terça-feira, 1 de maio de 2012

Ter uma religião ajuda a reduzir a ansiedade e melhora a imunidade

Espiritualidade implica menor prevalência de depressão, abuso de drogas e suicídio, além de melhor qualidade de vida, maior capacidade de lidar com a doença, menor mortalidade e tempo de internação
Espiritualidade implica menor prevalência de depressão, abuso de drogas e suicídio, além de melhor qualidade de vida, maior capacidade de lidar com a doença, menor mortalidade e tempo de internação


A tradição diz que a fé move montanhas. E, além disso, ajuda a reduzir a ansiedade, segundo estudo publicado recentemente pela revista Psychological Science, dirigido por Michael Inzlicht, psicólogo da Universidade de Toronto, no Canadá.

O especialista aplicou um teste denominado Stroop, que utiliza eletrodos para controlar a cognição e avaliar respostas cerebrais a determinados estímulos num grupo de voluntários. E os resultados mostraram que quanto maior o nível de religiosidade, menor a atividade do córtex cingular anterior, vinculado ao controle inconsciente do perigo e dos problemas. O achado foi batizado de Marcador Neural de Convicções Religiosas.

O médico Mario Peres, pesquisador sênior do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein, afirma que existem muitos estudos epidemiológicos que evidenciam os benefícios da fé, da espiritualidade ou religiosidade para doenças mentais, menor prevalência de depressão, abuso de drogas e suicídio, melhor qualidade de vida, maior capacidade de lidar com a doença, menor mortalidade e tempo de internação, e ainda melhor função imunológica.

“Como os dados recentes para o Brasil indicam que 92,6% da população possui uma religião, falar sobre o sentido do sofrimento, no contexto de um tratamento médico, é um novo paradigma que, se não colabora para a cura do paciente, lhe garante melhora da qualidade de vida”, diz o especialista.

“A medicina integrativa é uma abordagem medica que visa a cura, abordando a pessoa em seu todo, corpo, mente e espírito, enfatizando as relações terapêuticas entre médico e paciente”, explica o médico Paulo de Tarso Lima, coordenador do Setor de medicina Integrativa e Complementar do Programa Integrado de Oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein.

“Na prática, há um compromisso de comunicação entre o grupo de terapeutas envolvidos no tratamento, sem perder de vista a ideia de que a saúde do paciente não depende só desses profissionais”. “A meta comum deve ser estimular o autocuidado como valor para a vida, pois curar-se é também a capacidade de transcender a experiência do sofrimento”, conclui Lima.

Fonte: UOL

Ateus ou agnósticos tendem a agir mais por compaixão do que os mais religiosos, diz estudo

Pesquisa feita na Universidade da Califórnia, em Berkeley, sugere que pessoas muito religiosas são menos motivadas pela compaixão ao ajudar um estranho do que ateus e agnósticos.

Em três experimentos, cientistas detectaram que a compaixão é o que faz pessoas menos religiosas serem mais generosas. Já para os mais crentes,  compaixão não tem tanta relação com generosidade, segundo os resultados publicados na revista Social Psychological and Personality Science.
Os dados desafiam a noção de que atos de generosidade e caridade são motivados por empatia e compaixão. Segundo os pesquisadores, isso acontece mais com pessoas menos ou nem um pouco religiosas.

“Nós descobrimos que, para pessoas menos religiosas, a força da conexão emocional com a outra pessoa é fundamental para determinar o quanto o outro será ajudado ou não”, diz o psicólogo social Robb Willer, coautor do estudo. Ele conta que para os mais religiosos, no entanto, a generosidade é baseada menos na emoção e mais em fatores como doutrina, senso de comunidade ou preocupações com a reputação.

A compaixão é definida no estudo como a emoção que sentimos ao ver outra pessoa sofrendo e nos motiva a ajudar, mesmo que isso nos traga algum custo.

O estudo analisou a relação entre compaixão, religião e generosidade, mas não identificou o motivo pelo qual religiosos agem menos por compaixão do que os outros. Os pesquisadores acreditam, no entanto, que essas pessoas são mais guiadas por um senso de obrigação moral.

“Nossa hipótese é que a religião muda a forma como a compaixão tem impacto no comportamento generoso”, afirma Laura Saslow, que participou da pesquisa como estudante de doutorado.

