terça-feira, 3 de maio de 2011

Caminhada da Fraternidade reúne 8 mil pessoas no Cariri



Foto: Wilson Bernardo

O principal evento do dia 1º de maio no Cariri foi a "Caminhada da Fraternidade", em sua 21ª edição que, de acordo com os coordenadores, reuniu cerca de oito mil pessoas. Os manifestantes saíram da Igreja de São Francisco, na cidade do Crato, para o Santuário dos Franciscanos em Juazeiro do Norte, onde foi oferecido um café comunitário aos participantes. Entre os manifestantes, agricultores que foram pedir a São Francisco uma boa safra.

Durante o percurso de 13 quilômetros foram feitas reflexões sobre o tema da Campanha da Fraternidade que, este ano, aborda o tema do aquecimento global e, também, das mudanças climáticas.

O assunto foi levantado pelo padre Marcondes Torquato ao lembrar que "o gemido da criação aparece hoje na deterioração do meio ambiente, consequência de uma exploração descuidada e, muitas vezes, gananciosa dos recursos do planeta". Padre Marcondes destacou também que a caminhada não tem nenhuma conotação política partidária. "É uma festa de confraternização entre os Municípios de Crato e Juazeiro que, neste dia, se unem pelo trabalho a oração e a partilha".

Café da manhã

De acordo com o sacerdote, isso se configura no café comunitário que é organizado pelos paroquianos de São Francisco de Juazeiro do norte com o objetivo de acolher os cratenses.

A caminhada reúne trabalhadores, líderes sindicais e religiosos, profissionais liberais do Crato e Juazeiro numa festa de confraternização que começa às 4 horas da madrugada, quando os participantes são acordados com o pipocar dos fogos e termina com as bênçãos de São Francisco, que foi um defensor da natureza.

"Ao contemplar e usar a natureza, São Francisco somente vê reflexos da imagem, da bondade e da beleza de Deus, e ele renuncia à posse e à dominação. Brotou em São Francisco um respeito impressionante por todos os seres criados", justifica o padre Marcondes. "Uma fraternidade universal é sua característica", afirmou o padre.

Ele ainda pediu "que São Francisco "nos inspire novas atitudes e nos estimule a cuidar e cultivar o jardim de Deus, o mundo, que hoje necessita do socorro de verdadeiras e sinceras ações dos autênticos filhos e filhas de Deus".

Idealizada pelo padre Raimundo Elias, que se encontra em Portugal, a caminhada tem como foco a aproximação de duas cidades próximas na distância, mas separadas por preconceitos culturais. Para ele, trata-se da melhor forma de unir mais fraternamente as maiores populações do Cariri que se concentram no triângulo Crato, Juazeiro e Barbalha.

O padre Elias observa que, apesar dos avanços, ainda existem pessoas que alimentam resquícios separatistas por fatos culturais, políticos e religiosos ocorridos ao longo dos 100 anos de Juazeiro.


Fonte: Diário do Nordeste

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Carta aberta da Rede Cerrado em defesa do Código Florestal Brasileiro

Nós, membros da Rede Cerrado de ONGs e Movimentos Sociais, articulação que congrega centenas de instituições com atuação no bioma Cerrado, representando trabalhadores/as rurais, agroextrativistas, povos indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais da região, como geraizeiros, quebradeiras de coco, pescadores artesanais e profissionais de organizações não governamentais de assessoria, engajadas na defesa desse Bioma e de seus povos, manifestamos nosso posicionamento em defesa do Código Florestal Brasileiro.

Reconhecemos os esforços do Ministério do Meio Ambiente no sentido de promover um debate sério e qualificado junto ao Governo Federal, ao Congresso Nacional e à sociedade civil acerca das propostas de alteração da legislação ambiental brasileira, abrindo caminhos para a construção de uma reforma do Código Florestal que incorpora demandas dos diversos segmentos, aliando sob uma ótica sustentável as perspectivas de produção rural e conservação.

