quarta-feira, 2 de maio de 2012

Jornalista da Brasilândia recebe prêmio da CNBB

A noite da sexta-feira, 20 de abril, foi de festa e reconhecimento profissional para a jornalista Karla Maria Souza, 28 anos, que recebeu, na cidade de Aparecida (SP), o prêmio dom “Helder Câmara” da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pela produção da reportagem "Extermínio Silencioso".

Publicada na edição de janeiro da revista Família Cristã, a reportagem trata do extermínio dos indígenas Guarani Kaiowá que moram em apenas 25 hectares do município de Rio Brilhante, no Estado do Mato Grosso do Sul. Eles aguardam uma perícia antropológica para conseguir a demarcação de suas terras e têm sido perseguidos e assassinados por grupos de fazendeiros.

Karla Maria na cerimônia de premiação da CNBB

Moradora de Pirituba e com destacada atuação nas Comunidades Eclesiais de Base, Karla Maria ao receber a premiação das mãos de dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana (MG) e ex-presidente da CNBB, lembrou-se dos familiares, bem como de suas origens pastorais e daqueles que a ajudaram na sua formação profissional.

“Um jornalista é resultado de um processo, e meu processo de formação começa na comunidade de base, começa na Região Episcopal Brasilândia, com a Pastoral da Comunicação da Região Brasilândia e agora mais próximo das pastorais sociais e das comunidades eclesiais de base da Arquidiocese de São Paulo, onde eu sou repórter. Eu dedico esse prêmio a essas pessoas, homens e mulheres que diariamente, voluntariamente, doam sua vida pela causa do Evangelho, que são de fato os mais pobres, os mais excluídos”, discursou.

Tão logo soube da premiação, em fins de março, a jornalista enviou mensagem de agradecimento aos amigos e citou como uma de suas influências profissionais o Jornal Cantareira, que mantido pela Associação Cantareira, circulou por mais de uma década na periferia de São Paulo.

“Uma obra boa ou má, é resultado de um processo e se cheguei a uma obra premiada é fruto de aprendizado partilhado. Jornalismo não se faz sozinho, portanto agradeço à Pastoral da Comunicação da Região Episcopal Brasilândia onde tudo começou, ao Jornal Cantareira, Instituto Sou da Paz, à Revista Missões, aos colegas do jornal O São Paulo pelo convívio e aprendizado diário e à Revista Família Cristã pela confiança. Aos professores, todos os mestres que ao longo dos anos de formação e ainda hoje serviram de exemplo e inspiração”, expressou.

Uma caravana de amigos e familiares da jornalista esteve em Aparecida para prestigiar a premiação. “Diante da conquista deste prêmio, percebi algo mais valioso, o carinho, o respeito e a torcida que conquistei de tanta gente. Aos pés da Mãe [Nossa Senhora Aparecida], agradeci pela minha vida, renovando o compromisso de buscar a cada dia ser uma jornalista a serviço de uma sociedade melhor”, postou, no Facebook, Karla Maria após a premiação.

Fonte: Associação Cantareira

Bancarios e CEBs na 24ª Romaria dos Trabalhadores/as no dia 1º de maio - MT

Bancários participam da 24ª Romaria dos Trabalhadores/as no dia 1º de maio, dia do Trabalhador. Com o objetivo de reivindicar mais segurança nos bancos e defender um sistema de saúde de qualidade, o Sindicato dos Bancários de Mato Grosso (SEEB-MT) se une aos movimentos sociais e demais sindicatos na caminhada que inicia em frente à Policlínica do Planalto, às 8 horas, e segue até a Paróquia Sagrada Família. 

O tema da Romaria deste ano é “Com saúde e igualdade queremos um outro Estado no Campo e na Cidade” e é realizado pelo Fórum Permanente de Lutas. O Sindicato dos Bancários participa todos os anos da caminhada que reúne trabalhadores das Comunidades Eclesiais de Base, Comissão Indigenista Missionária, Pastoral da Juventude, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, sindicatos e demais movimentos sociais. 

O presidente do Sindicato dos Bancários destaca que a Romaria dos Trabalhadores/as é um dos mais importantes eventos, onde toda população se reúne para defender suas bandeiras e unificar a luta por emprego digno. 