Ela relata que decidiu estudar o assunto depois de ouvir um amigo lamentar que havia feito uma doação às vítimas do terremoto do Haiti apenas depois de assistir a um vídeo emocionante em que uma mulher era salva dos destroços, e não pela compreensão lógica de que era preciso ajudar.


Fonte: UOL

segunda-feira, 30 de abril de 2012

12º ENCONTRO DIOCESANO DE CEBs - Caxias do Sul

        Uma das atividades que aconteceu no 12º Encontro Diocesano de Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), no último final de semana, na paróquia Menino Deus, em Caxias do Sul, foi a reflexão sobre a saúde na agricultura familiar, na economia solidária, na vida comunitária, na política e na família.
        As cinco oficinas, realizadas na tarde de sábado, foram distribuídas em comunidades da paróquia, cada uma delas debatendo um aspecto com assessores convidados. Na manhã do domingo, após a celebração eucarística, os grupos apresentaram os resultados do debate.

        Confira abaixo algumas imagens das oficinas:

A saúde que vem da convivência comunitária:




A saúde que vem da economia solidária:




A saúde que vem da família:




A saúde que vem da agricultura familiar:





A saúde que vem da política:




Apresentação do resultado das reflexões das oficinas, na celebração eucarística, no domingo de manhã:






Na cidade de Caxias do Sul o 12º encontro  de CEBs da diocese de Caxias do Sul. 

Dias 28 e 29 de abril de 2012, nos bairros Serrano,  Eldorado, Santo Antônio, Jardim Iracema e São Ciro II.

 oficina - Abertura do encontro de CEBs no bairro São Ciro II 


Na manhã deste sábado, 28 de abril, na paróquia Menino Deus, bairro Serrano, em Caxias do Sul, iniciou o 12º Encontro Diocesano de Comunidades(CEBS), com o tema Missão e Ecologia  com o lema:Comunidade: vida com saúde. Os participantes foram acolhidos no salão paroquial, onde aconteceu o credenciamento e um momento de animação.


Apresentação dos participantes

Em seguida, o grupo se dirigiu à igreja, onde ocorreu uma reflexão sobre o tema do encontro, que foi conduzida por Dom Paulo Morelli, (bispo emérito da diocese de Duque de Caxias) dentro do espírito de compreensão e animação das comunidades eclesiais de base.
À tarde ocorreram oficinas nas comunidades da Paróquia Menino Deus do bairro Serrano o tema foi a saúde que vem da vida comunitária. No Eldorado na igreja São Leonardo Murialdo, com o tema economia solidaria, no bairro Santo Antônio na igreja Santo Antônio com o tema Saúde que vem da família, jardim Iracema na igreja São José com o tema a saúde que vem da agricultura família e no bairro São Ciro II na igreja Santa Clara a oficina a saúde que vem da política economia solidária.  


Equipe da acolhida na Comunidade Santa Clara

Na parte da tarde a equipe de reportagem acompanhou a oficina de saúde e política na comunidade do bairro São Ciro II no salão da igreja Santa Clara. O padre Jorge Parizotto falou sobre o tema a saúde com o tema saúde se difunde sobre a terra. Conforme o padre Jorge ponderou dividiu em 3 pontos a realidade da comunidade e o evangelho. O segundo ponto, o que se deve fazer, o agir as experiências dentro da comunidade, e por último o compromisso das CEBs dentro da saúde, no ver, julgar e agir.


Momentos antes da palestra

 Depois da abertura com o padre tivemos a ex-secretaria da saúde da administração PEPE, Justina Onzi palestrando sobre a saúde com o tema da campanha da fraternidade, do dever dos governos sobre a saúde e das leis, assim seguiu a palestra sobre a saúde.
 Após a palestra o grande grupo foi dividido em 3 grupos onde foi debatido a questão sobre a política e a saúde. A seguir os participantes concluíram assuntos ao grande grupo praticamente com os mesmos ideais, como por exemplo trazer pessoas com conhecimentos sobre a saúde no caso explicando para as comunidades este assunto. E  mais envolvimento das pastorais neste assunto.


