domingo, 2 de dezembro de 2012

Irmãs participaram dos encontro das CEBs em Fortaleza

 “O Trem das CEBs não parou nem vai parar,
 do Noroeste ele vem pro Ceará.
Não fique fora, não vá perder o Trem,
 o Semiárido chora e grita também”. (Ailton-CE)

Nos dias 16 a 18.11.12, as Irmãs: Alberlândia, Margarida e Rosa Ilma participaram da XXII Assembléia Arquidiocesana de CEBs de Fortaleza, a qual teve como tema: “CEBs, Igreja Viva a Serviço da Vida”.

Foi um momento de encontro e celebração com as companheiras e companheiros que continuam insistindo para seguir testemunhando o rosto de uma Igreja que tem como principal preocupação a defesa da vida dos mais pobres, buscando ser fiel ao Projeto de Jesus de Nazaré e, no embalo da ciranda deixamos fluir a energia que alimenta nossa teimosia e resistência na luta por respeito e liberdade.

A Celebração Eucarística foi animada por um grupo de estudantes de Guiné Bissal que fazem parte da Pastoral Africana da Arquidiocese e com seus cantos e ritmos nos ajudaram a celebrar os sinais de vida, a partilha, os sonhos e a esperança que nos irmana como povo de Deus.

Ir. Rosa Ilma Lobato
Fortaleza-CE

sábado, 24 de novembro de 2012

Partilhando: construindo o 13º Intereclesial


“Não são os grandes projetos que dão certo, mas os pequenos detalhes”
(Pe. Cícero)
Nessa motivação advinda do patriarca do Nordesta Pe. Cicero o Secreteariado de CEBs prepara neste  próximo final de semana o encontro das equipes de serviços para o acolhimento do Encontro Nacional de CEBs que acontecerá em 2014 no Regional Nordeste I - CE, especificamente na cidade de Juazeiro do Norte / Diocese de Crato.
A proposta de Evangelização de Jesus Cristo passa necessariamente pela acolhida de todos e todas. Temos a missão de ser uma Igreja diocesana hospitaleira e acolhedora, acolhendo a Igreja do Brasil que participará da festa do centenário da nossa Diocese no 13º Intereclesial das CEBs de 7 a 11 de janeiro de 2014.
Historicamente os romeiros sempre contaram com a ajuda e o acolhimento das famílias. Em comunidades menores, tais como as Primeiras Comunidades Cristãs e as CEBs hoje, há uma efetiva aproximação entre as pessoas e o convívio humano.  A acolhida é a virtude evangélica que coloca em contato muita gente com Jesus.
Nesta preparação rumo ao 13º Intereclesial, queremos preparar bem as pessoas que estão se engajando nas paróquias para acolher os delegados missionários que participarão deste grandioso encontro das CEBs do Brasil em Juazeiro do Norte. São romeiros das CEBs, chamados de discípulos missionários de Jesus que buscam ouvir a voz de Deus, se penitenciar e assumir uma atitude de obediência a Deus para viverem na dinâmica dos pobres.
Convocamos as paróquias da Forania I para o encontro de preparação da hospitalidade dos romeiros das CEBs, no dia 24 as 14h00m, no auditório da Escola Madre Ana Couto (Pequeno Príncipe) em Crato.
Pauta do encontro:
. Reflexão sobre acolhida e hospitalidade;
. Campanha “minha casa é casa de missão”, entrega das fichas para o cadastro das famílias e critérios para esta tarefa;
. Relembrar quais regionais a paróquia acolherá e quantas pessoas serão hospedadas.
Consciente desta nossa tarefa diocesana e a pedido de Dom Fernando, esperamos contar com a presença de todas as paróquias. Deve participar as pessoas que já estão fazendo parte deste trabalho nas COMIPAS junto com os demais membros da equipe dos 72 missionários.
Fraternalmente,
Pe. Vileci Basílio Vidal – Coordenação do 13º Intereclesial.
Crato, 19 de novembro de 2012.

