sonhado Reino de Deus. Era realidade fascinante para o judeu da época.
Guardou distância crítica quando rompeu os esquemas religiosos e organizacionais dos
poderes judaicos. Pagou o preço da cruz. Venceu o tempo pela ressurreição e pela presença
até hoje de sua mensagem
.
Esta Revista propõe-se  mais uma vez, para o próximo quartel de século de vida ouvir
a realidade, expressa especialmente na vida do povo fiel e sofrido, captar-lhe  em
profundidade os sinais a fim de oferecer uma palavra de fé refletida. A revelação, palavra última
de nossa fé, pede de nossa reflexão teológica sempre nova linguagem, nova abordagem de
conteúdo, nova configuração, dentro de sua Identidade continuada, que não se percebe
pela linearidade da letra formulada, mas pela "recepção" garantida pelo "sensus fidei"
e "sensus fidelium". 

É o reconhecimento na fé, que não se faz instantaneamente, mas ao
longo de uma caminhada da comunidade, que é o aval maior, desejado e acolhido na
gratuidade e surpresa. Por isso, quanto mais a hierarquia estiver próxima ao povo fiel,
tanto mais ela será critério da verdade, que o mesmo Espírito agita nos segmentos vivos
da sua Igreja. E quanto mais ela se afasta perigosamente do povo, tanto menos capaz se
faz de exercer sua função de árbitro e confirmadora da verdade. 

O último critério da verdade na Igreja nunca é uma Instância humana. É sempre o Espírito de Deus que.
numa predileção benevolente e maravilhosa, quis ocultar os seus mistérios "aos sábios e
aos inteligentes" e revelá-los "aos pequeninos" (Mt 11,25).

A teologia está sempre consciente de que trabalha com a verdade numa dimensão
escatológica e salvífica. Participa do "já" atual dessa verdade a ser transmitida como
fonte de sentido, vida e salvação para os homens e mulheres. Entretanto sofre sua pequenez
diante do "ainda não" desvelado de uma Verdade plena, do "Deus sempre maior",
que a impulsiona sempre a ultrapassar os limites já alcançados.
Com essa consciência esta Revista deseja prosseguir seu serviço de reflexão séria e
livre, na humildade de suas fracas forças, mas forte na confiança Naquele em quem
acreditou (2Tm 1,12).

Teologia da Libertação


A Teologia da Libertação é um movimento nascido na periferia do cristianismo onde apresenta um novo modo de fazer teologia.

O pobre não é um pobre, mas um empobrecido, feito pobre por relações econômico-sociais que o oprimem.

Não é um ignorante, mas produtor de outro tipo de cultura e portador de força de transformação social.

Como diz o o teólogo Gustavo Gutiérrez “na nave Terra há os que viajam de primeira classe e outros que o fazem de terceira ou nos porões”.

Se a libertação não for resultado da luta dos próprios oprimidos, nunca será verdadeira libertação.

Por essa razão, a marca registrada da Teologia da Libertação é a opção pelos pobres, contra sua pobreza e em favor de sua vida e liberdade.

Luciano Paredes

“Viver para trabalhar ou trabalhar para viver?”

Vaidade das vaidades, tudo é vaidade. Que proveito tira o homem de todo o trabalho com que se afadiga debaixo do sol? (Eclesiastes 1, 2-3)
Vivemos momentos difíceis para a classe trabalhadora. A aparente abundância com que a mídia, o governo e o empresariado em geral pregam, esconde a real situação em que vive a classe trabalhadora. Se por um lado temos uma diminuição do índice de desemprego, este ainda está alto, 10,5%, segundo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sociais e Econômicos (Dieese), em números são em torno de 10,5 milhões de trabalhadores.
O índice de trabalhadores informais também é alto, 44%, ou seja, 44,5 milhões de trabalhadores. Isto quer dizer que cerca de 55 milhões de trabalhadores no Brasil estão sem acesso aos direitos trabalhistas. O índice de desemprego cresce ainda mais quando falamos das juventudes, chega a 22,9%.
Outro fator que joga contra a classe trabalhadora é a alta rotatividade no emprego no Brasil: é a mais alta do mundo. Se em 2011 foram criados 20 milhões de empregos, porém, foram 18 milhões demitidos. Com esta arma, o empresariado diminui os direitos trabalhistas e a capacidade de organização dos trabalhadores (hoje os trabalhadores ficam no máximo dois anos numa empresa).
 
