quarta-feira, 28 de março de 2012

Conselho Mundial de Igrejas expressa gratidão pelo legado de Milton Schwantes

Após dois meses de enfermidade, o renomado teólogo ecumênico e pastor luterano Dr. Milton Schwantes faleceu no dia 1º de Março, em São Paulo, Brasil, com 65 anos de idade. O Secretário Geral do Conselho Mundial de Igrejas Rev. Dr. Olav Fykse Tveit qualificou sua contribuição ao longo dos anos como um “patrimônio do movimento ecumênico”.

Referindo-se ao legado de Schwantes para o movimento ecumênico, Tveit disse “a leitura contextual da Bíblia e o compromisso com o pobre é um importante elemento da teologia da libertação trazido por Schwantes, o qual se soma ao desenvolvimento do movimento ecumênico moderno”.

Como professor de Antigo Testamento na Faculdade EST em São Leopoldo, no final dos anos 70 e década de 80, o testemunho ecumênico de Schwantes uniu-se ao seu trabalho na Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (IECLB). Ele influenciou toda uma geração de estudiosos no Brasil e no restante da América Latina. Em 1988, ingressou na Universidade Metodista de São Paulo (UMESP).

O moderador do Comitê Central do CMI, Rev. Dr. Walter Altmann, emocionou-se com a morte de Schwantes. “Ele era respeito e admirado por inúmeras pessoas no Brasil, na América Latina e Caribe, assim como ao redor do mundo, por sua sensibilidade para com o sofrimento e as necessidades do povo, manifestada em uma profundamente criativa e academicamente sólida interpretação da Bíblia”, disse Altmann.

Schwantes escreveu sua tese de doutorado na Universidade de Heidelberg, Alemanha, sobre “O direito dos pobres no Antigo Testamento”. Ele coordenou o projeto “Bibliografia Bíblica Latino-Americana” e foi editor da Revista de Interpretação Bíblica Latino-americana, RIBLA. Schwantes publicou diversos livros, incluindo “História de Israel”, “Monarquias do Antigo Israel”, "Dignidade humana e Paz - Novo Milênio sem Exclusões" e o "Dicionário Hebraico-Português e Aramaico-Português" (sendo co-autor nos dois últimos). Ele também foi premiado com vários doutorados honoris-causa.

Para Eliana Rolemberg, diretora executiva da CESE (Coordenadoria Ecumênica de Serviço), organização integrante da Aliança ACT no Brasil, Schwantes era um “grande ecumênico que sempre enfatizou a importância da coexistência pacífica entre diferentes expressões cristãs e o valor da contribuição de cada igreja para o alcance da unidade”.

A contribuição de Schwantes para os estudos bíblicos

“A leitura popular da Bíblia na América Latina deve muito a Milton Schwantes”, disse Edmilson Schinello, coordenador do Centro de Estudos Bíblicos, CEBI, com o qual Schwantes trabalhou muito próximo. “Além de seu entusiasmo contagiante e seus grandes insights na análise de textos bíblicos relacionando-os à vida das pessoas, o legado de Schwantes também abrange um forte exemplo de compromisso com o ecumenismo, o estudo de gênero e a leitura feminista da Bíblia", afirmou Schinello.

Há uma infinidade de pessoas que foi animada, inspirada e transformada por seu trabalho. Um brilhante teólogo, Schwantes teve uma vocação para a pesquisa bíblica com análise perspicaz, sempre marcada pela criatividade, irreverência e um forte comprometimento com o pobre.

De acordo com o Reverendo Christopher Ferguson, pastor da Igreja Unida do Canadá e coordenador internacional do Programa Ecumênico de Acompanhamento às Vítimas da Violência na Colômbia, a abordagem transformadora da leitura da Bíblia na construção de uma teologia da vida teve um impacto duradouro. “Não há realmente palavras suficientes para descrever seu legado acadêmico e educacional. Ele teve o dom e habilidade para relacionar a leitura e o empoderamento do pobre e marginalizado como sujeito da interpretação bíblica. Ferguson disse ainda que Schwantes desenvolveu o “mais rigoroso aparato crítico científico e acadêmico para a interpretação bíblica e teológica”.

Rev. Juan Abelardo Shvindt, ex-secretário geral da Igreja Evangélica do Rio da Prata (IERP), destaca o legado de Schwantes lembrando um significativo episódio relacionado às reflexões sobre o aniversário de 500 anos da chegada dos colonizadores à América Latina, em 1992. O trabalho de Schwantes foi a inspiração bíblica de todo o processo de reflexão continental, particularmente das igrejas membro do Conselho Latino Americano de Igrejas.