Oficina sobre política e saúde com Justina Onzi falando sobre o assunto

 As atividades seguem no domingo dia 29 de abril na igreja Menino Deus do bairro Serrano.com a celebração, partilha das oficinas e os encaminhamentos para o Encontro Estadual de CEBs, nos dias 26 a 29 de julho na cidade de Santa Maria RS.       


Grupos de trabalho na parte da tarde

 Fotos:Mauro Edson de Souza

Entrevista com Padre Ranilson - Paroquia São Miguel - Crato - CE

"Não são os grandes planos que dão certo, mas os pequenos detalhes" (Padre Cícero)
Justiça e Profecia a Serviço da Vida. CEBs Romeiras do Reino no Campo e na Cidade


"Lá vem o trem das CEBs caminhando com o seu povo,


escuta meu amigo, venha ver o que há de novo..."

E o que há de novo nesta caminhada das CEBs é o 13º vagão que está chegando, apitando e chamando todos para ver de perto as novidades e experiências do seu povo ROMEIRO DO REINO. Estamos nos preparando para receber neste vagão os representantes de várias comunidades, quilombolas, índios, índias, delegados, delegadas, leigos, leigas,  líderes sindicais, animadores das comunidades e entre eles bispos, padres, religiosos e religiosas. São as Comunidades Eclesiais de Base sacudindo, fazendo tremer o chão do Nordeste com o 13º Intereclesial das CEBs que será de 07 a 11 de janeiro de 2014, em Juazeiro do Norte/CE, na Diocese de Crato, do Regional NE I. As CEBs são comunidades ligadas principalmente à Igreja Católica que incentivadas pelo Vaticano II (1962-1965), se espalharam nos anos 70 e 80 pelo Brasil e América latina.
E em preparação a este grande encontro entrevistamos o Pe. José Ranilson Belém de Souza que participou do 12º Intereclesial em Porto Velho/RO para nos dizer como foi sua participação e assim possamos compreender o que estar por vir.
A Ação - Pe. Ranilson, fale-nos sobre o seu conhecimento, sua vivência como delegado no 12º Intereclesial das CEBs, que aconteceu em Porto Velho/Ro, de 21 a 25 de julho de 2009?
Pe. Ranilson – O Intereclesial das CEBs é muito mais do que um grande encontro. É um testemunho marcante, que manifesta toda a dinamicidade da Igreja de Jesus Cristo e que ela continua vivendo o seu ensinamento, na busca de uma sociedade mais fraterna e solidária, concretizando o Evangelho por meio da partilha dos valores evangélicos, sem discriminação de sexo, raça, condição socioeconômica e buscando valorizar as experiências positivas que existem na fé daqueles que pensam diferente. O Intereclesial transcende a grande semana de Celebrações, meditações, apresentações e partilhas vividas durante o encontro, pois envolve um incontável número de pessoas no processo de preparação e trazem frutos indiscutíveis para o pós-encontro: uma Igreja que se organiza e que não concentra tarefas nas mãos de um grupo ou pessoas, que é animada pelo Espírito Santo que a conduz, que é mais consciente do seu papel no mundo de construtora do Reino de Deus já aqui na terra e que celebra as dores do Cristo Crucificado nas cruzes de cada irmão que sofre e se alegra na Ressurreição de Jesus que vence o pecado e a cultura de morte imposta pela sociedade hedonista. Para mim foram marcantes os encontros de preparação, longa e animada viagem que fizemos com os delegados do Regional Nordeste 1 para Porto Velho, a receptividade dos irmãos de Rondônia, os momentos de orações, encarnados na experiência e na realidade de várias culturas, no tocante à dos índios, o testemunho de vida de muitos que partilharam, os momentos de estudo da temática sobre a realidade da ecologia, a motivação para um novo jeito de ser Igreja...
A Ação - Qual a sua experiência com as Comunidades Eclesiais de Base?
Pe. Ranilson – No pouco tempo que passei como pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Juazeiro do Norte-Ce, pude perceber com mais clareza o que são as CEBs. Logo a paróquia estava vivenciando o auge das Santas Missões Populares realizadas em nossa Diocese de Crato. Os encontros e celebrações nos setores paroquiais, o envolvimento das pessoas e dos grupos que não ficavam fechados nos trabalhos de suas pastorais me fez ver que é possível sim, ser uma Igreja mais dinâmica, de pessoas que compartilham a sua fé e os seus bens, mesmo na sua pobreza, que se interessam pelos desafios uns dos outros, que interagem com a natureza e que assim vivem mais coerentemente a sua relação com Deus. Porém, há muito ainda que se conquistar: maior dedicação à oração e à espiritualidade, escuta mais atenta à Palavra de Deus, abertura para novas realidades, superação de rivalidades entre alguns grupos ou pessoas e acima de tudo perdão como expressão de amor para as fraquezas do próximo.
A Ação - Qual sua motivação para o 13º Intereclesial das CEBs?
Pe. Ranilson – Na “Oração Sacerdotal” Jesus reza ao Pai: “Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste” (cf. Jo 17,21). Esta é com certeza a grande meta que todos nós como Igreja devemos aspirar neste instante. Porém, para isso, não podemos esquecer de que é na capacidade de servir uns aos outros que construiremos uma família de irmãos no mundo e para isso, lembremo-nos do mandamento de Jesus na última Ceia: “Amai-vos uns aos outros. Como eu vos tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (cf. Jo 13,34b-35). A lei do Amor é a Justiça de Cristo: para nós que peregrinamos em “Comunidade”, em romaria neste mundo rumo à realização do Reino de Deus no Céu, no Campo e na Cidade, onde nossa fé se concretiza em gestos a Serviço da vida, de Vida Plena para todos!