Neste sentido, entendemos que é fundamental garantir:

- a manutenção das definições e dimensões das Áreas de Preservação Permanente (APPs), para a proteção de nascentes e cursos d’água, de ecossistemas frágeis, da biodiversidade nativa e para evitar riscos de desastres como os ocorridos em 2008 na bacia do Itajaí, em Santa Catarina, e no início de 2011, no Rio de Janeiro, com perda de vidas e grandes prejuízos materiais;

- a manutenção dos percentuais de Reserva Legal (RL), facilitando os procedimentos para o uso sustentável de sua biodiversidade, a partir de planos de manejo simplificados no caso dos agricultores familiares; e garantindo a manutenção dos corredores biogeográficos, evitando assim extinção das espécies da fauna e flora brasileira;

- a incorporação do conceito de “agricultura familiar” de acordo com art. 3º da Lei Federal 11.326, de 24 de julho de 2006 (que estabelece as diretrizes para a formulação da Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais);

- condicionar a anistia das multas para proprietários que desmataram suas áreas irregularmente até 22 de julho de 2008 (Decreto 6.514/2008) à adesão ao Programa Mais Ambiente (Decreto 7.029/2009);

- a compensação de Reserva Legal (RL) na mesma microbacia, observando os critérios de equivalência em extensão e importância ecológica das áreas.

Consideramos ainda como crucial uma sólida estratégia governamental no sentido de apoiar os proprietários rurais que aderirem ao Programa Mais Ambiente com ampla assistência técnica qualificada para a adequação ambiental de suas propriedades.

Entendemos que a valorização da floresta em pé, por meio do fortalecimento de iniciativas que promovam o uso sustentável da biodiversidade nativa, é uma estratégia fundamental para garantir geração de renda no campo, manutenção de modos de vida tradicionais e de serviços ecossistêmicos em larga escala.

Assim como apontado pelos cientistas da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e da Academia Brasileira de Ciências (ABC), entendemos que, para a reforma do Código Florestal, “o conceito principal deverá ser o da construção de uma legislação ambiental estimuladora de boas práticas e garantidora do futuro e que proporcione, como política pública, a construção de paisagens rurais com sustentabilidade social, ambiental e econômica”.

Defendemos políticas democráticas e participativas que enxerguem o Brasil como uma nação multicultural e biodiversa.

Onde o desenvolvimentismo a qualquer custo e o conservacionismo de uma natureza mítica e intocável devem dar lugar a uma abordagem na qual o patrimônio natural e cultural devem ser fundadores de uma nova ordem política.

Onde florestas, savanas, cerrados, pantanais, caatingas, campos, restingas e manguezais e os seus povos devem ser reconhecidos, respeitados e considerados em uma estratégia de desenvolvimento e de sustentabilidade nacional e planetária.


Por coordenação Rede Cerrado

Pernambuco: Odebrecht tenta destruir a tradicional Festa da Lavadeira




“Ela tem demonstrado uma capacidade de resistência muito grande. Apesar de todo o descaso e, às vezes, perseguição, ela continua a existir e persistir no nosso país. Eu acredito que a cultura popular dá a todos nós um grande exemplo, e temos que aprender muito ainda com ela.”

(Ariano Suassuna)

CARTA DE APOIO

Nós, fazedores de cultura, artistas, ilês, entidades representativas e cidadãos paraibanos aqui representados repudiamos as atitudes nefastas e inconseqüentes protagonizadas pela multinacional Odebrecht e a decisão do Ministério Público Pernambucano em restringir a realização da Festa da Lavadeira (PE), bem como toda a cadeia produtiva responsável pelas tentativas de calar o povo e sua cultura, maior ferramenta de resistência do ser humano.

Há 25 anos na praia do Paiva, Cabo de Santo Agostinho-PE, acontece a Festa da Lavadeira, manifestação legítima e orgulhosamente popular, considerada o maior encontro de grupos tradicionais do Nordeste. Realizada sempre no dia 1º de maio, a festa também representa uma grande celebração e reflexão das demandas do mundo do trabalho.