CEBs Sul 1 - Carta Colegiada Estadual novembro de 2012





Nos dias 17 e 18 de novembro de 2012, a Colegiada das CEBs do Regional Sul1 da CNBB esteve reunida na sub região de Campinas,  cidade de Ipeúna,  acolhidos pelo casal Edgard e Clélia numa chácara no Portal dos Nobres.
                     Estiveram presentes representantes das oito sub-regiões do Sul1; contamos com a presença de Dom José Luiz Bertanha.
                     Foram momentos de partilha, compromisso, reflexão e oração. Discutimos sobre conjuntura política ocorridos neste ano eleitoral.
Feito a partilha do Encontro de Liturgia em Crato, construindo o 13º  Intereclesial;  Dom José Bertanha e Edmundo Monteiro partilharam sobre a Assembleia das Igrejas do Regional Sul1.
Partilhamos e encaminhamos sobre a Jornada Mundial da Juventude no Brasil em 2013. Neste encontro definimos datas e temas para  atividades da caminhada das CEBs para o ano de 2013. Destacamos algumas de nosso calendário: 18 de maio  o 4º Encontro de Assessores CEBs Sul1;  19 de maio a 13 ª Romaria CEBs Sul1 à Aparecida; 09 a 11 de julho o 11º Encontro de Ordenados, Seminaristas e Religiosos(as) das CEBs;  21 e 22 de setembro o Encontro de Delegados e Delegadas do 13º Intereclesial do Regional Sul1.
Diante da violência que a princípio começou na capital e se espalhou para cidades do interior e outros estados, nos solidarizamos com as famílias das vítimas, REPUDIAMOS o discurso das autoridades que insistem dizer que são casos isolados e pedimos aos responsáveis que não meçam esforços para restabelecer a segurança publica e que a insegurança que ameaça a vida de toda comunidade possa ser restabelecida, com segurança e paz.
Manifestamos nossa veemente indignação e repúdio ao descaso do Estado brasileiro com a situação de extrema violação dos direitos humanos dos índios e índias guarani kaiowás, acirrada pela situação intolerável e alarmante de genocídio dessa etnia e exigimos providências urgentes diante de tal situação.
As Comunidades Eclesiais de Base são assim, fonte da qual brota Água Viva, elas como água viva, dão vida, são a fonte para enfrentar as dificuldades encontradas na vida, como a água, elas são discretas, estão sempre presentes e nos fortalecem na caminhada.
Celebramos com a comunidade que nos acolheu.
Finalizamos nossa reunião com a partilha dos sub regionais, informes e encaminhamentos para a próxima colegiada e agradecimentos finais.
CEBs CNBB Sul1                                                                                                                        novembro de 2012

CEBs - Carta do III Oestão - Dourados - MS



    

   CARTA DAS CEBS AO POVO DE DEUS
                                                          III OESTÃO, DOURADOS (MS)

                                           “CEBs: JUSTIÇA E PROFECIA A SERVIÇO DA VIDA”

“Não são os grandes planos que dão certos, mas os pequenos detalhes” (Pe. Cícero)

