quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Liderança kaiowá, assassinada! Disto a mídia não faz estardalhaço! !!!

Corpo de liderança Kaiowá vítima de 35 facadas é encontrado às margens de rodovia no MS
O corpo da jovem liderança Kaiowá Marinalva Manoel, de apenas 27 anos, foi encontrado na manhã de sábado, dia 01 de novembro, às margens da rodovia BR-163, nas imediações de Dourados, Mato Grosso do Sul. A morte da jovem atribuiu peso de “destino premeditado” às palavras proferidas por Daniel Vasques a representantes da Funai e Ministério da Justiça em reunião realizada no último dia 15 de outubro em Brasília, ocasião em que Marinalva encontrava-se presente.
...
... os indígenas denunciaram a relação diretamente proporcional que existe entre a tomada de posições que geram retrocessos aos direitos constitucionais dos povos indígenas nas esferas legislativa, executiva e judiciária e o aumento da violência direta e indireta praticada pelos fazendeiros contra as terras dos povos originários.

A midia se cala!!! Terrivel é o preconceito do pobre para com o pobre....

Despejo criminoso de cerca de 100 famílias em Vespasiano (MG), em 04/11/2014.
As famílias que ocuparam há mais de um ano o terreno no bairro Santa Maria, em Vespasiano, MG, que não cumpria a sua função social e estava sendo especulado pela empresa Lotear foram surpreendidas no dia 4 de novembro d 2014 por cerca de 250 policiais fortemente armados (tropa de choque, cavalaria, helicópteros etc), 4 oficiais de (In)justiça e por tratores.
Os moradores foram pegos de surpresa, não foram notificados e não foi oferecido nenhuma alternativa digna, sequer abrigo para as famílias, o que representa uma flagrante violação do direito à moradia, previsto na Constituição Federal, e do Estatuto das Cidades, além de outras leis federais como o Estatuto da Criança e do Adolescente. A dignidade humana de centenas de pessoas foi pisada e humilhada.
O despejo, que por si já é um ato fascista, foi ainda acompanhado de violência policial. Uma adolescente de 17 anos que estava de resguardo foi espancada e 3 companheiros foram presos por tentar protegê-la.
O TJMG determinou a reintegração sem verificar as condições de amparo das famílias que deveria ter sido garantido pela prefeitura de Vespasiano e os oficiais de (in) justiça determinaram a demolição de casas que estavam fora da área determinada para reintegração! A empresa Lotear requereu integração de posse, mas parte da área ocupada e despejada é área pública da prefeitura, área de Proteção permanente. O povo não teve o direito de se defender no processo jurídico.
O município de Vespasiano sequer compareceu na ação...
Enviou apenas trabalhadores da limpeza urbana que, contrariados e com lágrimas nos olhos, cumpriam a ação, ameaçados pela PM! Repudiamos esse e todos os despejos e exigimos que o Ministério Público, o TJMG, a prefeitura, a empresa, o governo de MG e todas as autoridades responsáveis arrumem moradia com urgência para as famílias que estão jogadas na rua.
Assinam essa Nota:
Brigadas Populares, Comissão Pastoral da Terra, MLB, vereadora Adriana Lara e Ocupação Santa Maria.

A esquerda caviar e o pobre conservador

O oposto à esquerda caviar não seria uma direita mortadela ou uma direita rapadura, mas sim o conservador astuto, pobre de espírito, aquele que contribui para que o menos favorecido aceite a pobreza de si próprio e legitime a riqueza de outrem [...]
PRAGMATISMOPOLITICO.COM.BR

