quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Oração e Hino da CF 2016 - Campanha Ecumênica da Fraternidade - 2016

Oração Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016
Deus da vida, da justiça e do amor,
Tu fizeste com ternura o nosso planeta,
morada de todas as espécies e povos.
Dá-nos assumir, na força da fé
e em irmandade ecumênica,
a corresponsabilidade na construção
de um mundo sustentável
e justo, para todos.
No seguimento de Jesus,
Com a Alegria do Evangelho
e com a opção pelos pobres.
Amém!
Hino da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016
01 – Eis, ó meu povo o tempo favorável
Da conversão que te faz mais feliz;
Da construção de um mundo sustentável,
“Casa Comum” é teu Senhor quem diz:
Refrão:
Quero ver, como fonte o direito a brotar,
A gestar tempo novo: e a justiça,
Qual rio em seu leito, dar mais vida
pra vida do povo.
02 – Eu te carrego sobre as minhas asas
Te fiz a terra com mãos de ternura;
Vem, povo meu, cuidar da nossa casa!
Eu sonho verde, o ar, a água pura.
03 – Te dei um mundo de beleza e cores,
Tu me devolves esgoto e fumaça.
Criei sementes de remédio e flores;
Semeias lixo pelas tuas praças.
04 – Justiça e paz, saúde e amor têm pressa;
Mas, não te esqueças, há uma condição:
O saneamento de um lugar começa
Por sanear o próprio coração.

05 – Eu sonho ver o pobre, o excluído
Sentar-se à mesa da fraternidade;
Governo e povo trabalhando unidos
Na construção da nova sociedade.

“Teologia da Libertação Animal”

Atenção: Está nascendo a “Teologia da Libertação Animal” (1)
Nos anos 1960, a histórica atriz francesa Brigite Bardot, musa de gerações, surpreendeu o mundo – e foi ridicularizada por isso – por defender a vida dos animais. Indistintamente.
Hoje, a mesma linha de defesa da vida dos bichos ganha foros intelectuais:
Podem anotar, pois desponta em meios teológicos católicos identificados como “progressistas” – admiradores ou adeptos da Teologia da Libertação -, uma nova escola de pensamento, o da chamada “Teologia da Libertação Animal”.
Os primeiros passos em língua portuguesa se dão pela produção intelectual de pensadores. Eles começam a pregar em suas cátedras e a divulgar o pensamento dessa corrente por meio de literatura posta em livrarias. Por ora, há poucos livros, e eles ocupam ainda espaços discretos. Mas já podem ser encontrados em lojas das Edições Paulinas (dirigidas pelas freiras paulinas, voltadas à comunicação social). Se bem entendo dos tempos atuais, os dois frades ainda vão dar muito o que falar. A mim, me chama a atenção, mas não me surpreende de todo, que nossos pioneiros da Teologia da Libertação Animal sejam os frades capuchinhos catarinenses, professores universitários em Porto Alegre, Luiz Carlos Suzin, e Gilmar Zampieri.
Eles têm uma certa tradição revolucionária. Agora, expõem o pensamento e a ética da Teologia da Libertação Animal no instigante livro a “A Vida dos Outros” (Paulinas).
E para a surpresa de muitos, recorrem a palavras do papa Francisco contidas na encíclica Laudato Si’ para indicar que não estão “brincando” com o tema, quando assinalam:
“O sofrimento e a morte do animais, seres vivos que nos são dados a conviver nesta terra de Deus, nos levam a pensar nesses dois sentidos: acolher os sofrimentos do seres vivos, dos animais, e portar o socorro da ética e da teologia”.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