“Lembro-me da consulta regional que conduzimos no Parque 17 de Febrero, no Uruguai, com representantes de todas as igrejas da região. Nós fomos encorajados a redescobrir o senso de ser igreja em um continente subjugado no qual as identidades religiosas, culturais e sociais foram constantemente negadas”, disse Schvindt. “A questão desafiadora de Schwantes para o grupo foi: Como uma nova abordagem da leitura da Bíblia pode nos ajudar a repensar nosso próprio significado em um contexto de aparente falta de sentido?”, lembrou-se Schvindt.

A despeito dos sérios problemas de saúde durante os anos finais de sua vida, Schwantes ofereceu um consistente testemunho de força e alegria. Desde agosto de 2002, depois de uma operação para remover um tumor, ele experimentou severas limitações físicas. Casado com Rosileny Alves dos Santos Schwantes, ele tinha três filhas.

Texto co-produzido pela Agência Latinoamericana e Caribenha de Comunicação.
Tradução: Suzel Tunes/FaTeo.
Foto: Milton e sua esposa Rosi (arquivo pessoal)

Os Oito Símbolos Auspiciosos - Budismo Tibetano.

No budismo do Tibete, os símbolos são uma parte da vida diária. Nos primeiros séculos, as estátuas de Buda não estavam em uso; arte budista usou símbolos para representar os ensinamentos do Buda.

Há oito símbolos centrais do budismo tibetano conhecido como os "Oito Símbolos Auspiciosos". Você vai encontrá-los em todos os lugares no Tibete e nas comunidades em exílio. Eles são tradicionalmente oferecidos aos professores durante as cerimônias de vida longa e são usados ​​em várias formas de arte ritual. Acredita-se que cada um dos símbolos tibetanos representa um aspecto de ensinamentos do Buda e quando aparecem todos juntos os seus poderes são multiplicados.

Aqui está uma explicação de cada um:

1. O Precioso Guarda-Sol, onde a frescura da sua sombra simboliza a proteção de doenças, forças negativas, obstáculos e todo o tipo de sofrimento.

2. Peixes Dourados, representados por dois peixes na vertical com suas cabeças voltadas um para o outro. Simbolizam a felicidade dos seres sem medo, sem o sofrimento do Sansara, pois os peixes têm liberdade completa na água. Representam a fertilidade e a abundância, já que se multiplicam rapidamente. Muitas vezes são dados como presente de casamento.

3. Vaso de Tesouros sem fim, ou Bumpa, é representado por um recipiente bojudo com um pescoço curto e esguio e uma jóia no topo. Possui a qualidade das manifestações espontâneas: por mais que se esvazie o vaso, este mantêm-se sempre cheio.
Simboliza uma vida longa, riqueza e prosperidade e todos os benefícios deste mundo e da libertação.


4. Lótus, a flor de lótus denota pureza mental e espiritual e é um lembrete pungente dos ensinamentos do Buda. O crescimento do lótus na lama e através da água, seu descanso final sob a luz do sol, simboliza o progresso da alma ou da mente através da lama do materialismo, as águas de experiência e para o sol da iluminação.

5. A Concha denota a fama dos ensinamentos do Buda, proclama a verdade dos ensinamentos do Dharma. Ela é usada para chamar o sangha e serve como um instrumento musical e como um recipiente de água benta.

6. Nó Eterno, um ornamento gráfico fechado compreendendo linhas entrelaçadas que se sobrepõem, sem começo nem fim, simboliza a infinita sabedoria e a eterna compaixão de Buda. Ele representa a continuidade como a base da realidade da existência.

7. Estandarte da Vitória denota a vitória do ensinamento do Buda e do triunfo da sabedoria sobre a ignorância.

8. Roda é um dos símbolos mais importantes do budismo tibetano e representa continuidade e mudança, num movimento circular eterno. Adaptada pelo budismo como o símbolo dos ensinamentos de Buda. O movimento da roda simboliza a rápida transformação espiritual revelados nos ensinamentos de Buda, o ultrapassar de todos os obstáculos e ilusões.



Eder Massakasu Aono

A atualidade da Palavra




A Bíblia continua a ser o livro mais traduzido e editado no mundo. Ao mesmo tempo, ganha uma infinidade de interpretações que dão origem a centenas de movimentos e Igrejas. Cada texto é passível de múltiplas interpretações, de acordo com o contexto e lugar social a partir do qual é lido. Deus se revela em palavras humanas e culturais e não através de uma doutrina dogmática. Sua revelação ao mundo se dá na natureza e na história.