César Zanin*

Esquerda caviar é o apodo usado hoje no Brasil para designar quem faz parte das classes mais favorecidas da sociedade e defende o socialismo ou mesmo o progressismo, em oposição ao capitalismo neoliberal ou simplesmente ao conservadorismo.
Muita gente pensa que a expressão foi inventada por algum colunista da Veja, mas já nos anos 80 era usada pelos detratores de Miterrand na França.
Podemos encontrar equivalentes em outras línguas também, o conceito remonta à primeira metade do século XX, talvez até mesmo à segunda metade do XIX.
Depois das manifestações de junho de 2013 e principalmente agora nas atuais eleições presidenciais, os ânimos para o debate e o embate políticos se exaltaram como não acontecia no Brasil nos últimos 30 anos.
A ideia da expressão é desqualificar, no estilo “Fla-Flu”, ou melhor dizendo, “Curíntia-antis”; denotando que os membros da esquerda caviar não são sinceros em suas convicções, uma vez que pregam uma sociedade socialista e, de maneira hipócrita, se beneficiam do sistema capitalista; implicitando que somente os pobres poderiam defender o socialismo com legitimidade.
Resta saber se, para quem acredita nessa ideia, a esquerda caviar seria ardilosa (fingindo ser simpática à causa dos menos favorecidos e ao mesmo tempo perpetuando as diferenças) ou apenas ingênua (desconhecendo que com essa postura poderia perder suas regalias).
Ainda não li o livro do colunista da Veja…
O ponto de partida para isto tudo é uma visão de mundo, de quem acredita nessa ideia de esquerda caviar, onde a sociedade foi, é e será dividida entre classes espertas e classes preguiçosas, favorecidos e desfavorecidos. Onde basicamente seria impossível todos serem ricos e a pobreza ser erradicada.
O medo corrente de aproximadamente metade dos eleitores brasileiros, herdado de um tempo em que não existia sequer isso de socialismo ou capitalismo, sussurra via PiG e costumes “de bem”, que o socialismo malvado da gang dos PeTralhas iria tirar as riquezas das classes favorecidas e dar aos pobres, desrespeitando a legitimidade da propriedade particular e acomodando a sociedade rumo ao atraso e à pobreza generalizada.
É um engano, pois além de estarmos no décimo segundo ano de governo federal do PT e sem maiores turbulências para os ricos (pelo contrário), o socialismo busca a igualdade social, algo bem diferente de empobrecimento geral (vide o mapa da pobreza no mundo da ONU, pela primeira vez na história sem o Brasil nele). Caso o engano em relação aos objetivos do socialismo persista, basta ver como vivem os cidadãos dos países nórdicos e perceber o quão parecidas são as propostas principais de reformas que a Dilma vem tentando colocar em pauta no Brasil.
E também porque ter outros em situação de inferioridade forçada e velada, à nossa disposição sustentando um ambiente em que nossas regalias abundam impedindo a dignidade de outros, olha, isso não pode ser conceito de riqueza; já está claro que, com os avanços da ciência e as novas tecnologias, os recursos atuais disponíveis em nossos ecossistemas seriam mais que suficientes para o bem-estar material de todos os humanos do planeta. Já está claro também que não o poderão ser por tanto tempo assim, visto que população cresce e o planeta, que não cresce, vem sendo cada vez mais estragado.
Eu repudio o consumismo desenfreado, pois gera desperdício e, com os recursos naturais limitados que são, cada vez mais tenho a convicção que deveríamos usar a lógica da ecologia para buscarmos cada vez mais tecnologia com menos desperdício.
Ciência como religião. E isso nada tem a ver com socialismo, tampouco com capitalismo.
Eu sei, estou enveredando por um caminho que poderá ser rotulado por muitos como utopia (inclusive por progressistas), além dos conservadores que tiveram a paciência de ler até aqui provavelmente me rotularem de petralha, mas tudo bem, poderei me aprofundar sobre esse conceito de uma sociedade científico-ecológica em outro texto, por ora voltemos ao tópico da esquerda caviar.
Esquerda caviar é o rico de esquerda, o bem-educado de esquerda, aquele que é visto como incoerente.
O escárnio é tanto que às vezes a própria pessoa chamada de esquerda caviar acaba se enxergando negativamente como tal. Isso causa confusão, alguns resignam-se e tendem a se distanciar da política, outros conseguem transformar a vergonha em reafirmação de conduta.
Já o pobre que elege os mesmos neoliberais conservadores que os mantêm desfavorecidos, esse acaba não sendo visto como incoerente por ninguém, pois a esquerda (seja ela caviar ou não) enxerga que ele é iludido (veja como conquistas suadas tais quais a abolição da escravatura, a CLT, o voto das mulheres etc foram de certa forma “contornadas” pelo modus operandi do capitalismo, mantendo a desigualdade social), e a direita finge que não enxerga incoerência alguma, finge que é assim que tem que ser.
O oposto à esquerda caviar não seria uma direita mortadela, ou uma direita rapadura, afinal Gandhi nunca se definiu como um socialista e, escolher para si a pobreza material, apesar de maravilhosamente louvável, nada tem a ver com socialismo; a meu ver o oposto à esquerda caviar é mesmo o conservador astuto, pobre de espírito, simpatizante do que a Veja publica, isto é, aquele que contribui para que o pobre aceite a pobreza de si próprio e legitime a riqueza de outrem, e principalmente para que ele acredite que a única maneira de se tornar rico é deixando o “time” dos pobres para trás, para então ajudar o “time” dos ricos a perpetuar esse jogo, ou melhor dizendo, jugo.
*César Zanin é tradutor, professor, escritor, produtor e colaborador em Pragmatismo Político

Acima da Lei...???