Justiça e Profecia a Serviço da Vida. CEBs Romeiras do Reino no Campo e na Cidade




 Rozelia Costa
Secretariado Nacional das CEBs - Setor Comunicação

Manifesto de Repudio - Codigo Florestal : SE MANIFESTEM!!!

MANIFESTO DE REPÚDIO
 
"Estamos num momento crítico da história da Terra, no qual a humanidade deve escolher o seu futuro (.). A nossa escolha é essa: ou formamos uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros ou então arriscamos a nossa própria destruição e a da diversidade da vida".
Carta da Terra
                             O CNLB Regional Sul 1 - SP, organismo da Igreja Católica que congrega e articula os cristãos leigos e leigas do Estado de São Paulo, vem a público manifestar seu repúdio pela versão do Código Florestal Brasileiro aprovada pela Câmara dos Deputados; e juntamente com inúmeros movimentos sociais, igrejas, ONGs, cientistas e ambientalistas, engrossamos as fileiras dos que conclamam a sociedade brasileira para se opor ao texto aprovado.
                            As novas relações sociais que pretendemos construir não podem deixar de pressupor a natureza como protagonista de diretos. A visão débil de que o homem pode dispor como quiser da biosfera já começa a gerar impactos permanentes no planeta: tudo indica que somos contemporâneos de uma crise ambiental sem precedentes, e que ela marcará uma necessária tomada de posição para garantir um futuro amistoso para a humanidade.
A lei deve garantir que a produção agrícola necessita estar alinhada à responsabilidade ambiental do produtor, responsabilizando-o, inclusive criminalmente, pelo uso destrutivo da terra e dos recursos naturais nela encerrados. O limite não pode ser ultrapassado quando do outro lado está a integridade dos biomas, fonte dos recursos energéticos e materiais que garantem a sobrevivência humana.
Neste sentido, convocamos todos os homens e mulheres de boa vontade para pressionar pelo veto presidencial à versão aprovada e posterior reformulação do texto legal, e desta forma contemplar os anseios de milhões de brasileiros que se manifestam em favor de uma sociedade economicamente justa e ambientalmente sustentável.
São Paulo, 27 de abril de 2012.
Presidência do CNLB Regional Sul 1.

MANIFESTE SEU APOIO AO VETO PRESIDENCIAL
Mande um e-mail para: gabinetepessoal@presidencia.gov.br
"Presidenta Dilma Rousseff, sou a favor do veto ao Código Florestal aprovado na Câmara dos Deputados"

sábado, 28 de abril de 2012

Bispos do Brasil divulgam nota sobre eleições municipais


No encerramento da 50ª Assembleia Geral, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresentou uma mensagem de orientação a todos seus fiéis para orientá-los no exercício da cidadania nas próximas eleições municipais.