Sendo na história que evolui, tem uma meta. Na Bíblia, encontramos costumes antigos com os quais não concordamos, como guerras sagradas, escravidão de seres humanos, um sistema patriarcal e opressor da mulher, pena de morte e vários outros elementos que faziam parte das culturas antigas.

A revelação divina mostrou que estes elementos devem ser superados. Uma vez, o próprio Jesus comentou um destes costumes ao dizer: “Foi por causa da dureza do vosso coração que naquela época era assim, mas este não era o projeto divino original” (Cf. Mt 19, 8). A revelação se dá à medida não que estes costumes viram dogmas, mas que a evolução da história ajuda em sua superação e crítica.

Seja como for, através dessa inserção na história e na cultura de um povo, o Espírito vai conduzindo os acontecimentos para um projeto divino de amor e justiça. Para se ler e compreender bem a Bíblia, um bom método é ir descobrindo e seguindo este fio condutor da história que avança para um ponto culminante: a interiorização do Espírito Divino nos seres humanos e no universo, assim como a conseqüente transformação do mundo.

Nesta semana, em toda a América Latina, muitas comunidades lembram que no dia 20 de julho de 1979, há exatamente 30 anos, o frei Carlos Mesters e um grupo de amigos criaram, em Angra dos Reis, RJ, o Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), entidade ecumênica e de cunho pastoral, cujo objetivo é devolver ao povo mais pobre a capacidade de ler e compreender a Bíblia, assim como a possibilidade de ligá-la à vida concreta e à caminhada da libertação dos camponeses, dos índios e do povo das periferias urbanas.

Quem conhece de dentro, nas últimas décadas, a história das comunidades eclesiais de base e das pastorais na América Latina sabe a importância que teve a forma de ler a Bíblia desenvolvida pelo CEBI para a caminhada de inserção das Igrejas cristãs no meio dos movimentos populares e no processo social e político, hoje, em curso no continente. Há até quem se pergunte se a evolução política de vários países latino-americanos teria ocorrido, do modo como está se dando, sem a participação ativa das comunidades e do seu modo de ler a Bíblia. O CEBI deu origem ou ao menos inspirou diversos centros e institutos de estudo popular da Bíblia em vários dos nossos países.

Esta leitura da Bíblia que parte da fé e se liga à vida e às lutas do povo é o fruto mais maduro e comum de uma espiritualidade e teologia da libertação. Nunca foi majoritária ou hegemônica em nossas Igrejas, menos ainda nestes tempos de marketing religioso e de todos os tipos de shows missa e cultos eletrônicos, tanto católicos, como evangélicos. Certamente, o melhor fruto do Centro Bíblico (CEBI) no Brasil é o fato de que, apesar de muitas dificuldades e de não poderem contar com o mesmo apoio espiritual e humano que, há vinte anos, ainda recebiam por parte de muitos bispos e pastores, as comunidades eclesiais de base continuam espalhadas em todo o país e perseveram em sua caminhada espiritual.

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Os grupos de base ficam felizes em saber que não estão sozinhos e que, apesar de não pretenderem ser uma massa, ou terem a força de marketing de alguns grupos religiosos de hoje, de qualquer forma, recebem uma força afetuosa e espiritual uns dos outros e continuam o caminho da profecia. Viver esta proposta é algo acessível a todos, mas em um mundo como o nosso, não é escolha de multidões. Sem se fechar em pequenas seitas, as “minorias abraâmicas”, como chamava Dom Hélder Câmara, são sinais e instrumentos de um novo mundo possível.


Marcelo Barros


19.07.09

terça-feira, 27 de março de 2012

Clara de Assis: a coragem de uma mulher apaixonada


Há 800 anos, na noite de 19 de março de 1221, dia seguinte à festa de Domingos de Ramos, Clara de Assis, toda adornada, fugiu de casa para unir-se ao grupo de Francisco de Assis na capelinha da Porciúncula que ainda hoje existe. As clarissas do mundo inteiro e toda a família franciscana celebram esta data que significa a fundação da Ordem de Santa Clara espalhada pelo mundo inteiro.