A Festa da Lavadeira tem uma grande importância no processo de resistência popular, de fortalecimento da identidade do povo e sua autonomia, de resgate das tradições orais, de manifestação da fé. Todo dos esses elementos antes garantidos por todas as esferas da lei, hoje são silenciados ao se depararem com o poder do capital multinacional.

Assim como muitas áreas do litoral nordestino, a praia do Paiva vem sofrendo com os vários impactos ambientais e socioculturais do processo de privatização pela especulação imobiliária, que toma do povo espaços que lhes são de direito. Na tentativa de tornar a praia “menos popular” a Odebrecht, multinacional que vem impondo seus interesses de modo violento - cercando a área com arame farpado, contratando capangas, espalhando vidro no tradicional banho de lama da festa, entre outras atrocidades – e, atropelando a lei municipal que garante a realização da festa (Lei nº 2015/2022), conseguiu, junto ao Governo e Ministério Público Pernambucano, restringir a realização da Festa da Lavadeira para apenas o seu aspecto religioso, minando todo o evento.

Para o povo, a festa representa um espaço importante de trocas de conhecimentos, a maior referência de resgate, valorização, resistência e difusão da cultura popular, sobretudo no que tange as manifestações culturais de matriz africana e indígena.

Comprometidos com o processo democrático, reconhecemos que a Festa da Lavadeira contribui para o fortalecimento de grupos de cultura popular de todo o país, sobretudo do nordeste, seja através da divulgação e valorização dos mesmos, seja através da promoção de intercambio real entre os grupos e estados.

Exigimos do poder público o respeito devido às manifestações populares, acreditando na cultura como a grande forma de expressão o povo e com a certeza de que essa perda não é só do povo pernambucano, mas sim todo o movimento de fortalecimento da identidade cultural brasileira.

Solidários, assinam,

Ateliê Multicultural Elioenai Gomes

Grupo Zumbi de Cultura Popular

Grupo Raízes de Ritmos Afroindígenas

Centro Popular de Cultura

Escola Mukambu de Capoeira Angola

domingo, 1 de maio de 2011

Diocese de Crato realiza a II Assembleia em preparação ao 13º Intereclesial das CEBs

Pe.Vileci Vidal
A Diocese de Crato, preparando-se para celebrar o seu centenário e em comunhão com toda a Igreja na América Latina e Caribe, que é “chamada a relançar com fidelidade e audácia sua missão” (DAp 11), manifesta imensa alegria e gratidão a Deus por acolher o 13º Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base – CEBs, de 7 a 11 de janeiro de 2014. Isto é um verdadeiro kairós que acontecerá no meio dessa Igreja romeira e missionária. Acredita-se que a religiosidade do povo, a riqueza de suas expressões culturais, o célebre crescimento da religião e, sobretudo, a frutuosa experiência das Santas Missões Populares, vivenciada nos anos 2007 a 2010 nas comunidades, reafirmam a identidade eclesial que há quase cem anos se vai construindo e apresentam os desafios para uma evangelização cada vez mais encarnada.
Imbuída nas preparações para este grande acontecimento, acontecerá neste final de semana, nos dias 29 e 30 de abril, a II Assembléia das CEBs diocesana que refletirá sobre o histórico das CEBs no Brasil e o rosto das CEBs na diocese, tendo como meta a organização das equipes paróquias para o 13º Intereclesial. As questões que serão colocadas em debate são: não basta ter fé, mas saber que tipo de fé se tem; qual a importância da comunidade para a experiência de fé; e de que forma está se articulando uma rede de solidariedade a serviço da vida? No domingo, dia 1º de maio, a assembléia se encerra com a participação de todos na caminhada dos trabalhadores que acontecerá no percurso de 15 km entre Crato e Juazeiro do Norte.
O objetivo é continuar construindo comunidades eclesiais vivas, unidas e acolhedoras, que levem a todos ao encontro com a pessoa de Jesus Cristo, tornando-os protagonistas na missão e organizando as paróquias em rede de comunidades.