CEBs fazem memória do 7º Intereclesial em Duque de Caxias -

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As Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) da Diocese de Duque de Caxias (RJ) celebraram no último domingo, 1º de junho, no Colégio Santo Antônio, os 25 anos da realização, na Diocese, do 7º Intereclesial de CEBs, que à época teve como tema “Povo de Deus na América Latina a caminho da libertação”. O evento fez memória da caminhada da Igreja e todos puderam compartilhar lutas e desafios atuais das comunidades, paróquias, pastorais e movimentos sociais na Baixada Fluminense ao longo de mais de duas décadas de experiências, revelando com mais clareza a situação de sofrimento e resistência em prol da construção do Reino de Deus.
O encontro reuniu ainda representantes das Cebs das dioceses de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Valença e da Arquidiocese do Rio de Janeiro e foi aberto com a celebração do Ofício Divino das Comunidades. A Fraternidade Santo Antônio de Duque de Caxias, vinculada à Ordem Franciscana Secular (OFS), e o frei Evaristo Splenger, OFM, também estiveram presentes no encontro celebrativo.
03Para assessorar o evento foi convidado o professor de teologia da PUC e assessor nacional das CEBs, Celso Carias, que fez uma abordagem teológica da experiência cristã a partir da realidade urbana moderna e os desafios que se apresentam em espaços marcados marcadas por profundas modificações culturais e sociais que precisam ser melhor compreendidas para que as Cebs possam dialogar e conviver com as diferenças sem perder sua identidade e mística. Para o professor, o jubileu de prata do 7º Intereclesial de CEBs se insere no contexto da eclesiologia do Vaticano II para atualizar a Igreja e adaptá-la ao mundo atual.  “O método “VER”, “JULGAR” e “AGIR”, mostra que ao conjugar estes verbos as CEBs também estão preparadas para fazer uma avaliação e uma análise crítica e crítica e frutífera da memória histórica dessa caminhada” – afirmou.
Após a palestra, os participantes celebraram a histórica caminhada das CEBs na Baixada Fluninense com a missa presidida por Dom Tarcísio Nascentes dos Santos, bispo da Diocese de Duque de Caxias, e  concelebrada por Dom Mauro Morelli, bispo emérito da Diocese de Duque de Caxias, Dom Luciano Bergamin, bispo da Diocese de Nova Iguaçu, padre Bernard Colgan, e por diáconos das duas dioceses. Em sua homilia, Dom Tarcísio destacou que a Igreja reconhece e louva o esforço das pequenas comunidades em viver a fé cristã e o anúncio do Evangelho de uma maneira autêntica, unida aos tesouros da Tradição e do Magistério da Igreja, partilhando a vida, as experiências e as reflexões.
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A conferência de Aparecida valorizou as CEBs como “expressão visível da opção preferencial pelos pobres; elas são fonte e semente de variados serviços e ministérios a favor da vida na sociedade e na Igreja” (DA 179). Nessa perspectiva, a proposta da organização das CEBs em rede de comunidades dá mais espaço aos leigos e oferecem uma melhor presença eclesial no território; esse processo se dá pela organização das famílias em grupos de reflexão bíblica, celebração litúrgica e serviços missionário ou pastoral.
Ao longo do dia, assessores, lideranças  e representantes realizaram debates dos grupos e trouxeram para a plenária testemunhos de luta, desafios e esperanças, cuja experiência continua sendo um grande valor para essas  comunidades, para a Igreja latino-americana e para a sociedade. O 14º intereclesial das Cebs será realizado de 23 a 27 de janeiro de 2018, na Cidade de Londrina, Paraná, e terá como tema: “CEBs e os desafios no mundo urbano”, e o lema: “Eu vi e ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-lo” (Ex 3,7). será: “CEBs e os desafios no mundo urbano”, e o lema: “Eu vi e ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-lo” (Ex 3,7).
Cláudio Santos,

segunda-feira, 4 de maio de 2015

XV Romaria CEBs Sul1 à Aparecida


17 de Maio de 2015
XV Romaria CEBs Sul1 à Aparecida
Tema:  “Na casa da Mãe Maria, resistimos na luta pelos direitos humanos”.
6h00 concentração na Praça das Palmeiras 
Café da manhã partilhado
Fala das CEBs na Tribuna das Palmeiras 
7h00 caminhada para a Celebração