Clara junto com Francisco - nunca devemos separá-los, pois se haviam prometido, em seu puro amor, que "nunca mais se separariam" segundo a bela legenda época - representa uma das figuras mais luminosas da Cristandade. É bom lembrá-la neste mês de março, dedicado às mulheres. Por causa dela, há milhões de Claras e Maria Claras no mundo inteiro. Ela, de família nobre de Assis, dos Favarone, e ele, filho de um rico e afluente mercador de tecidos, dos Bernardone.

Com 16 anos de idade quis conhecer o então já famoso Francisco com cerca de 30 anos. Bona, sua amiga íntima conta, sob juramento nas atas de canonização, que entre 1210 e 1212 Clara "foi muitas vezes conversar com Francisco, secretamente, para não ser vista pelos parentes e para evitar maledicências". Destes dois anos de encontro nasceu grande fascínio um pelo outro. Como comenta um de seus melhores pesquisadores, o suíço Anton Rotzetter em seu livro Clara de Assis: a primeira mulher franciscana (Vozes 1994): "neles irrompeu o Eros no seu sentido mais próprio e profundo pois sem o Eros nada existe que tenha valor, nem ciência, nem arte, nem religião, Eros que é a fascinação que impele o ser humano para o outro e que o liberta da prisão de si mesmo"(p. 63). Esse Eros fez com que ambos se amassem e se cuidassem mutuamente mas numa transfiguração espiritual que impediu que se fechassem sobre si mesmos. Francisco afetuosamente a chamava de a "minha Plantinha". Três paixões cultivaram juntos ao longo de toda vida: a paixão pelo Jesus pobre, a paixão pelos pobres e a paixão um pelo outro. Mas nesta ordem. Combinaram então a fuga de Clara para unir-se ao seu grupo que queria viver o evangelho puro e simples.

A cena não tem nada a perder em criatividade, ousadia e beleza, das melhores cenas de amor dos grandes romances ou filmes. Como poderia uma jovem rica e bela fugir de casa para se unir a um grupo parecido com aos "hippies" de hoje? Pois assim devemos representar o movimento inicial de Francisco. Era um grupo de jovens ricos, vivendo em festas e serenatas que resolveram fazer uma opção de total despojamento e rigorosa pobreza nos passos de Jesus pobre. Não queriam fazer caridade para pobres, mas viver com eles e como eles. E o fizeram num espírito de grande jovialidade, sem sequer criticar a opulenta Igreja dos Papas.

Na noite do dia de 19 de março, Clara, escondida, fugiu de casa e chegou à Porciúncula. Entre luzes bruxoleantes, Francisco e os companheiros a receberam festivamente. E em sinal de sua incorporação ao grupo, Francisco lhe cortou os belos cabelos louros. Em seguida, Clara foi vestida com as roupas dos pobres, não tingidas, mais um saco que um vestido. Depois da alegria e das muitas orações foi levada para dormir no convento das beneditinas a 4 km de Assis. 16 dias após, sua irmã mais nova, Ines, também fugiu e se uniu à irmã. A família Favarone tentou, até com violência, retirar as filhas. Mas Clara se agarrou às toalhas do altar, mostrou a cabeça raspada e impediu que a levassem. O mesmo destemor mostrou quando o Papa Inocêncio III não quis aprovar o voto de pobreza absoluta. Lutou tanto até que o Papa enfim consentisse. Assim nasceu a Ordem das Clarissas.

Seu corpo intacto depois de 800 anos comprova, uma vez mais, que o amor é mais forte que a morte.

Leonardo Boff

Fraternidade e Promoção Humana



Qualquer histórico da Igreja Católica, dos anos 60 para cá, mostrará, cristalinamente, o quanto essa instituição foi importante para que o povo devolvesse a democracia brasileira. E foi a mesma igreja que, ludibriada pelo sentimento anticomunista espalhado pelos golpistas de 1964, recebeu os militares de braços abertos, em luta surda contra o que chamava “hereges e ateus inimigos da fé”.

Mas o caráter repressivo e autoritário do regime logo se manifestaria e os perseguidos e torturados do regime passaram a receber proteção do clero. Com essa reviravolta, o regime prendeu, torturou e matou padres e clérigos, o que também contribuiu para que a Teologia da Libertação ganhasse força no Brasil a partir dos anos 70.

São apenas lembranças, que queremos bem distantes, mas que ecoam em nossos ouvidos a cada vez que a Igreja Católica coloca em prática uma nova Campanha da Fraternidade, concitando seus fiéis à solidariedade em relação a um problema concreto do país e buscando caminhos de solução.