  Nós, Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), num total de 347 ( trezentos e quarenta e sete) pessoas, entre elas leigas, leigos, religiosas, religiosos e alguns padres, pessoas vindas dos estados: Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, estivemos reunidas/os no III Oestão em Dourados-MS nos dias 15 a 18 de novembro de 2012.
O encontro foi enriquecido com a presença de índias/os, afro-descendentes, trabalhadoras e trabalhadores do campo e da cidade, juventude e crianças. Partilhamos nossas lutas, sonhos e esperanças.
              No  primeiro dia tivemos a presença do bispo de Dourados, Dom Redovino, que confirmou e valorizou nossa vocação de Igreja viva presente na sociedade. Assim, ele reafirmou o nosso compromisso de comunidades cristãs a serviço das pessoas excluídas da sociedade, algo  que já celebramos na mística de abertura, cheia de unção e alegria. Em seguida, Pe. Adriano fez uma breve memória histórica dos encontros chamados o “Oestão” que ajudaram reviver momentos fortes de recordações em preparação aos Intereclesiais das CEBs.
No segundo dia, na metodologia das CEBs, aprofundamos o VER da nossa realidade. Depois de uma rica celebração orante,  agradecendo os 25 anos de CEBs no Mato Grosso, Pe. Benedito Ferraro, nosso assessor, resgatou a identidade das CEBs na nossa história e nos Intereclesiais. Seguidamente Flávio Vicente Machado do CIMI (Conselho Indigenista Missionário) abordou os vários tipos de realidades e violações dos direitos indígenas. Vivenciar estes fatos foi um dos pontos altos do encontro, que nos ofereceu um maior conhecimento da questão indígena no Brasil e principalmente no Mato Grosso do Sul.  A presença dos índios Kaiowá Guarani e Terenas com seus depoimentos confirmou  em nós uma atitude de indignação contra o capitalismo que fortalece o agronegócio e a injustiça, ceifando muitas vidas.
À tarde tivemos um rico painel que nos convidou a uma reflexão sobre a ligação fé e vida nos temas indígenas, quilombolas, economia solidaria, ecologia, terra, política, juventude e mulher.
Na continuação aprofundamos em 20 grupos e cinco mini-plenárias os assuntos: JUSTIÇA, PROFECIA, SERVIÇO, VIDA E ROMARIA. Concluímos com uma grande plenária e uma síntese de nosso assessor que nos indicou a leitura do Documento de Aparecida nos números 365 a 367 para refletir sobre nossa conversão pessoal e no número 385 sobre nossa conversão social.
O início do terceiro dia foi marcado pela celebração da Paz como suplica a Deus para nossos povos, pais e mães do Brasil e para o mundo todo. Aprofundamos nosso JULGAR a partir do Documento da 5ª Semana Social Brasileira, ressaltando os valores da Sociedade do Bem Viver e Pertencimento, enriquecido pelos depoimentos dos nossos irmãos índios, o cacique Valério Vera Gonçalves e Oriel Benites e o negro Pedro Batista Nery.  Partilhamos ainda a reflexão teológica sobre o “Reino de Deus”, conduzida pelo Pe. Gabriel e sobre os Direitos Humanos com a assessoria do professor Robson Santos, membro da Igreja Batista, que nos levaram a discutir,  nos grupos, pistas concretas de AGIR nas diversas áreas: luta sindical, economia solidária, política, ecologia, organização das CEBs, indígenas, mulher e juventude.
À tarde, depois da partilha das nossas reações na fila do povo e  diante da riqueza destes dias,  fomos novamente aos grupos para sinalizar dois compromissos a partir de diversos assuntos refletidos.
Na Romaria dos Mártires rumo a Paróquia Santa Terezinha, assumimos nosso compromisso com a VIDA, como supremo valor da nossa fé. Lembramos e fizemos memória de nossas/os mártires que derramaram seu sangue por amor ao Reino de Deus. Celebramos a Eucaristia, irmanadas/os na fé e na luta por um mundo novo. A partilha do alimento e a festa confirmaram nosso compromisso com o amor e a vida.
No ultimo dia, a nossa celebração e a síntese do vivido e refletido neste encontro, nos deram forças para voltar às nossas famílias e comunidades, cheias/os de entusiasmo de continuar a caminhada das CEBs, este nosso jeito de ser Igreja. Finalmente, o Pe. Vileci, coordenador do 13º grande Encontro Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base do Brasil, a ser realizado em janeiro de 2014 em Juazeiro do Norte-CE, fez uma bela reflexão sobre a mística da/o romeira/o.
Saímos do nosso encontro, ungidas/as com o óleo e fortalecidas/os pela palavra “Faço de você uma luz para as nações!”. Fazemos nossas as palavras de nossas/os irmãs/ãos da Amazônia:
As CEBs constituem-se em família das famílias, onde todos se conhecem e querem bem, mas são também centro de oração e meditação da Palavra de Deus, para nutrir a mística profunda da vivência na proximidade de Deus” (Igreja na Amazônia – Memória e compromisso – Conclusões do encontro de Santarém 2012 – página 31).