Pe. Vileci Basílio Vidal - Coord. 13º Intereclesial

Projeto Memória e Caminhada das CEBs recebe o educador popular João Maria


João Maria visita o projeto memória e caminhada e grava uma entrevista contando suas impressões, experiências e o pouco do que sabe sobre a história das Comunidades Eclesiais de Base.

Projeto Memória e Caminhada recebe o educador popular João MariaO Projeto Memória e Caminhada teve a satisfação em receber João Maria Van Damme. O encontro aconteceu no dia 14 de abril, na sala do Projeto, na Universidade Católica de Brasília. João Maria esteve presente em Brasília para participar de reuniões com ONG’s que atuam com políticas públicas e no intervalo destas reuniões compareceu no Memória e Caminhada para a gravação de uma entrevista e uma rodada de conversas.

João Maria Van Damme, sacerdote belga, há 35 anos no Brasil, especificamente no Maranhão, é professor do Instituto de Estudos Superiores do Maranhão (Iesma), coordenador da Associação de Saúde da Periferia do Maranhão (ASP) – ONG que presta serviços na área de saúde pública – membro do Conselho Municipal de Saúde de São Luís, educador popular, e assessor da equipe de coordenação de CEBs do Regional Nordeste V, Maranhão.

O projeto Memória e Caminhada está retomando em suas atividades o trabalho de memória oral das CEBs. Trabalho este que já vinha sendo realizado em outros momentos. O registro da memória oral das CEBs está sendo feito através de entrevistas gravadas no formato de vídeo e a perspectiva é atingir um grande número de pessoas que fizeram parte da história das CEBs e continuam fazendo das CEBs uma realidade.

Na primeira experiência foi gravada uma entrevista de 25 min. com o Pe. Vileci Vidal (Crato-CE), coordenador nacional do secretariado, para o 13° Intereclesial de 2014. Esta entrevista encontra-se no processo de finalização da edição e logo estará disponível na web.

A entrevista com João Maria Van Damme (MA) foi a segunda experiência deste projeto de memória oral. A entrevista realizada conta com 4 horas de gravação em que João Maria nos relata suas experiências, impressões e conhecimentos sobre a história das CEBs no Brasil e especificamente no Maranhão.Trata-se de um riquíssimo relato que de agora em diante passará a integrar o Acervo do Projeto Memória e Caminhada.

Equipe Memória e Caminhada


Fonte: Memória&Caminhada - UCB

Seminário discute sobre impactos de possivel mineração de urânio e fosfato no Ceará

Seminário discute os impactos socioambientais e para a saúde humana da possivel mineração de urânio e fosfato no Ceará