A SECURA DA LEI NO PAÍS DO 'SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO': condenada por 'desacato', ao dizer que o juiz João Carlos Correa "não era Deus", a agente de trânsito Luciana Tamburini está obrigada a indenizar o magistrado em R$ 5 mil (há possibilidade de recurso no STJ). Há 3 anos e meio ele foi parado numa blitz da Lei Seca sem habilitação e documento de sua Land Rover não emplacada. Discordando da apreensão do veículo - e para onde ele deveria ser levado - afirmou que Luciana era "debochada" e lhe deu voz de prisão. Esta, por sua vez, moveu ação contra o Meritíssimo por "exposição a situação vexatória". E perdeu, sendo condenada "por abuso de poder, ofendendo o réu, mesmo ciente da função pública desempenhada por ele".
De Luciana, pouco se sabe, mas é ilustrativa a entrevista dela publicada hoje em O Globo(veja abaixo). Do juiz, é conhecido um histórico no mínimo polêmico, já tendo sido alvo de inspeção pela Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça por sentenças suspeitas em Búzios, em disputas imobiliárias e remoções coercitivas.Também já se envolveu em outras contendas de trânsito, como em 2009, ao ser parado por excesso de velocidade em Rio Bonito (RJ). Diz o policial rodoviário Anderson Caldeira ao jornal Extra: - Em nenhum momento parou de gritar e me ameaçar, dizendo que me colocaria na rua, que a minha carreira no serviço público estava acabada.
Fonte: Tijolaço
"A política, sem polêmica, é a arma das elites"


A República Bolivariana da… Austrália



cangurubolivariano
Via Muda Mais, a melhor gozação possível contra as cabecinhas miúdas do “curupaco, bolivariano” que anda assolando nossa direita coxinha, vem do Facebook de André Levy, que mora na terra dos cangurus, com uma lista das 20  razões “para quem quiser fugir do bolivarianismo no Brasil não ir para a Austrália”:
1. Para tudo há conselhos de movimentos sociais (peak bodies), e os governos os consultam e prestam-lhes satisfação regularmente (bit.ly/1san6Qa).
2. O governo paga até R$1562 de Bolsa Família (Parenting Payment,bit.ly/1pgKakt), sem qualquer exigência como frequência escolar ou vacinação (no Brasil os beneficiários recebem em média R$5 por dia para a família toda).
3. Não se pode fazer reforma em casa sem submeter seu projeto à consulta pública, através da prefeitura, exigindo que se pendure um aviso na porta da tua casa por duas semanas ou mais para quem quiser consultá-lo e apresentar objeções. Se os teus vizinhos não gostarem da ideia, a prefeitura não aprova (bit.ly/10jbDX2).
4. Há piscinas públicas nas praias e churrasqueiras nos parques de uso gratuito, pagas com o bolso do contribuinte.
5. As cláusulas dos contratos de aluguel residencial são ditadas pelo governo do estado (bit.ly/1phlBE4).
6. Não se pode trabalhar de barman sem licença específica para servir álcool (RSA, onlinersa.com.au).
7. Não se pode vender álcool em mercados e supermercados; só em lojas licenciadas pelo Estado (bottle shops, bit.ly/1DWVymW).
8. Não é permitido trabalhar de eletricista, encanador ou pedreiro sem licença do Estado (professional license, bit.ly/1e43SWa).
9. Não é permitido abrir um cabeleireiro sem licença específica do Estado (business license, bit.ly/1pgLuEb).
10. Tem ciclovia para todo lado e é proibido andar de bicicleta sem capacete ou na calçada. A multa por não usar capacete é R$115 em Sydney (bit.ly/1uounCc), R$332 em Adelaide (bit.ly/1go9IaK) e R$400 em Melbourne (bit.ly/1x2Ojsb).
11. Todos os filmes exibidos em cinemas, festivais e instituições de ensino precisam passar pela censura (Classifications Board, classification.gov.au).
12. Não é permitido o marketing de cigarros e produtos de tabaco, nem mesmo na própria embalagem (bit.ly/1mbSZIv).
13. O salário mínimo é R$5395 a.m. (bit.ly/1mKLtkZ, alguém pode por favor avisar o Armínio Fraga?)
14. Em Melbourne o governo subsidia 88% do transporte público (bit.ly/1wZ4AgK). A Prefeitura de São Paulo subsidia 20%.
15. Os nativos que moram em áreas remotas recebem uma Bolsa Aborígene de R$76 a.m. (bit.ly/1zrGz6q).
16. Paga-se em média R$3600 a.m. de impostos diretos e indiretos (no Brasil são R$830).
17. Tem 1 funcionário público para cada 13 pessoas (no Brasil tem 1 para cada 17).
18. Paga-se ao governo do estado R$235 a.m. para ter 1 vaga de carro na área central de Melbourne para desestimular as pessoas a irem de carro para a cidade (congestion levy, bit.ly/1A3Vipo).
19. Os governos estaduais recomendam livros LGBT para pré-adolescentes (bit.ly/1tVjsxO).
20. O voto é obrigatório e a multa é R$43 (no Brasil é R$3,51). Se não justificar ou pagar a multa, irá para a justiça. Se o eleitor for considerado “culpado”, a multa sobe para R$370 mais os custos do tribunal e o “culpado” pode ficar fichado na polícia (bit.ly/1ySOAyc). No Brasil não há criminalização e quaisquer sanções são suspensas assim que quitada a multa de R$3,51 no cartório eleitoral.