ONU considera crise hídrica em SP uma violação aos direitos humanos

03/05/2015
ONU considera crise hídrica em SP uma violação aos direitos humanos
Relator das Nações Unidas reuniu-se com organizações da sociedade civil, na capital paulista, para colher informações sobre a crise de abastecimento.
Agência Brasil (via Vermelho)
Mídia Ninja
“Tenho certeza que esse é um problema muito relevante, que tem muitos riscos de violação dos direitos humanos. Eu não quero afirmar que eles já estão sendo violados, para não ser leviano, mas muitos depoimentos indicam nessa direção. Atinge número expressivo de pessoas, pode ter enormes repercussões na vida dessas pessoas, no seu bem-estar e nos vários direitos humanos que essas pessoas têm”, disse ele, após audiência na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), organizada pela Aliança pela Água – rede formada por quase 50 entidades.
Perguntado sobre o programa da Empresa de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), que oferece tarifas especiais a grandes consumidores de água (o preço cai à medida que o consumo aumenta), Heller disse que o procedimento, caso agrave a crise de abastecimento, precisa ser repensado.
“Eu diria que, primeiro, é inaceitável negar acesso a água às populações, em detrimento de outros usos. A prioridade deve ser o acesso a água às populações. Não conheço esses contratos [com grandes consumidores], mas se eles estão levando a esse tipo de consequência, isso precisa ser repensado”, destacou.
Ele ainda comentou a proposta da Sabesp de aumentar em mais de 20% o preço da água na região atendida pela empresa. “Caso haja um aumento de tarifa, deve haver um cuidado muito grande em relação à acessibilidade financeira das populações mais pobres. Se o aumento de tarifa provocar falta de pagamento, por incapacidade financeira, e isso levar a cortes, a desconexões, isso pode caracterizar uma violação ao direito humano”, disse.
O relator das Nações Unidas colheu informações e denúncias de entidades da sociedade civil. Um documento oficial deverá ser enviado a ele pelas entidades, com detalhamento dos problemas encontrados. Caso encontre violações de direitos humanos em relação ao acesso à água, Leo Heller deverá enviar ao país uma manifestação, chamada de carta de alegação, cobrando explicações. O processo é sigiloso. Mas caso a resposta não seja satisfatória, o relator poderá dar publicidade ao caso.
Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 4 de março de 2015

Carta das CEBs - Reunião Ampliada de fevereiro de 2015

Carta da Colegiada das Comunidades
                         Eclesiais de Base do Estado de São Paulo

                                                “Não abandonarei meu povo, mas correrei com ele todos os riscos que meu ministério exige!”
                                                                       
                                                                                                                                              Dom Oscar Romero

Prestes a completar os 35 anos do martírio de Dom Romero, ano de sua beatificação, nós da  Colegiada Estadual das CEBs, nos reunimos de 20 a 22 de fevereiro, acolhidos pela Região Episcopal Brasilândia, Comunidade Nossa Senhora Aparecida na cidade de São Paulo, com a presença das sub-regiões Aparecida, Botucatu, Campinas, Ribeirão Preto 1, São Paulo 1, São Paulo 2 e Sorocaba.

Iniciemos nosso encontro com a Celebração dos Mártires da Caminhada. Todos/as nós nos apresentamos, estiveram em nosso meio, com palavras de incentivo, confiança e esperança, Dom José Bertanha, Bispo da Diocese de Registro, referencial das CEBs e Dom Devair Araújo da Fonseca, Bispo Auxiliar da Região Episcopal Brasilândia.

Partilhamos as experiências e a realidade Latino Americana do Encontro Continental de Assessores das Comunidades Eclesiais de Base, vivenciada pelos doze países latino e caribenho,  que aconteceu  no México entre os dias 3 a 8 de fevereiro de 2015, e  que como comunidade de base nos é proposto e se faz urgente responder aos desafios da sociedade entre eles a necessidade de re-significar as CEBs a partir da memória histórica, a identidade e as juventudes. Um segundo desafio é a busca do “Bem Viver” entendido como cuidado e respeito pela criação, promoção da soberania alimentar e a economia solidaria e ainda a preocupação com os aspectos relacionados com a migração e as expulsões forçadas de diferentes comunidades em toda América Latina e Caribe.