“Os bancários estão junto aos demais trabalhadores para comemorarmos nossas conquistas históricas e reivindicar melhores condições de trabalho, segurança e mais contrações de trabalhadores. Vamos nos unir por um sistema único de saúde que atenda toda população com qualidade e defendemos o tema desta romaria”, afirma o presidente do SEEB-MT, Arilson da Silva.

Dom Paulo Mendes, novo arcebispo, toma posse hoje e se coloca a serviço da comunidade

Dom Paulo Mendes chegou na cidade no final do dia 29, o Ginásio do Colégio Marista Diocesano. Cerca de cinco mil fiéis, das 54 paróquias da Arquidiocese  de Uberaba devem participar do evento, além de visitantes de outros municípios, que já confirmaram presença. 

Antes da solenidade, às 9h, a banda do 4° Batalhão da Polícia Militar vai se apresentar. Logo em seguida, o Coral da Arquidiocese de Uberaba, regido pelo padre Fabiano Roberto, vai fazer uma saudação a todos os presentes. A celebração será inicialmente presidida por Dom Roque, ex-arcebispo e atual administrador apostólico. Serão lidas as chamadas “letras apostólicas” e, em seguida, Dom Roque entregará ao novo arcebispo o báculo pastoral, indicando que agora Dom Paulo é o novo pastor. Depois, ele se sentará na cátedra, mostrando que agora ele é o mestre. Com todo o ritual cumprido, a missa seguirá os ritos de costume e, ao final, as autoridades de Uberaba poderão saudar o novo Arcebispo. 

“Estou aqui para servir, e é claro que existe o lado em que estou apreensivo pelo que virá nos próximos dias. Mas, de qualquer forma, sei que em qualquer Diocese existem suas forças e fraquezas, as dificuldades. E a gente sabe que se trata de uma igreja centenária, e mais um soldado fará parte desta caminhada. Trago a minha experiência, também as minhas fraquezas, mas me colocando a serviço da comunidade”, explica Dom Paulo. 

Dom Paulo enfatizou mais uma vez que é preciso fomentar as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). “Estamos em uma cultura de individualismo. A igreja tem feito um esforço muito grande para superar isso, e uma das formas de colocar em prática a fé seria justamente formar comunidades”, explica Dom Paulo.
Para a solenidade de hoje algumas autoridades já confirmaram presença no evento. Quinze bispos devem participar da posse, além do Arcebispo Metropolitano de São Paulo, Dom Odilo Scherer. Também autoridades políticas, como o prefeito Anderson Adauto, o presidente da Câmara Municipal, Luiz Humberto Dutra e o deputado estadual, Antonio Lerin, representando a Assembleia Legislativa de Minas e o governador de Minas,  são esperados.

terça-feira, 1 de maio de 2012

PRIMEIRO ENCONTRO DE CEBs do Regional Nordeste II - 2012

De 23 a 25 de março a Comissão das CEBs do Regional NEII se encontrou no Santuário das Comunidades para repasse da Ampliada Nacional de CEBs, Encaminhamentos para o VI Nordestão a ser realizado em Itabuna no próximo mês de julho, partilha dos planejamentos das Dioceses e reflexão sobre Calderão do Beato Zé Lourenço, Pe. Cícero e Antônio Conselheiro de Canudos. O filme Nos Caminhos do Juazeiro nos ajudou a entender a mística dos romeiros e romeiras "do meu Padim Ciço. O tom da confraternização foi a despedida de Dom Adriano da Diocese de Floresta para a Prelazia de São Félix do Araguaia.