                Este é nosso compromisso de vida como CEBs!
 
              Amém, Axé, Awere, Aleluia.

                                                                                                   Participantes do III Oestão
      
                                                                                                   Dourados-MS, 18 de novembro de 2012

CEBs Curitiba, PR - realizam Assembleia

Curitiba, PR, 23 nov (SIR) – As Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) da Arquidiocese de Curitiba realizam sua Assembleia dias 23 e 24 deste mês, no Convento Sagrado Coração do Verbo Encarnado.  A Assembleia visa promover uma reflexão, a partir do Documento de Aparecida, sobre os desafios e as perspectivas das Comunidades Eclesiais de Base na Arquidiocese. O convite para a Assembleia é destinado a duas pessoas por paróquia/comunidade. O início está previsto às 19 horas do dia 23 e o encerramento às 17 horas do dia 24. Como CEBs romeiras do Reino no campo e na cidade, na formação de comunidades de fé e vida, as comunidades seguem a opção pelo Reino, denunciando as injustiças sociais e anunciando o Evangelho. “As Comunidades Eclesiais de Base têm sido escolas que têm ajudado a formar cristãos comprometidos com sua fé, discípulos e missionários do Senhor...Elas abraçam a experiência das primeiras comunidades, como estão descritas nos Atos dos Apóstolos (At 2,42-47)” (D.A. 178). O Convento Sagrado Coração do Verbo Encarnado fica na  rua Pe. Rafael José Kalinowski, 756, Pinheirinho - Curitiba. O valor da inscrição é R$ 60,00 por pessoa (inclusivo alimentação e pouso). Inscrições e informações com a Dimensão Social da Arquidiocese: (41) 2105-6326; ou com a equipe de coordenação das CEBs: Leonel (9988-9660), Jardel (9173-5760), Rosalba (9914-3865), Salete (8453-5329) ou Cláudio (9948-5777).