Fernando Brito

terça-feira, 10 de junho de 2014

Coisas estranhas no Brasil






Eric Nepomuceno

Existe um inegável mal-estar generalizado, palpável no ar. Há um crescente pessimismo com a economia. E aí começam a aparecer estranhezas.


Agência Brasil

As eleições acontecerão em outubro, a campanha oficial começa no rádio e na televisão em agosto, mas as pesquisas saltitam a cada quinzena, ou quase. Se o eleitorado parece desinteressado, o empresariado parece, mais que interessado, ansioso, inquieto.

As pesquisas mais recentes, do Datafolha, indicam que Dilma Rousseff retomou seu viés de queda. Isso, claro, é destacado no noticiário. O que ninguém parece lembrar é que seus dois principais adversários, o tucano Aécio Neves e Eduardo Campos, do PSB, também caíram. 

Dilma havia recuperado terreno em pesquisas anteriores, e agora tornou a cair. Uma questão nebulosa: se ela retrocede e os outros não avançam – pior: também recuam –, onde foram parar os votos perdidos? Por que nenhum dos dois netos, cujos avôs são a principal garantia de suas trajetórias, é beneficiado?

Tudo indica que a maior surpresa foi o forte aumento dos que declaram que seu voto será nulo ou em branco, e também dos que se declaram indecisos. Nesses quesitos, houve uma reviravolta em comparação às pesquisas anteriores.

Existe um inegável mal-estar generalizado, palpável no ar. Há um crescente pessimismo com a economia. E aí começam a aparecer estranhezas.

Por exemplo: muito se martela a nota de que vivemos debaixo de forte pressão inflacionária. Essa campanha persiste e se alastra, apesar de os índices mostrarem o contrário (desde meados de março a taxa de inflação vem baixando de maneira constante). Ao mesmo tempo, fala-se que aumentou o temor a perder o emprego, apesar dos índices de desemprego continuar baixos.

Há contradições e incongruências entre os próprios entrevistados, tanto nos resultados do Ibope como nos do Datafolha: a aprovação do governo de Dilma equivale à desaprovação. A imensa maioria (na média dos institutos, mais de 70% dos entrevistados) pede mudanças na forma de governar, mas um índice similar diz que sua vida melhorou e que estão satisfeitos. Há uma espécie de batalhão desnorteado, que se queixa de tudo e de qualquer coisa sem dizer exatamente de que se trata. De onde vem esse mal-estar, essa tensa irritação que impregna a atmosfera das grandes cidades brasileiras?

Não são poucos – nem necessariamente paranoicos – os brasileiros que sentem que, a cada semana, aumenta a sensação de que está em marcha um nebuloso, melífluo movimento desestabilizador. O que ninguém consegue é detectar quem está por trás, quem organiza, a que interesses esse movimento responde.

E no entanto, existe um dado que, se não dá resposta a essas questões, certamente dá o que pensar: a influência direta entre a divulgação dos resultados das pesquisas e as oscilações do mercado financeiro, que tem nos grandes meios de comunicação seu esforçado e eficaz porta-voz.