O salário-mínimo é ainda um forte referencial para os trabalhadores (47 milhões deles recebem este valor). Apesar dos aumentos conquistados nos últimos anos, ele ainda está muito longe do que prevê a Constituição Federal. Seu valor atual é de R$ 622, enquanto o Dieese prevê o valor de R$ 2.323,21, ou seja, quatro vezes menor do que deveria ser.
Outro agravante é a retirada lenta e sistemática dos direitos trabalhistas. Ressaltamos aqui o veto da presidente Dilma ao aumento dos trabalhadores aposentados. Estes pagam por 30 anos ou mais para ter seus direitos desrespeitados no fim da vida.
As taxas de juros são um caso a parte. Mesmo estando em crise econômica a Comunidade Europeia, paga de 1% a 6% de juros ao ano. No Brasil, a taxa está em 9,75%. Se for taxa bancária, chega a 230% ao ano. Isto dificulta a vida da classe trabalhadora aumentando o preço das mercadorias essenciais. Para as grandes empresas e para microempreendedor individual, há créditos subsidiados, para os trabalhadores e associações de trabalhadores não.
Outro fator são os acidentes de trabalho. As taxas no Brasil ultrapassam os 500 mil acidentados anuais, chegando a 2.500 mortos, uma verdadeira calamidade pública. Além disso, a quantidade de doenças ocupacionais continuam aumentando no país, fruto do excesso e precarização do trabalho.
Mas nem tudo é desalento, percebemos um avanço na organização da classe trabalhadora, frente a toda esta situação. Vemos um aumento das greves e outras formas de organização exigindo melhores condições de salários e trabalho.
Os movimentos sociais aos poucos começam a se agruparem e buscam pontos em comum em suas lutas. O nível de conscientização aumenta dia a dia, ainda que de forma lenta. Estas ações ligadas a outras que já se fazem vivas, nos dá a certeza que no horizonte a luta pela vida ainda está forte.
Assim, nós, da Pastoral Operária, chamamos a todas e todos os trabalhadores formais e informais, desempregados, aposentados e da economia popular solidária a somarmos força no sentido de termos uma sociedade mais justa, fraterna e solidária, sinal da presença do Reino de Deus aqui na terra, onde a vida dos trabalhadores e das trabalhadoras esteja acima do lucro de uns poucos.
Vamos trabalhar para viver em vez de viver para trabalhar!
VIVA A CLASSE TRABALHADORA!
 
Fonte: Pastoral Operaria

sábado, 5 de maio de 2012

CEBs e PJ - Diocese de Picos



A Paróquia Nossa Senhora dos Humildes, em Paulistana, se prepara para a realização da 1º Caminha da Mãe de Deus pela Paz e pela Vida. O evento acontece no dia 30 de junho e está sendo promovida pelas Comunidades Eclesiais de Base ( CEBs) e pela Pastoral da Juventude.
A programação tem início às 17h na Praça da Igreja Matriz com benção inaugural e acolhida as diversas comunidades, àreas pastorais e paróquias de outras Dioceses que participarão da caminhada. Em seguida, será realizado um percurso pela Avenida Presidente Costa e Silva e Avenida Marechal Deodoro, com parada em frente ao Açude Ingazeiras e ao Órgão Municipal de Educação, ambas com reflexões sobre as questões da vida no planeta e sobre a paz.
A comunidade segue em caminhada até a Praça de Eventos, localizada as margens da BR 407, onde acontecerá o Show de encerramento com o cantor e compositor Zé Vicente.
Segundo Fátima Vieira, membro da coordenação, a 1º Caminhada da Mãe de Deus pela Paz e pela Vida tem como finalidade animar a caminhada dos paroquianos, promovendo momentos de reflexão e oportunidade de viver experiência marcante com o show de Zé Vicente, através de suas canções e poesias.

Diocese de Guarabira realiza Encontrão das CEBs, no domingo do Bom Pastor

Aconteceu no último domingo (29), dia do Bom Pastor, o I Encontro Diocesano de Animadores  das CEBs - Comunidades Eclesiais de Base, no ginásio do Colégio da Luz, em Guarabira, com a presença de quase 200 animadores das várias  paróquias e comunidades da Diocese de Guarabira, 

A partir do tema central do Encontro: CEBs: Um jeito sempre novo de suscitar vida em comunidade, os participantes foram motivados a abraçarem com um novo impulso e entusiasmo à vida e missão profética e santificadora desta rica experiência Eclesial, que  são as CEBs. 