Em seguida nos foi apresentada uma síntese da reunião da Ampliada Nacional, que aconteceu  em Londrina-PR, em janeiro de 2015,  dando ênfase a pontos referentes ao tema escolhido: “CEBs e os desafios no mundo urbano”, visitas aos possíveis locais onde será realizado o encontro e como o secretariado está se programando o XIV Intereclesial das CEBs.


No momento de formação pudemos aprofundar um pouco mais sobre a história de Contestado, trazendo a memória dos acontecimentos da luta e resistência de um povo, neste período destaca-se a presença do Monge João Maria. O seu grande foco era a partilha em comunidade, apesar de toda esta luta a presença da Igreja foi muito escassa. Destacamos a frase “Os arroios se tornarão de leite e mel e os barrancos cuscuz”.

Agradecemos a acolhida do Padre Braghetto e o carinho da comunidade e famílias que nos receberam.  Celebramos juntos.

Lembramos que as CEBs são “A voz do passado, falando ao presente e alertando o futuro”.

Com carinho nos despedimos.
                

                     São Paulo, 22 de fevereiro de 2015.

A história das relações entre Igreja e sociedade

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza durante o período da quaresma a Campanha da Fraternidade. Este ano, o lema enfatizado é: “Eu vim para servir” (cf. Mc 10,45) e o tema: “Fraternidade: Igreja e Sociedade”. Antes, porém, de lançar um olhar sobre os atuais desafios do mundo moderno, é necessário compreender a história das relações entre Igreja Católica e a sociedade.
Uma nota importante a ser recordada é a estruturação do cristianismo nos primeiros séculos em Roma, ou seja, com a queda do Império Romano, a Igreja passa a suprir as carências da sociedade civil, desenvolvendo um tipo de civilização que ficou conhecida como Cristandade. Esse modelo de sociedade girava em torno de princípios de inspiração cristã, ganhando tamanha força que foi capaz de vigorar por toda a Idade Média.
A chegada dos portugueses na América, a Reforma Protestante e o Movimento Humanista, causaram grandes mudanças na sociedade europeia. Diante dessas mudanças, o Papado estabeleceu uma aliança com Portugal que ficou conhecida como Padroado, que dava direito ao Rei Português de enviar missionários ao Brasil e distribuí-los nas várias regiões do país. Foi assim que começou o plano de povoamento e a constituição da sociedade brasileira.
Com a Independência do Brasil, em 1822, a “Religião Católica” foi reconhecida como religião oficial do Império Brasileiro. Até a proclamação da República, a Igreja dedicou-se amplamente, através das congregações religiosas, ao ensino e à realização de obras de caridade. Com a Constituição Republicana de 1891, o regime de Padroado chegou ao fim, o que conferiu à Igreja novamente a função de nomear bispos e criar novas dioceses.
A primeira metade do século XX foi marcada pelo desenvolvimento econômico e por profundas transformações políticas e culturais, exigindo da Igreja um envolvimento pastoral comprometido com as classes menos favorecidas. Com a criação da CNBB, em 1952, a Igreja impulsionou a sociedade através da mobilização dos leigos e leigas nos movimentos sociais. Em 1964, nasceu então em âmbito nacional a Campanha da Fraternidade, no bojo de uma sociedade massacrada pela repressão militar, com o desejo de discutir questões importantes para povo tais como: urbanização, fome, desemprego, família, moradia e luta pela terra; esses temas eram propostos em debates organizados por lideranças da Igreja.
Muitos desafios permanecem nos dias atuais, exigindo da Igreja Católica, uma participação mais ativa nos rumos das transformações sociais e políticas do país. As Comunidades Eclesiais de Base, em consonância com a Campanha da Fraternidade deste ano, tem o dever de assumir esse protagonismo, pois sua identidade está ligada à libertação e organização do povo que busca o Reino de Deus e almeja um mundo mais justo e fraterno.
(*) Jônatas Marcos da Silva Santos é pároco de Jaciara