Desde 2002, quando Lula derrotou José Serra, essa sacrossanta entidade chamada mercado não padecia tamanhos ataques de ansiedade pré-eleitoral. A reeleição de Lula, em 2006, e a eleição de Dilma, em 2010, foram engolidas sem maiores esforços. Agora, o clima é outro, bem outro.

Não é sem razão que bancos, agentes, corretores e investidores gastam um bom dinheiro contratando pesquisas eleitorais para uso restrito. São pesquisas paralelas, e o sistema funciona assim: cada vez que um instituto anuncia que estará em campo fazendo entrevistas, instituições financeiras encomendam outra, sigilosa. Desta forma ficam sabendo, com um ou dois ou três dias de antecipação, qual será o resultado a ser anunciado. Como a cada queda (ou avanço) de Dilma ocorre invariavelmente uma alteração na Bolsa de Valores, uma oscilação no câmbio e outra na taxa de juros a futuro, ter     uma indicação fiável desses dados significa uma boa oportunidade de especular e ganhar.

O empresariado brasileiro não gosta nem um pouco da política econômica de Dilma Rousseff. Os donos do dinheiro, menos ainda. Mas gostam de ganhar. E adoram especular.

Há algo estranho quando tantas greves se repetem e persistem, e mais ainda quando levadas adiante por minorias sindicais, como aconteceu no transporte público do Rio de Janeiro. A profusão de paralizações não faz mais do que ampliar o mal-estar e a irritação popular. Nota-se claramente que, insuflada pelos grandes meios de comunicação, em especial a televisão, essa irritação popular é direcionada aos políticos em geral e aos governos em particular. E, uma vez mais, Dilma é o alvo preferencial. 

Nesse clima estranho, nessa atmosfera um tanto rarefeita, começa a Copa do Mundo. Haverá mobilizações de protesto, greves selvagens e sem norte, haverá de tudo um pouco, até mesmo futebol.

Serão tempos estranhos, e estranha será a caminhada daqui até as urnas de outubro.