Como em todos os anos, dessa vez por convocação dos deputados Afonso Manoel e Bira do Pindaré, a Campanha da Fraternidade se estendeu à Assembleia Legislativa, sob a tutela de um tema que é caro e complicado para a classe política e para os gestores públicos: “Fraternidade e saúde pública”. O próprio deputado Afonso Manoel seria o responsável pela saudação à Campanha da Fraternidade, usando até exemplos de natureza pessoal para exortar o amor pela medicina, pregando a divisão setorial dos hospitais por doença e o fim das decisões unilaterais na área da saúde.

O valor real dessa campanha, que se iniciou em 1961 com três padres da Cáritas Brasileira que pretendiam arrecadar fundos para obras assistenciais da igreja e acabou sendo absorvida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em 1964, pode não ter sido entendido ainda por diversos segmentos da sociedade. A campanha, na verdade, expõe os mais graves e urgentes problemas do país; mexe diretamente na ferida das desigualdades sociais. É mais que um alerta; é “um despertar, um chamamento de fé e vida”, como disse o deputado Afonso Manoel.

A igreja, fator histórico irrefreável de mobilização dos povos, faz-se ouvir nos quatro cantos do mundo por meio da Campanha da Fraternidade, concebida hoje como a maior campanha de evangelização do mundo. E bem vivas em nossas mentes estão as palavras do vice-presidente da CNBB e arcebispo da Arquidiocese de São Luís, dom José Belisário, na Assembleia Legislativa: os recursos da saúde estão sendo sugados pela má gestão e pela corrupção.

Porque é preciso dizer e o evangelho não permite mentir. Mas essa, da Campanha da Fraternidade, é, antes de tudo, uma história de amor; como, aliás, especificado nos objetivos que delineia: educar para a vida em fraternidade, com base na justiça e no amor, exigências centrais do evangelho; renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação da Igreja Católica na evangelização e na promoção humana, tendo em vista uma sociedade justa e solidária.

Um ano da Páscoa de Pe. José Comblin




No dia 27 de março, lembramos da partida de José Comblin. O que eu não posso deixar de recordar, é o quanto os textos de Comblin trouxeram o Evangelho para mais perto de mim. Creio que isto deve ter acontecido com muitas pessoas. Ele tem um jeito de falar de Jesus e da simplicidade da mensagem de Jesus. Do amor, e de cómo o amor é Deus mesmo na gente, e de que o amor é a parte nossa que não morre. Lembro de muitas coisas de Comblin. De cómo nos recebia na sua casa em Bayeux, no meio daquelas árvores, o seu jeito, o seu humor, a maneira como nos falava. Muitos dos seus livros se tornaram referências para mim.

O principal: O caminho, ensaio sobre o seguimento de Jesus. Outro: A profecia na Igreja. Já vai fazer um ano da tua partida, mas é como se estivesses aqui. Cómo uma pessoa pode ser tão simples na sua profundidade. Deixaste uma lembrança inesquecível. Tomara que consigamos nos assemelhar em tudo a você, naquilo que é essencial: sermos a pessoa que somos. Isto é o que mais me admirava em Comblin: era totalmente autêntico, era ele mesmo. Isto é o que mais admiro em uma pessoa: ela ser quem ela é. Comblin era ele mesmo. Assim te recordo, e te recordo por teu sentimento, pela tua presença, pelo que nos deixaste de uma luz inextinguível.

Rolando Lazarte

Nancy Cardoso assume a Secretaria de Publicações do CEBI



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A partir do dia 2 de abril a Secretaria de Publicações do CEBI estará sob a coordenação de Nancy Cardoso Pereira. O processo de seleção se concluiu neste domingo, dia 25 de março, durante reunião do Conselho Nacional, realizada em São Leopoldo/RS. Entre as pessoas que se apresentaram como candidatas, entendeu-se que Nancy preencheu melhor os critérios para o exercício da função.

Nancy Cardoso é pastora metodista, com formação específica na área de Bíblia. Tem rica experiência na área de produção de textos. Consegue conciliar o estudo acadêmico com as lutas populares, o que é uma das principais características do CEBI. Nascida no Reio de Janeiro, fez sua formação em São Paulo (mestrado e doutorado na UMESP e pós-doutorado na UNICAMP). É colaboradora da CPT - Comissão Pastoral da Terra e do CEBI há muitos anos.

Nancy se apresentou à equipe da Secretaria Nacional nesta segunda, dia 26.

E recebeu as boas vindas de todo o grupo.


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