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

A guerra em que os que morrem são os mais pobres

Falta identificar as forças beligerantes na guerra que se trava em São Paulo, com baixas diárias que se aproximam das registradas em conflitos internacionais. Aparentemente  e convém desconfiar das aparências o confronto se dá entre os bandidos e a polícia.
Os bandidos, na versão oficiosa, vingam-se da sociedade que os confina ao “executar” policiais militares em emboscadas. Há, no entanto, a denúncia de que os policiais militares estão assassinando pequenos bandidos, mas também pessoas trabalhadoras, a fim de atemorizar as organizações criminosas dos presídios.
Não há policiais perfeitos, a não ser na ficção, mas sem dúvida a Polícia Militar, pela sua natureza, é muito mais violenta do que as corporações civis. O uniforme, os aquartelamentos, as formações e os treinamentos  semelhantes aos que se submetem as forças armadas destinadas à hipótese da guerra contra os inimigos externos  condicionam esses homens ao ato de matar sem a inibição do sentimento de culpa. Isso não inocenta os policiais civis, muitos deles tão violentos ou ainda mais violentos do que os uniformizados.
Organizações brasileiras denunciaram à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em Washington, que só em São Paulo e no Rio de Janeiro, entre 2003 e 2009 (não há estatística mais recente), a polícia matou 11.000 pessoas – mais de vinte vezes as baixas das tropas brasileiras em combate na Itália. Na quase totalidade dos casos, os próprios matadores redigem um “auto de resistência”, embora nunca possam provar que os mortos tiveram a iniciativa do tiroteio.
Isso, apenas nas duas capitais brasileiras mais populosas. No interior do país, a situação é semelhante. Ainda agora, acabam de ser identificadas três milícias em João Pessoa, compostas de policiais militares e civis, acusadas de constituir um grupo de extermínio, de oferecer proteção a homens de negócios e de extorquir os traficantes de drogas na Paraíba. Foram presos 56 suspeitos, entre eles soldados e oficiais da PM, além de carcereiros e policiais civis. A operação foi realizada por 400 agentes da Polícia Federal, com o apoio das autoridades estaduais, e sob mandato judicial.
Nessa guerra os que morrem são sempre os mais pobres, e não beligerantes diretos. Raramente um oficial é executado por bandidos. Em algumas vezes são soldados desprotegidos, alvejados quando chegam do trabalho. Da mesma forma, não são os capitães do PCC e de outras organizações semelhantes os mortos, mas delinqüentes menores ou apenas trabalhadores inocentes, como parecem ser os últimos fuzilados em São Paulo por um soldado que passeava com a sua família e alegou haver respondido à ameaça dos mortos. Testemunhas afirmam que se tratou apenas de uma disputa de trânsito as vítimas teriam “fechado” o carro do policial. Por terem assim agido, de acordo com as testemunhas, os rapazes foram fuzilados pelo militar.
Quando alguém importante é vítima de um criminoso comum, a sociedade se mobiliza. Quando os mortos são trabalhadores das favelas ou pequenos criminosos levados ao tráfico pela falta de educação, de estrutura familiar sadia, e de empregos normais  a reação é quase nenhuma. Aqui e ali se manifestam alguns altruístas, e, pouco depois, as execuções deixam de ser notícia.
Quando houve, há seis anos, uma insurreição aberta de bandidos em São Paulo, o então governador Cláudio Lembo colocou o dedo na ferida, ao culpar pela calamidade “a elite branca e perversa” de seu Estado. É certo que a desigualdade social não é a única responsável pela violência urbana a cultura da violência, importada dos EUA pela televisão, tenha muito dessa culpa- nem pelos crimes brutais que conhecemos. Bandidos há em todas as classes e, provavelmente, os mais cruéis sejam os mais dissimulados, como os que atuam em Wall Street.
Onde há mais justiça social há menos medo nas ruas.

Mauro Santayana é colunista político do Jornal do Brasil, diário de que foi correspondente na Europa (1968 a 1973). Foi redator-secretário da Ultima Hora (1959), e trabalhou nos principais jornais brasileiros, entre eles, a Folha de S. Paulo (1976-82), de que foi colunista político e correspondente na Península Ibérica e na África do Norte.

Até quando vai durar o silêncio cumplice?

ATÉ QUANDO VAI DURAR O SILÊNCIO CÚMPLICE SOBRE A MATANÇA DE JOVENS POBRES, PRETOS E PERIFÉRICO EM SP?!?!