Fonte: Carta Maior
Foto Agencia Brasil

CEBs - Diocese de Crato


Com o objetivo de vivenciar e dar continuidade ao 13º Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), realizado em janeiro de 2014 na Diocese de Crato, cerca de 150 representantes das CEBs, se reuniram das 8h às 17h, do dia 7 de junho, no Centro de Pastoral Monsenhor Onofre Alencar, na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Juazeiro do Norte. O encontro teve como tema “Identidade e Autonomia das CEBs” e contou também com a presença de Dom Fernando Panico, Pe. Vileci Basílio Vidal, que coordenou este intereclesial, e a assessora regional Ana Maria de Freitas, que faz parte da ampliada nacional.
O 13º Intereclesial foi um dos eventos realizados dentro das comemorações do ano centenário da Diocese de Crato, e de acordo com o relatório apresentado pela coordenação do evento estiveram presentes 5.046 pessoas, sendo 4.036 delegados das 27 unidades da federação brasileira e dos 18 regionais da CNBB; 2.248 mulheres e 1.788 homens. Os bispos presentes somaram 72; os padres, 232 e os religiosos e religiosas, 146. Representantes de 75 lideranças indígenas; 20 representantes de outras Igrejas cristãs, 35 de outras religiões, além de 36 estrangeiros, oriundos dos cinco continentes.
Dom Fernando Panico na avaliação do 13º Intereclesial de CEBs. (Foto: Patrícia Silva)
Dom Fernando Panico na avaliação do 13º Intereclesial de CEBs. (Foto: Patrícia Silva)
Na avaliação Dom Fernando disse estar satisfeito com a realização deste momento na diocese de Crato e frisou a importância de sermos uma igreja comunidade de comunidades, que se organiza como comunidade para que o evangelho de Jesus possa ser anunciado a todos. Lembrou também da necessidade de sermos comunidades missionárias, “não para ficarmos fechadas em si mesmas, mas como comunidades, enviadas sobretudo na periferia do mundo, não só na pobreza econômica mas a tantas outras pobrezas em que o nosso mundo vive. Somos uma igreja viva, uma igreja que não envelhece porque o Espírito Santo é a nossa eterna juventude”, disse ele. O bispo recordou dos preparativos desde as Santas Missões Populares e agradeceu ao Pe. Vileci e a todos que fizeram este momento tão importante de nossa diocese centenária acontecer com grande êxito.
O 13º Intereclesial de CEBs trouxe um misticismo próprio que atraiu milhares de pessoas ao Cariri, isso se deu, segundo a assessora regional, devido a forte presença da religiosidade popular, traço marcante nesta região. “A vontade de estar no Juazeiro do Pe. Cícero atraiu este número grande de participantes. O que mais me marcou foi o fato de as pessoas simples fazerem coisas em mutirão e o como o Pe. Cícero unificava o povo. O grande diferencial desta edição foi a participação ativa de todas as comunidades, leigos, as pessoas mais de base. Com este intereclesial percebemos o quanto os nordestinos, os cearenses são povo de muita fé”.
A assessora ainda disse que o evento superou todas as expectativas e elogiou a equipe de organização da diocese de Crato que souberam preparar, da melhor forma, todos os detalhes.
Assessora Regional e membro da Ampliada Nacional das CEBs, Ana Maria de Freitas. (Foto: Patrícia Silva)
Assessora Regional e membro da Ampliada Nacional das CEBs, Ana Maria de Freitas. (Foto: Patrícia Silva)
Em comunicado enviado a diocese, a assessora nacional Irmã Tea Frigerio, parabenizou toda a diocese de Crato pela organização antes, durante e depois do evento e destacou que “a acolhida e hospedagem foram ótimas. Percebe-se que houve uma profunda preparação seja das famílias que acolheram como das outras equipes. A comunicação fez um trabalho muito bom, seja antes como no encontro.” Sobre algo que deve ser repensado ela disse que “os intereclesiais se tornaram celebrativos, o número de pessoas desafia para cuidar da reflexão, então devemos estudar melhor como gerenciar os mini plenários, pois quando o número é grande dificulta a reflexão, fica-se somente na comunicação”.
Com uma equipe que contou com cerca de 60 componentes na organização, dentre eles bispos, padres, leigos do nacional , regional e da diocese, o 13º intereclesial entrou para a história da realização deste evento como também como fato marcante na realização dos 100 anos da Diocese de Crato.
Para o Pe. Vileci “o 13º Intereclesial veio revitalizar a vida de nossas comunidades, trazendo a possibilidade de retomar a discussão do que é mesmo a comunidade eclesial de base e o que não é, e assim fortalecer a nova dinâmica de reestruturação das paróquias em comunidade de comunidades a pedido do documento de Aparecida e agora da assembleia dos bispos onde foi criado o documento 100, que traz como tema ‘Comunidade de comunidades: uma nova paróquia’. No intereclesial podemos firmar a ideia de que se faz paróquias com comunidades e com pessoas engajadas”.
Participantes do encontro será “Identidade e Autonomia das CEBs”. (Foto: Patrícia Silva)
Participantes do encontro “Identidade e Autonomia das CEBs”. (Foto: Patrícia Silva)
Sobre a estrutura do evento o padre disse que as paróquias da diocese corresponderam muito bem, e de modo especial as famílias que abriram suas casas para acolher os delegados. Porém ele disse ser necessário mais tempo para discutir as questões temáticas e ter um controle maior sobre o número de pessoas que participam. Pe. Vileci se mostrou muito satisfeito com esta realização e falou que agora estão dando continuidade através do projeto Ecos do Caldeirão. O próximo passo a ser dado é a construção do Conselho Comunitário de Pastoral.
Londrina, Paraná, será o local onde acontecerá o 14º Intereclesial e uma reunião que acontecerá em julho definirá o tema e a data do encontro.
Neste dia também foi apresentado a nova articulação diocesana das CEBs que contará, dentre os seus membros, com: Rozelia Costa (Articuladora Diocesana), Clara Nogueira e Ludymilla Yanna (Secretárias), Muriel Silva e Maroly Brito (Articuladoras da Forania I), Ademar Maia e Almir Cavalcante (Articuladores da Forania II), José Idailton (Articulador da Forania III), Geysa Grangeiro, Batista Silva Gelmar Bezerra e José Hildeberto (Formadores) e Pe. Vileci Vidal (Assessor Diocesano).
Nova articuladora diocesana das CEBs, Rozelia Costa. (Foto: Patrícia Silva)
Nova articuladora diocesana das CEBs, Rozelia Costa. (Foto: Patrícia Silva)
A nova articuladora disse considerar uma grande responsabilidade assumir a articulação depois da realização do 13º Intereclesial, pois a visibilidade com relação as CEBs é bem maior, porém ela disse estar disponível para continuar os incentivos e as formações para as comunidades, “ir ao encontro daqueles que necessitam dando continuidade ao entusiasmo presente no intereclesial que não se pode deixar cair”, afirmou ela.