Nos dias 04 a 06 de maio de 2011, em Itatira – Ceará, as entidades CPT, MST, Núcleo Tramas – UFC, Cáritas Diocesana de Sobral e ONG Cactus estarão realizando um seminário de estudo sobre os impactos da possível mineração de urânio e fosfato no Ceará.
A mina de Itataia, localizada há 60km do município de Santa Quitéria e dentro dos limites geográficos deste, é a maior do Brasil. O coletivo de entidades decidiu realizar o seminário em Itatira pela proximidade da mina com este município, de apenas 16km, o qual será mais atingido do que todos os outros(...)
Com a retomada dos programas nucleares em diversos países da América Latina, inclusive no Brasil, o Governo Federal pretende ativar esta mina, mesmo com todos os impactos socioambientais e para a saúde humana que este empreendimento trará. É mais uma investida do grande capital na obtenção de lucros desenfreados, em detrimento da qualidade de vida das populações locais. O consórcio responsável pela mineração é formado pela INB (Indústrias Nucleares do Brasil) e a Galvani.
Os recentes tristes acontecimentos no Japão (terremoto e tsnumani), que atingiram os reatores da usina atômica de Fukushima Daiichi, causando acidentes nucleares de grandes proporções, intensificaram o debate sobre a produção de energia nuclear, comprovando que não é uma energia limpa e nem segura. Todo o ciclo do urânio, desde a extração à sua utilização como combustível nas usinas nucleares, é perigoso e altamente poluidor.
Mesmo com todas as evidências, o governo brasileiro insiste em continuar firme com o seu programa nuclear, anunciando a continuidade da construção de Angra III e mais quatro usinas atômicas no Nordeste.
Isso é comprovado na recente matéria publicada pelo Diário do Nordeste (26 de abril de 2011), sobre o 7º Fórum de Debates, organizado pelo Centro Industrial do Ceará (CIC) e Fundação Ulisses Guimarães, que contou com a presença da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, representantes da Petrobrás, INB, governo do Estado e parlamentares.
A seguir, algumas informações dadas pelo presidente da INB, Alberto Tranjan Filho neste evento, segundo a reportagem:
• “... o início da operação, prevista inicialmente para fim de 2013, ficou pra julho de 2015...
• ... o atraso ocorre por conta do licenciamento ambiental, que está sendo refeito...
• ... o licenciamento das usinas será de responsabilidade apenas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que exige novos Estudo e Relatório de Impactos Ambientais (EIA/RIMA)...
• ... o EIA/RIMA deve ser entregue em fevereiro do próximo ano...
• ‘O cronograma segue em comum acordo entre INB e Conselho Nacional de Energia Nuclear (Cnem) no intuito de reduzir o tempo para licenciamento’...
• ... mas a realização de audiências públicas podem atrasar o cronograma... (sic!)
• ... investimento de R$ 700 milhões, oriundos da Galvani, que vai extrair o fosfato para produção de fertilizantes, a receita líquida da produção será entre US$ 300 milhões e US$ 500 milhões por ano.
• ... A produção começa em 1.100 toneladas por ano de urânio até 2020. Depois, cresce para 1.500 t/ano. No caso do fosfato, a produção inicial será de 240 mil
toneladas por ano até 2020, quando subirá para 280 mil toneladas/ano...
• ... A única usina de urânio em operação hoje no Brasil situa-se em Caetité, na Bahia, e produz 400 toneladas por ano...
• ... Juntas, Caetité e Itataia, irão abastecer as usinas nucleares no Brasil, sendo
que duas estão funcionando (Angra I e II), uma está em construção (Angra III), outras quatro serão anunciadas...
• ... ‘Este é o projeto mais importante da INB’ ”
Alguns pontos são muito questionáveis. Em nenhum momento, analisando a reportagem, o presidente da INB demonstrou preocupação com os últimos acontecimentos no Japão em relação à produção de energia nuclear e a segurança das populações, seguindo firme no projeto de concretização da mineração.
O investimento é muito alto e maiores os lucros. Questionamos: Quem vai, de fato, lucrar com este empreendimento? O progresso virá? Para quem? Que tipode de progresso é este? O que vai ficar para as comunidades do entorno e para o meio ambiente? Grandes obras, grandes impactos, grandes injustiças!
A realização de audiências públicas é vista como atraso no cronograma (sic!).
O governo federal e governos estaduais continuam empurrando de goela abaixo as grandes obras por todo o Brasil e fazendo “corpo mole” na hora de investir na agricultura familiar camponesa, nos projetos alternativos de convivência com os biomas e na concretização de reformas importantes para a democracia, como a reforma política, tributária e agrária.
Este seminário terá como objetivo formar militantes e agentes dos movimentos, pastorais sociais e lideranças das comunidades do entorno no enfrentamento da mineração, informar sobre o processo licitatório e traçar estratégias de ação, com planejamento de atividades coletivas em todos os municípios atingidos pela mineração.
Além dos militantes e agentes de movimentos e pastorais sociais que atuam na região, participarão representantes de todas as comunidades do entorno da mina, professores universitários, pesquisadores e ainda um grupo da CPT BA que atua na região de Caetité, para um intercâmbio.
Esperamos que este seminário seja um momento privilegiado de fortalecimento da luta em defesa da vida e do meio ambiente.

A seguir, a programação completa do seminário.