Já são mais de 170 mortes (oficialmente), ao longo dos últimos 25 dias, no estado de São Paulo. Cerca de 20 agentes do estado, frente a cerca de 150 seres humanos civis - em sua maioria jovens pobres, negros e periféricos.
O movimento Mães de Maio tem demonstrado pesar e solidariedade a TODAS as famílias de vítimas desse período terrível. Solidariedade às famílias de civis, como as do MC Daniel Gabú, do jovem Pedro e do jovem Caíque, e de tantos outros mais, que tombaram nas últimas semanas. Solidariedade às famílias de agentes do estado, como a filha (que testemunhou sua morte), à família e a@s amig@s s da agente Sra. Marta Umbelina, assassinada no último feriado por autores e razões desconhecidas. Dor de Filha, Dor de Mãe, de Familiares e Amig@s é A MESMA, em qualquer lugar!
Até aqui houve comoção, por parte das autoridades e da grande imprensa, APENAS em relação às mortes de agentes do estado, PORÉM NÃO HOUVE NENHUMA DECLARAÇÃO SEQUER, DE "PESAR E SOLIDARIEDADE", ÀS CENTENAS DE FAMÍLIAS DE CIVIS DESTRUÍDAS POR ESTAS MATANÇAS. Por que as famílias de jovens pobres e negros assassinados, além de destruídas, insistem em ser desconsideradas, ou simplesmente humilhadas moralmente como se fossem "famílias de bandidos e marginais", e isso supostamente justificasse todo o sofrimento?!?! Que se relembre a tod@s: no Brasil e em São Paulo, pelo menos na letra da Lei, não existe pena de morte...
Enquanto um movimento popular pacífico que somos, uma rede de Mães e Familiares em busca do Direito à Verdade, à Justiça e à Transformação Social, sempre fomos e seremos solidári@s frente a Dor gerada a tod@as envolvid@as  involuntariamente nessa guerra orquestrada por meia dúzia de colarinhos brancos nos altos cargos e altos escalões da elite. Eles seguem intocáveis e impunes, aprofundando esta barbárie, sem sofrer esta nossa Dor, muito menos sujar as suas mãos – a não ser com o dinheiro gerado por esta guerra. Até quando tantos agentes trabalharão para eles, arriscando inclusive suas próprias vidas cotidianamente, oprimindo seus iguais, matando-se muitas vezes até mesmo vizinhos e vizinhas das mesmas comunidades, é o que nos perguntamos todos os dias.
Que haja uma trégua de todas as partes envolvidas nessa carnificina, pois todo mundo está perdendo nessas matanças cotidianas aí, as Mães, Famílias e  Amig@as que  choram são, a grande maioria, oriundas da mesma classe social (trabalhadora), da mesma cor (negra, principalmente), e do mesmo território (pobre e periférico). O mesmo território, os mesmos bairros e comunidades que estão sofrendo cotidianamente com o pânico dos toques de recolher - muitos determinados pela própria polícia, a proibição de simplesmente transitar pelas ruas com liberdade, sequer, de ir e vir tranquilamente.
Já são mais de 170 mortos (oficialmente) apenas nos últimos 25 dias no estado de São Paulo, repitimos, dentre policiais e sobretudo civis, e dezenas de bairros sitiados e "recolhidos" na Grande SP, Baixada Santista e interior, sobretudo nas regiões periféricas – alvos preferenciais do chamado “combate ao tráfico”, uma verdadeira militarização de comunidades inteiras e "matança dos 'suspeitos'". Paraisópolis, Heliópolis, Capão Redondo, Brasilândia que o digam?! Por que nada se comenta sobre a pacificação de Higienópolis?!
Desde os Crimes de Maio de 2006, pelo menos, já assistimos matanças de centenas de jovens serem utilizadas política e eleitoralmente, e as verdadeiras vítimas fomos nós que perdemos nossos filhos e filhas, amigos e amigas,  mort@as ou  desaparecido@s, sem ter tido qualquer reparação ou justiça até os dias de hoje. E não tem faltado Luta para tanto...
Até quando os pilantras de colarinho branco lá de cima vão seguir assistindo, ordenando (com muitos dos nossos obedecendo cegamente), aparelhando e incentivando essa matança generalizada, cujo sangue escorrendo na calçada tem quase sempre a mesma origem social e racial?! Quem é que está mesmo lucrando com essa matemática terrível das chacinas sem fim?!
Esta madrugada foram, ao menos, mais 12 vidas ceifadas, mais 12 famílias destruídas...

#AS MÃES, FAMILIARES, FILHOS E FILHAS SÃO AS PRINCIPAIS VÍTIMAS: DE AGENTES E DE CIVIS, EM QQ LUGAR!

#PAZ URGENTE NAS PERIFERIAS DO ESTADO DE SÃO PAULO E DE TODO BRASIL!

MÃES DE MAIO DA DEMOCRACIA BRASILEIRA