Os animadores refletiram, sobre as CEBs segundo o Documento de Aparecida, com a ajuda da assessoria do Pe. Bosco que destacou a contribuição da Igreja Latino Americana e Caribenha, sobre as CEBs e outras pequenas comunidades, no Documento de Aparecida e  as orientações das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Padre Bosco resgatou ainda, os momentos importantes da caminhada da Diocese de Guararabira, nestes últimos anos, em que tornaram-se mais efetivas as ações e motivações, desenvolvidas a partir  do tema: Igreja: "Comunidade de Comunidades: Caridade, Formação, participação e Missão", cuja reflexões, motivações e orientações estão contidas no Instrumento de Trabalho, elaborado no ano de 2010 por uma Comissão Diocesana. O tema foi bastante conhecido e estudado pelo clero, religiosas, Pastorais, Grupos e Serviços. Falando sobre a importância das CEBs, o Pe. Bosco disse: "Dizer que nós não temos comunidades é dizer que a Igreja não existe".

Durante o Encontro, aconteceram grandes momentos de animação e espiritualidade, partilhas e reflexões e foi aplicada a prática da oração em comunidade, através da experiência do Círculo Bíblico, já vivenciado nas diversas Paróquias.

O Bispo Diocesano, Dom Lucena participou do Encontrão e deixou a sua mensagem aos participantes, ressaltando a importância dos passos que a Diocese vem dando na realização de um projeto concreto de evangelização que tem animado e renovado a vida das comunidades em toda a Diocese. 

O I Enconto Diocesano de Animadores das CEBs, foi encerrado com a Celebração da Santa Missa, presidida pelo Vigário Geral da Diocese de Guarabira, Mons. José André, concelebra pelo Cura da Catedral Pe. Adauto Tavares e com a participação de animadores das cinco Regiões Pastorais da Diocese de Guarabira.

CEBs, Arquidiocese de Palmas, realiza encontro em Miracema no mês de junho

Estimados Amigos participantes das Comunidades Eclesiais de Base, na pessoa de cada um de vocês animadores saudamos, com afeto as pessoas das suas comunidades, que sonham com novos céus e nova terra, num jeito novo de ser igreja, de atuar em sociedade e de cuidar respeitosa e amorosamente de toda a criação.
Na reunião da equipe de articulação de CEBs em Fevereiro deste ano definimos sobre a realização do nosso seminário a realizar-se neste ano. Ao que parece já está se tronando um costume realizarmos uma atividade estadual anualmente. Entendemos que esta atividade comum é importante, pois nos proporciona momentos de celebração, festa, maior convivência, formação e fortalece nossa Identidade como CEBs. Acreditamos e queremos fortalecer e multiplicar nossas Comunidades Eclesiais de Base, criando comunidades eclesiais de base nos bairros das cidades e na zona rural, preocupadas com a defesa da vida das pessoas e da nossa casa comum: o nosso planeta, intensificar e investir na formação bíblica e celebrações da palavra. E assim incentivar a missão de todos nós como cristãos comprometidos no processo de transformação e construção de um mundo melhor.
Esta nossa programação faz parte da nossa preparação para participarmos do 13° Intereclesial. Ainda não é o encontro com delegados, mas o encontro já será uma abordagem da temática do interceclesial. A escolha dos delegados acontecerá posteriormente nas dioceses. Neste encontro teremos a participação também de uma delegação de Goiás.
Tema: Justiça e Profecia no Campo e na Cidade;
Assessor: Frei Zé Fernandes (dominacano);
Cada diocese pode enviar 15 pessoas (leigos e ou padres/religiosas/os).
Local:CTL- Miracema
Data: 01, 02,03 de Junho/inicio com o jantar e término com almoço
Diária: 20,00 Reais por pessoa (São duas diárias)
Convidamos as dioceses para a nossa bonita experiência da partilha. Ao negociarmos este preço baixo das diárias nos comprometemos de levar alimentos. Portanto fiquem a vontade para levar frutas, verduras, arroz, feijão, peixe. (organizem esta partilha e me comunique até 20 de maio, para sabermos o que precisamos adquirir na casa)
A pedido do CTL, para organização dos quartos, preciso saber quantos: homens( ) mulheres( ), me envie esses dados até 20 de maio.
Por favor, se inscrevam com o coordenador de CEBs da sua diocese, pois como vêem as vagas são limitadas.
Deixamos nosso abraço fraterno e aguardamos as inscrições.
Helena Mendes da Silva/articuladora de CEBs do Sub-Regional
Contatos
Fone: (63) 3414 2543(R) ou 9221 3433(cel)/ 34130500 Ramal 0531(trabalho a tarde)
Endereço residencial: Rua 24, Q 41, L 01F Residencial Vila Bella Setor Oeste- Araguaina-To
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