Em sintonia com este momento importante para o país, assim os bispos são chamados a dar uma palavra que “ilumine e ajude” as comunidades eclesiais e todos os eleitores, chamados a exercer um de seus mais expressivos deveres de cidadão, que é o voto livre e consciente. 


As eleições municipais têm uma característica própria em relação às demais por colocar em disputa os projetos que discutem sobre os problemas mais próximos do povo: educação, saúde, segurança, trabalho, transporte, moradia, ecologia e lazer. 

“Trata-se de um processo eleitoral com mais participação da população porque os candidatos são mais visíveis no cotidiano da vida dos eleitores”, destaca a nota.

Desde modo, a Igreja Católica no Brasil orienta para que seus fiéis estejam atentos aos valores que definem o perfil de seus candidatos.

“Estes devem ter seu histórico de coerência de vida e discurso político referendados pela honestidade, competência, transparência e vontade de servir ao bem comum. Os valores éticos devem ser o farol a orientar os eleitores, em contínuo diálogo entre o poder local e suas comunidades”, reforça a CNBB.

Dom Damasceno espera que os políticos cumpram seu cargo recebido através de um gesto de confiança de seus eleitores, com responsabilidade e a serviço da comunidade.

“A política é uma das forças mais sublimes do exercício da caridade, do amor. O político verdadeiro é aquele que se coloca 24 horas por dia a serviço do bem do país, não aquele que faz da política um meio de se enriquecer, de apenas atender o interesse de seus grupos, exercendo uma política fisiológica e corporativista, mas aquele que pensa no bem da sociedade, especialmente dos mais pobres e necessitados”, reforça Dom Damasceno.

O episcopado brasileiro recordou ainda o importante instrumento contra a corrupção que foi a aprovação da Lei da Ficha Limpa, um passo importante para “colocar fim à corrupção, que ainda envergonha o nosso país”.

“Há um desejo de toda a população de que a Ficha Limpa não seja aplicada só aos políticos, só aos candidatos a prefeito e vereador, mas todos aqueles que vão ocupar um cargo. O bom prefeito, bom vereador deve escolher também colaboradores competentes, honestos, capazes de ajudá-lo no exercício de sua função”, esclarece ainda Dom Damasceno. 
Nota na integra:

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), reunida em sua 50ª Assembleia Geral, em Aparecida – SP, de 18 a 26 de abril de 2012, saúda a população brasileira, em sintonia com os importantes acontecimentos que marcam o país neste ano, especialmente as eleições municipais no próximo mês de outubro. Expressão de participação democrática, as eleições motivam-nos a dizer uma palavra que ilumine e ajude nossas comunidades eclesiais e todos os eleitores, chamados a exercerem um de seus mais expressivos deveres de cidadão, que é o voto livre e consciente.

Inspira-nos a palavra do papa Bento XVI ao afirmar que a sociedade justa, sonhada por todos, “deve ser realizada pela política” e que a Igreja “não pode nem deve ficar à margem na luta pela justiça” (Deus Caritas Est 28). Para o cristão, participar do processo político-eleitoral, impulsionado pela fé, é tornar presente a ação do Espírito, que aponta o caminho a partir dos sinais dos tempos e inspira os que se comprometem coma construção da justiça e da paz.

As eleições municipais têm uma característica própria em relação às demais por colocar em disputa os projetos que discutem sobre os problemas mais próximos do povo: educação, saúde, segurança, trabalho, transporte, moradia, ecologia, lazer. Trata-se de um processo eleitoral com maior participação da população porque os candidatos são mais visíveis no cotidiano da vida dos eleitores. A sua importância é proporcional ao poder que a Constituição de 1988 assegura aos municípios na execução das políticas públicas.

Nos municípios, manifestam-se também as crises que o mundo atravessa, incluindo a própria democracia. Isso torna ainda mais importante a missão de votar bem, ficando claro para o eleitor que seu voto, embora seja gesto pessoal e intransferível, tem consequências para a vida do povo e para o futuro do País. As eleições são, portanto, momento propício para que se invista, coletivamente, na construção da cidadania, solidificando a cultura da participação e os valores que definem o perfil ideal dos candidatos. Estes devem ter seu histórico de coerência de vida e discurso político referendados pela honestidade, competência, transparência e vontade de servir ao bem comum. Os valores éticos devem ser o farol a orientar os eleitos, em contínuo diálogo entre o poder local e suas comunidades.