Por Thiago Valentim
CPT CE

SEMINÁRIO

A Mineração de Urânio e Fosfato e seus impactos socioambientais e para a saúde humana
Itatira – CE, 04 a 06 de maio de 2011

PROGRAMAÇÃO

04/05/2011
08h – Chegada, café
09h – Acolhida – Mística – Apresentação – Objetivos e Programação
10h – Exposição sobre o Nuclearismo (Pe. Ricardo Lee Cornwall – Quixadá), o Modelo Energético Brasileiro e Alternativas Energéticas (Prof. Paulo Carvalho/UFC) e A questão energética no contexto do modelo de desenvolvimento capitalista (MAB), seguidas de debate.
12h – Almoço
14h – Mesa Redonda: O Modelo de Desenvolvimento Capitalista – impactos socioambientais e para a saúde humana

Expositores:

1. A ideologia do desenvolvimento e a Mineração de Urânio e Fosfato: impactos socioambientais e para a saúde humana: Profa. Raquel Rigotto - Núcleo TRAMAS - Trabalho Meio Ambiente e Saúde para a Sustentabilidade / Departamento de Saúde Comunitária / UFC.
2. A Matriz Energética Brasileira (MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens).
3. O agronegócio na Chapada do Apodi: Prof. Hidelbrando Soares - Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos (FAFIDAM) / UECE.
4. As obras de infra-estrutura para a implantação dos projetos de desenvolvimento – a questão da água: Dra. Soraya Vanini Tupinambá - Frente Cearense Por Uma Nova Cultura da Água e Contra a Transposição das Águas do Rio São Francisco.
5. A Carcinicultura e as Usinas Eólicas: Prof. Jeovah Meireles - Departamento de Geografia / UFC.
6. A Industrialização no Pecém: Representante da comunidade de Bolso-São Gonçalo do Amarante.

16h – Intervalo/Lanche
16:30h – Retorno/Continuação
18h – Intervalo/Jantar
19:30 – Exibição de Vídeo (a escolher)

05/05/2011
07h – Café
07:45h - Mística
8h – Licenciamento e Equidade Ambiental (Maiana Maia – Núcleo TRAMAS/UFC e Dra. Patricia Oliveira – MST)
09:30h – Intervalo/Lanche
09:45h – Troca de experiências com os representantes de Caetité – BA
12h – Almoço
14h – Método do Trabalho de Base (MST)
15:30h – Intervalo/Lanche
15:45h – Retorno/Continuação
17:30h – Intervalo
18h – Jantar
17:30h – Noite Cultural

06/05/2011
07h – Café
07:45h - Mística
08h – Planejamento das Atividades (CPT e MST)
10h – Intervalo/Lanche
10:15h – Retorno/Continuação
12h – Almoço
13h – Manifestação/Panfletagem de Itatira a Lagoa do Mato contra a Mineração (a discutir)

Thiago Valentim - CPT - CE

Fonte: Se Avexe Não!

Bebidas: Propaganda estimula consumo em jovens



Os anúncios publicitários de cervejas atraem os adolescentes e estão diretamente associadas ao consumo da bebida alcoólica por jovens entre 11 e 16 anos. Um estudo da Universidade Federal de São Paulo revelou que os jovens prestam muita atenção aos anúncios de bebida.

No estudo, foram ouvidas 1.115 estudantes de 11 a 16 anos, dos 7°e 8º anos, que responderam a um questionário com mais de cem variáveis ligadas à ingestão de álcool.

Dados do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas indicam o início do consumo de álcool no Brasil, em média, aos 12,5 anos.

Os pequisadores dizem que não se pode atribuir o consumo de cerveja aos comerciais, mas a pesquisa aponta que eles estão associados ao ato.

Não apenas a propaganda está ligada à iniciação alcoólica, segundo o estudo. Pouco controle dos pais e consumo de cigarro também aparecem diretamente associados.

O consumo de cerveja foi menor no grupo de jovens que respondeu dar satisfação aos pais, quando estão sozinhos.


Fonte: Correio do Brasil