Jacarezinho sera sede do 6º Intereclesial das CEBs do Parana


A Diocese de Jacarezinho está em festa, pois estará acolhendo de 28 À 30 de Abril, o 6º Intereclesial das CEBs do Paraná. Este Evento, que acontece normalmente a cada 04 anos, reúne a liderança das Comunidades Eclesiais de Base para Celebrar, Refletir e tomar algumas decisões na sua Caminhada e Expressão da Fé, a partir do contexto religioso,social, político, cultural atual.
No Paraná, o primeiro encontro aconteceu em Curitiba no ano de 1979, e participaram 85 pessoas. No segundo encontro, também foi realizado na capital paranaense no ano de 1996, contou com mais 800 participantes. Em 1999 foi a vez de Londrina receber o encontro, o terceiro e a participação popular ultrapassou mil participantes, o 4º foi realizado em Maringá. Coube a Foz do Iguaçu organizar o 5º Intereclesial, com 1.050 participantes, e é a vez de Jacarezinho assumir o 6º Intereclesial, acolhendo todo o Paraná para esse momento tão importante. É esperado um grande publico e representantes de 14 das 18 Dioceses do Regional Sul II, Paraná. Haverá a participação ainda de dois representantes da Argentina e três representantes do Estado de São Paulo.
“O encontro se realiza no Centro de Eventos de Jacarezinho durante os 03 dias, sendo que a noite, todos vão para as casas das famílias das nossas comunidades, onde acontece uma bonita e enriquecedora troca de experiências e de saberes”
Pe. Osvaldo José dos Santos, Coordenador do 6º Intereclesial das CEBs.
O 6º Encontro tem como Tema: JUSTIÇA E PROFECIA A SERVIÇO DA VIDA,  e como Lema: CEBs ROMEIRAS DO REINO NO CAMPO E NA CIDADE.
“O encontro se realiza no Centro de Eventos de Jacarezinho durante os 03 dias, sendo que a noite, todos vão para as casas das famílias das nossas comunidades, onde acontece uma bonita e enriquecedora troca de experiências e de saberes” comentou Pe. Osvaldo José dos Santos, Coordenador do 6º Intereclesial das CEBs.
Mas, afinal, o que são mesmo as CEBs? Padre Osvaldo explica “Ah, são as Comunidades Eclesiais de Base. Grupos de pessoas que, imbuídos da Fé, e do espírito de Solidariedade, se reúnem com seus vizinhos para em torno da Palavra de Deus, rezar, refletir, celebrar, cantar, discutir as coisas importantes que envolvem a vida da comunidade, tanto as coisas boas, quanto as coisas que incomodam. Vivendo em Comunidade, acreditam que podem fazer mais e melhor em favor da vida. São gente que acredita na vida e no amor. Vale sempre lembrar que o nosso vizinho, é o nosso parente mais próximo. As CEBs são portanto um jeito de ser Igreja. De ser Igreja comprometida com a transformação da Sociedade. Surgiram como uma resposta no jeito brasileiro, aos apelos do Concílio Vaticano II. Foram se fortalecendo com a força do Espírito que foi fazendo florescer os Encontros Latino Americanos e Caribenhos, e com tantas testemunhas do Reino; ainda com muito sangue derramado na defesa da Vida e na luta por Justiça.
    Inspirados nas primeiras comunidades cristãs (Livro dos Atos dos Apóstolos), estas comunidades foram se multiplicando e levando a Igreja a ter atitudes frente aos desafios da época. Hoje temos uma nova realidade, com novos desafios, e por isso procuram ler o momento presente e ajudar a sociedade a vencer esses desafios.
    Queremos reafirmar que as CEBs continuam sendo um ”sinal da vitalidade da Igreja” (RM,51). Os discípulos e as discípulas de Cristo nelas se reúnem para uma atenta escuta da Palavra de Deus, para a busca de relações mais fraternas, para celebrar os mistérios cristãos em sua vida e para assumir o compromisso de transformação da sociedade. Além disso, como afirma Medellín, as comunidades de base são “o primeiro e fundamental núcleo eclesial , célula inicial da estrutura eclesial e foco de evangelização e, atualmente, fator primordial da promoção humana “(DMd, 15)
    Pedimos a intercessão da Senhora do Rocio, para que proteja todo o nosso querido Paraná” conclui Pe. Osvaldo José dos Santos, Coordenador do 6º Intereclesial das CEBs

Ter uma religião ajuda a reduzir a ansiedade e melhora a imunidade

Espiritualidade implica menor prevalência de depressão, abuso de drogas e suicídio, além de melhor qualidade de vida, maior capacidade de lidar com a doença, menor mortalidade e tempo de internação
Espiritualidade implica menor prevalência de depressão, abuso de drogas e suicídio, além de melhor qualidade de vida, maior capacidade de lidar com a doença, menor mortalidade e tempo de internação


A tradição diz que a fé move montanhas. E, além disso, ajuda a reduzir a ansiedade, segundo estudo publicado recentemente pela revista Psychological Science, dirigido por Michael Inzlicht, psicólogo da Universidade de Toronto, no Canadá.