Ajuda-nos nesta tarefa instrumentos como as Leis de iniciativa popular 9.840/1999, contra a corrupção eleitoral e a compra de votos, e 135/2010, conhecida como Lei da Ficha Limpa, cuja constitucionalidade foi confirmada pelo Supremo Tribunal federal. Aos eleitores cabe ficarem de olhos abertos para a ficha dos candidatos e espera-se da sociedade a mobilização, como já ocorre em vários lugares, explicitando a necessidade de a “Ficha Limpa” ser aplicada também aos cargos comissionados para maior consolidação da democracia. Desta forma, dá se importante passo para colocar fim à corrupção, que ainda envergonha o nosso país.

O exercício da cidadania, no entanto, não se esgota no voto. É dever, especialmente de quem vota, a corresponsabilidade na gestação de uma nova civilização, fundamentada na defesa incondicional da vida, desde a fecundação até a morte natural; na promoção do desenvolvimento sustentável, possibilitando a justiça social e a preservação do planeta.

A educação para a cidadania é processo permanente. Para ela contribuem as Escolas e Grupos de Fé e Política que se multiplicam pelas dioceses do Brasil, além das variadas publicações de conscientização política. Entre estas, recordamos o Documento 91 da CNBB – Por um reforma do Estado com Participação Democrática e a Cartilha Eleições Municipais 2012: Cidadania para a Democracia, elaborada por organismos da CNBB. Exortamos nossas comunidades e lideranças a lançarem mão destes valiosos instrumentos, a fim de que participem conscientemente das eleições e assegurem a unidade em meio às diferenças próprias do sistema democrática. Merecem nosso apoio e incentivo, ainda, campanhas como a que estimula os jovens a exercerem responsavelmente deu direito de vota já a partir dos 16 anos.

Para o cristão, participar da vida política do município e do país é viver o mandamento da caridade como real serviço aos irmãos, conforme disse o PAPA PAULO VI: “A política é uma maneira exigente de viver o compromisso cristão ao serviço dos outros” (Octogesima Adveniens, 46). Só assim, seremos “fermento que leveda toda a massa” (G1 5,9).

Que Nossa Senhora Aparecida abençoes o povo brasileiro e ilumine candidatos e eleitores no exigente caminho da verdadeira política.

Aparecida, 21 de abril 2012.

Raymundo Cardeal Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB

José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís do Maranhão – MA
Vice-presidente da CNBB

Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília - DF
Secretário Geral da CNBB

Diocese de Serrinha-BA e as CEBs





No domingo, 15/04/2012, às 09:0h, aconteceu a Ordenação Diaconal do senhor João Miguel de Queiroz, na Paróquia de Santo Antônio Teofilândia-BA, que faz parte da Diocese de Serrinha-BA.
O evento contou com a participação do bispo Dom Ottorrino Assolari, o qual ordenou João Miguel, diácono permanente, e de vários padres de outras paróquias, além dos diáconos e seminaristas. Também se registrou a presença de outros padres da Diocese de Rui Barbosa que vieram prestigiar esse momento de benção para a Diocese de Serrinha-BA.
De acordo com os organizadores do evento, havia mais de 2500 pessoas no ginásio de esporte, local da celebração. Isso porque, o agora diácono permanente, João Miguel, é muito querido pelas comunidades da Paróquia Santo Antônio, pelos seus 22 anos serviços prestados às Comunidades Eclesiais de Base CEB’s. Sendo que, neste período, ele foi administrador paroquial por três vezes, o qual realizou um excelente trabalho, tendo aprovação dos bispos que lhe confiaram esta missão, como também de toda a comunidade paroquial.
Este acontecimento demonstra mais uma realização para a Diocese, uma vez que, se precisa cada vez mais de pessoas engajadas na missão evangelizadora, pois se sabe que  “a messe é grande, mas os trabalhadores são poucos, Lc 10,1-9”.

José Luiz O Batista 

Teofilândia-Ba