O especialista aplicou um teste denominado Stroop, que utiliza eletrodos para controlar a cognição e avaliar respostas cerebrais a determinados estímulos num grupo de voluntários. E os resultados mostraram que quanto maior o nível de religiosidade, menor a atividade do córtex cingular anterior, vinculado ao controle inconsciente do perigo e dos problemas. O achado foi batizado de Marcador Neural de Convicções Religiosas.

O médico Mario Peres, pesquisador sênior do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein, afirma que existem muitos estudos epidemiológicos que evidenciam os benefícios da fé, da espiritualidade ou religiosidade para doenças mentais, menor prevalência de depressão, abuso de drogas e suicídio, melhor qualidade de vida, maior capacidade de lidar com a doença, menor mortalidade e tempo de internação, e ainda melhor função imunológica.

“Como os dados recentes para o Brasil indicam que 92,6% da população possui uma religião, falar sobre o sentido do sofrimento, no contexto de um tratamento médico, é um novo paradigma que, se não colabora para a cura do paciente, lhe garante melhora da qualidade de vida”, diz o especialista.

“A medicina integrativa é uma abordagem medica que visa a cura, abordando a pessoa em seu todo, corpo, mente e espírito, enfatizando as relações terapêuticas entre médico e paciente”, explica o médico Paulo de Tarso Lima, coordenador do Setor de medicina Integrativa e Complementar do Programa Integrado de Oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein.

“Na prática, há um compromisso de comunicação entre o grupo de terapeutas envolvidos no tratamento, sem perder de vista a ideia de que a saúde do paciente não depende só desses profissionais”. “A meta comum deve ser estimular o autocuidado como valor para a vida, pois curar-se é também a capacidade de transcender a experiência do sofrimento”, conclui Lima.

Fonte: UOL

Ateus ou agnósticos tendem a agir mais por compaixão do que os mais religiosos, diz estudo

Pesquisa feita na Universidade da Califórnia, em Berkeley, sugere que pessoas muito religiosas são menos motivadas pela compaixão ao ajudar um estranho do que ateus e agnósticos.

Em três experimentos, cientistas detectaram que a compaixão é o que faz pessoas menos religiosas serem mais generosas. Já para os mais crentes,  compaixão não tem tanta relação com generosidade, segundo os resultados publicados na revista Social Psychological and Personality Science.
Os dados desafiam a noção de que atos de generosidade e caridade são motivados por empatia e compaixão. Segundo os pesquisadores, isso acontece mais com pessoas menos ou nem um pouco religiosas.

“Nós descobrimos que, para pessoas menos religiosas, a força da conexão emocional com a outra pessoa é fundamental para determinar o quanto o outro será ajudado ou não”, diz o psicólogo social Robb Willer, coautor do estudo. Ele conta que para os mais religiosos, no entanto, a generosidade é baseada menos na emoção e mais em fatores como doutrina, senso de comunidade ou preocupações com a reputação.

A compaixão é definida no estudo como a emoção que sentimos ao ver outra pessoa sofrendo e nos motiva a ajudar, mesmo que isso nos traga algum custo.

O estudo analisou a relação entre compaixão, religião e generosidade, mas não identificou o motivo pelo qual religiosos agem menos por compaixão do que os outros. Os pesquisadores acreditam, no entanto, que essas pessoas são mais guiadas por um senso de obrigação moral.

“Nossa hipótese é que a religião muda a forma como a compaixão tem impacto no comportamento generoso”, afirma Laura Saslow, que participou da pesquisa como estudante de doutorado.

Ela relata que decidiu estudar o assunto depois de ouvir um amigo lamentar que havia feito uma doação às vítimas do terremoto do Haiti apenas depois de assistir a um vídeo emocionante em que uma mulher era salva dos destroços, e não pela compreensão lógica de que era preciso ajudar.


Fonte: UOL